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Uniswap integra fundo tokenizado de US$ 2,2 bilhões da BlackRock ao ecossistema DeFi

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A Uniswap e a gigante de gestão de ativos BlackRock deram um passo histórico para a convergência entre finanças tradicionais e criptoativos. Nesta terça-feira (11), foi anunciado que o fundo tokenizado BUIDL, com US$ 2,2 bilhões sob gestão, será negociável através da interface da Uniswap. O token nativo da plataforma, UNI, reagiu fortemente ao anúncio e é negociado atualmente em torno de US$ 4,36 (aproximadamente R$ 25,20), acumulando ganhos expressivos nas últimas 24 horas em resposta à validação institucional do protocolo.

O que está por trás dessa integração?

Essa movimentação representa um marco na utilização de Ativos do Mundo Real (RWA) dentro do ecossistema de Finanças Descentralizadas (DeFi). Até então, o fundo BUIDL (BlackRock USD Institutional Digital Liquidity Fund) existia principalmente como um ativo passivo em carteiras institucionais. Agora, a parceria com a Securitize permite que esses tokens sejam usados ativamente em operações de troca (swap) no maior protocolo de câmbio descentralizado do mundo.

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Na prática, isso significa que a liquidez institucional está começando a fluir pelos trilhos do DeFi, uma tendência que reforça a narrativa de maturidade do setor. A BlackRock tem intensificado sua presença no mercado cripto, não apenas com ETFs de Bitcoin e Ethereum, mas expandindo sua infraestrutura. Recentemente, a BlackRock expandiu seus produtos de investimento, sinalizando que a tokenização de ativos é uma estratégia de longo prazo, e não apenas um experimento.

Como isso funciona na prática?

Apesar de estar na Uniswap, a negociação do BUIDL não é totalmente livre como a de outros tokens cripto. O sistema utiliza o UniswapX, um protocolo de roteamento que conecta vendedores e compradores através de um sistema de solicitação de cotação (RFQ).

  • Acesso Controlado: Apenas investidores institucionais pré-aprovados e que passaram por processos de KYC (conheça seu cliente) via Securitize podem participar.
  • Market Makers: A liquidez não vem de piscinas comuns (AMMs), mas sim de formadores de mercado aprovados em uma “lista branca”, incluindo Flowdesk, Tokka Labs e Wintermute.
  • Liquidez Instantânea: Detentores de BUIDL podem converter seus títulos do Tesouro tokenizados diretamente para a stablecoin USDC quase instantaneamente.

Este modelo híbrido resolve o problema da liquidez para grandes players, permitindo que eles usem garantias reais no blockchain. É um movimento similar ao visto em outros projetos de RWA, onde ações tokenizadas são usadas como colateral no DeFi, criando novas utilidades para ativos tradicionais.

Além disso, a integração ocorre em um momento em que o mercado especula sobre novos produtos regulados focados no protocolo, como o fato de que a Bitwise planeja um ETF spot de Uniswap, o que aumentaria ainda mais a legitimidade do token UNI.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, o impacto direto é limitado, pois o acesso ao fundo BUIDL exige um capital mínimo elevado (geralmente acima de US$ 5 milhões) e credenciamento nos EUA. No entanto, o impacto indireto é significativo.

A validação da tecnologia da Uniswap pela maior gestora de ativos do mundo (com mais de US$ 10 trilhões em ativos totais) tende a beneficiar o preço do token UNI e fortalecer o ecossistema Ethereum, muito popular no Brasil. Além disso, reforça a tendência global de tokenização. Projeções indicam que a tokenização de fundos deve dobrar em grandes centros financeiros, e o Brasil, com o DREX e o sandbox da CVM, está posicionado para seguir o mesmo caminho, eventualmente permitindo que investidores locais acessem fundos tokenizados com a mesma facilidade em plataformas nacionais ou globais.

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Riscos e o que observar

É crucial notar as “letras miúdas” do acordo. Embora a BlackRock tenha feito um investimento estratégico no ecossistema da Uniswap, a empresa explicitamente reservou o direito de descontinuá-lo e declarou que não recomenda o protocolo em geral ou o token UNI.

Além disso, a criação de “jardins murados” (ambientes restritos) dentro de protocolos DeFi levanta debates sobre a centralização. Enquanto os ativos distribuídos (que podem ir de carteira para carteira livremente) somam cerca de US$ 25 bilhões, os ativos restritos em plataformas de emissores já ultrapassam US$ 340 bilhões. O risco regulatório permanece alto, e o investidor deve estar atento a como a CVM e a SEC tratarão essas interações híbridas no futuro.

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