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Recompra de STRC supera gasto da Strategy com Bitcoin

Balança compara recompra de ações STRC com compra de Bitcoin pela Strategy

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A Strategy, empresa de gestão de ativos ligada a Michael Saylor, comprou 950 BTC por US$ 75,7 milhões entre 14 e 20 de setembro, elevando sua carteira para exatamente 846.000 BTC. No mesmo período, a empresa destinou US$ 174 milhões à recompra de ações preferenciais STRC – mais que o dobro do valor usado na compra de bitcoins.

Strategy retoma compras e volta a 846 mil BTC

O preço médio pago pela Strategy na última rodada foi de US$ 79.670 por BTC, segundo documento enviado à SEC (Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado de capitais dos EUA) e reportado por Bitcoin.com. Com essa compra, o custo acumulado da empresa chega a US$ 63,8 bilhões, ou US$ 75.416 por BTC em média – patamar abaixo do valor pago na aquisição mais recente.

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A carteira da Strategy já havia recuado para 840.447 BTC após vendas em julho e agosto, antes de uma compra de 4.603 BTC anunciada em 31 de agosto elevá-la a 845.050 BTC. Com os 950 BTC adicionais, a empresa retorna à marca de 846.000 BTC – o mesmo nível atingido no final de junho -, o que representa pouco mais de 4% dos 21 milhões de bitcoins que poderão existir. Como mostramos ao detalhar o peso da acumulação da Strategy sobre a oferta circulante do Bitcoin, esse volume concentrado em uma única companhia listada em bolsa já é motivo de debate entre analistas de mercado.

A recompra de STRC consumiu mais caixa que a compra de Bitcoin

Além dos US$ 75,7 milhões em BTC, a Strategy usou US$ 174 milhões para recomprar 1.771.238 ações de seu título preferencial perpétuo de taxa variável STRC. As duas operações somaram US$ 249,7 milhões em caixa na semana – e, pela primeira vez em um período recente, a empresa não vendeu nenhuma ação por meio de seu programa de oferta at-the-market para financiar as compras.

Em 20 de setembro, a Strategy reportou US$ 5,04 bilhões em sua reserva em dólares e outros US$ 1,05 bilhão em caixa, totalizando US$ 6,09 bilhões em ativos denominados em USD. A empresa ainda usou US$ 57,4 milhões dessa reserva para cobrir dividendos preferenciais e juros durante a semana. Restam US$ 875,1 milhões autorizados para recompra de ações preferenciais e US$ 1 bilhão para recompra de ações ordinárias MSTR, conforme detalhamos ao explicar como a Strategy usa o STRC como combustível para financiar novas compras de Bitcoin.

Contexto e implicação para o investidor

A semana marca uma mudança pontual no padrão de financiamento da empresa: em vez de emitir novas ações para levantar caixa e converter os recursos em bitcoins, a Strategy usou dinheiro já disponível em balanço para tocar duas frentes ao mesmo tempo – ampliar a reserva de BTC, avaliada pela fonte em US$ 63,8 bilhões, e sustentar o valor de seu próprio título preferencial. Como exploramos ao analisar o tamanho real das reservas líquidas da Strategy após dívidas e obrigações, a folga de caixa da empresa continua ampla, mas cada dólar alocado em STRC é um dólar que não vai para bitcoin – um trade-off que deve seguir no radar dos próximos relatórios trimestrais.

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Short squeeze leva Bitcoin ao maior nível do ano

Token de Bitcoin subindo enquanto posições vendidas são comprimidas durante um short squeeze

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O Bitcoin superou a marca de US$ 85.000 nesta segunda-feira, negociando ao redor de US$ 84.984 e acumulando alta de aproximadamente 5% em 24 horas. O nível supera a máxima de US$ 82.284 registrada em 4 de setembro e marca o preço mais forte do ativo desde o início do ano.

O movimento não veio isolado. Uma onda de liquidações forçadas em posições vendidas acelerou a compra do ativo e ajudou a empurrar o preço para o novo patamar.

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Short squeeze concentra as liquidações no mercado cripto

Segundo dados da CoinGlass citados pela CoinDesk, cerca de US$ 746,6 milhões em posições cripto foram liquidadas em 24 horas, dos quais US$ 647,9 milhões vieram de apostas na queda. Shorts de Bitcoin responderam por US$ 277,5 milhões desse total, enquanto shorts de Ether somaram outros US$ 122,8 milhões.

O mecanismo é conhecido: quando o preço sobe contra posições vendidas alavancadas, os traders são forçados a recomprar o ativo para encerrar a aposta, o que injeta pressão compradora adicional e amplifica o rali. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir um movimento semelhante de alta puxada por liquidação de vendidos, esse padrão tende a se repetir quando o mercado de derivativos acumula excesso de posicionamento bearish.

O interesse aberto (open interest) em contratos subiu 7,59%, para US$ 156 bilhões, mesmo com o volume expressivo de liquidações. O volume de negociação em 24 horas cresceu 39%, para US$ 224 bilhões. A combinação sugere, segundo a cobertura da CoinDesk, que parte dos traders liquidados foi substituída por novas posições, e não que o mercado simplesmente reduziu exposição.

Mercado amplo acompanha a recuperação do Bitcoin

A alta não ficou restrita ao Bitcoin. Do total de 100 ativos que compõem o índice CoinDesk 100, 95 registraram valorização, e o índice como um todo avançou cerca de 3% na sessão.

O movimento também marca a virada de uma semana volátil. O Bitcoin havia recuado para próximo de US$ 75.000 em 15 de setembro antes de recuperar os US$ 80.000 e, na sequência, romper os US$ 85.000. A CoinDesk aponta como pano de fundo uma melhora geral no apetite por risco, incluindo desenvolvimentos regulatórios sobre ações tokenizadas nos Estados Unidos e a queda nos preços do petróleo – fatores de contexto amplo, não necessariamente a causa direta do salto de segunda-feira.

A própria cobertura da CoinDesk reforça que o gatilho imediato do movimento foi o desmonte em larga escala de posições vendidas alavancadas, não uma mudança estrutural isolada em fundamentos. Como já mostramos ao cobrir as liquidações registradas quando o Bitcoin rondava os US$ 80 mil, o episódio atual ocorreu com o open interest em alta.

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Para o investidor brasileiro, o dado relevante segue sendo o comportamento do open interest e do volume nas próximas sessões: se ambos recuarem junto com o preço, o rali perde sustentação; se seguirem subindo, o mercado sinaliza apetite renovado por risco.

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Reserva da Strive chega a 26.355 BTC sem reduzir o caixa

Cofre corporativo com reserva de criptoativos em crescimento e caixa preservado

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A Strive Inc. (Nasdaq: ASST) comprou 1.355 bitcoins entre 14 e 18 de setembro de 2026, por aproximadamente US$ 107,7 milhões, a um preço médio de US$ 79.475 por unidade. A operação elevou a tesouraria da empresa de 25.000 BTC para 26.355 BTC, segundo divulgação da própria companhia via formulário 8-K citada pelo site Bitcoin.com.

O detalhe que chama atenção é o caixa: apesar do desembolso de quase US$ 108 milhões em bitcoin, a Strive encerrou o período com US$ 229,6 milhões em caixa – US$ 25,4 milhões a mais do que na semana anterior.

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Como a Strive financia as compras sem esvaziar o caixa

A engrenagem funciona em duas frentes simultâneas. Enquanto compra bitcoin, a Strive emite novas ações e captações via mercado de capitais em ritmo suficiente para repor – e ainda ampliar – o caixa disponível.

Na semana em questão, a empresa emitiu 2,07 milhões de novas ações Classe A, levando o total dessa classe a 87,8 milhões de papéis. Paralelamente, colocou 786.194 ações preferenciais SATA no mercado, elevando o total em circulação para 11,18 milhões de ações, equivalentes a cerca de US$ 1,12 bilhão em valor declarado. A SATA paga dividendo variável recentemente próximo de 13% ao ano, o que tem sustentado a demanda dos investidores por essas emissões.

Com essa combinação de compras e captações, a Strive acumulou 6.109 BTC em cinco períodos consecutivos de aquisição reportados – 1.110, 1.800, 1.375, 469 e agora 1.355 bitcoins. O resultado coloca a companhia na quinta posição entre empresas públicas detentoras de bitcoin, segundo o levantamento do Bitcoin.com. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a expansão das reservas corporativas da Strategy e seu impacto sobre a oferta circulante, esse tipo de acumulação sistemática tem redesenhado a disputa institucional por BTC.

Dupla exposição e o risco de diluição

A Strive também mantém 505.000 ações preferenciais STRC emitidas pela Strategy – descrita pela fonte como a maior detentora corporativa de bitcoin do mundo -, avaliadas em aproximadamente US$ 49,7 milhões. Isso significa que a empresa carrega exposição direta ao bitcoin em seu balanço e, ao mesmo tempo, exposição indireta à estrutura de capital de sua principal concorrente.

Com bitcoin negociado entre US$ 81 mil e US$ 85 mil na manhã de segunda-feira, as reservas da Strive valem hoje entre US$ 2,1 bilhões e US$ 2,2 bilhões. O contraponto é a diluição: mais bitcoin entra no balanço, mas mais ações comuns e preferenciais entram em circulação para financiar cada rodada de compra – um custo que não aparece no total de BTC acumulado, mas que afeta diretamente quem já é acionista. Segundo a fonte primária, o ritmo das próximas aquisições depende diretamente da capacidade dos investidores de continuar absorvendo novas emissões de ASST e SATA.

Movimentos semelhantes de concentração de bitcoin em balanços corporativos também aparecem em outros mercados, como mostrou a cobertura do CriptoFácil sobre a Remixpoint e sua adoção do bitcoin como principal ativo de tesouraria.

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Após lucro de US$ 3,7 milhões, baleia retira ETH da Binance

Token de Ethereum sendo retirado de uma exchange em uma representação visual de fluxo on-chain

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Uma carteira identificada por análise on-chain retirou 7.567 ETH, avaliados em US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 116.000.000 ao câmbio de R$ 5,80), da Binance nesta segunda-feira, depois de transferir 40 milhões de USDC – cerca de R$ 232.000.000 – para a exchange na hora anterior. O mesmo endereço havia comprado cerca de US$ 21 milhões (R$ 121.800.000) em ETH em 21 de julho e vendido a posição em 21 de agosto com lucro de US$ 3,7 milhões (R$ 21.460.000), segundo relatório da Odaily.

Baleia recompra ETH após realizar lucro de US$ 3,7 milhões

Os dados foram reportados pela Odaily com base em informações do analista on-chain identificado apenas como Ember. Segundo o relatório, a sequência de movimentos seguiu um padrão claro: primeiro o envio de stablecoin para a exchange, depois a retirada imediata do ativo em ETH, uma mecânica típica de reposicionamento de grandes carteiras que preferem operar fora dos livros de ordens públicos.

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O ciclo anterior desse mesmo endereço – compra em julho e venda em agosto com lucro de US$ 3,7 milhões – mostra que a carteira já demonstrou disposição para girar posições em janelas de poucas semanas. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir outra recompra de ETH por uma baleia após venda milionária, esse tipo de movimento repetido tem se tornado mais frequente entre endereços que monitoram de perto o timing de entrada e saída em ETH.

O que o movimento indica para o mercado

A retirada de 7.567 ETH é, isoladamente, um dado on-chain sobre o posicionamento de um único grande investidor – não uma confirmação de tendência para o mercado como um todo. Volumes dessa magnitude chamam atenção de analistas justamente porque são raros o suficiente para serem rastreados individualmente, mas isso não significa que a transação tenha poder de mover o preço do ETH por si só.

Como discutimos ao cobrir a acumulação de baleias em dados on-chain e seus efeitos observados no preço do Ethereum, esse tipo de sinal costuma ser tratado por desks e traders como um indicador complementar, não como causa direta de movimento de preço. O mesmo vale para casos de acumulação institucional em maior escala, como o relatado em nossa cobertura sobre compras expressivas de ETH por um investidor institucional – o volume chama atenção, mas a leitura de causa e efeito exige cautela.

Para o investidor brasileiro que acompanha esses fluxos via plataformas como Arkham Intelligence ou serviços de rastreamento on-chain, o ponto prático é simples: transações de baleia são dados, não veredictos. Vale monitorar a recorrência do comportamento – se o endereço voltar a vender em um intervalo semelhante ao ciclo julho-agosto – antes de extrair qualquer conclusão sobre direção de preço.

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Fila de entrada do Ethereum supera saídas em 13,4 vezes

Ilustração de uma fila de entrada de staking do Ethereum muito maior que a fila de saída

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O ETH era negociado em torno de US$ 2.660 em 21 de setembro, acumulando alta de 3,8% na semana. O ativo passou de menos de US$ 2.400 em 17 de setembro para mais de US$ 2.600 dois dias depois. A recuperação coincide com um desequilíbrio expressivo no staking da rede: segundo o painel Validator Queue, a fila de entrada de validadores somava 1.753.909 ETH, enquanto 131.040 ETH aguardavam saída. Isso representa 13,4 vezes mais depósitos do que retiradas programadas.

ETH recupera US$ 2.500 enquanto fila de staking cresce

O movimento de preço não é atribuído a um único gatilho identificado. Os dados disponíveis mostram uma coincidência temporal entre a valorização do ETH e o aumento da fila de ativação de validadores, sem estabelecer uma relação de causa e efeito entre os dois fenômenos.

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O volume maior de ETH destinado ao staking indica que mais tokens aguardam participação no consenso da rede. Esse cenário pode reduzir a oferta líquida disponível, mas não garante, por si só, uma alta do preço do Ethereum.

Entradas superam saídas por 13,4 vezes

A diferença líquida entre as duas filas era de 1.622.869 ETH a favor das entradas. O prazo de ativação ultrapassava 30 dias, enquanto a saída levava cerca de dois dias. A assimetria está ligada ao limite de churn, mecanismo do Ethereum que restringe a quantidade de validadores que pode entrar ou sair da rede em cada período.

O teto observado era de aproximadamente 256 ETH por época. Como cada época dura cerca de 6,4 minutos, a rede pode processar teoricamente aproximadamente 57.600 ETH por dia. Esse ritmo ajuda a explicar por que uma demanda de cerca de 1,75 milhão de ETH pode resultar em espera superior a um mês para ativação.

Em 21 de setembro, a rede contava com 906.000 validadores ativos, que mantinham juntos 43,2 milhões de ETH em staking. O montante correspondia a 35,39% da oferta total, com rendimento anual estimado em 2,58%. O crescimento do número de participantes também reduz o rendimento distribuído a cada um, e a taxa indicada permanece abaixo dos níveis observados quando menos ETH protegiam a rede.

Os ETH em staking não desaparecem definitivamente da circulação. Validadores podem solicitar a saída, respeitando os prazos definidos pelo protocolo. Além disso, serviços de staking líquido podem emitir tokens representativos que podem ser negociados ou utilizados em finanças descentralizadas. As estatísticas das filas também não identificam os depositantes, sem distinguir empresas, exchanges centralizadas, protocolos de staking líquido ou detentores individuais.

O que o aperto de oferta significa para o ETH

Uma manutenção dos depósitos em níveis elevados pode diminuir a oferta líquida disponível nas exchanges, pois os ETH destinados ao staking não podem ser vendidos automaticamente no mercado à vista. Ainda assim, esse efeito deve ser considerado com cautela, já que os ativos podem voltar a circular após os procedimentos de saída ou por meio de representações de staking líquido.

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A diferença entre as filas equivalia a cerca de um mês de capacidade de entrada no ritmo então processado pela rede. O dado mostra que havia mais ETH aguardando para proteger a rede do que ETH programados para retornar rapidamente ao mercado, mas não determina sozinho a direção futura do preço.

O ETH também depende de fatores como fluxos para ETFs, atividade da rede, condições macroeconômicas e a tendência geral do mercado de criptomoedas. A manutenção da recuperação recente acima da faixa de US$ 2.500 pode ser acompanhada junto com a evolução das filas de staking, sem que isso represente uma conclusão sobre o comportamento futuro do ativo.

Pontos para acompanhar

  • FILA DE ATIVAÇÃO – 1.753.909 ETH aguardavam staking, com prazo superior a 30 dias.
  • FILA DE SAÍDA – 131.040 ETH estavam programados para saída, com processamento estimado em cerca de dois dias.
  • STAKING TOTAL – 43,2 milhões de ETH estavam em staking, o equivalente a 35,39% da oferta total.
  • VALIDADORES ATIVOS – a rede registrava 906.000 validadores ativos em 21 de setembro.
  • PREÇO – a continuidade da recuperação recente do ETH permanece entre os dados a serem observados.

Para avaliar a persistência desse desequilíbrio, os indicadores centrais são a manutenção de uma fila de ativação longa, a ausência de aumento repentino nas saídas e a evolução do preço do ETH. Uma mudança nessas tendências pode alterar a leitura sobre a oferta líquida disponível.

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Aportes de US$ 593 milhões deixam ETFs de Bitcoin no positivo

Disco dourado representando Bitcoin com fluxos de capital convergindo em composição editorial limpa

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Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos atraíram US$ 593 milhões na quinta e na sexta-feira anteriores, revertendo as saídas registradas nos dois dias anteriores. Com esse movimento, o saldo da semana ficou positivo em US$ 6 milhões, segundo reportagem da Bloomberg. No mesmo período, o Bitcoin voltou a operar acima de US$ 81.000 pela primeira vez em uma quinzena.

Entradas nos ETFs ajudam Bitcoin a recuperar US$ 81 mil

Os dados mostram uma mudança no fluxo ao longo da semana. As entradas observadas nos dois últimos dias compensaram as saídas dos dois dias anteriores, resultando em um ganho líquido semanal pequeno, mas positivo. A Bloomberg descreveu os aportes como relevantes e afirmou que eles ajudaram a levar a criptomoeda original novamente acima de US$ 81 mil.

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O saldo semanal de US$ 6 milhões reflete a diferença entre os resgates iniciais e as entradas posteriores. Assim, o resultado positivo não indica que todos os dias da semana tiveram captação, mas que os aportes de quinta e sexta-feira foram suficientes para superar as saídas anteriores.

Desenvolvimento Principal

Na sexta-feira, o Bitcoin avançou mais de 6%, de acordo com a Bloomberg. A reportagem informa que o ativo manteve esse ganho desde então. Na segunda-feira, em Singapura, o preço chegou a US$ 82.078.

A sequência relatada pela fonte reúne dois movimentos ocorridos no mesmo intervalo: a reversão dos fluxos dos ETFs spot de Bitcoin dos Estados Unidos e a valorização da criptomoeda. A Bloomberg associa os aportes no fim da semana ao retorno do Bitcoin para acima de US$ 81 mil, sem apresentar no material disponível uma explicação mais ampla para a origem das entradas.

Os números também distinguem o volume acumulado em dois dias do resultado líquido semanal. Enquanto os ETFs receberam US$ 593 milhões entre quinta e sexta-feira, o saldo da semana foi de US$ 6 milhões porque houve saídas fortes nos dois dias anteriores. Essa diferença é central para a leitura dos dados: a captação no fim da semana reverteu o fluxo negativo anterior, mas o ganho líquido semanal permaneceu limitado.

Fluxos positivos revertem perdas anteriores

O episódio mostra que os fluxos dos ETFs podem variar de forma acentuada em poucos dias. No caso reportado, os resgates no início da semana foram integralmente compensados pelas entradas posteriores. A fonte não detalha, porém, quais fundos receberam os recursos nem apresenta uma divisão diária dos valores.

Também não há, no material fornecido, dados sobre fluxos de outras semanas, comparação com períodos anteriores ou informações sobre a participação de diferentes perfis de investidores. Por isso, os valores disponíveis devem ser lidos como o registro específico da semana descrita pela Bloomberg.

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O que os dados confirmam – e o que ainda não confirmam

A reportagem da Bloomberg confirma entradas de US$ 593 milhões nos ETFs spot de Bitcoin dos Estados Unidos em dois dias, saldo semanal positivo de US$ 6 milhões, alta superior a 6% do Bitcoin na sexta-feira e máxima de US$ 82.078 na segunda-feira em Singapura.

O material não confirma conversões desses valores para reais, uma tendência de entradas por várias semanas, captação recorde, dados on-chain ou níveis técnicos específicos para o preço do Bitcoin. Tampouco estabelece que os fluxos sejam resultado de uma mudança estrutural na demanda. Novas divulgações dos próprios ETFs seriam necessárias para avaliar a continuidade desses movimentos.

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Mercado cripto liquida quase US$ 490 milhões em 24 horas

Moeda de Bitcoin sobre barras de mercado em queda, representando liquidações e volatilidade no mercado cripto

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O Bitcoin era negociado a US$ 80.339,59, com variação de -0,91%, no snapshot de mercado consultado. Em outro retrato do mercado divulgado posteriormente, a criptomoeda voltou à faixa dos US$ 80 mil, enquanto Solana e Hyperliquid registraram avanços. O movimento ocorreu em meio à repercussão do revés do CLARITY Act em uma votação procedimental no Senado dos Estados Unidos e a novas iniciativas regulatórias das agências federais.

O que os dados mostram

Segundo o boletim The Daily, do The Block, a derrota do CLARITY Act na votação procedimental do Senado levou o Bitcoin a cair abaixo de US$ 75 mil na terça-feira. A publicação também informou que o mercado passou a acompanhar iniciativas das agências federais após o impasse legislativo.

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Na sexta-feira, o mesmo boletim informou que o Bitcoin recuperou US$ 80 mil, com alta superior a 5% depois de semanas negociado entre cerca de US$ 75 mil e US$ 78 mil. Solana e Hyperliquid lideraram os ganhos entre os dez maiores criptoativos por valor de mercado, com avanço de aproximadamente 10% cada, de acordo com a publicação.

O token HYPE, da Hyperliquid, atingiu máxima acima de US$ 90 após o lançamento de uma modalidade de empréstimo manual com garantias em HYPE e Bitcoin, segundo o The Block. Já dados publicados pela TradingView, com informações atribuídas à Stocktwits e à CoinGlass, mostraram o Bitcoin avançando mais de 4%, para cerca de US$ 80.800, em uma sessão de sexta-feira.

Desenvolvimento principal

Os dados da TradingView também indicaram quase US$ 490 milhões em liquidações de posições no mercado de criptoativos em 24 horas. As posições vendidas concentraram a maior parte desse volume: a reportagem apontou US$ 431 milhões em perdas de posições short. No mesmo levantamento, Solana era negociada pouco abaixo de US$ 110, após avançar mais de 8% no período de 24 horas descrito pela fonte.

As diferentes medições mostram janelas distintas de negociação. O snapshot que apontava Bitcoin a US$ 80.339,59 e queda de 0,91% não é o mesmo registro usado nas reportagens sobre a recuperação acima de US$ 80 mil. Por isso, os números devem ser lidos como referências de momentos específicos do mercado, e não como uma única sequência de cotações.

Contexto regulatório: da lei ao rulemaking

Após o impasse legislativo, a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) enviou à Casa Branca propostas de regras para criptoativos, submetidas à análise do Office of Information and Regulatory Affairs (OIRA), segundo o The Block. Os documentos foram identificados como Regulation Crypto Asset Transactions e Regulation Crypto Asset Markets.

O boletim também relatou que a Securities and Exchange Commission (SEC) apresentou uma isenção de inovação voltada a ações tokenizadas na mesma semana. Essas medidas foram citadas no contexto da reação do mercado após a derrota do CLARITY Act, mas não permitem, por si só, atribuir a alta dos ativos a uma causa única.

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Pontos-chave do movimento

  • Bitcoin: o snapshot consultado mostrava cotação de US$ 80.339,59 e variação de -0,91%.
  • Recuperação: o The Block informou que o Bitcoin voltou a superar US$ 80 mil na sexta-feira.
  • Solana e Hyperliquid: os dois ativos lideraram os ganhos entre os dez maiores criptoativos por valor de mercado, segundo o boletim.
  • HYPE: o token alcançou máxima acima de US$ 90, de acordo com a mesma fonte.
  • Liquidações: dados divulgados pela TradingView apontaram quase US$ 490 milhões liquidados em 24 horas, principalmente em posições vendidas.
  • Regulação: a CFTC submeteu propostas de regras para revisão da Casa Branca após o revés do projeto no Senado.
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BitMine reforça recuperação do Ethereum, mas resistência limita alta

Moeda do Ethereum avançando em direção a uma barreira laranja que representa resistência técnica

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O Ethereum (ETH) subiu 1,9% nas últimas 24 horas, negociado a cerca de US$ 2.443, após recuperar-se de uma mínima próxima a US$ 2.371 registrada durante a liquidação desta semana nos mercados cripto, segundo dados da CoinGecko. O movimento ocorre enquanto traders monitoram a faixa entre US$ 2.500 e US$ 2.550 como próximo obstáculo técnico para o token, num cenário em que a rede também recebeu uma atualização de infraestrutura e viu avanço da acumulação corporativa da BitMine.

Ethereum se recupera, mas ainda enfrenta resistência em US$ 2.500

A CoinGecko coloca o intervalo de 24 horas do ETH entre aproximadamente US$ 2.371 e US$ 2.441, com o token subindo desde a extremidade inferior dessa faixa em 17 de setembro. Apesar da recuperação recente, o Ethereum ainda acumula queda de 1,6% nos últimos sete dias, embora o ganho em 30 dias chegue a 28,7%.

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O recuo anterior ocorreu depois que o Senado dos EUA não conseguiu avançar com o CLARITY Act – projeto de lei que trataria da divisão de competências regulatórias sobre criptoativos entre a SEC e a CFTC nos Estados Unidos -, episódio que pressionou o mercado cripto e levou o Bitcoin perto de uma mínima de quatro semanas. O ETH chegou a recuar mais de 6% em 15 de setembro antes de iniciar a recuperação atual.

No campo técnico, a EMA de 20 dias (média móvel exponencial) estava em cerca de US$ 2.434,49, nível que, se rompido para baixo em fechamento diário, recolocaria a mínima de US$ 2.370 em foco. Acima disso, a zona entre US$ 2.500 e US$ 2.550 segue como a principal resistência, com o pico de agosto próximo a US$ 2.650 como referência seguinte – como detalhado em análise anterior sobre os níveis de resistência do Ethereum.

MPBC e compras da BitMine dão suporte específico ao ETH

Parte da resiliência recente do Ethereum frente à fraqueza mais ampla do mercado cripto está ligada à ativação, em 16 de setembro, da atualização Multi Party Block Construction (MPBC) na mainnet da rede. O mecanismo permite que vários builders contribuam com transações para um mesmo bloco, melhorando a inclusão de transações e reduzindo a dependência de um único builder – uma mudança de infraestrutura que não altera a oferta do ETH nem cria demanda direta pelo token, mas oferece um catalisador específico da rede.

Em paralelo, a BitMine Immersion Technologies elevou sua tesouraria para 5.956.378 ETH após comprar outros 27.180 ETH na semana anterior, segundo divulgação da empresa em 14 de setembro. As participações da BitMine já representam aproximadamente 4,9% da oferta de cerca de 122 milhões de ETH em circulação, aproximando-se da meta declarada de deter 5% do token – dos quais 5.067.309 ETH, ou cerca de 85% da posição, estavam em staking em 7 de setembro.

Fluxos de ETFs não explicam sozinhos a recuperação

A demanda institucional via ETFs spot de Ether nos EUA seguiu irregular durante o período. A Farside Investors registrou entradas líquidas de US$ 216,4 milhões em 11 de setembro e mais US$ 121,1 milhões em 14 de setembro, antes de os fundos apresentarem saída líquida de US$ 142,3 milhões em 15 de setembro – justamente quando os preços cripto caíam após a votação frustrada no Senado.

A combinação de entradas e saídas em dias próximos sugere que os fluxos de ETF, isoladamente, não explicam a recuperação mais recente do ETH, que parece mais associada aos catalisadores específicos da rede – como abordado em cobertura anterior sobre a relação entre ETFs e a resistência em US$ 2.500 e em nota sobre as entradas recentes de US$ 216 milhões nos ETFs de Ethereum.

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Cenários técnicos a monitorar

Manter-se acima da EMA de 20 dias em cerca de US$ 2.434 preserva a recuperação imediata do ETH. A perda desse nível, seguida de ruptura de US$ 2.370, abriria caminho para a EMA de 50 dias em torno de US$ 2.282,66, com a EMA de 200 dias em US$ 2.210,12 e a EMA de 100 dias em US$ 2.162,19 mais abaixo na estrutura.

O RSI diário estava em 53,90, acima do nível neutro de 50, mas abaixo de sua própria média móvel em 60,03, indicando perda de velocidade na alta anterior. No gráfico de quatro horas, o Aroon Up marcava 35,71% contra 0% do Aroon Down, enquanto o OBV permanecia perto de -9,94 milhões – sinais mistos que só se resolveriam com um movimento sustentado acima de US$ 2.500, capaz de colocar a região de US$ 2.550 e, na sequência, o pico de agosto perto de US$ 2.650 novamente em vista.

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ETFs cripto fecham semana no negativo puxados pelo Ether

Representação visual dos fluxos semanais de ETFs cripto, com entrada no Bitcoin e saída no Ether

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Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos receberam US$ 433 milhões na sexta-feira, 18 de setembro, enquanto os fundos de Ether fecharam a semana de negociação de 14 a 18 de setembro com saída líquida de US$ 140,6 milhões, segundo dados da Farside Investors citados pelo crypto.news. O Bitcoin terminou o período com entrada líquida de apenas US$ 6,1 milhões, enquanto o Ether acumulou saldo negativo mesmo após a recuperação de sexta-feira.

Bitcoin recupera perdas com entrada de US$ 433 milhões na sexta-feira

A trajetória diária do Bitcoin foi irregular: US$ 159,9 milhões na segunda-feira, seguidos de saídas de US$ 450,4 milhões na terça e US$ 295,9 milhões na quarta. A quinta-feira trouxe US$ 159,5 milhões, e a sexta-feira fechou com os US$ 433 milhões, a maior entrada diária da semana, reduzindo quase todas as perdas acumuladas.

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O IBIT, da BlackRock, liderou o saldo semanal com US$ 120,6 milhões, enquanto o FBTC, da Fidelity, somou US$ 79,9 milhões na semana após receber sozinho US$ 310,7 milhões na sexta-feira – a maior entrada em um único fundo naquele dia. Do lado negativo, o ARKB, da ARK 21Shares, perdeu US$ 141,9 milhões e o GBTC, da Grayscale, registrou saída de US$ 62,3 milhões. A recuperação coincidiu com o Bitcoin voltando a operar acima de US$ 80.000 na sexta-feira.

Ether encerra a semana no vermelho apesar da recuperação de sexta-feira

Os ETFs de Ether começaram bem, com US$ 121,1 milhões na segunda-feira, mas emendaram três dias de saída: US$ 142 milhões na terça, US$ 224,1 milhões na quarta e US$ 39,3 milhões na quinta. A entrada de US$ 143,7 milhões na sexta-feira reduziu o déficit, mas não foi suficiente para reverter o saldo semanal negativo de US$ 140,6 milhões.

O ETHA, da BlackRock, fechou a semana com saída líquida de US$ 56,1 milhões, mesmo tendo recebido US$ 114,3 milhões na sexta-feira. O FETH, da Fidelity, perdeu US$ 25,9 milhões, o ETHW, da Bitwise, registrou saída de US$ 33,1 milhões e o ETHE, da Grayscale, teve resgates de US$ 31,4 milhões no período. O resultado semanal do Ether ampliou a diferença em relação aos produtos de Bitcoin, que recuperaram quase todos os resgates registrados no meio da semana.

Solana e Hyperliquid mantêm entradas, mas não compensam o Ether

Os ETFs de Solana somaram US$ 60,7 milhões na semana, com US$ 47,6 milhões concentrados na sexta-feira. O BSOL, da Bitwise, respondeu por US$ 58,7 milhões do total. Segundo os dados, os fundos de Solana receberam recursos em quatro das cinco sessões do período.

Os fundos de Hyperliquid fecharam com US$ 3,1 milhões positivos, depois de três sessões de ganhos compensarem a saída de US$ 3,9 milhões na terça-feira. Somadas as quatro categorias, a semana terminou com saída líquida agregada de cerca de US$ 70,7 milhões, já que o déficit do Ether superou as entradas combinadas de Bitcoin, Solana e Hyperliquid.

Contexto e implicação para o investidor

A semana foi marcada por volatilidade. O Federal Reserve elevou a taxa-alvo em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75%–4,00%, e o Bitcoin retornou aos US$ 80.000 na sexta-feira. O recuo do petróleo e a recuperação de ações ligadas a cripto também acompanharam a alta posterior do ativo.

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Para quem acompanha os fluxos, os dados mostram uma diferença entre o resultado diário e o balanço do período: a entrada de US$ 433 milhões no Bitcoin na sexta-feira levou a categoria a um pequeno saldo semanal positivo, enquanto a recuperação dos ETFs de Ether naquele mesmo dia cobriu apenas parte das saídas anteriores. Um panorama mais amplo da diferença entre os dois ativos aparece na análise do CriptoFácil sobre a comparação recente entre fluxos de ETFs de Bitcoin e Ethereum.

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Zcash avança 23% e liquida US$ 51,63 milhões em vendidos

Moeda digital inspirada no Zcash sobe enquanto posições vendidas são liquidadas

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O Zcash (ZEC) era negociado a US$ 1.354,75 (aproximadamente R$ 7.654, ao câmbio de R$ 5,65) nesta quarta-feira, subindo 1,32% no dia após tocar máxima intradiária de US$ 1.396 (cerca de R$ 7.887). O ativo acumula alta aproximada de 23% em 24 horas, movimento que acompanhou o rali generalizado do Bitcoin e do mercado cripto após a decisão de juros do Federal Reserve.

A força do avanço colocou vendedores a descoberto na defensiva, com liquidações que já ultrapassam dezenas de milhões de dólares nas últimas horas.

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Zcash sobe e liquida posições vendidas

O quadro técnico segue favorável ao movimento de alta: as quatro médias móveis exponenciais estão abaixo do preço atual, com a EMA de 20 dias em US$ 1.076,84 (R$ 6.084), a de 50 dias em US$ 866,06 (R$ 4.893), a de 100 dias em US$ 708,61 (R$ 4.003) e a de 200 dias em US$ 569,78 (R$ 3.219). O índice de força relativa (RSI) está em 69, ainda distante de níveis de sobrecompra extrema, mesmo após a divergência baixista identificada no início de setembro não se confirmar como reversão.

O volume de derivativos saltou 128,77% em 24 horas, para US$ 12,50 bilhões (R$ 70,63 bilhões), enquanto o open interest avançou 48,54%, para US$ 3,08 bilhões (R$ 17,40 bilhões) – sinal de que traders estão abrindo posições novas, não apenas encerrando as antigas. Vendidos concentraram quase todo o prejuízo: US$ 51,63 milhões (R$ 291,71 milhões) em liquidações contra apenas US$ 6,17 milhões (R$ 34,86 milhões) do lado comprado, com US$ 41 milhões (R$ 231,65 milhões) dessas perdas ocorrendo nas últimas 12 horas. Ainda assim, a proporção de contas vendidas versus compradas na Binance segue em 0,39, indicando que mais contas apostam na queda mesmo após o estrago recente.

Como mostramos ao analisar o aumento da alavancagem em altcoins e o risco de liquidações em cascata, esse tipo de desequilíbrio entre posições vendidas e o preço à vista tende a amplificar movimentos de curto prazo, para cima e para baixo.

Voto do NU7 reforça o momentum

Paralelamente ao movimento de preço, detentores de ZEC concluíram uma votação de governança sobre a atualização de rede NU7. Cerca de 2,4 milhões de ZEC – aproximadamente dois terços dos tokens elegíveis – participaram da consulta, usando a tecnologia shielded do Zcash, que permite votar com peso econômico real sem revelar saldos de carteira.

Os resultados foram esmagadores: 99,9% apoiaram reduzir o tempo de bloco de 75 para 25 segundos, 98,9% votaram por manter o cronograma de halving no estilo Bitcoin já existente, 96,6% aprovaram adiar a reemissão de ZEC reciclado de taxas até fevereiro de 2031 e 99,3% defenderam lançar o NU7 assim que possível. Segundo a CoinGecko, a capitalização de mercado do Zcash ultrapassou US$ 23 bilhões (R$ 129,95 bilhões) após a divulgação do resultado da votação.

O que observar após a alta

No cenário otimista descrito pela análise técnica, a manutenção do preço acima de US$ 1.300 (R$ 7.345) sustenta o caminho até US$ 1.500 (R$ 8.475) e potencialmente além, com apoio adicional de cobertura de posições vendidas, leitura mais calma sobre os próximos passos do Federal Reserve e o impulso do voto NU7.

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No cenário bearish, a perda do suporte em US$ 1.300 reabriria espaço para um retorno à EMA de 20 dias em US$ 1.076,84, com US$ 800 (R$ 4.520) funcionando como primeiro suporte relevante e US$ 500 (R$ 2.825) como zona de demanda mais robusta abaixo disso. Vale notar que a evidência disponível até o momento mostra o ZEC testando a resistência de US$ 1.396, sem confirmação de que os US$ 1.500 tenham sido efetivamente superados – trata-se de um alvo do cenário altista, não de um nível já alcançado.

Pontos para acompanhar

  • US$ 1.300: nível cuja perda reabriria o cenário técnico baixista descrito pelos analistas.
  • US$ 1.396: máxima intradiária registrada até a publicação dos dados.
  • US$ 1.500: resistência e alvo do cenário otimista, ainda não confirmado como preço atingido.
  • US$ 51,63 milhões: total liquidado em posições vendidas nas últimas 24 horas.
  • US$ 3,08 bilhões: open interest em derivativos de ZEC, alta de 48,54% no período.

Para quem acompanha o fenômeno em tempo real, a página oficial do upgrade NU7 do Zcash detalha as mudanças técnicas aprovadas na votação.

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