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Rede Ethereum acelera, mas perde usuários ativos no trimestre

Ethereum network showing record transaction activity alongside a smaller base of active users

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O Ethereum processou 203,9 milhões de transações no segundo trimestre de 2026, um recorde que representa alta de 68,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Token Terminal. O throughput médio da camada 1 também atingiu um recorde de 25,9 transações por segundo – mas o dado vem acompanhado de um contraponto relevante: os usuários ativos mensais caíram 30% no trimestre, para 9,2 milhões.

Ethereum bate recorde de transações, mas usuários ativos recuam

O contraste entre volume recorde e base de usuários menor chama atenção porque inverte a lógica mais intuitiva de que mais transações deveriam vir de mais gente usando a rede. Os dados do Token Terminal mostram exatamente o oposto neste trimestre: uma base mais concentrada de usuários gerou, no agregado, um volume de atividade nunca visto na história do Ethereum L1.

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A fonte primária não atribui uma causa específica a esse padrão, apenas registra que os usuários remanescentes passaram a gerar significativamente mais transações per capita. Vale lembrar que o funcionamento do pagamento de taxas na rede é um dos pontos técnicos que moldam esse tipo de comportamento – tema que o CriptoFácil já explicou ao detalhar a proposta EIP-8141 sobre gas sem ETH.

Taxas e tokenização reforçam a atividade da rede

As taxas cobradas na rede subiram 31,6% no trimestre, para US$ 52,5 milhões (aproximadamente R$ 304,5 milhões ao câmbio de R$ 5,80). A receita proveniente da queima de ETH mais que dobrou, alcançando US$ 17,1 milhões (cerca de R$ 99,2 milhões) – um sinal de que o blockspace disputado no período não ficou mais barato, ao contrário do que se poderia supor diante de um recorde de throughput.

O mercado de ativos tokenizados hospedados no Ethereum teve média de US$ 203,1 bilhões (aproximadamente R$ 1,178 trilhão) no trimestre. Desse total, stablecoins somaram US$ 176,8 bilhões (cerca de R$ 1,025 trilhão) e fundos tokenizados chegaram a US$ 20,8 bilhões (aproximadamente R$ 120,6 bilhões), com os fundos tokenizados de títulos do Tesouro dos EUA batendo média recorde de US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 43,5 bilhões). O Ethereum manteve a maior participação entre as principais redes tanto em stablecoins quanto em fundos tokenizados, ainda que o TVL médio do ecossistema tenha recuado 9,2% no trimestre, para US$ 287,2 bilhões (aproximadamente R$ 1,666 trilhão) – um movimento que guarda alguma semelhança com a dinâmica de taxas e demanda observada em outras redes, como o CriptoFácil já detalhou ao comparar taxas da Solana e ativos tokenizados.

Staking cresce e amplia o contexto para o ETH

A proporção de ETH em staking atingiu recorde de 32%, o que indica participação mais forte na segurança da rede. O número de endereços que mantêm ETH também subiu 6,6%, para 312,1 milhões – métrica que, por sua natureza, tende a incluir endereços inativos ou duplicados e merece leitura com cautela.

A evidência primária afirma que o conjunto de sinais – maior uso da rede, staking em expansão e tokenização crescente – pode sustentar a posição de longo prazo do Ethereum, sem que isso configure garantia de valorização do ETH no curto prazo. No momento do levantamento, o ETH era negociado perto de US$ 2.538 (aproximadamente R$ 14.720), com alta de 1,18% em 24 horas.

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Novo formato da Solana pode reunir operações maiores numa transação

Ilustração de uma transação da Solana ampliada para reunir operações complexas em um único pacote

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A Solana prepara uma atualização técnica para ampliar o espaço disponível em suas transações. A mudança, descrita como Transaction v1, eleva o limite de 1.232 bytes para 4.096 bytes e pode influenciar a comparação da rede com soluções de segunda camada (L2) da Ethereum. As L2 processam operações fora da camada principal do Ethereum antes de sua liquidação on-chain.

Solana amplia o espaço das transações e mira operações mais complexas

Segundo a cobertura da CoinDesk, a Solana mira triplicar o tamanho máximo de uma transação, de 1.232 bytes para 4.096 bytes. O novo formato é chamado de Transaction v1 e está associado às propostas SIMD-0296 e SIMD-0385.

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O formato já opera nas redes de teste e desenvolvimento da Solana, enquanto os formatos existentes devem continuar funcionando. Dessa forma, carteiras e aplicações não precisariam migrar para a v1 caso não necessitem do espaço adicional. A mudança busca permitir que operações maiores sejam reunidas em uma única transação, em vez de serem divididas em várias etapas.

Entre os usos citados para o limite ampliado estão provas criptográficas volumosas, pagamentos que exigem muitas aprovações e algumas transferências confidenciais. O teto anterior remontava ao desenho original da rede, quando as transações precisavam caber em um pacote de dados de internet de cerca de 1.280 bytes. O novo teto de 4.096 bytes corresponde a quatro quilobytes, tamanho descrito como padrão para páginas de memória usadas pelo hardware dos validadores.

O espaço maior, porém, também traz exigências técnicas. Softwares que leem a blockchain, como carteiras, exploradores e aplicações de negociação, precisam reconhecer o novo formato para evitar falhas de consulta ou informações incorretas sobre taxas. Transações maiores também podem consumir mais banda de rede, sobretudo em momentos de congestionamento.

O que muda na disputa com Ethereum

A ampliação do teto de transação trata de uma limitação técnica específica da Solana. A cobertura disponível aponta que a mudança pode aproximar a rede do tipo de operações complexas que desenvolvedores conseguem executar no Ethereum mediante o pagamento de taxas mais elevadas, mas não equivale, por si só, a uma comparação definitiva de capacidade, volume ou adoção entre os ecossistemas.

As redes L2 da Ethereum funcionam em uma lógica diferente: agrupam transações fora da camada principal antes de liquidá-las on-chain. Por isso, uma avaliação sobre a concorrência entre as redes exigiria métricas atualizadas de atividade e uso que não estão presentes na fonte desta matéria. O ponto confirmado é a ampliação do limite técnico da Solana e a possibilidade de concentrar operações mais complexas em uma única transação.

Para acompanhar outros aspectos da evolução do ecossistema, confira a cobertura sobre taxas e ativos tokenizados na Solana. O debate sobre escalabilidade também envolve soluções de segunda camada, tema recorrente no noticiário cripto.

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Leia Também

A adoção do novo formato dependerá da atualização dos serviços que interagem com a blockchain e do uso efetivo do espaço adicional por aplicações e desenvolvedores. A atualização técnica amplia o teto das transações, mas seus efeitos práticos dependem da implementação no ecossistema.

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Divergência nos ETFs opõe Ethereum, Bitcoin e XRP

Tokens de Ethereum, Bitcoin e XRP ilustram fluxos divergentes em ETFs

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Os ETFs spot de Ethereum nos Estados Unidos receberam US$ 216 milhões em 11 de setembro de 2026, enquanto os ETFs spot de Bitcoin registraram saída líquida de US$ 13,29 milhões pelo quarto pregão consecutivo, segundo dados da SoSoValue reportados pela 24/7 Wall St. No mesmo dia, os ETFs de XRP movimentaram US$ 36 milhões em negociações secundárias, mas fecharam com fluxo líquido de US$ 0.

ETFs de Ethereum voltam a registrar entradas

A entrada de US$ 216 milhões reverteu uma saída de US$ 24 milhões registrada em 9 de setembro, mostrando que a categoria trocou de sinal dentro da mesma semana. O ETH subiu 3% no dia, colocando a demanda à vista e a demanda via ETF na mesma direção, segundo a fonte.

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Fluxo líquido é o saldo entre criações e resgates de cotas. Uma criação ocorre quando um participante autorizado entrega caixa ou o ativo subjacente ao fundo e recebe novas cotas em troca. Já as negociações entre dois investidores no mercado secundário não alteram esse número. Essa distinção é relevante para entender o comportamento dos ETFs de XRP na mesma sessão.

O movimento do Ethereum representou a maior variação diária entre as três categorias analisadas. Ainda assim, a 24/7 Wall St observa que uma única sessão não altera, por si só, o desempenho do ativo no período mais amplo: o ETH acumulava queda de 46,67% nos 12 meses anteriores à data do levantamento.

Bitcoin chega ao quarto dia de saídas

Os ETFs de Bitcoin haviam recebido US$ 986,9 milhões na semana encerrada em 4 de setembro, antes de registrar quatro dias seguidos de saídas, até o resgate líquido de US$ 13,29 milhões em 11 de setembro. Segundo a fonte, os participantes autorizados que criam e resgatam cotas desses fundos são, em grande parte, os mesmos de uma semana para outra.

A categoria permanecia cerca de US$ 1 bilhão abaixo do ponto de equilíbrio em 2026 na data do texto. O BTC era negociado perto de US$ 77.293,66, com queda de 11,73% desde 1º de janeiro e de 33,48% em 12 meses. A fonte relaciona a volta dos compradores à recuperação de preço em agosto e a redução dessa demanda à interrupção da recuperação na primeira semana de setembro.

Desde o lançamento, os ETFs de Bitcoin acumularam cerca de US$ 52 bilhões em entradas. Esse volume ajuda a explicar por que uma mudança rápida no comportamento dos fluxos da categoria tem peso maior do que movimentos semelhantes em categorias menores, na avaliação da 24/7 Wall St.

XRP movimenta US$ 36 milhões, mas termina com fluxo zero

Os ETFs de XRP fecharam 11 de setembro com fluxo líquido de US$ 0, mesmo com US$ 36 milhões em cotas trocando de mãos, segundo a SoSoValue. Um resultado nulo pode significar que criações e resgates se compensaram exatamente ou que nenhuma dessas operações ocorreu.

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O volume registrado contabiliza as negociações de cotas no mercado secundário entre investidores, enquanto o fluxo líquido considera apenas cotas criadas ou resgatadas junto a participantes autorizados. Assim, as cotas podem mudar de corretora sem alterar a quantidade de ativos mantida pelos fundos. De acordo com a fonte, toda a atividade daquele dia ocorreu nesse mercado secundário.

Os fluxos líquidos acumulados de XRP somavam US$ 1,70 bilhão, diante de patrimônio líquido de US$ 1,45 bilhão. O ativo acumulava queda de 26,19% desde o início do ano. A 24/7 Wall St atribuiu o padrão à infraestrutura ainda em desenvolvimento dos fundos de XRP, que são os mais novos entre as três categorias e não tinham o fluxo constante de duas vias observado nos fundos de Bitcoin.

Pontos-chave para acompanhar

  • Ethereum: a entrada de US$ 216 milhões em 11 de setembro sucedeu a saída de US$ 24 milhões dois dias antes. A fonte aponta que a repetição de entradas de tamanho semelhante por mais duas sessões ajudaria a mostrar que o movimento não foi isolado.
  • Bitcoin: a saída de US$ 13,29 milhões encerrou o quarto dia consecutivo de resgates. Para a fonte, um quinto dia de saídas reforçaria a reversão, enquanto o retorno a criações líquidas encerraria essa sequência.
  • XRP: os US$ 36 milhões negociados não resultaram em criação nem resgate de cotas. Um fluxo líquido positivo, de qualquer valor, seria um sinal de entrada de capital novo na categoria, segundo a análise.

O que a divergência significa para o mercado

Para a 24/7 Wall St, a reversão dos ETFs de Bitcoin é o movimento de maior escala entre os três grupos, devido ao volume acumulado pela categoria desde o lançamento. Já a entrada de Ethereum foi o maior movimento diário da sessão, mas ocorreu após uma queda relevante do ativo em 12 meses. No caso do XRP, o contraste entre volume negociado e fluxo líquido zero destaca a diferença entre a negociação de cotas existentes e a criação ou o resgate de novas cotas.

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Os sinais seguintes destacados pela fonte são a continuidade ou interrupção das saídas nos ETFs de Bitcoin, a repetição das entradas nos fundos de Ethereum e o surgimento de um fluxo líquido positivo nos ETFs de XRP.

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Exploração da Symbiosis cria bilhões de syBTC sem lastro

Ilustração de ponte cross-chain emitindo tokens de bitcoin sintéticos sem lastro

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A Symbiosis, protocolo de liquidez cross-chain, confirmou a exploração de sua ponte de Bitcoin (BTC Bridge) na madrugada de 11 de setembro de 2026, incidente que permitiu a criação de bilhões de syBTC – a versão sintética de bitcoin emitida pela plataforma – sem qualquer lastro real em reserva. A equipe interrompeu as rotas de BTC, recuperou aproximadamente 15 BTC (cerca de US$ 1,16 milhão, ou R$ 6,76 milhões ao câmbio de R$ 5,80) e ofereceu ao invasor uma recompensa white-hat de 20% dos fundos, com prazo até 13 de setembro.

Emissão bilionária, saque de centenas de milhares de dólares

Segundo alerta da plataforma de segurança on-chain Blockaid, publicado na rede social X, o contrato BridgeV2 da Symbiosis recebeu cerca de 2^62 syBTC brutos – valor nominal aproximado de 46,1 bilhões – creditados em uma conta recém-criada (EOA). O mesmo beneficiário conseguiu converter parte disso em ativos reais: cerca de 4,39 WBTC (bitcoin envolto) foram vendidos na Uniswap v4, na Ethereum, gerando aproximadamente US$ 336 mil (cerca de R$ 1,95 milhão) em receita efetiva.

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A discrepância entre o valor nominal criado e o valor realmente sacado é o ponto central do caso: a esmagadora maioria do syBTC gerado era estoque falso, sem comprador. A Symbiosis confirmou o ataque também via X, informando que o incidente ocorreu por volta das 04h28 UTC de 11 de setembro e que as rotas de BTC foram suspensas, enquanto as demais permaneciam operacionais e seguras.

Recuperação parcial e recompensa condicionada

A equipe da Symbiosis afirmou ter recuperado aproximadamente 15 BTC, agora custodiados em uma carteira multisig sob controle do próprio time. Em seguida, a empresa entrou em contato com o invasor oferecendo uma recompensa white-hat equivalente a 20% dos fundos, válida até 13 de setembro de 2026.

Segundo a Symbiosis, caso o prazo se esgote sem devolução, o mesmo percentual de 20% passará a ser oferecido a qualquer pessoa que forneça informações capazes de levar à recuperação dos recursos. Até a manhã do próprio 13 de setembro, não havia confirmação pública de que o atacante aceitara os termos.

Pontos principais do incidente

  • EMISSÃO: bilhões de syBTC sem lastro foram criados por meio da exploração da ponte BridgeV2.
  • VALOR REALIZADO: o invasor obteve cerca de US$ 336 mil em WBTC real, fração diminuta do valor nominal falso.
  • FUNDOS RECUPERADOS: aproximadamente 15 BTC foram protegidos em multisig controlada pela equipe da Symbiosis.
  • OPERAÇÃO: rotas de BTC permanecem suspensas; demais rotas foram descritas como operacionais e seguras.
  • STATUS: valor final da perda e aceitação da recompensa continuam sem confirmação pública.

Um padrão recorrente em pontes de Bitcoin

O caso da Symbiosis se soma a dois incidentes recentes envolvendo tokens que deveriam representar bitcoin de forma lastreada: o L-BTC da Liquid Network, sidechain mantida pela Blockstream, sofreu um esvaziamento de quase 4.000 BTC por meio de ativos sem lastro, e o nBTC da Nomic apresentou falha semelhante que passou despercebida por meses. Nos três casos, segundo o relato original, o mecanismo básico foi o mesmo: convencer um projeto de wrapper de bitcoin a emitir moedas extras que deveriam corresponder a tokens reais.

Esse tipo de risco operacional em integrações entre redes tem aparecido com frequência crescente no noticiário sobre protocolos DeFi e disputas entre ecossistemas cross-chain. Até a manhã de 13 de setembro, a Symbiosis não havia publicado relatório técnico detalhando a falha do BridgeV2, tampouco um valor final da perda em dólares ou cronograma para retomada da rota de BTC.

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Nova versão do CLARITY Act amplia regras para protocolos DeFi

Rede DeFi abstrata com nós distribuídos e núcleo central sob novas regras regulatórias

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Os republicanos do Senado dos Estados Unidos divulgaram uma nova versão do Clarity Act, projeto de lei voltado à regulamentação do mercado de criptoativos no país. Segundo a Exame, a mudança mais substancial não está nas regras sobre conflitos de interesse de autoridades públicas, tema que gerou resistência entre democratas desde julho. A principal revisão está na seção sobre finanças descentralizadas, ou DeFi, que passou de 285 para 2.200 palavras e busca diferenciar protocolos efetivamente descentralizados daqueles que permanecem sob controle de uma pessoa ou grupo identificável.

A atualização concentra atenção em estruturas que se apresentam como descentralizadas, mas preservam mecanismos de controle capazes de alterar regras, limitar atividades ou interferir na operação do protocolo. Pelo texto relatado pela Exame, esses casos poderão ficar sujeitos a regras de combate à lavagem de dinheiro.

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O que muda no novo texto do CLARITY Act

A senadora republicana de Wyoming, Cynthia Lummis, apresentou a redação atualizada como resultado de trabalho bipartidário. A formulação busca indicar que o novo texto incorporou debates ocorridos após a versão divulgada em julho, que enfrentou oposição de parlamentares democratas.

Segundo a Exame, parte da resistência à versão anterior estava ligada à avaliação de que o projeto oferecia pouca proteção contra a manipulação do mercado cripto por autoridades públicas, incluindo o presidente Donald Trump. A reportagem informa que Trump lucrou mais de US$ 1 bilhão com seus projetos de criptoativos no ano anterior.

Apesar desse contexto, a nova proposta não promove uma reformulação relevante das salvaguardas de ética. A revisão se concentra sobretudo nas disposições aplicáveis a protocolos DeFi. Assim, o texto preserva o debate sobre restrições a operações com criptoativos por autoridades públicas enquanto amplia o detalhamento técnico sobre estruturas que não seriam descentralizadas na prática.

A alteração também ocorre antes de uma votação processual no Senado, agendada para 15 de setembro de acordo com reportagem publicada pelo Portal do Bitcoin, traduzida e editada com autorização do Decrypt. A tramitação, portanto, reúne uma discussão sobre organização regulatória do mercado de ativos digitais e outra sobre as condições políticas para que o texto obtenha apoio suficiente no Senado.

Contexto histórico e setorial

O Clarity Act passou a concentrar discussões sobre a criação de uma estrutura federal para o mercado de ativos digitais nos Estados Unidos e sobre a delimitação de responsabilidades entre órgãos reguladores. A cobertura do Portal do Bitcoin descreve o projeto como uma proposta para estabelecer essa estrutura e esclarecer as atribuições da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities, a CFTC, e da Securities and Exchange Commission, a SEC.

A versão de julho colocou em evidência as divergências sobre conflito de interesse. Conforme a Exame, muitos democratas consideraram insuficientes as proteções contra possível manipulação do mercado por autoridades. Na nova redação, a seção relacionada a restrições sobre algumas operações com criptoativos por agentes públicos permaneceu praticamente inalterada. Esse é um ponto relevante porque a mesma cobertura aponta que o apoio de ao menos parte da oposição é essencial para a aprovação da proposta.

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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, pediu que o Senado aprove o Clarity Act no retorno das atividades legislativas, segundo a Exame. A manifestação reforça que a discussão do projeto envolve a definição de regras federais para atividades com ativos digitais, além de temas específicos como DeFi, stablecoins e participação de cooperativas de crédito em operações relacionadas ao setor.

Para o mercado, a importância atribuída ao projeto está ligada à busca por maior segurança jurídica para operar com ativos digitais nos Estados Unidos. A Exame relata que o setor de criptoativos considera relevante a sanção da proposta nesse sentido. Ainda assim, a atualização do texto não elimina as divergências políticas associadas às regras de ética e às disposições sobre stablecoins.

As mudanças apresentadas também mostram que a regulamentação proposta não se limita à classificação de ativos. O projeto procura estabelecer parâmetros para protocolos de negociação, definir o alcance da CFTC em determinadas situações e preservar a atuação dos estados na investigação e punição de fraudes. Dessa forma, a redação combina regras federais de mercado com competências estaduais já existentes.

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Detalhamento técnico: o que define uma DeFi de fachada

O núcleo técnico da revisão está na criação da expressão protocolo de negociação de finanças não descentralizado. De acordo com a Exame, um protocolo poderá receber essa classificação se atender a um ou mais de três critérios previstos no texto. A classificação é relevante porque os operadores de estruturas controladas por pessoas ou grupos deverão seguir regras de combate à lavagem de dinheiro.

  • Controle material: uma pessoa ou grupo sob controle comum pode deter, direta ou indiretamente, autoridade para controlar ou alterar materialmente a funcionalidade, a operação ou as regras de consenso do protocolo.
  • Ausência de regras exclusivamente pré-codificadas: o protocolo pode não operar, executar ou implementar operações e transações apenas com base em regras transparentes e preestabelecidas, codificadas diretamente no código-fonte do sistema de registro distribuído.
  • Capacidade de restrição ou censura: uma pessoa ou grupo pode ter autoridade para restringir, censurar ou proibir o uso do protocolo, inclusive atividades de usuários no sistema.

Esses critérios buscam distinguir uma estrutura descentralizada de outra que mantenha controle identificável sobre elementos materiais de seu funcionamento. A reportagem do Portal do Bitcoin informa que a nova linguagem mira protocolos descentralizados apenas no nome e que o novo rascunho direciona a CFTC e o Tesouro a desenvolver regras para protocolos de negociação que pessoas ou grupos possam controlar ou alterar materialmente.

A proposta também concentra a regulação no âmbito federal, preservando os poderes dos estados para investigar e punir fraudes. Essa combinação mantém uma referência federal para o mercado sem retirar dos estados a capacidade de atuação contra condutas fraudulentas.

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No capítulo das stablecoins, a nova redação deixa claro que esses tokens não são commodities digitais supervisionadas pela CFTC. A Exame ressalta, porém, que determinadas transações à vista com esses ativos podem permanecer dentro do alcance regulatório da agência. A alteração trata especificamente de tokens cujo valor é atrelado a uma moeda tradicional, como o dólar.

O texto também inclui uma mudança referente às credit unions, instituições similares às cooperativas de crédito existentes no Brasil. A nova versão esclarece que essas cooperativas podem lidar com atividades envolvendo ativos digitais. Trata-se de um ponto separado das regras para protocolos DeFi, mas inserido na mesma revisão regulatória divulgada pelos republicanos do Senado.

Uma disposição mantida diz respeito às recompensas em stablecoins. Conforme a Exame, o projeto continua proibindo determinadas formas de pagamento de juros ou rendimento sobre saldos de stablecoins de pagamento quando a remuneração for econômica ou funcionalmente equivalente a juros ou rendimento sobre depósitos bancários remunerados. A manutenção dessa regra é um dos aspectos que permanecem em debate entre empresas do setor cripto e instituições financeiras tradicionais.

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Impacto no mercado e nos investidores

A proibição de determinadas recompensas sobre saldos de stablecoins é um dos pontos mais relevantes da proposta para empresas que operam com esses ativos. Segundo a Exame, empresários do setor cripto criticam a restrição. Já bancos dos Estados Unidos defendem a regra porque argumentam que recompensas em stablecoins podem levar pessoas a retirar recursos de depósitos bancários, reduzindo a capacidade de concessão de crédito.

O embate coloca em contraste duas posições relatadas na cobertura: de um lado, empresas de criptoativos questionam a vedação; de outro, instituições financeiras tradicionais sustentam sua manutenção. A regra proposta se aplica a formas de rendimento que sejam equivalentes, do ponto de vista econômico ou funcional, à remuneração de depósitos bancários.

A Exame não relata reação imediata de preço, fluxo de ETFs ou alteração de liquidez relacionada à divulgação da nova versão. O dado de expectativa citado pela publicação vem da plataforma de mercado preditivo Polymarket, que apontava 18% de chance de sanção do Clarity Act ainda em 2026. Essa indicação representa uma estimativa daquele mercado, e não uma posição oficial sobre o resultado legislativo.

O número mostra que, mesmo após a ampliação das regras para DeFi, a tramitação ainda é acompanhada com cautela. As disposições éticas permaneceram amplamente inalteradas, enquanto o projeto preserva controvérsias sobre recompensas em stablecoins. A votação processual prevista no Senado é, por isso, uma etapa importante para observar a receptividade política ao texto revisado.

Reação do mercado e declarações

Lummis apresentou a atualização como fruto de trabalho bipartidário. Segundo o Portal do Bitcoin, a senadora afirmou que a nova versão contém mais de 100 alterações solicitadas por democratas e destacou que o texto especifica quando protocolos DeFi descentralizados apenas no nome devem se registrar na CFTC.

A reportagem também informa que as disposições éticas permanecem amplamente inalteradas em relação ao rascunho de julho. Os democratas buscavam restrições mais amplas relacionadas aos interesses de Donald Trump em criptoativos. A permanência desse tema ajuda a explicar por que a expansão da seção de DeFi não encerra o debate político em torno do projeto.

Na discussão sobre rendimento de stablecoins, defensores de criptoativos e banqueiros comunitários levaram esforços de lobby aos estados de origem dos senadores, segundo o Portal do Bitcoin. A publicação relata que o grupo Stand With Crypto informou que apoiadores contataram membros do Congresso quase 50 mil vezes em agosto, enquanto banqueiros pressionaram por mudanças nas disposições sobre recompensas.

Perspectiva e próximos passos

O próximo marco citado nas coberturas é a votação processual no Senado, agendada para 15 de setembro. De acordo com o Portal do Bitcoin, essa votação é vista como um momento decisivo para a legislação. O resultado indicará se a redação revisada reúne condições para avançar no processo legislativo.

Na avaliação apresentada pela Exame, o apoio de pelo menos alguns democratas é essencial para a aprovação, e a seção sobre conflitos de interesse não recebeu mudanças relevantes. Ao mesmo tempo, a definição de protocolo de negociação de finanças não descentralizado amplia o foco regulatório sobre estruturas DeFi controladas por pessoas ou grupos identificáveis.

Também permanecem no centro da tramitação a regra sobre recompensas em stablecoins, o papel da CFTC em determinadas transações à vista e a possibilidade de credit unions atuarem em atividades relacionadas a ativos digitais. A nova versão, portanto, reúne alterações técnicas relevantes, mas mantém temas políticos e setoriais que já estavam presentes no debate sobre o Clarity Act.

Para acompanhar o processo, os elementos mais concretos são a evolução da votação processual, a posição dos parlamentares democratas diante das disposições éticas e a manutenção das regras sobre stablecoins e protocolos DeFi. Enquanto o projeto segue em tramitação, a estimativa de 18% da Polymarket citada pela Exame permanece como um indicador de mercado sobre a possibilidade de sanção ainda em 2026, sem substituir o andamento formal no Senado.

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CPI dos EUA devolve Bitcoin aos US$ 79 mil e impulsiona Ether

Abstratos tokens de Bitcoin e Ether se recuperam após um dado de inflação dos EUA

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O Bitcoin caiu para perto de US$ 76.700 logo após a divulgação do CPI dos Estados Unidos nesta sexta-feira (11), mas recuperou as perdas em minutos e voltou à região de US$ 79 mil. Às 11h30 no horário de Brasília, o BTC subia 2,8%, cotado a US$ 79.109, enquanto o Ethereum liderava a reação entre as maiores criptomoedas com alta de 8,3% em 24 horas, para US$ 2.612.

Bitcoin e Ether recuperam terreno após divulgação do CPI

O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,4% em agosto, em linha com as expectativas, e ficou em 3,4% na comparação anual. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3% no mês – acima da projeção de 0,2% – mas desacelerou para 2,4% em 12 meses, o menor ritmo anual desde 2021.

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O dado foi forte o suficiente para manter uma alta de juros na mesa do Federal Reserve, mas não trouxe surpresa negativa grande o bastante para derrubar os mercados. Segundo a Reuters, as apostas em uma elevação dos juros pelo Fed na reunião da próxima semana subiram para cerca de 82% após a divulgação do CPI. O S&P 500 e o Nasdaq subiram no mesmo movimento, enquanto os juros dos títulos americanos recuaram levemente – um padrão que já vem moldando o comportamento do Bitcoin diante da relação entre inflação, juros e ETFs nas últimas semanas.

Por que o mercado comprou a notícia

A reação positiva veio depois de uma semana de pressão provocada por petróleo em alta, Treasuries perto das máximas e temor de aperto monetário. Nos últimos dias, o mercado já vinha precificando com mais força uma alta de juros diante de dados de emprego mais fortes, inflação persistente e discursos mais duros de dirigentes do banco central americano.

A leitura de parte dos investidores é que o pior cenário já estava nos preços – por isso, mesmo com o núcleo da inflação acima do esperado, bolsas e criptomoedas reagiram em alta. O petróleo segue como ponto de atenção: a alta dos combustíveis foi um dos fatores por trás do avanço mensal do CPI, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e ao Brent acima de US$ 100 por barril, um choque de energia que reduz o espaço para o Fed adotar postura mais branda. Esse tipo de leitura macro é o mesmo que orienta análises recentes sobre como decisões do Fed e indicadores como o PCE redefinem o Bitcoin semana a semana.

O que observar após a alta

A recuperação para perto de US$ 79 mil recoloca o BTC na faixa observada nos últimos dias, mas ainda abaixo da máxima recente acima de US$ 82 mil. Para que a alta ganhe tração, o mercado deve observar se os ETFs de Bitcoin voltam a atrair entradas consistentes e se os juros americanos deixam de pressionar ativos de risco.

No caso do Ether, o movimento reforça a rotação recente para ativos além do BTC, em um momento em que ETFs de Ethereum vinham registrando entradas mesmo em dias de saída dos fundos de Bitcoin – um padrão que já apareceu em coberturas anteriores sobre a reação conjunta de Bitcoin e Ether aos fluxos de capital em ETFs. Ferramentas como o rastreador de fluxos de ETFs da CoinGlass e o painel da SoSoValue permitem acompanhar em tempo real se essa entrada de capital institucional se mantém nos próximos dias.

A próxima decisão do Fed, marcada para 15 e 16 de setembro, segue como o principal evento da semana. Uma alta de juros já parece amplamente precificada, mas o tom do comunicado e da entrevista do presidente Kevin Warsh pode definir se a reação das criptomoedas será sustentada ou apenas um alívio de curto prazo.

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Menor oferta de ETH em exchanges contrasta com depósito da Wintermute

Ilustração do contraste entre a oferta de Ethereum nas exchanges e um grande depósito institucional de ETH

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A market maker Wintermute depositou 61.847 ETH, avaliados em US$ 160,3 milhões, na Binance e na Coinbase, segundo dados rastreados pela plataforma on-chain Lookonchain. O movimento elevou as preocupações com venda direcionada, mas um depósito em exchange, isoladamente, não confirma uma liquidação de posição.

Wintermute deposita US$ 160 milhões em ETH e aumenta a volatilidade

O depósito coincidiu com uma sessão de volatilidade acentuada do Ether. O ativo recuperou o nível de US$ 2.500, avançou até US$ 2.600 e em seguida recuou em direção a US$ 2.400. No momento do relato, o ETH era negociado próximo de US$ 2.524, com alta de 2,26% no dia e 2% na semana, segundo a análise da AmbCrypto.

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Formadores de mercado como a Wintermute podem movimentar inventário entre plataformas por razões operacionais e de provisão de liquidez, não necessariamente para vender. A distinção importa: se os fundos forem efetivamente colocados à venda, a oferta disponível no curto prazo aumenta e a pressão baixista pode se intensificar. Se permanecerem como inventário de liquidez, o depósito por si só não indica uma venda direcional.

O contraponto ao depósito veio da própria estrutura de oferta em exchanges. O Exchange Supply Ratio (ESR) – métrica que mede a fatia da oferta circulante de ETH depositada em exchanges – caiu por dez dias consecutivos e chegou a 0,125, nível não visto desde 2016, conforme dados da CryptoQuant citados pela AmbCrypto. A queda indica que as exchanges detinham uma parcela menor da oferta circulante de Ethereum e sugere que depósitos pontuais foram absorvidos sem formar um estoque amplo de ETH imediatamente vendável.

A redução da oferta em exchanges não eliminou os sinais de pressão vendedora. Dados da SwissIntelligence mostraram 196 endereços de grandes detentores distribuindo ETH, contra 125 acumulando. O desequilíbrio sugere continuidade das vendas por grandes detentores, mesmo com a oferta em exchanges encolhendo. Indicadores técnicos também apontaram vantagem dos vendedores no curto prazo: o True Strength Index vinha caindo desde um cruzamento baixista, enquanto o Balance of Power permanecia negativo.

O que o depósito pode significar para o próximo movimento do ETH

O mercado está entre duas forças opostas: menos moedas imediatamente disponíveis para venda nas exchanges e mais grandes detentores dispostos a distribuir ETH. Se essa distribuição continuar e o depósito da Wintermute se converter em vendas efetivas no mercado, o ETH pode revisitar US$ 2.300, segundo os cenários descritos pela AmbCrypto.

Por outro lado, a continuidade da queda na Exchange Supply, combinada ao retorno da demanda, poderia ajudar o ativo a recuperar US$ 2.600 e buscar US$ 2.800. A definição entre os cenários depende de os compradores conseguirem absorver as vendas dos grandes detentores enquanto a oferta líquida em exchanges permanece mais restrita. O destino dos ETH transferidos pela Wintermute é, portanto, um elemento relevante para acompanhar, mas os dados on-chain não confirmam sozinhos se o movimento resultará em vendas.

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Bitcoin enfrenta oferta antes de teste nos US$ 81.700

Ilustração de uma moeda digital enfrentando uma barreira de resistência antes de um possível rompimento

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O Bitcoin acumulou alta de 24% em duas semanas e rondava US$ 77.000, mas a CryptoQuant informou que a criptomoeda precisa superar a resistência de US$ 81.700 para confirmar um novo mercado de alta. Segundo relatório da empresa de análise on-chain, esse patamar corresponde à média móvel de 365 dias do ativo.

Julio Moreno, chefe de pesquisa da CryptoQuant, indicou que o movimento de preço do Bitcoin havia ficado estagnado entre US$ 76.000 e US$ 82.000. Na leitura apresentada pela empresa, a superação clara da média de 365 dias é o ponto que separa a negociação em faixa de uma confirmação técnica mais ampla.

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Contexto do Movimento

A CryptoQuant delimitou uma primeira zona de resistência entre US$ 77.100 e US$ 80.200. De acordo com Moreno, holders de longo prazo venderam até 539.000 BTC nessa faixa durante um período de 30 dias neste ano. A análise classifica essa área como a resistência de oferta on-chain mais próxima e mais forte acima do preço então vigente.

Essa concentração de vendas torna a região uma referência importante antes do nível de US$ 81.700. O relatório não trata apenas de um preço isolado: ele organiza uma sequência de faixas nas quais a oferta de holders de longo prazo, as médias móveis e os modelos de avaliação usados pela CryptoQuant podem servir como referências para acompanhar o comportamento do Bitcoin.

Após a zona entre US$ 77.100 e US$ 80.200, a média móvel de 365 dias aparece como o primeiro nível técnico relevante. A CryptoQuant afirmou que, historicamente, os mercados de alta do Bitcoin começaram oficialmente quando o preço fechou acima dessa média. Por isso, o patamar de US$ 81.700 concentra a atenção da análise como condição para a confirmação de um novo mercado de alta.

Leitura dos Indicadores Técnicos

O relatório da CryptoQuant reúne referências técnicas baseadas em médias móveis, atividade da rede e comportamento dos traders. Não se trata de uma leitura apoiada em osciladores tradicionais, mas de níveis que a empresa utiliza para situar resistência, suporte e possíveis áreas de realização de lucro.

A média móvel de 365 dias, em US$ 81.700, é a principal referência de confirmação. Segundo a CryptoQuant, um movimento claro acima desse patamar poderia confirmar um novo mercado de alta. Caso isso não ocorra, a empresa indicou que o Bitcoin poderia continuar sendo negociado dentro de uma faixa.

O próximo nível citado é a banda de Metcalfe 3x, em US$ 83.600. Esse modelo estima o valor do Bitcoin a partir da atividade da rede, incluindo o número de endereços ativos. Moreno observou que as bandas de Metcalfe marcaram níveis importantes em ciclos anteriores: a banda 3x estava em US$ 138.000 quando o Bitcoin atingiu a máxima histórica de US$ 126.000 em outubro de 2025.

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Outro indicador é o modelo de preço realizado dos traders, cuja banda superior está em US$ 88.700. O modelo acompanha o preço médio pago por traders ativos. Na descrição da CryptoQuant, a banda superior corresponde ao ponto em que, historicamente, surgiu realização de lucros por parte desses traders. Na direção oposta, a média móvel de 200 dias, perto de US$ 70.000, é a referência de suporte destacada para uma eventual queda.

Níveis de Suporte e Resistência

O mapa da CryptoQuant distribui os níveis técnicos do Bitcoin entre suportes abaixo da cotação e resistências acima dela. As faixas permitem acompanhar a ordem dos patamares destacados no relatório:

  • SUPORTE INFERIOR – US$ 62.000 a US$ 65.000: zona em que holders de longo prazo compraram cerca de 476.000 BTC neste ano, segundo a CryptoQuant.
  • SUPORTE INTERMEDIÁRIO – cerca de US$ 70.000: nível que coincide com a média móvel de 200 dias do Bitcoin.
  • RESISTÊNCIA DE OFERTA – US$ 77.100 a US$ 80.200: faixa em que holders de longo prazo venderam até 539.000 BTC em 30 dias neste ano.
  • CONFIRMAÇÃO TÉCNICA – US$ 81.700: média móvel de 365 dias, associada historicamente ao início de mercados de alta quando o preço fecha acima dela.
  • RESISTÊNCIA SUPERIOR – US$ 83.600 e US$ 88.700: níveis correspondentes à banda de Metcalfe 3x e à banda superior do modelo de preço realizado dos traders.

A estrutura mostra que a região entre US$ 77.100 e US$ 80.200 antecede a confirmação técnica em US$ 81.700. Acima desse ponto, os modelos citados pela CryptoQuant colocam US$ 83.600 e US$ 88.700 como as próximas referências. Abaixo do preço, os níveis de US$ 70.000 e de US$ 62.000 a US$ 65.000 formam as zonas de suporte identificadas no relatório.

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Projeção e Alvo de Preço

Cenário de alta: se o Bitcoin registrar um movimento claro acima de US$ 81.700, a CryptoQuant considera que isso pode confirmar um novo mercado de alta. Nesse caso, os níveis de US$ 83.600, da banda de Metcalfe 3x, e de US$ 88.700, da banda superior do modelo de preço realizado dos traders, permanecem como referências técnicas seguintes.

Cenário de manutenção: sem uma superação clara da média móvel de 365 dias, a leitura da CryptoQuant é que o Bitcoin pode seguir negociado em faixa. Essa possibilidade está alinhada à observação de Moreno de que o preço havia permanecido estagnado entre US$ 76.000 e US$ 82.000.

Cenário de baixa: em uma queda, o primeiro suporte indicado pela CryptoQuant fica perto de US$ 70.000, na média móvel de 200 dias. A faixa entre US$ 62.000 e US$ 65.000 é o suporte inferior apontado pela empresa, associado às compras de aproximadamente 476.000 BTC por holders de longo prazo neste ano.

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Na conclusão atribuída a Moreno, o quadro geral era de alta, mas dependia da absorção da oferta acima do preço e da superação dos tetos de avaliação antes do desenvolvimento de um novo trecho de valorização. Os níveis técnicos descritos no relatório são referências de análise e não constituem recomendação de investimento; ativos virtuais envolvem alto risco.

Pontos de Atenção

Os principais pontos de acompanhamento no relatório são a reação do preço na faixa de oferta entre US$ 77.100 e US$ 80.200, uma eventual superação clara de US$ 81.700 e o comportamento do Bitcoin diante das referências de US$ 83.600 e US$ 88.700. Esses patamares compõem a sequência de resistências identificada pela CryptoQuant.

Em caso de recuo, a média móvel de 200 dias em torno de US$ 70.000 e a zona entre US$ 62.000 e US$ 65.000 são os suportes mapeados. A leitura combina esses níveis com dados sobre vendas e compras de holders de longo prazo, além dos modelos que acompanham a atividade da rede e o preço médio pago por traders ativos.

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Bitcoin recua após novo golden cross sem confirmar alta

Bitcoin recua após golden cross sem confirmar a alta esperada

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O Bitcoin recuou depois que um novo golden cross se formou nas suas médias móveis, frustrando a expectativa de continuidade de alta normalmente associada a esse tipo de configuração gráfica. O ativo devolveu terreno logo após o cruzamento aparecer no gráfico, sem sustentar o movimento que o desenho técnico sugeria.

O episódio representa mais um sinal sem confirmação prática e contraria o roteiro acompanhado por mesas de operação focadas no comportamento de curto prazo. Também reforça a necessidade de cautela ao usar indicadores técnicos como gatilhos automáticos de entrada: em um mercado de elevada volatilidade e negociação ininterrupta, a confirmação de um padrão é apenas um dos elementos em jogo, não uma garantia de continuidade.

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O que o recuo após o golden cross sinaliza

A configuração técnica surgiu no gráfico do Bitcoin, mas não se converteu na arrancada de preço geralmente associada ao sinal. Em vez de sustentar a alta, o ativo devolveu terreno pouco depois da formação do cruzamento. O desfecho alimenta a discussão entre gestores, analistas e operadores sobre a capacidade dos sinais clássicos de tendência de capturar uma dinâmica de liquidez que tem peso relevante nos ativos digitais.

O recuo não elimina a utilidade da análise gráfica como ferramenta de contexto. Ele indica, porém, que a leitura de médias móveis precisa ser observada junto de outros fatores, como fluxos de entrada e saída de recursos, movimentações de grandes carteiras, volume negociado e o ambiente mais amplo de apetite por risco.

Leitura dos Indicadores Técnicos

O golden cross ocorre quando a média móvel de curto prazo de um ativo cruza de baixo para cima a sua média móvel de longo prazo. Na leitura convencional, esse encontro indica que os preços mais recentes passaram a rodar acima da referência de prazo mais longo. Por isso, costuma ser interpretado como um indício de força compradora e de possível reversão de tendência.

Trata-se, por construção, de um indicador defasado, pois trabalha com médias de preços passados. Ainda assim, funciona como um termômetro informal do humor do mercado, especialmente porque sua formação atrai a atenção de analistas e mesas de operação. Essa atenção pode criar uma expectativa em torno do sinal, mas a configuração, por si só, não determina o comportamento posterior do preço.

No caso atual, a expectativa foi desfeita: o cruzamento se desenhou, mas o preço recuou. O resultado marca o golden cross como mais um sinal que não se confirmou na prática e evidencia a diferença entre a leitura oferecida pelo gráfico e o comportamento efetivo do mercado.

Por que os sinais técnicos perdem aderência no mercado cripto

A dificuldade dos indicadores tradicionais em antecipar movimentos de criptoativos está ligada a características do setor. O mercado funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, sem leilões de abertura ou de fechamento que organizem a formação de preço. Além disso, a liquidez se distribui por dezenas de corretoras e ambientes de negociação simultâneos.

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A esse arranjo soma-se a presença de instrumentos derivados e de estratégias automatizadas, capazes de reagir a variações de preço em frações de segundo e de amplificar movimentos de curta duração. Padrões que dependem de continuidade e confirmação ao longo do tempo podem, assim, encontrar dificuldade para se sustentar até o ponto em que o mercado os valida.

Fluxos de entrada e saída de capital, movimentações de grandes carteiras e o humor macroeconômico global aparecem como elementos relevantes nessa leitura. A análise técnica permanece útil para contextualizar o comportamento do ativo, mas raramente opera sozinha em um ambiente no qual liquidez e volatilidade podem mudar o desfecho de um movimento em pouco tempo.

Juros em alta e o peso do macro sobre o Bitcoin

O contexto de expectativas sobre juros mais altos nos Estados Unidos é citado entre os fatores macroeconômicos que podem pesar sobre o apetite por ativos de risco, incluindo as criptomoedas. Esse cenário deve ser considerado ao lado da leitura técnica, sem atribuir a ele, de forma isolada, o recuo posterior ao golden cross.

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No mercado de Bitcoin, o desenho do gráfico convive com variáveis que não dependem das médias móveis. A direção dos fluxos, a disposição dos participantes para assumir risco e alterações no ambiente macroeconômico podem influenciar a capacidade de uma configuração de alta se sustentar ou ser rapidamente revertida.

Níveis de Suporte e Resistência

O material disponível não estabelece níveis numéricos específicos de suporte ou resistência para o Bitcoin. Ainda assim, a capacidade de o preço permanecer acima das médias móveis que formaram o cruzamento pode servir como um teste da resistência da tese de alta no período seguinte.

Além das médias, a observação do volume negociado e da amplitude dos movimentos pode ajudar a distinguir oscilações pontuais de mudanças de tendência mais consistentes. Nenhum desses elementos, isoladamente, garante uma direção para o preço, mas o conjunto oferece referências para acompanhar se o mercado encontra sustentação após o recuo.

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Projeção e Alvo de Preço

Não há, nas informações disponíveis, um alvo de preço ou uma projeção numérica sustentada para o Bitcoin. O recuo após o golden cross impede que a formação seja tratada como confirmação automática de continuidade da alta.

A leitura daqui em diante depende de evidências que vão além do cruzamento, incluindo o comportamento do preço em relação às médias, o volume, a amplitude das oscilações e o contexto de apetite por risco. Esses fatores não fornecem uma previsão isolada, mas ajudam a avaliar se o movimento observado foi uma oscilação de curto prazo ou parte de uma mudança mais ampla.

Um padrão em xeque no ciclo atual

A sequência de cruzamentos dourados que não se convertem em alta consolidada coloca em xeque o uso do indicador como argumento central para decisões de investimento em criptoativos. O mercado se mostra sensível a fatores de liquidez e a eventos externos, que podem prevalecer sobre sequências estatísticas de preço.

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Para investidores e participantes institucionais, a lição prática é de cautela. Sinais técnicos seguem úteis dentro de um arcabouço analítico mais amplo, mas a dependência exclusiva deles pode produzir resultados frustrantes, como o recuo registrado após mais um cruzamento que não confirmou a expectativa de alta.

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Resgates de ETFs de Bitcoin chegam a US$ 166,8 milhões na semana

Ilustração de saídas de ETFs de Bitcoin e fluxos mistos no mercado cripto

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Os ETFs spot de Bitcoin listados nos Estados Unidos registraram US$ 120,2 milhões (aproximadamente R$ 697,2 milhões ao câmbio de R$ 5,80) em saídas líquidas na quarta-feira, elevando as retiradas das duas primeiras sessões da semana encurtada pelo feriado para US$ 166,8 milhões (cerca de R$ 967,4 milhões), segundo dados da Farside Investors. O movimento interrompe a mais forte sequência de três semanas de entradas registrada pelos fundos em 2026.

ETFs de Bitcoin registram saídas após sequência de três semanas

O ARK 21Shares Bitcoin ETF (ARKB) liderou as retiradas de quarta-feira, com US$ 78 milhões (R$ 452,4 milhões), seguido pelo Grayscale Bitcoin Trust ETF (GBTC), com US$ 27,2 milhões (R$ 157,8 milhões), e pelo iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), da BlackRock, com US$ 19,5 milhões (R$ 113,1 milhões). O Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT) foi o único fundo a registrar entrada no dia, com US$ 4,5 milhões (R$ 26,1 milhões).

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A quarta-feira veio na sequência de US$ 46,6 milhões (R$ 270,3 milhões) em saídas na terça-feira, marcando os primeiros dois dias consecutivos de resgates da categoria desde que uma sequência de três dias terminou em 14 de agosto. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a captação de US$ 3,8 bilhões durante a sequência de três semanas, a retração de dois dias já elimina cerca de 4,4% desse montante.

Os ETFs de Bitcoin acumulam aproximadamente US$ 55 bilhões (R$ 319 bilhões) em entradas líquidas desde o lançamento, enquanto o saldo combinado de 2026 soma cerca de US$ 1,07 bilhão (R$ 6,2 bilhões) em saídas, segundo a Farside Investors. O histórico recente desses fluxos, incluindo os períodos de perdas registrados ao longo do ano, mostra que reversões de curto prazo já ocorreram outras vezes sem se converter automaticamente em tendência estrutural.

Fluxos de outros ETFs cripto seguem direções diferentes

Os ETFs spot de Ether dos EUA atraíram US$ 34,7 milhões (R$ 201,3 milhões) na quarta-feira, após US$ 24,3 milhões (R$ 140,9 milhões) em saídas na terça-feira, fechando a semana com entrada líquida de US$ 10,4 milhões (R$ 60,3 milhões). O ETHB, da BlackRock, liderou as entradas com US$ 22,9 milhões (R$ 132,8 milhões), seguido pelo ETHA, com US$ 9,7 milhões (R$ 56,3 milhões), e pelo TETH, da 21Shares, com US$ 2,1 milhões (R$ 12,2 milhões).

Os ETFs spot de Solana também reverteram a saída de cerca de US$ 700 mil da terça-feira, atraindo US$ 11,2 milhões (R$ 65 milhões) na quarta-feira – todos direcionados ao BSOL, da Bitwise – e elevando o total de duas sessões para US$ 10,5 milhões (R$ 60,9 milhões) em entradas líquidas. Já os ETFs de Hyperliquid tiveram a segunda sessão consecutiva de saídas, perdendo US$ 5,3 milhões (R$ 30,7 milhões) na quarta-feira após US$ 13 milhões (R$ 75,4 milhões) na terça-feira, o que eleva a saída semanal para US$ 18,3 milhões (R$ 106,1 milhões). O episódio ecoa o padrão descrito em resgates recentes de ETFs de Bitcoin acompanhados de captação em outros ativos cripto.

O que a reversão significa para o mercado

Os fluxos mistos ocorreram enquanto o Bitcoin era negociado perto de US$ 78.000 (R$ 452.400) na quinta-feira, abaixo dos cerca de US$ 79.700 (R$ 462.260) registrados quando os números da sequência de três semanas foram divulgados. O Ether operava em torno de US$ 2.470 (R$ 14.326) e a Solana perto de US$ 101 (R$ 585,80), de acordo com a CoinGecko.

Dados publicados pelo SpaceMoney, com base na SoSoValue, indicam que os ETFs de Bitcoin ampliaram as retiradas na quinta-feira, elevando o acumulado de três dias para valores mais altos que os das duas primeiras sessões – número que trata de um período e metodologia distintos dos apurados pela Farside Investors até quarta-feira. A evidência disponível confirma a interrupção recente da sequência de entradas, mas não sustenta, por si só, conclusões sobre realização de lucros, rotação para outros ativos ou abandono estrutural da classe por parte dos investidores institucionais.

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