mercado-cripto-liquida-quase-490-milhoes

Mercado cripto liquida quase US$ 490 milhões em 24 horas

Moeda de Bitcoin sobre barras de mercado em queda, representando liquidações e volatilidade no mercado cripto

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O Bitcoin era negociado a US$ 80.339,59, com variação de -0,91%, no snapshot de mercado consultado. Em outro retrato do mercado divulgado posteriormente, a criptomoeda voltou à faixa dos US$ 80 mil, enquanto Solana e Hyperliquid registraram avanços. O movimento ocorreu em meio à repercussão do revés do CLARITY Act em uma votação procedimental no Senado dos Estados Unidos e a novas iniciativas regulatórias das agências federais.

O que os dados mostram

Segundo o boletim The Daily, do The Block, a derrota do CLARITY Act na votação procedimental do Senado levou o Bitcoin a cair abaixo de US$ 75 mil na terça-feira. A publicação também informou que o mercado passou a acompanhar iniciativas das agências federais após o impasse legislativo.

Publicidade



Na sexta-feira, o mesmo boletim informou que o Bitcoin recuperou US$ 80 mil, com alta superior a 5% depois de semanas negociado entre cerca de US$ 75 mil e US$ 78 mil. Solana e Hyperliquid lideraram os ganhos entre os dez maiores criptoativos por valor de mercado, com avanço de aproximadamente 10% cada, de acordo com a publicação.

O token HYPE, da Hyperliquid, atingiu máxima acima de US$ 90 após o lançamento de uma modalidade de empréstimo manual com garantias em HYPE e Bitcoin, segundo o The Block. Já dados publicados pela TradingView, com informações atribuídas à Stocktwits e à CoinGlass, mostraram o Bitcoin avançando mais de 4%, para cerca de US$ 80.800, em uma sessão de sexta-feira.

Desenvolvimento principal

Os dados da TradingView também indicaram quase US$ 490 milhões em liquidações de posições no mercado de criptoativos em 24 horas. As posições vendidas concentraram a maior parte desse volume: a reportagem apontou US$ 431 milhões em perdas de posições short. No mesmo levantamento, Solana era negociada pouco abaixo de US$ 110, após avançar mais de 8% no período de 24 horas descrito pela fonte.

As diferentes medições mostram janelas distintas de negociação. O snapshot que apontava Bitcoin a US$ 80.339,59 e queda de 0,91% não é o mesmo registro usado nas reportagens sobre a recuperação acima de US$ 80 mil. Por isso, os números devem ser lidos como referências de momentos específicos do mercado, e não como uma única sequência de cotações.

Contexto regulatório: da lei ao rulemaking

Após o impasse legislativo, a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) enviou à Casa Branca propostas de regras para criptoativos, submetidas à análise do Office of Information and Regulatory Affairs (OIRA), segundo o The Block. Os documentos foram identificados como Regulation Crypto Asset Transactions e Regulation Crypto Asset Markets.

O boletim também relatou que a Securities and Exchange Commission (SEC) apresentou uma isenção de inovação voltada a ações tokenizadas na mesma semana. Essas medidas foram citadas no contexto da reação do mercado após a derrota do CLARITY Act, mas não permitem, por si só, atribuir a alta dos ativos a uma causa única.

Publicidade



Pontos-chave do movimento

  • Bitcoin: o snapshot consultado mostrava cotação de US$ 80.339,59 e variação de -0,91%.
  • Recuperação: o The Block informou que o Bitcoin voltou a superar US$ 80 mil na sexta-feira.
  • Solana e Hyperliquid: os dois ativos lideraram os ganhos entre os dez maiores criptoativos por valor de mercado, segundo o boletim.
  • HYPE: o token alcançou máxima acima de US$ 90, de acordo com a mesma fonte.
  • Liquidações: dados divulgados pela TradingView apontaram quase US$ 490 milhões liquidados em 24 horas, principalmente em posições vendidas.
  • Regulação: a CFTC submeteu propostas de regras para revisão da Casa Branca após o revés do projeto no Senado.
Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Mercado cripto liquida quase US$ 490 milhões em 24 horas apareceu primeiro em CriptoFacil.

bitmine-reforca-recuperacao-do-ethereum

BitMine reforça recuperação do Ethereum, mas resistência limita alta

Moeda do Ethereum avançando em direção a uma barreira laranja que representa resistência técnica

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O Ethereum (ETH) subiu 1,9% nas últimas 24 horas, negociado a cerca de US$ 2.443, após recuperar-se de uma mínima próxima a US$ 2.371 registrada durante a liquidação desta semana nos mercados cripto, segundo dados da CoinGecko. O movimento ocorre enquanto traders monitoram a faixa entre US$ 2.500 e US$ 2.550 como próximo obstáculo técnico para o token, num cenário em que a rede também recebeu uma atualização de infraestrutura e viu avanço da acumulação corporativa da BitMine.

Ethereum se recupera, mas ainda enfrenta resistência em US$ 2.500

A CoinGecko coloca o intervalo de 24 horas do ETH entre aproximadamente US$ 2.371 e US$ 2.441, com o token subindo desde a extremidade inferior dessa faixa em 17 de setembro. Apesar da recuperação recente, o Ethereum ainda acumula queda de 1,6% nos últimos sete dias, embora o ganho em 30 dias chegue a 28,7%.

Publicidade



O recuo anterior ocorreu depois que o Senado dos EUA não conseguiu avançar com o CLARITY Act – projeto de lei que trataria da divisão de competências regulatórias sobre criptoativos entre a SEC e a CFTC nos Estados Unidos -, episódio que pressionou o mercado cripto e levou o Bitcoin perto de uma mínima de quatro semanas. O ETH chegou a recuar mais de 6% em 15 de setembro antes de iniciar a recuperação atual.

No campo técnico, a EMA de 20 dias (média móvel exponencial) estava em cerca de US$ 2.434,49, nível que, se rompido para baixo em fechamento diário, recolocaria a mínima de US$ 2.370 em foco. Acima disso, a zona entre US$ 2.500 e US$ 2.550 segue como a principal resistência, com o pico de agosto próximo a US$ 2.650 como referência seguinte – como detalhado em análise anterior sobre os níveis de resistência do Ethereum.

MPBC e compras da BitMine dão suporte específico ao ETH

Parte da resiliência recente do Ethereum frente à fraqueza mais ampla do mercado cripto está ligada à ativação, em 16 de setembro, da atualização Multi Party Block Construction (MPBC) na mainnet da rede. O mecanismo permite que vários builders contribuam com transações para um mesmo bloco, melhorando a inclusão de transações e reduzindo a dependência de um único builder – uma mudança de infraestrutura que não altera a oferta do ETH nem cria demanda direta pelo token, mas oferece um catalisador específico da rede.

Em paralelo, a BitMine Immersion Technologies elevou sua tesouraria para 5.956.378 ETH após comprar outros 27.180 ETH na semana anterior, segundo divulgação da empresa em 14 de setembro. As participações da BitMine já representam aproximadamente 4,9% da oferta de cerca de 122 milhões de ETH em circulação, aproximando-se da meta declarada de deter 5% do token – dos quais 5.067.309 ETH, ou cerca de 85% da posição, estavam em staking em 7 de setembro.

Fluxos de ETFs não explicam sozinhos a recuperação

A demanda institucional via ETFs spot de Ether nos EUA seguiu irregular durante o período. A Farside Investors registrou entradas líquidas de US$ 216,4 milhões em 11 de setembro e mais US$ 121,1 milhões em 14 de setembro, antes de os fundos apresentarem saída líquida de US$ 142,3 milhões em 15 de setembro – justamente quando os preços cripto caíam após a votação frustrada no Senado.

A combinação de entradas e saídas em dias próximos sugere que os fluxos de ETF, isoladamente, não explicam a recuperação mais recente do ETH, que parece mais associada aos catalisadores específicos da rede – como abordado em cobertura anterior sobre a relação entre ETFs e a resistência em US$ 2.500 e em nota sobre as entradas recentes de US$ 216 milhões nos ETFs de Ethereum.

Publicidade



Cenários técnicos a monitorar

Manter-se acima da EMA de 20 dias em cerca de US$ 2.434 preserva a recuperação imediata do ETH. A perda desse nível, seguida de ruptura de US$ 2.370, abriria caminho para a EMA de 50 dias em torno de US$ 2.282,66, com a EMA de 200 dias em US$ 2.210,12 e a EMA de 100 dias em US$ 2.162,19 mais abaixo na estrutura.

O RSI diário estava em 53,90, acima do nível neutro de 50, mas abaixo de sua própria média móvel em 60,03, indicando perda de velocidade na alta anterior. No gráfico de quatro horas, o Aroon Up marcava 35,71% contra 0% do Aroon Down, enquanto o OBV permanecia perto de -9,94 milhões – sinais mistos que só se resolveriam com um movimento sustentado acima de US$ 2.500, capaz de colocar a região de US$ 2.550 e, na sequência, o pico de agosto perto de US$ 2.650 novamente em vista.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post BitMine reforça recuperação do Ethereum, mas resistência limita alta apareceu primeiro em CriptoFacil.

etfs-cripto-fecham-semana-negativo-ether

ETFs cripto fecham semana no negativo puxados pelo Ether

Representação visual dos fluxos semanais de ETFs cripto, com entrada no Bitcoin e saída no Ether

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos receberam US$ 433 milhões na sexta-feira, 18 de setembro, enquanto os fundos de Ether fecharam a semana de negociação de 14 a 18 de setembro com saída líquida de US$ 140,6 milhões, segundo dados da Farside Investors citados pelo crypto.news. O Bitcoin terminou o período com entrada líquida de apenas US$ 6,1 milhões, enquanto o Ether acumulou saldo negativo mesmo após a recuperação de sexta-feira.

Bitcoin recupera perdas com entrada de US$ 433 milhões na sexta-feira

A trajetória diária do Bitcoin foi irregular: US$ 159,9 milhões na segunda-feira, seguidos de saídas de US$ 450,4 milhões na terça e US$ 295,9 milhões na quarta. A quinta-feira trouxe US$ 159,5 milhões, e a sexta-feira fechou com os US$ 433 milhões, a maior entrada diária da semana, reduzindo quase todas as perdas acumuladas.

Publicidade



O IBIT, da BlackRock, liderou o saldo semanal com US$ 120,6 milhões, enquanto o FBTC, da Fidelity, somou US$ 79,9 milhões na semana após receber sozinho US$ 310,7 milhões na sexta-feira – a maior entrada em um único fundo naquele dia. Do lado negativo, o ARKB, da ARK 21Shares, perdeu US$ 141,9 milhões e o GBTC, da Grayscale, registrou saída de US$ 62,3 milhões. A recuperação coincidiu com o Bitcoin voltando a operar acima de US$ 80.000 na sexta-feira.

Ether encerra a semana no vermelho apesar da recuperação de sexta-feira

Os ETFs de Ether começaram bem, com US$ 121,1 milhões na segunda-feira, mas emendaram três dias de saída: US$ 142 milhões na terça, US$ 224,1 milhões na quarta e US$ 39,3 milhões na quinta. A entrada de US$ 143,7 milhões na sexta-feira reduziu o déficit, mas não foi suficiente para reverter o saldo semanal negativo de US$ 140,6 milhões.

O ETHA, da BlackRock, fechou a semana com saída líquida de US$ 56,1 milhões, mesmo tendo recebido US$ 114,3 milhões na sexta-feira. O FETH, da Fidelity, perdeu US$ 25,9 milhões, o ETHW, da Bitwise, registrou saída de US$ 33,1 milhões e o ETHE, da Grayscale, teve resgates de US$ 31,4 milhões no período. O resultado semanal do Ether ampliou a diferença em relação aos produtos de Bitcoin, que recuperaram quase todos os resgates registrados no meio da semana.

Solana e Hyperliquid mantêm entradas, mas não compensam o Ether

Os ETFs de Solana somaram US$ 60,7 milhões na semana, com US$ 47,6 milhões concentrados na sexta-feira. O BSOL, da Bitwise, respondeu por US$ 58,7 milhões do total. Segundo os dados, os fundos de Solana receberam recursos em quatro das cinco sessões do período.

Os fundos de Hyperliquid fecharam com US$ 3,1 milhões positivos, depois de três sessões de ganhos compensarem a saída de US$ 3,9 milhões na terça-feira. Somadas as quatro categorias, a semana terminou com saída líquida agregada de cerca de US$ 70,7 milhões, já que o déficit do Ether superou as entradas combinadas de Bitcoin, Solana e Hyperliquid.

Contexto e implicação para o investidor

A semana foi marcada por volatilidade. O Federal Reserve elevou a taxa-alvo em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75%–4,00%, e o Bitcoin retornou aos US$ 80.000 na sexta-feira. O recuo do petróleo e a recuperação de ações ligadas a cripto também acompanharam a alta posterior do ativo.

Publicidade



Para quem acompanha os fluxos, os dados mostram uma diferença entre o resultado diário e o balanço do período: a entrada de US$ 433 milhões no Bitcoin na sexta-feira levou a categoria a um pequeno saldo semanal positivo, enquanto a recuperação dos ETFs de Ether naquele mesmo dia cobriu apenas parte das saídas anteriores. Um panorama mais amplo da diferença entre os dois ativos aparece na análise do CriptoFácil sobre a comparação recente entre fluxos de ETFs de Bitcoin e Ethereum.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post ETFs cripto fecham semana no negativo puxados pelo Ether apareceu primeiro em CriptoFacil.

zcash-avanca-23-e-liquida-vendidos

Zcash avança 23% e liquida US$ 51,63 milhões em vendidos

Moeda digital inspirada no Zcash sobe enquanto posições vendidas são liquidadas

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O Zcash (ZEC) era negociado a US$ 1.354,75 (aproximadamente R$ 7.654, ao câmbio de R$ 5,65) nesta quarta-feira, subindo 1,32% no dia após tocar máxima intradiária de US$ 1.396 (cerca de R$ 7.887). O ativo acumula alta aproximada de 23% em 24 horas, movimento que acompanhou o rali generalizado do Bitcoin e do mercado cripto após a decisão de juros do Federal Reserve.

A força do avanço colocou vendedores a descoberto na defensiva, com liquidações que já ultrapassam dezenas de milhões de dólares nas últimas horas.

Publicidade



Zcash sobe e liquida posições vendidas

O quadro técnico segue favorável ao movimento de alta: as quatro médias móveis exponenciais estão abaixo do preço atual, com a EMA de 20 dias em US$ 1.076,84 (R$ 6.084), a de 50 dias em US$ 866,06 (R$ 4.893), a de 100 dias em US$ 708,61 (R$ 4.003) e a de 200 dias em US$ 569,78 (R$ 3.219). O índice de força relativa (RSI) está em 69, ainda distante de níveis de sobrecompra extrema, mesmo após a divergência baixista identificada no início de setembro não se confirmar como reversão.

O volume de derivativos saltou 128,77% em 24 horas, para US$ 12,50 bilhões (R$ 70,63 bilhões), enquanto o open interest avançou 48,54%, para US$ 3,08 bilhões (R$ 17,40 bilhões) – sinal de que traders estão abrindo posições novas, não apenas encerrando as antigas. Vendidos concentraram quase todo o prejuízo: US$ 51,63 milhões (R$ 291,71 milhões) em liquidações contra apenas US$ 6,17 milhões (R$ 34,86 milhões) do lado comprado, com US$ 41 milhões (R$ 231,65 milhões) dessas perdas ocorrendo nas últimas 12 horas. Ainda assim, a proporção de contas vendidas versus compradas na Binance segue em 0,39, indicando que mais contas apostam na queda mesmo após o estrago recente.

Como mostramos ao analisar o aumento da alavancagem em altcoins e o risco de liquidações em cascata, esse tipo de desequilíbrio entre posições vendidas e o preço à vista tende a amplificar movimentos de curto prazo, para cima e para baixo.

Voto do NU7 reforça o momentum

Paralelamente ao movimento de preço, detentores de ZEC concluíram uma votação de governança sobre a atualização de rede NU7. Cerca de 2,4 milhões de ZEC – aproximadamente dois terços dos tokens elegíveis – participaram da consulta, usando a tecnologia shielded do Zcash, que permite votar com peso econômico real sem revelar saldos de carteira.

Os resultados foram esmagadores: 99,9% apoiaram reduzir o tempo de bloco de 75 para 25 segundos, 98,9% votaram por manter o cronograma de halving no estilo Bitcoin já existente, 96,6% aprovaram adiar a reemissão de ZEC reciclado de taxas até fevereiro de 2031 e 99,3% defenderam lançar o NU7 assim que possível. Segundo a CoinGecko, a capitalização de mercado do Zcash ultrapassou US$ 23 bilhões (R$ 129,95 bilhões) após a divulgação do resultado da votação.

O que observar após a alta

No cenário otimista descrito pela análise técnica, a manutenção do preço acima de US$ 1.300 (R$ 7.345) sustenta o caminho até US$ 1.500 (R$ 8.475) e potencialmente além, com apoio adicional de cobertura de posições vendidas, leitura mais calma sobre os próximos passos do Federal Reserve e o impulso do voto NU7.

Publicidade



No cenário bearish, a perda do suporte em US$ 1.300 reabriria espaço para um retorno à EMA de 20 dias em US$ 1.076,84, com US$ 800 (R$ 4.520) funcionando como primeiro suporte relevante e US$ 500 (R$ 2.825) como zona de demanda mais robusta abaixo disso. Vale notar que a evidência disponível até o momento mostra o ZEC testando a resistência de US$ 1.396, sem confirmação de que os US$ 1.500 tenham sido efetivamente superados – trata-se de um alvo do cenário altista, não de um nível já alcançado.

Pontos para acompanhar

  • US$ 1.300: nível cuja perda reabriria o cenário técnico baixista descrito pelos analistas.
  • US$ 1.396: máxima intradiária registrada até a publicação dos dados.
  • US$ 1.500: resistência e alvo do cenário otimista, ainda não confirmado como preço atingido.
  • US$ 51,63 milhões: total liquidado em posições vendidas nas últimas 24 horas.
  • US$ 3,08 bilhões: open interest em derivativos de ZEC, alta de 48,54% no período.

Para quem acompanha o fenômeno em tempo real, a página oficial do upgrade NU7 do Zcash detalha as mudanças técnicas aprovadas na votação.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Zcash avança 23% e liquida US$ 51,63 milhões em vendidos apareceu primeiro em CriptoFacil.

bitcoin-dispara-e-provoca-liquidacoes

Bitcoin dispara 5% e provoca US$ 238 milhões em liquidações

Token de criptomoeda dourado dispara enquanto peças escuras sugerem liquidações no mercado

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O Bitcoin ultrapassou os US$ 81.000 (aproximadamente R$ 429.342, ao câmbio de R$ 5,30) nesta sexta-feira, atingindo uma máxima intradiária de US$ 81.238 (cerca de R$ 430.661) antes de recuar e se estabilizar acima de US$ 80.800 (aproximadamente R$ 428.240). O movimento representa alta superior a 5% em 24 horas e elevou a capitalização de mercado do ativo de US$ 1,54 trilhão para US$ 1,62 trilhão (cerca de R$ 8,586 trilhões), segundo dados citados pela publicação original.

Bitcoin supera US$ 81 mil e liquida posições vendidas

A disparada pegou os vendedores a descoberto na contramão. Conforme dados da Coinglass reproduzidos na fonte original, aproximadamente US$ 238 milhões (cerca de R$ 1,26 bilhão) em posições vendidas alavancadas de bitcoin foram liquidadas em 24 horas, contra apenas US$ 6 milhões (R$ 31,8 milhões) em posições compradas.

Publicidade



A assimetria confirma um padrão típico de short squeeze: quando o preço sobe de forma abrupta, operadores apostando na queda são forçados a recomprar o ativo para fechar posições, o que amplifica ainda mais a alta.

Liquidações aumentam com a reação do mercado à CFTC

No mercado cripto mais amplo, o efeito foi ainda maior. As liquidações de posições vendidas ultrapassaram US$ 470 milhões (aproximadamente R$ 2,49 bilhões), enquanto as liquidações de posições compradas somaram pouco mais de US$ 57 milhões (R$ 302,1 milhões) – um total combinado próximo de US$ 527 milhões em 24 horas.

O gatilho foi a notícia de que a Commodity Futures Trading Commission (CFTC), órgão regulador de derivativos e commodities dos EUA, enviou propostas de regras para o mercado de criptomoedas à Casa Branca para análise, segundo reportagem da Forbes. O episódio ocorre dias depois de o bitcoin cair abaixo de US$ 75 mil, quando o Senado dos EUA não conseguiu avançar com a Lei CLARITY – o principal projeto de estrutura regulatória para ativos digitais em discussão no Congresso -, derrota confirmada pela CNBC.

A própria fonte original também registra um recorte mais estreito: em apenas uma hora, durante o salto de cerca de US$ 76.400 para US$ 80.935, mais de US$ 183 milhões (R$ 970 milhões) em posições vendidas foram liquidadas – um instantâneo intradiário que não deve ser confundido com o total de 24 horas.

O que o movimento representa para o mercado

Segundo Lacie Zhang, analista de pesquisa da Bitget Wallet, a recuperação do bitcoin parece mais forte do que uma reação típica de sentimento porque a alavancagem excessiva já havia sido eliminada do mercado no início do mês, deixando espaço para a demanda à vista voltar a empurrar o preço. Zhang associa o rali a um apetite mais amplo por risco, à moderação nos preços do petróleo e nos rendimentos de títulos do Tesouro de longo prazo, além de entradas diárias de cerca de US$ 154 milhões (R$ 816,2 milhões) em ETFs à vista nos EUA – fundos negociados em bolsa lastreados diretamente em bitcoin.

O quadro reforça um ponto estrutural: liquidações em massa, para cima ou para baixo, tendem a ampliar o movimento de preço original, não a criá-lo. Como mostrado em análise sobre open interest elevado em altcoins e bitcoin, o excesso de alavancagem represada é o combustível que transforma uma retomada de demanda em um salto de mais de 5% em um único dia.

Publicidade



Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Bitcoin dispara 5% e provoca US$ 238 milhões em liquidações apareceu primeiro em CriptoFacil.

ohio-escolhe-processadora-pagamentos-estaduais-cripto

Ohio escolhe processadora para pagamentos estaduais em cripto

Gateway digital converte cripto em moeda fiduciária para pagamentos estaduais de Ohio

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O Tesoureiro do estado de Ohio, Robert Sprague, e o State Board of Deposit – conselho regulatório de três membros formado pelo tesoureiro estadual, o auditor estadual e o procurador-geral – aprovaram por unanimidade a Grant Street Group como fornecedora responsável por viabilizar a aceitação de criptomoedas no pagamento de taxas e serviços estaduais, segundo comunicado oficial do Tesouro de Ohio divulgado em 25 de setembro de 2025. A decisão formaliza a infraestrutura de processamento, mas o comunicado não confirma que os pagamentos em cripto já estivessem disponíveis para residentes e empresas naquele momento – trata-se da aprovação do fornecedor, não do lançamento operacional do serviço.

Contexto regulatório: da tentativa fracassada de 2019 ao novo processo

Segundo o próprio comunicado, a aprovação da Grant Street Group é o desfecho de um processo iniciado meses antes. Depois de uma reunião do State Board of Deposit em maio de 2025, o gabinete do Tesoureiro publicou um Request for Proposals (RFP) – processo formal de licitação para contratar fornecedores – buscando uma empresa capaz de processar pagamentos eletrônicos feitos com carteiras digitais ou criptomoedas, incluindo a conversão para dólares americanos antes do depósito no Tesouro estadual.

Publicidade



Essa etapa, por sua vez, veio de uma resolução proposta por Sprague ao conselho após uma articulação de abril de 2025 com o secretário de Estado Frank LaRose para autorizar o uso de criptomoedas no pagamento de taxas estaduais. O comunicado também cita, sem detalhar, uma opinião do procurador-geral de 2019 que concluiu que um programa anterior de pagamentos em criptomoeda precisava de autorização formal do State Board of Deposit para ser considerado um financial transaction device – dispositivo de transação financeira, na nomenclatura regulatória do estado.

Essa referência remete ao OhioCrypto.com, portal lançado em 2018 que, segundo reportagens da época como a da WOSU e da Taxgirl, permitia o pagamento de tributos empresariais em Bitcoin, mas foi suspenso após o parecer jurídico de 2019 apontar falha na autorização e após registrar uso extremamente baixo – menos de dez empresas em dez meses, conforme levantamento da Sales Tax Institute. A aprovação de 2025 nasce, portanto, como uma tentativa de corrigir a lacuna processual identificada seis anos antes, desta vez passando formalmente pelo colegiado que faltou na primeira rodada.

Como funciona a aprovação: o papel da Grant Street Group e do State Board of Deposit

O comunicado é claro sobre o escopo da votação: a Grant Street Group foi selecionada, após análise de várias propostas recebidas no RFP, para atuar como fornecedora de processamento de pagamentos com criptomoedas destinados a taxas e serviços do estado. O desenho previsto no próprio RFP determina que os ativos digitais recebidos sejam convertidos em dólares americanos no momento da transação, para então serem depositados na Tesouraria estadual – um mecanismo que, na prática, retira do caixa público a exposição direta à volatilidade dos criptoativos.

O texto oficial não especifica quais criptomoedas serão aceitas, quais órgãos estaduais participarão inicialmente, taxas cobradas, limites de transação ou uma data de entrada em operação do serviço. Também não há, na fonte primária, qualquer menção a métodos de pagamento adicionais como cartão de crédito ou ACH (Automated Clearing House, sistema eletrônico de compensação bancária dos Estados Unidos) – essas informações passaram a integrar a comunicação do Tesouro apenas em um anúncio posterior, sobre o qual o mercado deve ter cautela quanto a datas.

Vale registrar que o modelo de conversão instantânea para dólares antes do depósito público não é exclusivo de Ohio. Como temos acompanhado no CriptoFácil ao cobrir a expansão dos pagamentos com stablecoins na rede Solana, o setor de pagamentos digitais tem caminhado para arquiteturas híbridas em que o usuário paga ou recebe em ativos digitais, mas a liquidação final ocorre em moeda fiduciária – reduzindo risco de custódia para quem processa o pagamento, seja uma varejista ou, neste caso, um governo estadual.

Impacto para investidores e para o mercado institucional

A aprovação da Grant Street Group amplia, em tese, os pontos de acesso para uso prático de criptomoedas no cotidiano de residentes e empresas de Ohio, mas o comunicado não traz nenhuma métrica de demanda projetada, volume esperado de transações ou efeito sobre liquidez de mercado. Não há, na evidência disponível, qualquer indicação de que a decisão tenha gerado ou deva gerar impacto mensurável sobre o preço do Bitcoin ou de outros ativos – o caso deve ser lido como um avanço de infraestrutura institucional, não como catalisador de mercado.

Publicidade



O histórico de programas semelhantes em outros estados americanos reforça essa cautela analítica. Levantamentos setoriais indicam que, até o fim de 2024, apenas Colorado, Utah e Louisiana haviam formalmente autorizado o pagamento de determinadas taxas estaduais em criptomoedas nos Estados Unidos, e que a adesão prática nesses programas foi historicamente modesta – Colorado registrou dezenas de pagamentos em cripto ao longo de dois anos de operação, segundo dados citados por veículos especializados em tributação. O padrão sugere que a autorização regulatória tende a preceder, por uma margem considerável, qualquer volume relevante de uso.

Ainda assim, o movimento se insere num contexto mais amplo de adoção institucional de pagamentos digitais que tem ganhado tração nos Estados Unidos, da regulamentação de stablecoins sob o GENIUS Act – como detalhamos ao analisar a supervisão do Tesouro americano sobre emissoras de stablecoins – a experiências recentes de grandes empresas privadas com ativos digitais, como mostramos ao cobrir a expansão da DoorDash com stablecoins em mais de 40 países. Para o investidor brasileiro, o dado relevante não é o volume imediato de Ohio, mas o acúmulo de precedentes institucionais que normalizam a criptomoeda como meio de pagamento formal, ainda que regulado e imediatamente convertido em moeda fiduciária.

Reação de líderes do setor cripto

O comunicado do Tesouro reuniu manifestações de apoio de figuras ligadas ao setor de ativos digitais. Robert Sprague afirmou, em nota, que a votação representa um passo para posicionar Ohio como líder no espaço de moedas digitais e que, após avaliar diversas propostas, considera a Grant Street Group capaz de oferecer a segurança e o serviço necessários para que os moradores do estado utilizem as ferramentas das finanças modernas.

Publicidade



Andrew Burchwell, diretor-executivo do Ohio Blockchain Council – associação setorial que representa empresas de blockchain no estado -, descreveu a votação como um posicionamento de Ohio como líder e inovador na adoção de Bitcoin e tecnologias de ativos digitais, associando o movimento à modernização do governo estadual para os pagamentos globais do futuro. Noah Herman, diretor de estratégia da Fortris Global, empresa de infraestrutura de custódia digital, situou a decisão na tradição americana de inovação liderada pelos estados, argumentando que a autorização formal de criptomoedas como instrumento de transação financeira reforça as credenciais de Ohio como território atrativo para empresas do setor.

Baylor Myers, vice-presidente de desenvolvimento corporativo da BitGo – uma das principais custodiantes institucionais de criptoativos dos Estados Unidos -, comentou que, como natural do estado, é positivo ver Ohio assumir liderança no futuro das finanças, destacando ter atuado em Nova York, Washington e no Vale do Silício e não enxergar motivo para Ohio não competir nesse espaço. Nenhuma dessas declarações constitui novidade quantitativa sobre uso ou adoção – são posicionamentos institucionais de apoio, não dados de mercado.

O que observar daqui para frente

Para o investidor que acompanha adoção institucional de criptoativos, os pontos concretos a monitorar são a data efetiva em que os pagamentos estaduais com criptomoedas passam a estar disponíveis via Grant Street Group, quais taxas e serviços específicos serão contemplados, e quais ativos digitais o processador aceitará. O comunicado de setembro de 2025 não responde a nenhuma dessas perguntas – apenas formaliza a escolha do fornecedor.

Publicidade



Há também um desenvolvimento posterior relevante para contextualizar, sem confundi-lo com a decisão aqui analisada: segundo reportagem do Columbus Dispatch, o Tesouro de Ohio anunciou em maio de 2026 o lançamento da carteira digital Buckeye Billfold, que passou a permitir pagamentos a órgãos estaduais via cartão de crédito, ACH e criptomoeda, mantendo dinheiro e cheque como opções. Esse anúncio, posterior por oito meses à aprovação da Grant Street Group, é que de fato marca a fase de implementação prática – e deve ser tratado como capítulo separado da história, não como resultado automático da votação de setembro de 2025.

Até que dados de uso concreto sejam divulgados, a aprovação da Grant Street Group deve ser interpretada como o que o comunicado oficial descreve: uma etapa regulatória que remove o obstáculo jurídico identificado em 2019 e cria a infraestrutura formal para pagamentos em cripto no setor público de Ohio, sem ainda comprovar demanda, escala ou qualquer efeito sobre o mercado de ativos digitais.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Ohio escolhe processadora para pagamentos estaduais em cripto apareceu primeiro em CriptoFacil.

fluxo-ibit-apetite-institucional

Fluxo do IBIT vira termômetro do apetite institucional

Moeda de Bitcoin avançando por um canal de entrada de capital institucional

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O IBIT, ETF de Bitcoin à vista da BlackRock, registrou entrada líquida de US$ 183,7 milhões em 18 de setembro de 2026, segundo dados divulgados pela Farside Investors, gestora de investimentos sediada em Londres que acompanha diariamente os fluxos dos ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos. O número é tratado pelo mercado como um indicador do apetite institucional recente por exposição regulada a Bitcoin.

O que os dados de mercado mostram

No momento do registro, às 3h46 de 18 de setembro (horário da fonte), o Bitcoin era negociado a US$ 77.493,14, pressionando a resistência superior das Bandas de Bollinger, fixada em US$ 77.634,55. O RSI de 14 períodos estava em 58,5, território neutro, enquanto o MACD registrava um cruzamento de alta (golden cross).

Publicidade



O suporte da EMA50 aparecia em US$ 77.159,84, nível que serviria de referência caso o preço sofra uma correção antes de uma eventual continuação da tendência. A fonte associa essa leitura técnica ao fluxo do ETF, mas trata-se de uma interpretação do próprio material – não de uma garantia de direção de preço. O conteúdo disponível também não traz o fluxo agregado de toda a categoria de ETFs de Bitcoin no mesmo dia, nem uma comparação direta com fundos concorrentes.

Por que o fluxo do IBIT importa

O IBIT é descrito pela própria fonte como o maior ETF de Bitcoin em operação, e seus fluxos diários funcionam como termômetro de como fundos de pensão, family offices e mesas institucionais posicionam capital em Bitcoin sem precisar custodiar a criptomoeda diretamente. Uma entrada líquida como a de 18 de setembro costuma ser lida como sinal de demanda compradora concentrada em um único veículo – ainda que o dado isolado de um dia não permita, por si só, confirmar uma tendência estrutural mais longa.

Vale a ressalva: informações sobre a concentração histórica de fluxos do IBIT frente a outros ETFs, o total acumulado de captação líquida desde o lançamento do fundo e sua participação percentual dentro da categoria não constam na evidência primária deste registro e não foram verificadas de forma independente para esta nota. Por isso, não são reproduzidas aqui como fato consolidado. Como analisado anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a demanda institucional pelos ETFs de Bitcoin, o comportamento agregado desses fundos ao longo de semanas costuma ser mais informativo do que o resultado de um único pregão.

A concentração de aportes em gestoras específicas, tema explorado em cobertura anterior sobre os aportes concentrados em grandes emissoras de ETFs, segue sendo um fator relevante para entender por que movimentos como o de 18 de setembro ganham destaque imediato entre investidores que monitoram o mercado via plataformas como a própria Farside.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Fluxo do IBIT vira termômetro do apetite institucional apareceu primeiro em CriptoFacil.

xrp-afunda-bitcoin-recua-reves-senado

XRP afunda quase 8% enquanto Bitcoin recua após revés no Senado

Tokens de criptomoedas em queda, com XRP em destaque após revés regulatório nos Estados Unidos

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O Bitcoin caiu para cerca de US$ 75.800 em 16 de setembro, uma perda de aproximadamente 1,5%, depois que o Senado americano não conseguiu avançar o CLARITY Act. A reação, no entanto, foi bem mais dura para o resto do mercado: o XRP despencou quase 8%, enquanto Ethereum recuou cerca de 3% e Solana, 3,5%, segundo análise de Sam Daodu para o 24/7 Wall St.

Bitcoin cai menos que outras criptomoedas após revés do CLARITY Act

O CLARITY Act é um projeto de lei de estrutura de mercado que dividiria a supervisão de criptoativos nos Estados Unidos entre a Securities and Exchange Commission (SEC) e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC). Sua aprovação traria regras mais claras para exchanges, padrões de custódia e acesso bancário – mudanças que afetariam o funcionamento do mercado ao redor do Bitcoin, mas deixariam o status regulatório do próprio ativo amplamente intocado, segundo a mesma fonte.

Publicidade



Isso ajuda a explicar por que a Coinbase, a exchange listada mais exposta a essas regras, caiu 8,65% na mesma sessão – um tombo bem maior que o do Bitcoin. Os ETFs spot de Bitcoin nos EUA, que detêm cerca de 6,35% da oferta circulante do ativo, também não enfrentariam mudança imediata de regras com a proposta de divisão SEC-CFTC, já que operam sob normas da SEC já existentes. Como explicado em análise sobre as regras e o alcance regulatório do CLARITY Act, o projeto tem implicações mais estruturais do que classificatórias para o BTC.

O que Rachael Lucas diz sobre o impacto regulatório

Rachael Lucas, da BTC Markets, resumiu por que o Bitcoin resistiu melhor: a legislação “was never the binding constraint” para o ativo – ou seja, nunca foi a restrição determinante para o preço do BTC. A avaliação é consistente com o movimento de mercado observado no dia 15 de setembro, quando o desconto regulatório recaiu com mais força sobre tokens com status jurídico mais contestado.

O que pressionou o Bitcoin além da votação

A queda não veio isolada. O petróleo Brent fechou a US$ 108,75 e o WTI a US$ 105,83 após a interrupção de um oleoduto saudita, enquanto o rendimento do Treasury de 10 anos tocou o maior nível intradiário desde 2007. O CME FedWatch indicava entre 88% e 94% de probabilidade de alta de 25 pontos-base na reunião do Federal Reserve de 16 de setembro.

Os ETFs spot de Bitcoin somaram US$ 462,7 milhões em saídas nos quatro dias até 11 de setembro, entrada líquida de US$ 160 milhões em 14 de setembro e cerca de US$ 450 milhões em saídas novamente em 15 de setembro – como detalhado em cobertura sobre fluxos de ETFs de Bitcoin e Ethereum. Os níveis a observar agora: US$ 78.189 (abertura de 15 de setembro), suportes em US$ 75.000, US$ 74.000 e US$ 72.000, e o piso mais profundo de US$ 58.562 registrado em 30 de junho de 2026.

O que o revés significa para o investidor

A correlação de 90 dias do Bitcoin com o ouro chegou a cerca de 0,50 no início de setembro, o maior nível desde 2020, segundo dados da Bitwise usando números da Bloomberg. Já a correlação com o Nasdaq 100 caiu para cerca de 0,30, ante 0,60 – a leitura mais baixa em um ano, sinalizando que o BTC vem negociando mais como ativo macro.

Reconquistar US$ 78.189 seria, segundo Lucas, o primeiro sinal de que o mercado está retirando o desconto regulatório do preço. Uma quebra abaixo de US$ 74.000, por outro lado, deslocaria a atenção para juros, petróleo e política do Fed – como discutido em análise sobre pressão regulatória e juros no Bitcoin – deixando o CLARITY Act como apenas mais uma peça do cálculo de risco, não a origem principal da queda.

Publicidade



Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post XRP afunda quase 8% enquanto Bitcoin recua após revés no Senado apareceu primeiro em CriptoFacil.

saidas-etfs-cripto-quase-593-milhoes

Saídas de ETFs cripto chegam a quase US$ 593 milhões

Ilustração de saídas de capital de ETFs cripto após derrota de projeto regulatório no Senado dos EUA

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

ETFs spot de Bitcoin negociados nos Estados Unidos registraram saída de US$ 450,4 milhões (aproximadamente R$ 2,39 bilhões ao câmbio de R$ 5,30) na terça-feira, a maior retirada em um único dia desde 24 de junho, segundo o rastreador de ETFs de Bitcoin da Decrypt. O movimento coincidiu com a derrota do Senado americano, que rejeitou por 49 a 50 votos a invocação de cloture sobre o Digital Asset Market Clarity Act, projeto que precisava de 60 dos 100 votos para seguir em tramitação.

ETFs de Bitcoin sofrem saída de US$ 450,4 milhões após votação no Senado

A Fidelity liderou o êxodo com seu fundo FBTC, que perdeu US$ 214,8 milhões (cerca de R$ 1,14 bilhão). A BlackRock IBIT registrou saída de US$ 161,7 milhões (aproximadamente R$ 857 milhões), enquanto a Grayscale GBTC cedeu US$ 44,1 milhões (cerca de R$ 233,7 milhões). ARK 21Shares e Bitwise tiveram retiradas menores, segundo os dados compilados pela Decrypt.

Publicidade



Os ETFs de Ethereum também sofreram, com saída de US$ 142,3 milhões (aproximadamente R$ 754,2 milhões) no mesmo dia. Os fundos de XRP, menores e mais recentes, ficaram estáveis após terem recebido US$ 11,3 milhões (cerca de R$ 59,9 milhões) no dia anterior. Somados, os três grupos de produtos perderam quase US$ 593 milhões (aproximadamente R$ 3,14 bilhões) em uma única sessão – a maior retração diária desde junho, quando os ETFs de Bitcoin tiveram o pior mês da história, conforme já registrado pelo CriptoFácil ao acompanhar os fluxos anteriores dos fundos.

Segundo a Decrypt, o gatilho não foi um hack nem uma quebra de mercado – foi, aparentemente, o Congresso.

O que estava em jogo com o CLARITY Act

O CLARITY Act dividiria a supervisão de criptoativos entre a Securities and Exchange Commission (SEC) e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC), criando o que a Decrypt descreve como a primeira estrutura regulatória abrangente para cripto nos Estados Unidos. Como detalhamos em análise anterior sobre o alcance regulatório do projeto, a proposta buscava legalizar a maior parte da negociação de criptoativos no país.

A senadora democrata Elizabeth Warren se opôs ao projeto no plenário, alertando que ele poderia provocar um “crypto-fueled economic crash”. A senadora republicana Cynthia Lummis, principal negociadora do texto, classificou a derrota como um provável fim de linha: “It’s over,” disse pouco antes da votação.

O impacto para o mercado institucional

Clareza regulatória é o que permite a fundos de pensão e bancos tratar o Bitcoin como um produto financeiro legal e normal, em vez de uma zona cinzenta jurídica. Sem essa clareza, o capital institucional tende a ficar de fora – e as saídas de terça-feira podem ser um sinal dessa hesitação se materializando em números reais, embora a Decrypt não descarte a decisão do Federal Reserve, esperada para a mesma semana, como fator igualmente relevante para o movimento.

Restavam cerca de 22 dias úteis no calendário do Senado antes que a campanha das eleições de meio de mandato dominasse a agenda do outono americano. Na ausência de uma retomada tardia do projeto, o processo de regulamentação conduzido por SEC e CFTC passa a ser o principal roteiro regulatório para cripto nos EUA no restante de 2026, segundo a Decrypt. A agência Reuters confirmou que o placar de 49 a 50 marca, por ora, o fim das chances de o projeto avançar no Senado em 2026, conforme reportado pela Reuters.

Publicidade



Como mostramos ao cobrir a força recente da demanda institucional por ETFs de Bitcoin, o contraste com a reação de terça-feira evidencia o quanto esse fluxo de capital permanece sensível a sinais políticos vindos de Washington.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Saídas de ETFs cripto chegam a quase US$ 593 milhões apareceu primeiro em CriptoFacil.

derrota-senado-regulacao-cripto-eua-suspensa

Derrota no Senado deixa regulação cripto dos EUA em suspenso

Capitólio dos EUA e estrutura regulatória cripto interrompida após derrota do CLARITY Act no Senado

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, o avanço do Digital Asset Market Clarity Act, conhecido no mercado como CLARITY Act. O projeto buscava criar, pela primeira vez, um marco regulatório legislativo abrangente para o setor cripto americano. A votação sobre a barreira processual necessária para que o texto avançasse exigia 60 votos favoráveis e terminou com 49 votos a favor e 50 contra, segundo reportagem da NPR assinada por Rafael Nam.

O resultado não encerra formalmente a proposta, mas interrompe seu avanço neste momento. O projeto era defendido por executivos do setor cripto e pelo presidente Donald Trump, e sua derrota expõe as divergências que persistem no Senado sobre supervisão, conflitos de interesse e o papel das agências federais na fiscalização do mercado de ativos digitais.

Publicidade



Contexto: por que a derrota do CLARITY Act importa para o setor cripto

O CLARITY Act esteve entre as principais prioridades legislativas da indústria cripto nos Estados Unidos durante anos. A proposta pretendia estabelecer em lei um arcabouço para a supervisão do mercado de ativos digitais, em contraste com o cenário atual, no qual a condução regulatória pode mudar de acordo com o controle da Casa Branca e com a atuação das agências federais.

Como explicamos em detalhe ao cobrir o que o CLARITY Act propunha para as regras de DeFi, o projeto estava associado ao debate sobre regras mais claras para o setor. Uma versão da proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Representantes no ano anterior. No Senado, porém, o texto enfrentou um processo prolongado, marcado pela oposição de parte dos democratas e por negociações que não eliminaram as discordâncias.

A votação de terça-feira era uma etapa processual para decidir se o projeto poderia seguir adiante. Os 49 votos favoráveis ficaram abaixo dos 60 necessários. Todos os democratas votaram contra o avanço, assim como quatro republicanos: Susan Collins, do Maine; Josh Hawley, do Missouri; Jerry Moran, do Kansas; e Thom Tillis, da Carolina do Norte.

A derrota não equivale ao fim automático do projeto. Ainda assim, ela torna mais difícil a aprovação da medida no curto prazo, sobretudo porque as eleições de meio de mandato de novembro se aproximam. A indústria cripto e seus aliados no Senado terão de avaliar se tentam retomar as negociações em outra data ou se aguardam mudanças no ambiente político após as eleições.

O que estava em jogo no desenho regulatório

Com mais de 600 páginas, o CLARITY Act pretendia estabelecer a primeira regulamentação federal do setor cripto na história dos Estados Unidos. Seu ponto central era a divisão formal da supervisão do mercado entre a Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos EUA, e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC), reguladora dos mercados de commodities e derivativos.

Segundo a NPR, o projeto daria à CFTC a maior parte do controle regulatório. Esse desenho gerou críticas porque a CFTC é uma agência menor do que a SEC. Os opositores argumentaram que entregar a maior parcela da supervisão à CFTC seria uma forma de reduzir o escrutínio sobre a indústria. Executivos do setor cripto contestaram essa interpretação, enquanto reguladores do governo Trump defenderam sua atuação sobre o mercado.

Publicidade



O projeto também previa uma cláusula de ética para impedir que presidentes e outros ocupantes de cargos eletivos lucrassem pessoalmente com o setor cripto durante o exercício do mandato. O Departamento de Justiça seria responsável por fiscalizar essa cláusula. Democratas questionaram se o órgão seria capaz de representar um controle efetivo sobre um presidente em exercício, especialmente porque o departamento é comandado por Todd Blanche, ex-advogado de Trump.

As preocupações sobre conflitos de interesse ganharam força depois que Trump divulgou que ele e sua família haviam obtido US$ 1,4 bilhão em rendimentos relacionados a seus empreendimentos cripto no ano anterior. A NPR classificou o montante como sem precedentes para um presidente em exercício.

Na tentativa de superar o impasse, republicanos apresentaram, no fim de semana anterior à votação, uma nova redação. As mudanças buscavam impedir que autoridades federais eleitas e seus cônjuges emitissem suas próprias criptomoedas. O texto também exigiria a alienação de participações financeiras consideradas significativas no setor por parte de autoridades e ampliaria a capacidade de procuradores-gerais estaduais de abrir processos diante de suspeitas de violações éticas.

Publicidade



A nova linguagem, contudo, não resolveu a discordância. Críticos sustentaram que a expressão usada para definir participações significativas era ampla o suficiente para permitir contestações ou formas de evitar a exigência na prática. Esse debate sobre a eficácia das proteções éticas permaneceu no centro da resistência ao projeto.

O texto buscava estabelecer competências regulatórias entre SEC e CFTC, mas a reportagem primária não detalha classificações legais definitivas para ativos específicos. O ponto confirmado é a tentativa de criar um marco legislativo e distribuir a supervisão do setor entre as duas agências.

Impacto no mercado e nos investidores

O efeito diretamente verificável da votação é que o CLARITY Act não avançou na etapa processual do Senado. Sem a aprovação de uma lei federal abrangente, permanece o cenário em que a abordagem regulatória do setor pode variar conforme a atuação das autoridades e as mudanças políticas em Washington.

Publicidade



Para participantes do mercado, o debate continua relevante porque a proposta tratava justamente da definição de competências entre SEC e CFTC. A existência de regras legislativas mais claras era apresentada por defensores do texto como uma forma de orientar empresas, plataformas e outros agentes que atuam com ativos digitais. Já os críticos questionavam se o modelo oferecia salvaguardas suficientes e se a CFTC teria estrutura compatível com a responsabilidade que receberia.

A cobertura da NPR não apresenta dados de preço, volume negociado, fluxo de ETFs ou desempenho de empresas cripto diretamente ligados à votação. Por isso, não é possível atribuir uma reação específica de mercado ao resultado do Senado com base nesse material. Qualquer análise sobre preços ou fluxos exige dados datados e verificados separadamente.

O episódio também reforça que a discussão regulatória nos Estados Unidos não se limita a uma única votação. O conteúdo do projeto envolve a estrutura de supervisão, a fiscalização de plataformas, a divisão de atribuições entre órgãos federais e as regras de ética para autoridades públicas. Mesmo sem avanço imediato, esses temas permanecem no debate sobre o futuro da regulação cripto no país.

Publicidade



Reações do setor e dos opositores

Antes da votação, Ryan VanGrack, vice-chair da Coinbase, defendeu a necessidade de regras para produtos nos quais milhões de americanos investem sem supervisão regulatória clara. Segundo a NPR, ele argumentou que a regulamentação deveria ser desejável independentemente da posição individual sobre criptomoedas.

Do lado democrata, a senadora Elizabeth Warren, de Massachusetts, esteve entre as vozes que concentraram críticas na cláusula de ética. A objeção principal era que o mecanismo não faria o suficiente para evitar conflitos de interesse e que a fiscalização pelo Departamento de Justiça não garantiria controle efetivo sobre um presidente em exercício.

A oposição também veio do setor bancário, especialmente de líderes de bancos comunitários. Uma das disputas envolvia as stablecoins. O projeto permitiria que empresas desse segmento pagassem juros a seus clientes. Bancos argumentaram que esse incentivo permitiria às empresas cripto disputar recursos de clientes sem ficarem sujeitas às mesmas exigências regulatórias aplicadas às instituições bancárias tradicionais.

Empresas cripto contestaram essa caracterização e compararam esses incentivos a benefícios oferecidos por companhias de cartão de crédito, como recompensas e pontos. Já os bancos comunitários afirmaram que a medida poderia prejudicar sua capacidade de reter clientes e depósitos.

Rebeca Romero Rainey, presidente e CEO da Independent Community Bankers of America, afirmou que a manutenção dos depósitos em bancos locais é importante para sustentar empréstimos destinados a pequenos negócios e ao setor agrícola nas comunidades. Esse argumento ajuda a explicar a mobilização dos bancos comunitários contra a parte do projeto relativa aos incentivos oferecidos por empresas de stablecoins.

Próximos passos para o projeto e para a regulação cripto

O CLARITY Act não está formalmente morto. Thom Tillis apresentou uma moção que preserva a possibilidade de o projeto ser reconsiderado e levado novamente a votação no Senado. A medida mantém aberta uma via processual, embora o resultado desta semana tenha demonstrado a falta de votos necessária para superar a barreira inicial.

Mesmo se a votação processual tivesse sido vencida, não havia garantia de aprovação final no Senado. Além disso, os senadores alteraram o projeto desde a aprovação da versão anterior pela Câmara dos Representantes. Dessa forma, as duas casas do Congresso ainda precisariam concordar sobre um texto final antes de qualquer envio para sanção presidencial.

O caminho político também depende do calendário eleitoral. A indústria cripto acumulou dezenas de milhões de dólares para gastar nas próximas eleições, mas os recursos não eliminaram as divergências que cercaram a proposta durante meses. A proximidade das eleições de meio de mandato reduz o tempo disponível para uma nova tentativa legislativa neste ano.

Também não é possível prever como a composição do Senado e do Congresso poderá mudar após as eleições. Uma eventual vitória democrata no Senado ou na Câmara tornaria a aprovação do projeto ainda mais difícil, segundo a NPR. Por enquanto, o futuro do CLARITY Act segue em aberto, assim como a discussão sobre um marco regulatório federal mais amplo para o mercado cripto americano.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Derrota no Senado deixa regulação cripto dos EUA em suspenso apareceu primeiro em CriptoFacil.