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CPI dos EUA devolve Bitcoin aos US$ 79 mil e impulsiona Ether

Abstratos tokens de Bitcoin e Ether se recuperam após um dado de inflação dos EUA

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O Bitcoin caiu para perto de US$ 76.700 logo após a divulgação do CPI dos Estados Unidos nesta sexta-feira (11), mas recuperou as perdas em minutos e voltou à região de US$ 79 mil. Às 11h30 no horário de Brasília, o BTC subia 2,8%, cotado a US$ 79.109, enquanto o Ethereum liderava a reação entre as maiores criptomoedas com alta de 8,3% em 24 horas, para US$ 2.612.

Bitcoin e Ether recuperam terreno após divulgação do CPI

O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,4% em agosto, em linha com as expectativas, e ficou em 3,4% na comparação anual. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3% no mês – acima da projeção de 0,2% – mas desacelerou para 2,4% em 12 meses, o menor ritmo anual desde 2021.

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O dado foi forte o suficiente para manter uma alta de juros na mesa do Federal Reserve, mas não trouxe surpresa negativa grande o bastante para derrubar os mercados. Segundo a Reuters, as apostas em uma elevação dos juros pelo Fed na reunião da próxima semana subiram para cerca de 82% após a divulgação do CPI. O S&P 500 e o Nasdaq subiram no mesmo movimento, enquanto os juros dos títulos americanos recuaram levemente – um padrão que já vem moldando o comportamento do Bitcoin diante da relação entre inflação, juros e ETFs nas últimas semanas.

Por que o mercado comprou a notícia

A reação positiva veio depois de uma semana de pressão provocada por petróleo em alta, Treasuries perto das máximas e temor de aperto monetário. Nos últimos dias, o mercado já vinha precificando com mais força uma alta de juros diante de dados de emprego mais fortes, inflação persistente e discursos mais duros de dirigentes do banco central americano.

A leitura de parte dos investidores é que o pior cenário já estava nos preços – por isso, mesmo com o núcleo da inflação acima do esperado, bolsas e criptomoedas reagiram em alta. O petróleo segue como ponto de atenção: a alta dos combustíveis foi um dos fatores por trás do avanço mensal do CPI, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e ao Brent acima de US$ 100 por barril, um choque de energia que reduz o espaço para o Fed adotar postura mais branda. Esse tipo de leitura macro é o mesmo que orienta análises recentes sobre como decisões do Fed e indicadores como o PCE redefinem o Bitcoin semana a semana.

O que observar após a alta

A recuperação para perto de US$ 79 mil recoloca o BTC na faixa observada nos últimos dias, mas ainda abaixo da máxima recente acima de US$ 82 mil. Para que a alta ganhe tração, o mercado deve observar se os ETFs de Bitcoin voltam a atrair entradas consistentes e se os juros americanos deixam de pressionar ativos de risco.

No caso do Ether, o movimento reforça a rotação recente para ativos além do BTC, em um momento em que ETFs de Ethereum vinham registrando entradas mesmo em dias de saída dos fundos de Bitcoin – um padrão que já apareceu em coberturas anteriores sobre a reação conjunta de Bitcoin e Ether aos fluxos de capital em ETFs. Ferramentas como o rastreador de fluxos de ETFs da CoinGlass e o painel da SoSoValue permitem acompanhar em tempo real se essa entrada de capital institucional se mantém nos próximos dias.

A próxima decisão do Fed, marcada para 15 e 16 de setembro, segue como o principal evento da semana. Uma alta de juros já parece amplamente precificada, mas o tom do comunicado e da entrevista do presidente Kevin Warsh pode definir se a reação das criptomoedas será sustentada ou apenas um alívio de curto prazo.

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