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Semana muito ruim do mercado cripto derruba Bitcoin e altcoins: o que os dados indicam agora

Bitcoin Bear

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O Bitcoin (BTC) registrou um de seus piores desempenhos diários da última década nesta semana, arrastando consigo todo o mercado de ativos digitais. A criptomoeda líder chegou a mergulhar para perto de US$ 60.000 (aproximadamente R$ 350.000) na quinta-feira, acumulando perdas semanais de dois dígitos. Embora tenha recuperado parte do terreno na sexta-feira, sendo negociada na faixa de US$ 71.000, o movimento abrupto levantou novas preocupações sobre a correlação do setor com ações de tecnologia e o futuro dos ativos digitais.

Para o investidor brasileiro, a volatilidade foi sentida com força nas exchanges locais, onde o preço do Bitcoin oscilou drasticamente em questão de horas. A queda rompeu suportes psicológicos importantes em reais, trazendo o sentimento do mercado de volta ao “medo extremo”. Essa instabilidade reflete uma conexão cada vez mais estreita com o cenário macroeconômico global e às declarações recentes ligadas à política monetária e ao Tesouro dos EUA, que continuam ditando o ritmo do apetite ao risco.

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O que está por trás da queda acentuada?

Analistas apontam que o Bitcoin tem se comportado como uma ação de software alavancada, movendo-se em sintonia com índices de tecnologia como o Nasdaq 100. O surgimento e a dominância da inteligência artificial parecem estar drenando capital de outros setores de tecnologia e, por tabela, do mercado cripto, sugerindo aos olhos de Wall Street que as criptomoedas podem estar perdendo o brilho da “novidade”. O índice Crypto Fear and Greed permanece em níveis de “medo extremo”, refletindo a ansiedade generalizada.

Do ponto de vista técnico, a perda do nível de US$ 73.000 foi crítica. Segundo Jonathan Krinsky, técnico chefe de mercado da BTIG, esse era um patamar de suporte essencial. Agora, para reverter a tendência de baixa, o preço precisaria recuperar e sustentar-se acima dessa marca. O fundo próximo aos US$ 60.000 serviu como uma zona de negociação temporária, mas a pressão vendedora continua evidente.

Fluxos institucionais e ETFs no vermelho

Outro fator alarmante vem dos produtos de investimento institucional. Os ETFs de Bitcoin à vista registraram cerca de US$ 1,25 bilhão em saídas líquidas nos últimos três dias. Esse movimento pode indicar sinais de capitulação institucional com volume recorde em momentos de pânico, embora a grande maioria dos ativos sob gestão desses fundos ainda não tenha sido liquidada.

No entanto, a situação financeira dos detentores de ETFs é delicada. Dados da Bianco Research indicam que o preço médio de compra para fundos gigantes, como o IBIT da BlackRock, gira em torno de US$ 90.000. Com o Bitcoin sendo negociado muito abaixo disso, os investidores de ETFs estão sentados em perdas não realizadas na casa dos US$ 15 bilhões. O mercado observa atentamente se essas perdas levarão a mais vendas forçadas, registrando fortes saídas de capital nos ETFs de Bitcoin e Ethereum.

Altcoins e ações de empresas cripto sofrem mais

Enquanto o Bitcoin sangra, as altcoins sofrem hemorragias ainda maiores. Ativos como Ether (ETH) e Solana (SOL) viram quedas de aproximadamente 25% na semana. Dados on-chain sugerem uma rotação de capital e pressão sobre altcoins, comum em momentos de aversão ao risco, onde a liquidez seca mais rápido nos ativos de menor capitalização.

Além das moedas, empresas que detêm Bitcoin em tesouraria, como a MicroStrategy (MSTR), enfrentaram recuos de dois dígitos. A queda no valor do Bitcoin colocou as ações da MSTR sob pressão, sendo negociadas momentaneamente com desconto em relação ao valor líquido de seus ativos (NAV), algo raro no histórico recente da empresa.

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Em síntese, para o investidor brasileiro, o momento exige cautela extrema e atenção aos níveis de suporte em US$ 60.000 e resistência em US$ 73.000 (R$ 425.000). A correlação com o mercado de ações tradicional indica que o Bitcoin não está operando isolado, e a gestão de risco deve ser a prioridade enquanto a poeira da volatilidade não baixa.

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Michael Burry comenta Bitcoin e reacende debate sobre risco e valuation

Michael Burry Alerta Bitcoin e Criptomoedas

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Michael Burry, o investidor lendário famoso por prever a crise imobiliária de 2008 retratada em “The Big Short”, emitiu um novo alerta severo para o mercado de criptomoedas. Burry descreveu cenários que considera “doentios” caso o Bitcoin (BTC) continue sua trajetória de baixa e perca suportes críticos. No momento desta quinta-feira, o Bitcoin luta para se manter acima dos US$ 70.000, nível psicológico vital.

Para o investidor brasileiro, o cenário exige cautela redobrada. Com a cotação do dólar pressionada, o Bitcoin na faixa de R$ 410.000 representa uma zona de defesa importante. A volatilidade recente reacendeu o medo de uma correção mais profunda, afetando não apenas o preço do ativo, mas a sustentabilidade de todo o ecossistema de mineração.

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O que está por trás do comentário de Burry?

Em uma postagem recente em seu Substack, Burry argumentou que o Bitcoin ficou exposto como um “ativo completamente especulativo”, falhando em atuar como proteção contra a desvalorização monetária, ao contrário do ouro ou da prata. Segundo relatórios de mercado, Burry sugere que a queda nos metais preciosos na última semana também está correlacionada à liquidez do Bitcoin, visto que muitos contratos futuros não possuem lastro físico.

Burry não está sozinho ao avaliar o cenário macroeconômico com ceticismo, embora suas conclusões sejam frequentemente mais pessimistas que a média. Essa postura contrasta com outras figuras de peso, como Cathie Wood, que frequentemente debate se o Bitcoin pode substituir o ouro como reserva de valor. No entanto, o alerta atual de Burry foca especificamente no risco de contágio financeiro caso o ativo digital continue a perder valor, desencadeando uma reação em cadeia.

Como o mercado reagiu ao comentário?

A reação do mercado foi imediata, com o Índice de Medo e Ganância (Fear & Greed Index) atingindo a marca de 15, sinalizando “Medo Extremo”. A análise técnica aponta que a perda recente do nível de US$ 78.000 foi um golpe duro para os touros. Esse movimento se alinha com o conceito de um washout do ciclo abaixo de US$ 75 mil, onde mãos fracas são forçadas a vender, exacerbando a volatilidade.

Além do sentimento de varejo, há uma pressão institucional palpável. Dados recentes mostram que os emissores de fundos negociados em bolsa estão enfrentando desafios, com saídas de ETFs e prejuízos acumulados pressionando ainda mais o preço. Burry alerta especificamente para uma “espiral da morte” para os mineradores: se o preço cair abaixo dos custos operacionais por muito tempo, falências no setor de mineração poderiam despejar ainda mais BTC no mercado para cobrir dívidas.

O que isso significa para investidores de Bitcoin?

Para os investidores brasileiros, as implicações são diretas: o mercado entrou em uma zona de alta sensibilidade. Se o suporte de US$ 70.000 for rompido, podemos ver uma liquidação forçada de posições alavancadas e reservas de mineradores. Na prática, isso sugere que compras fracionadas devem ser feitas com extrema cautela e que a gestão de risco é prioritária sobre a busca por lucros rápidos.

Apesar do pessimismo de Burry, nem todos os analistas veem apenas trevas. Há uma corrente que acredita que estamos próximos de um fundo, similar à visão de Tom Lee sobre o fundo do mercado cripto em ciclos anteriores. No entanto, o alerta de Burry serve como um lembrete sóbrio de que, em momentos de crise de liquidez, correlações entre ativos de risco tendem a convergir para um (queda), e a proteção de capital deve ser a prioridade.

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Em síntese, Michael Burry joga luz sobre os riscos sistêmicos que muitas vezes são ignorados durante a euforia. Para as próximas sessões, o investidor deve monitorar o volume de negociação nas exchanges brasileiras e a defesa do suporte de US$ 70.000. A quebra desse nível validaria a tese de Burry, enquanto uma recuperação sólida poderia invalidar o cenário de “catástrofe”.

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Strategy está mais preparada do que nunca para atravessar queda do Bitcoin, diz TD Cowen

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Analistas do banco de investimento TD Cowen afirmaram nesta quinta-feira (06) que a Strategy (MSTR) está estruturalmente posicionada para suportar a atual queda do Bitcoin. Apesar das ações da empresa terem recuado cerca de 17% em uma única sessão recente seguindo a correção do mercado, o banco manteve sua recomendação de compra com um preço-alvo ajustado para US$ 440 (cerca de R$ 2.640). A análise reforça que o balanço da empresa, pioneira na adoção corporativa de criptoativos, foi construído justamente para navegar por períodos de alta volatilidade sem comprometer sua solvência.

O que essa análise significa para o mercado?

A postura otimista da TD Cowen surge em um momento crucial, onde investidores questionam a sustentabilidade do modelo de tesouraria da Strategy diante do “inverno cripto” temporário. Segundo os analistas Lance Vitanza e Jonnathan Navarrete, a volatilidade das ações da Strategy é intencional e faz parte do design do negócio. A ação funciona como um ativo de “beta alto”, projetada para oscilar cerca de 1,5 vezes mais que o próprio Bitcoin, tanto para cima quanto para baixo.

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Isso significa que, durante correções severas, o impacto no preço das ações é amplificado, mas a estrutura de capital da empresa permanece segura. Para contextuar o impacto contábil dessa volatilidade nos balanços, vale conferir como a Strategy reportou prejuízos contábeis em momentos de baixa anteriormente, sem que isso afetasse sua operação principal. A TD Cowen destaca que a empresa possui uma reserva de caixa de US$ 2,25 bilhões, suficiente para cobrir despesas fixas por quase 17 meses e honrar notas conversíveis resgatáveis até 2027, afastando riscos de liquidação forçada de seus Bitcoins.

Sinais técnicos e projeções de preço

Do ponto de vista fundamentalista, o relatório aponta que a Strategy solidificou sua posição como o principal tesouro corporativo de Bitcoin, criando um “motor de crédito digital” difícil de ser replicado. A confiança do banco se baseia na capacidade da empresa de manter sua tática agressiva: a Strategy segue comprando Bitcoin mesmo durante as quedas, utilizando o fluxo de caixa e emissão de ações para reduzir seu custo médio de aquisição.

A TD Cowen manteve projeções robustas para o ativo subjacente, estimando que o Bitcoin pode alcançar US$ 177.000 (aproximadamente R$ 1,06 milhão) até dezembro de 2026 e US$ 226.000 (R$ 1,35 milhão) até o final de 2027. Esse otimismo de longo prazo reflete uma tendência maior no mercado norte-americano, onde grandes bancos dos EUA aumentam sua adoção e serviços de Bitcoin, validando a tese institucional iniciada pela Strategy.

Como isso afeta investidores brasileiros?

Para o investidor brasileiro, a análise da TD Cowen serve como um guia importante de gestão de risco em ativos correlacionados. Quem investe em BDRs da Strategy ou diretamente nas ações MSTR na bolsa americana deve estar ciente de que está comprando uma exposição alavancada. Na prática, se o par BTC/BRL recua 10%, a ação da empresa pode sofrer desvalorizações superiores a 15%.

A validação do banco sugere que, para investidores com horizonte acima de 2026, a volatilidade atual pode ser vista como ruído, desde que o investidor suporte os solavancos de curto prazo. O modelo oferece uma forma regulada de capturar a valorização do Bitcoin, mas exige estômago para suportar a volatilidade cambial do dólar somada à oscilação do ativo digital.

Riscos e contrapontos no radar

Apesar do voto de confiança, o cenário não é isento de riscos. O mercado possui ferramentas que apostam contra o modelo de Michael Saylor, como demonstra o fluxo recente de um ETF que aposta contra a Strategy durante quedas do Bitcoin. Além disso, a TD Cowen reduziu ligeiramente o preço-alvo da ação (de US$ 500 para US$ 440) e alertou para a diluição de acionistas devido à emissão contínua de novos papéis para financiar compras de BTC. O “yield de Bitcoin” por ação deve cair para 7,1% em 2026, um dado que exige atenção dos investidores focados em métricas de valor por ação.

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ETF de Bitcoin da BlackRock atinge US$ 10 bilhões em volume diário e levanta sinais de capitulação

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O iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock registrou um volume recorde de negociação superior a US$ 10 bilhões nesta quinta-feira (06), estilhaçando marcas anteriores com mais de 284 milhões de cotas negociadas. O movimento explosivo ocorre em meio a uma forte correção de mercado, onde o Bitcoin (BTC) recuou para a zona de US$ 60.000, sinalizando um possível clímax de venda institucional sob pressão macroeconômica.

Para dar perspectiva, esse volume superou em 169% o recorde anterior estabelecido em novembro de 2025. No Brasil, com o Bitcoin cotado na faixa de R$ 340.000, a volatilidade tem assustado investidores de varejo, enquanto grandes instituições parecem estar liquidando posições massivamente. O preço do ETF caiu 13% no dia, atingindo mínimas não vistas desde outubro de 2024. Esse cenário de saídas e volume recorde em ETFs sugere que o mercado pode estar passando por uma limpeza de alavancagem antes de buscar estabilidade.

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O que esse volume histórico significa para o mercado?

Em termos simples, a combinação de um volume de negociação recorde com uma queda abrupta de preço é frequentemente interpretada por analistas como “capitulação”. Na prática, isso acontece quando investidores de longo prazo ou detentores mais fracos desistem de segurar o ativo e vendem a qualquer custo para evitar perdas maiores. O ETF da BlackRock chegou a ser negociado abaixo de US$ 35, acumulando uma perda anual superior a 27%.

Nesta quinta-feira, o IBIT processou resgates na ordem de US$ 175,33 milhões, representando parte significativa das saídas líquidas do setor. Conforme dados de mercado apurados por fontes como o Bitbo, esse padrão de venda agressiva no ETF da BlackRock marca a fase mais aguda do mercado de baixa atual. Tecnicamente, quando o volume explode no final de uma tendência de baixa, pode indicar que a pressão vendedora está se esgotando, iniciando um processo lento e doloroso de formação de fundo gráfico.

O mercado de opções confirma o pessimismo?

Além do mercado à vista, os derivativos reforçam a cautela extrema. As opções de venda (puts) do IBIT — contratos utilizados para proteção (hedge) ou apostas na queda — atingiram prêmios recordes em relação às opções de compra (calls).

Segundo dados do MarketChameleon, o prêmio de volatilidade das puts superou 25 pontos, indicando que investidores institucionais estão pagando caro para se proteger contra quedas adicionais. Esse comportamento defensivo reflete o temor de que o suporte de US$ 60.000 não se sustente, um sentimento similar ao impacto observado em tesourarias corporativas analisadas na matéria sobre estratégia e prejuízo recorde com Bitcoin. A busca por liquidez imediata sugere que o “dinheiro inteligente” está priorizando a preservação de capital em vez da especulação.

Como isso afeta o investidor brasileiro e o que observar?

Para o investidor local, o momento exige sangue frio e cautela. Capitulações com volume recorde historicamente oferecem oportunidades de compra assimétricas, mas o risco de tentar adivinhar o fundo é alto. Se o Bitcoin perder consistentemente a faixa de US$ 60.000 (aprox. R$ 340.000), o próximo suporte técnico relevante pode estar próximo dos US$ 52.000.

É essencial observar os fluxos dos ETFs nos próximos dias para validar qualquer tese de recuperação. Como notado em análises como a de Tom Lee sobre fundos de mercado, o pessimismo extremo é muitas vezes o precursor de uma reversão, mas mercados de baixa podem durar mais do que a liquidez dos compradores de “dips”. Dados de fluxo continuam sendo o principal termômetro para confirmar se a sangria estancou.

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Em resumo, o recorde de US$ 10 bilhões no IBIT é um sinal de alerta máximo, indicando que mãos fortes estão se movendo. Investidores brasileiros devem manter a gestão de risco rigorosa e evitar alavancagem até que o preço mostre sinais claros de estabilização acima das médias móveis principais.

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Grayscale reduz exposição a XRP e Solana em meio à volatilidade

XRP e SOL em queda

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Entidades ligadas à Grayscale teriam reduzido exposição a produtos de ETF atrelados a XRP e Solana durante um período de maior volatilidade no mercado cripto. O movimento coincide com uma semana em que o XRP caiu 3,1% e a SOL recuou 4,4%, enquanto o volume agregado de negociação das duas somou cerca de US$ 6,8 bilhões em 24h. O pano de fundo é um mercado mais defensivo, com saídas relevantes de ETFs cripto e maior sensibilidade a decisões institucionais.

No mesmo intervalo, o Bitcoin oscilou abaixo de US$ 90.000 e manteve o RSI diário em 46 pontos, sinalizando falta de força compradora clara. Para investidores brasileiros, isso importa porque ajustes em produtos regulados tendem a impactar sentimento e liquidez, especialmente em altcoins com mercados mais rasos.

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O que aconteceu com a exposição da Grayscale?

Registros regulatórios recentes indicam que executivos e entidades afiliadas à Grayscale e à Digital Currency Group reduziram posições em veículos multiativos com exposição a XRP e Solana. Na prática, isso significa menos participação em cotas que replicam o desempenho desses ativos via ETFs ou trusts.

Esses produtos ainda são jovens quando comparados aos ETFs de Bitcoin, o que aumenta a volatilidade. Em altcoins, pequenas mudanças de posicionamento podem amplificar movimentos de preço, como já visto em episódios recentes de saídas de ETFs cripto.

Pressão de mercado e sinais técnicos

Após a divulgação, o XRP foi negociado próximo de US$ 0,54, com suporte imediato em US$ 0,52 e resistência em US$ 0,58. O RSI diário ficou em 44, enquanto o MACD permanece negativo, indicando tendência ainda fraca no curto prazo.

A Solana, por sua vez, consolidou em torno de US$ 96, com suporte-chave em US$ 90 e resistência em US$ 105. A média móvel de 50 dias segue abaixo da de 200 dias, um sinal técnico que traders acompanham de perto em busca de confirmação de reversão.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para quem investe no Brasil, o sinal não é necessariamente bearish estrutural, mas de cautela. ETFs e derivativos ampliam a participação institucional, como visto em produtos de derivativos de SOL e XRP, mas também tornam o mercado mais sensível a rebalanceamentos.

Dados de fluxo mostram que ETFs spot de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 545 milhões em um único dia, enquanto produtos ligados a Ethereum e Solana tiveram retiradas de US$ 79,48 milhões e US$ 6,7 milhões, respectivamente (detalhes dos fluxos recentes). Esse ambiente reforça a busca por liquidez e proteção.

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Risco, contrapontos e o que observar

Vale ponderar que vendas de cotas não se traduzem automaticamente em vendas no mercado spot. Muitas vezes, refletem planejamento tributário ou ajustes rotineiros, e os registros chegam com defasagem.

O ponto central é o sinal: em um mercado moldado por produtos regulados, movimentos de grandes players afetam percepção antes mesmo do preço. Para XRP e Solana, investidores devem monitorar se o supply em exchanges aumenta — hoje estável em cerca de 17% do supply circulante no caso do XRP — e se há retomada de fluxos positivos para ETFs.

Se o apetite institucional voltar, níveis técnicos podem ser testados novamente. Até lá, a mensagem é gestão de risco e atenção redobrada aos dados, não apenas às manchetes.

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Solana perde suportes e padrão baixista projeta queda até US$ 40

Solana Queda

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A Solana (SOL) entrou em nova fase de pressão vendedora após confirmar um padrão gráfico de baixa no semanal, reacendendo projeções de correção profunda. O token caiu cerca de 10% no último pregão e negociou na mínima de dois anos em US$ 90, acumulando queda de aproximadamente 11% em 2025. O movimento ocorre em meio à fraqueza generalizada das altcoins e à incapacidade do Bitcoin de sustentar níveis acima de US$ 100.000.

Com valor de mercado em torno de US$ 40 bilhões e volume diário estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, a Solana segue como a quinta maior criptomoeda do mundo. Ainda assim, a perda de suportes técnicos relevantes mudou o viés de curto e médio prazo, aumentando o risco para traders expostos ao ativo em exchanges brasileiras.

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O que explica a nova pressão vendedora em Solana?

Em termos simples, a SOL perdeu uma região que funcionava como “chão” de preço desde fevereiro de 2024. Após meses negociando entre US$ 120 e US$ 250, o ativo fechou janeiro abaixo de US$ 105, antigo suporte macro, e falhou em recuperá-lo como suporte.

Esse rompimento confirmou um padrão de Cabeça e Ombros no gráfico semanal, uma formação clássica de reversão de tendência. A “linha do pescoço” do padrão está justamente na faixa de US$ 105; abaixo dela, o alvo técnico inicial aponta para US$ 42–US$ 40, o que implicaria uma correção adicional de cerca de 55%.

Padrão técnico amplia riscos para traders brasileiros

No curto prazo, os indicadores reforçam o cenário defensivo. O RSI diário da SOL opera abaixo de 30 pontos, indicando sobrevenda, enquanto o MACD segue negativo e sem sinais claros de reversão. A média móvel exponencial de 200 semanas, tradicionalmente vista como último suporte estrutural, também foi perdida, abrindo espaço para testes em US$ 75 e, posteriormente, US$ 50.

Para o investidor brasileiro, o impacto é direto: com o BTC/BRL oscilando entre R$ 406 mil e R$ 415 mil no início de fevereiro, novas quedas do Bitcoin tendem a pressionar ainda mais a SOL em reais. Esse ambiente de fraqueza nas altcoins já foi detalhado em análises recentes sobre fraqueza nas altcoins e a queda generalizada das altcoins.

Como o cenário macro limita uma reação mais forte?

A dificuldade de recuperação não é apenas técnica. O Bitcoin opera com RSI diário próximo de 18, nível de sobrevenda extrema, mas ainda sem confirmação de fundo, enquanto saídas líquidas de ETFs de BTC somaram cerca de US$ 278 milhões em janeiro. Esse contexto reduz o apetite por risco e limita entradas relevantes em altcoins como a Solana.

Além disso, bancos globais ajustaram expectativas. O Standard Chartered reduziu sua projeção de preço para a SOL no fim do ano de US$ 310 para US$ 250, citando o tempo necessário para que novos casos de uso da rede escalem. Em um mercado que ainda exige paciência no ciclo de correção das altcoins, isso pesa sobre o sentimento.

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Existe algum contraponto ao cenário de queda?

O principal argumento de equilíbrio é que a SOL costuma reagir com força após movimentos extremos, especialmente em zonas de sobrevenda. Caso o Bitcoin encontre um fundo técnico e volte a consolidar acima de suportes relevantes, a Solana pode registrar repiques técnicos de curto prazo.

No entanto, enquanto o preço permanecer abaixo de US$ 105, o risco de continuação da tendência de baixa prevalece. Para investidores brasileiros, o momento pede gestão de risco rigorosa, atenção a suportes em US$ 75 e US$ 50 e cautela com exposições alavancadas.

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Fireblocks e Stacks abrem caminho para DeFi institucional em Bitcoin

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A Fireblocks anunciou uma integração estratégica com a Stacks que permitirá a mais de 2.400 clientes institucionais alocar capital em aplicações DeFi nativas do Bitcoin a partir de 2026. O anúncio ocorre enquanto o BTC é negociado a US$ 88.321, em queda de 1,8% nas últimas 24 horas e com ETFs spot registrando saídas líquidas de US$ 272 milhões no início de fevereiro. O movimento se insere em um momento de busca por novas fontes de rendimento em BTC, mesmo com a pressão de curto prazo no mercado institucional.

O que muda com a integração entre Fireblocks e Stacks?

Na prática, a Fireblocks passa a oferecer infraestrutura de custódia e compliance para aplicações DeFi construídas na Stacks, uma Layer 2 do Bitcoin focada em contratos inteligentes. Isso permite que instituições utilizem BTC diretamente em estratégias como Dual Stacking, empréstimos e geração de yield sem precisar “embrulhar” o ativo em outras redes.

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Para o investidor brasileiro, o ponto-chave é a legitimação do DeFi institucional em Bitcoin. Com players que movimentam mais de US$ 5 trilhões por ano em transferências digitais, a Fireblocks reduz o risco operacional que historicamente afastava grandes gestores desse mercado.

Instituições buscam yield em BTC em meio à pressão dos ETFs

O anúncio ganha relevância diante do cenário recente dos ETFs spot de Bitcoin nos EUA. Apenas no segundo pregão de fevereiro, os fundos registraram saída líquida de US$ 272,02 milhões, com o FBTC da Fidelity liderando os resgates em US$ 148,7 milhões. O volume negociado permaneceu elevado, em US$ 8,59 bilhões, mas o total de ativos caiu para US$ 97,01 bilhões.

Esse contraste sugere rotação de capital: enquanto ETFs sofrem com realização de lucros, estratégias alternativas de geração de rendimento em BTC ganham apelo. No gráfico diário, o BTC segue abaixo da média móvel de 50 dias, em US$ 90.400, com RSI em 43 pontos, indicando momento neutro a levemente baixista.

Como isso pode impactar o ecossistema DeFi do Bitcoin?

A entrada institucional via Stacks coloca o Bitcoin em competição mais direta com outras infraestruturas DeFi, como o Ethereum e suas L2s, que somam mais de US$ 40 bilhões em TVL. Hoje, soluções como Rootstock já concentram cerca de US$ 200 milhões em valor bloqueado, mas a escala institucional ainda é limitada.

Se a integração atrair parte do capital institucional, a tendência é reduzir o supply de BTC em exchanges, métrica que historicamente pressiona o preço no médio prazo. Para brasileiros, isso pode significar maior demanda estrutural em pares BTC/BRL, que hoje operam próximos de R$ 660.209.

Riscos e limites da narrativa

Apesar do potencial, a integração só entra em operação no início de 2026, o que deixa espaço para volatilidade e mudanças regulatórias. Além disso, o BTC ainda enfrenta resistências técnicas relevantes em US$ 92.000 e US$ 100.000, níveis que precisam ser rompidos para retomar uma tendência mais construtiva.

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Analistas projetam o Bitcoin entre US$ 120.000 e US$ 175.000 até o fim de 2026, mas o caminho depende da adoção real dessas soluções e do apetite institucional. A parceria entre Fireblocks e Stacks é um passo importante, mas ainda não elimina os riscos de execução e de mercado.

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Bitwise amplia foco em staking com compra da Chorus One

Staking Ethereum

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A gestora de ativos digitais Bitwise teria fechado a aquisição da provedora institucional de staking Chorus One, em um movimento para ampliar ofertas de rendimento em criptoativos. O anúncio ocorreu enquanto o ether (ETH) negociava próximo de US$ 3.250. O pano de fundo é o avanço do staking institucional em Ethereum, impulsionado por ETFs spot e maior participação de gestores tradicionais.

No acumulado de 7 dias, o ETH sobe 4,6%, sustentado por fluxos positivos para produtos institucionais e métricas on-chain construtivas. Para investidores brasileiros, o movimento reforça a tendência de acesso indireto a yield em cripto via estruturas mais reguladas, em linha com a interesse institucional em Ethereum.

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O que muda com a aquisição da Chorus One?

Na prática, a Bitwise passa a integrar infraestrutura própria de staking, reduzindo dependência de terceiros e ampliando margens em produtos de rendimento. A Chorus One opera validadores em mais de 30 redes proof-of-stake e supervisiona cerca de US$ 2,2 bilhões em ativos em staking, com foco relevante em Ethereum.

Staking é o processo de bloquear tokens para validar transações e receber recompensas, funcionando como uma “taxa de juros” da rede. Em Ethereum, esse yield gira entre 3,2% e 4,0% ao ano em ETH, fator que explica a crescente demanda institucional e a expansão da Bitwise além de ETFs tradicionais.

Staking de Ethereum atinge patamar histórico

Mais de 36 milhões de ETH estão atualmente em staking, o equivalente a aproximadamente 30% da oferta circulante da rede. Esse nível reduz o supply líquido disponível em corretoras, métrica que importa porque menor oferta tende a diminuir pressão vendedora no médio prazo.

Do ponto de vista técnico, o ETH mantém viés neutro-altista. O RSI diário está em 56 pontos, longe de sobrecompra, enquanto o MACD segue positivo, embora com perda de inclinação. As médias móveis de 50 e 200 dias passam em US$ 3.050 e US$ 2.780, definindo suportes-chave; a resistência imediata está em US$ 3.400.

Como isso afeta investidores brasileiros?

Para o investidor local, a consolidação do staking institucional pode se traduzir em produtos com menor risco operacional e melhor eficiência tributária no futuro. Plataformas brasileiras já sinalizam aumento da demanda por exposição a ETH e produtos regulados até 2026, em linha com o crescimento do mercado global de staking, que alcançou cerca de US$ 150 bilhões em valor total bloqueado.

O movimento também se conecta à aposta em DeFi da Bitwise, indicando uma estratégia de capturar yield em diferentes camadas do ecossistema. Ainda assim, riscos permanecem: mudanças regulatórias, slashing de validadores e a concentração de staking em grandes players podem afetar retornos e a descentralização da rede.

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No curto prazo, a aquisição não altera diretamente o preço do ETH, mas reforça um vetor estrutural de demanda. Se o staking continuar crescendo acima do ritmo de emissão, o efeito líquido tende a ser de suporte ao preço, cenário relevante para quem investe a partir do Brasil com horizonte de médio e longo prazo.

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Polkadot amplia smart contracts e disputa desenvolvedores do Ethereum

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A Polkadot anunciou um upgrade de protocolo que amplia o suporte a smart contracts, mirando diretamente desenvolvedores do Ethereum e reacendendo sua tese competitiva. O DOT era negociado a US$ 6,60 nesta terça-feira, equivalente a cerca de R$ 35, com queda de 1,8% nas últimas 24h e recuo semanal de 5%. O movimento ocorre em meio à consolidação das altcoins, enquanto o Bitcoin se mantém próximo de R$ 623 mil.

Apesar da reação moderada no preço, o volume diário do DOT ficou em torno de US$ 250 milhões, sinalizando interesse ativo, mas cauteloso, do mercado. Para o investidor brasileiro, a leitura é clara: trata-se mais de uma disputa estrutural por desenvolvedores do que de um catalisador imediato de preço.

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O que muda com os novos smart contracts da Polkadot?

Na prática, a atualização facilita que aplicações descentralizadas sejam criadas diretamente no ecossistema Polkadot, reduzindo barreiras técnicas para equipes acostumadas ao desenvolvimento no Ethereum. Desde 2020, a rede já havia lançado mais de 50 parachains para escalar além do modelo monolítico do Ethereum.

Smart contracts são relevantes porque concentram atividade econômica: DeFi, NFTs e infraestrutura on-chain dependem deles. Hoje, o TVL da Polkadot soma US$ 1,2 bilhão, queda de 15% no acumulado do ano, bem abaixo dos US$ 45 bilhões do Ethereum — um gap que ajuda a explicar a estratégia agressiva por desenvolvedores.

Polkadot tenta retomar espaço no cenário competitivo

Com market cap de aproximadamente US$ 6,5 bilhões, o DOT ocupa a 15ª posição entre as criptomoedas, atrás de concorrentes diretos como Avalanche (US$ 12 bilhões) e à frente do Cosmos, com cerca de US$ 3 bilhões. A concentração de oferta segue estável: os 100 maiores endereços detêm cerca de 10% do supply, sem variações relevantes nos últimos 7 dias.

No gráfico diário, o DOT consolida abaixo da média móvel de 50 dias, em US$ 6,90, enquanto o RSI em 42 indica ausência de sobrecompra. O suporte imediato está em US$ 6,30; uma perda desse nível abre espaço para US$ 5,80. Para retomada altista, o ativo precisa romper a resistência em US$ 7,20 com volume acima da média.

Quais são os riscos dessa estratégia?

O principal risco é a inércia do ecossistema Ethereum, que segue dominante e avança com atualizações do Ethereum e soluções de Layer 2. Redes como Arbitrum e Optimism já oferecem compatibilidade quase total com EVM, reduzindo o incentivo para migração.

Além disso, a atividade on-chain ainda não reagiu ao anúncio: não houve aumento expressivo no número de contratos ou no TVL. Para traders brasileiros, isso reforça a leitura de curto prazo mais defensiva, com foco em gestão de risco e atenção ao comportamento do Bitcoin frente ao par BTC/BRL.

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O upgrade reforça a narrativa de longo prazo da Polkadot, mas o mercado exige tração mensurável. Sem crescimento em uso real, o DOT tende a seguir lateralizado, acompanhando o humor macro e a rotação entre altcoins nos próximos meses.

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GameStop pode ter vendido Bitcoin antes da queda a US$ 87 mil

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Relatos de mercado indicam que a GameStop pode ter reduzido sua posição em Bitcoin pouco antes da recente queda do ativo, levantando dúvidas sobre o timing de empresas com BTC em tesouraria. O Bitcoin caiu para a região de US$ 87.000, recuo de 6,4% em sete dias, antes de consolidar em torno de US$ 88.200 nas últimas 24h. O movimento ocorre em um momento de enfraquecimento institucional, com saídas relevantes de ETFs spot e maior cautela corporativa.

No mercado brasileiro, o BTC é negociado perto de R$ 660.000, valor sensível para traders locais devido à correlação direta com a liquidez internacional e decisões de grandes detentores. Para investidores, entender se empresas estão antecipando quedas ajuda a calibrar risco em períodos de consolidação.

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O que está por trás da possível venda da GameStop?

A GameStop entrou na tendência de tesouraria corporativa em bitcoin em 2025, seguindo exemplos como MicroStrategy e Tesla, que usam o BTC como reserva alternativa de valor. A suspeita de venda surgiu após a empresa reduzir exposição a ativos digitais em meio à volatilidade crescente no final de janeiro.

Esse tipo de movimento importa porque grandes vendas corporativas afetam a oferta disponível no mercado à vista. Dados on-chain mostram que o supply de BTC em exchanges subiu 1,2% na semana, sinalizando maior intenção de venda, enquanto transferências acima de 1.000 BTC — típicas de baleias — aumentaram 18% no período.

Impacto técnico no preço do Bitcoin

No gráfico diário, o Bitcoin falhou em sustentar a resistência psicológica em US$ 100.000 e entrou em consolidação. O suporte imediato está em US$ 87.000, com resistência curta em US$ 90.000; abaixo disso, analistas observam um canal descendente que projeta alvo em US$ 78.000.

Os indicadores refletem cautela: o RSI está em 44 pontos, abaixo da zona neutra, enquanto o MACD segue negativo, embora com histograma em desaceleração. As médias móveis de 50 e 200 dias permanecem acima do preço, reforçando viés de curto prazo mais fraco.

Pressão institucional e reflexos para o Brasil

As saídas de capital de ETFs spot de Bitcoin somaram US$ 3,48 bilhões em novembro e US$ 1,09 bilhão em dezembro, caindo para US$ 278 milhões em janeiro, mas ainda indicando pressão institucional no bitcoin. Esse fluxo reduz demanda estrutural e aumenta a sensibilidade do preço a vendas pontuais de empresas.

Para investidores brasileiros, isso se traduz em maior volatilidade no par BTC/BRL. Projeções de mercado indicam média de R$ 737.000 em fevereiro de 2026, apoiada em um histórico positivo do mês, com retorno médio de 14,3%, mirando novamente a região de US$ 101.000 se o fluxo institucional melhorar.

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Riscos e contrapontos

Vale destacar que não há confirmação oficial da venda por parte da GameStop. Empresas podem rebalancear posições por motivos contábeis sem sinalizar visão negativa de longo prazo, enquanto o hash rate da rede segue próximo às máximas históricas, sustentando a segurança do protocolo.

Além disso, movimentos como a reestruturação de produtos institucionais reacendem o interesse institucional no BTC, o que pode neutralizar impactos de vendas isoladas.

Em síntese, a possível saída da GameStop reforça como decisões corporativas influenciam o curto prazo do Bitcoin. Para traders e investidores brasileiros, o foco permanece nos níveis de US$ 87.000 e US$ 90.000, enquanto fluxos institucionais e dados on-chain definirão se o mercado retoma força ou prolonga a consolidação.

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