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Ledger mira IPO de US$ 4 bi e reforça tese bullish da autocustódia

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A Ledger, maior fabricante global de carteiras hardware, reportedly planeja um IPO nos EUA com valuation de US$ 4 bilhões, aproveitando um momento favorável para listagens de infraestrutura cripto. O movimento ocorre dias após o IPO da BitGo na NYSE, que levantou US$ 212,8 milhões e alcançou valuation acima de US$ 2 bilhões. A janela reflete um ciclo de institucionalização do setor sob um ambiente regulatório mais previsível nos EUA.

Embora a Ledger não tenha token próprio, o mercado reagiu positivamente em empresas e ativos ligados à infraestrutura e segurança on-chain, segmento que supera o desempenho médio do mercado cripto em 2026. A narrativa macro é clara: após anos focados em DeFi e memecoins, o capital volta para negócios de base — custódia, compliance e segurança.

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Para investidores brasileiros, a notícia sinaliza maior maturidade do ecossistema e pode influenciar custos, acesso e padrões de segurança adotados localmente.

O que está por trás do IPO da Ledger?

Em termos simples, a Ledger quer abrir capital nos EUA para captar recursos e ampliar sua presença institucional. A empresa já vendeu mais de 7,5 milhões de carteiras hardware e hoje protege cerca de US$ 100 bilhões em criptoativos globalmente.

Segundo Financial Times, o apetite do mercado cresceu após listagens bem-sucedidas de empresas como a BitGo, que você pode entender em detalhes neste artigo sobre IPO de custódia cripto.

O timing também importa: em 2025, roubos de cripto somaram entre US$ 2,2 bilhões e US$ 3,4 bilhões, reforçando a demanda por autocustódia. Quanto maior o risco percebido em exchanges, maior a migração para soluções como carteiras hardware.

Autocustódia ganha força em um mercado mais institucional

A possível listagem da Ledger reforça uma tendência estrutural: a separação entre negociação e custódia. Para fundos e investidores institucionais, manter chaves privadas fora de exchanges reduz risco operacional e regulatório.

Concorrentes diretos também se movimentam. Kraken mira valuation de US$ 20 bilhões, enquanto ConsenSys (MetaMask) busca cerca de US$ 7 bilhões, segundo Benzinga. O resultado é um mercado mais competitivo e, potencialmente, margens menores no longo prazo.

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No Brasil, esse avanço tende a pressionar exchanges e custodiante locais a elevar padrões de segurança, especialmente para investidores com patrimônio relevante em cripto.

Quais são os riscos para investidores?

Apesar do otimismo, IPOs de empresas cripto ainda carregam volatilidade elevada. O desempenho inicial da BitGo mostrou forte demanda, mas também oscilações relevantes nas primeiras sessões de negociação.

Outro ponto de atenção é regulatório. Embora o ambiente atual seja mais favorável — como analisado neste contexto de ambiente regulatório favorável — mudanças políticas podem alterar rapidamente o cenário.

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Para o investidor brasileiro, a lição central não é especular sobre ações futuras da Ledger, mas entender a mensagem do mercado: segurança e autocustódia voltaram ao centro da tese de investimento em cripto.

Se confirmada, a abertura de capital da Ledger consolida a infraestrutura como o próximo campo de batalha do mercado cripto. Em um ciclo mais maduro, quem fornece segurança tende a capturar valor de forma mais estável do que quem apenas intermedia negociações.

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ZachXBT liga ‘John Lick’ a US$ 90 mi em roubos cripto

ZachXBT liga ‘John Lick’ a US$ 90 mi em roubos cripto

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O investigador on-chain ZachXBT afirmou ter ligado o suposto ator malicioso conhecido como “John Lick” a mais de US$ 90 milhões em roubos de criptomoedas, incluindo recursos associados a apreensões do governo dos EUA. Embora não seja um evento de mercado direto, a revelação ocorreu em um momento de maior sensibilidade a riscos, com o Bitcoin consolidado acima de US$ 41.000 e o volume diário global próximo de US$ 28 bilhões. O caso reforça a narrativa de que segurança on-chain e rastreabilidade seguem centrais para a adoção institucional do setor.

O que ZachXBT revelou na investigação on-chain

Segundo a apuração, o endereço 0xc7a2 recebeu US$ 24,9 milhões em março de 2024 a partir de uma carteira controlada pelo governo dos EUA, ligada aos fundos apreendidos no histórico hack da Bitfinex. Desse montante, cerca de US$ 18,5 milhões ainda permanecem ativos, um dado relevante porque indica que os recursos não foram totalmente lavados ou dispersos.

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Outro endereço, 0xd8bc, foi associado a aproximadamente US$ 63 milhões provenientes de múltiplas carteiras suspeitas no quarto trimestre de 2025. A análise de fluxos mostra padrões clássicos de consolidação de fundos antes de tentativas de ofuscação, prática comum em grandes esquemas de roubo cripto, de acordo com MEXC News.

Por que isso importa para investidores brasileiros?

Casos desse porte aumentam a pressão regulatória global e tendem a impactar diretamente corretoras, protocolos DeFi e usuários finais. No Brasil, isso se traduz em exigências maiores de compliance e monitoramento, especialmente após operações policiais no setor financeiro e cripto, como já visto em operações policiais no setor cripto.

Para o investidor, o aprendizado prático é claro: monitorar a procedência dos fundos e entender métricas on-chain, como movimentação de grandes carteiras e supply em exchanges, reduz riscos operacionais. Endereços que concentram dezenas de milhões de dólares funcionam como “sinais de alerta” para plataformas e traders atentos.

Investigadores independentes ganham peso no ecossistema

ZachXBT já colaborou para a recuperação de mais de US$ 400 milhões em outros casos e ganhou notoriedade após ajudar a rastrear o roubo de US$ 243 milhões em 2024, que resultou na prisão de hackers, segundo a Wired. Esse histórico reforça a credibilidade de análises independentes baseadas em dados públicos do blockchain.

Esse tipo de atuação beneficia o mercado ao reduzir assimetria de informação, mas também expõe fragilidades em protocolos e práticas de custódia. Ataques em protocolos DeFi, como já ocorreu em ataques em protocolos DeFi, tendem a ser analisados com mais rigor após revelações desse tipo.

Riscos e limites da narrativa

Apesar da força dos dados on-chain, é importante destacar que as ligações ainda são alegadas e dependem de investigações formais para confirmação jurídica. Endereços podem ser controlados por múltiplos agentes ou reutilizados, o que exige cautela antes de conclusões definitivas.

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Para o mercado, o impacto é mais estrutural do que imediato em preços. A médio prazo, a tendência é de fortalecimento de ferramentas de rastreamento e maior escrutínio regulatório, um custo necessário para a maturação do setor cripto.

No balanço final, o caso “John Lick” mostra que, mesmo em um mercado descentralizado, grandes movimentações deixam rastros claros. Para investidores brasileiros, entender essas dinâmicas on-chain é tão importante quanto acompanhar suportes, resistências e indicadores técnicos na tomada de decisão.

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Carteiras antigas movem milhões em Bitcoin abaixo de US$ 100 mil

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Carteiras antigas de Bitcoin, algumas inativas há mais de nove anos, voltaram a movimentar grandes volumes nesta semana, segundo análises on-chain. O BTC operava entre US$ 87.600 e US$ 91.100, acumulando alta de 1,8% nas últimas 24h, sem reação brusca imediata do mercado. O movimento ocorre em um momento de consolidação abaixo de seis dígitos, enquanto investidores monitoram fluxos institucionais e pressão de oferta.

Dados da rede indicam que 498 BTC, avaliados em US$ 44,6 milhões, foram transferidos por carteiras criadas entre 2016 e 2017. Em paralelo, o mercado segue atento à volatilidade dos ETFs à vista de Bitcoin, que alternam fortes entradas e saídas em janeiro.

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Esse tipo de atividade reacende o debate sobre redistribuição de oferta, especialmente relevante para investidores brasileiros expostos a movimentos de curto prazo.

O que são carteiras dormentes e por que voltaram a se mover?

Carteiras dormentes são endereços que permanecem anos sem transações, geralmente associadas a investidores iniciais ou mineradores antigos. Quando esses BTCs se movem, o mercado avalia se há intenção de venda ou apenas reorganização de custódia.

Segundo dados do btcparser, 2.205 BTC — cerca de US$ 197,3 milhões — foram consolidados a partir de 107 endereços inativos há mais de nove anos. Parte desses fundos foi redistribuída em endereços de 100 BTC, um padrão comum de gestão de risco e não necessariamente de liquidação imediata.

Casos semelhantes já ocorreram, como mostra a recente movimentação de carteiras dormentes de Bitcoin, que não geraram venda direta, mas aumentaram a cautela no curto prazo.

Indicadores técnicos mostram consolidação, não pânico

No gráfico diário, o Bitcoin mantém estrutura lateralizada. O RSI em 14 períodos está em 52 pontos, sinalizando equilíbrio entre compra e venda, enquanto o MACD segue próximo da linha zero, sem viés direcional forte.

O preço permanece acima da média móvel de 50 dias, em US$ 88.400, que atua como suporte imediato. Já a resistência relevante está em US$ 91.500; um rompimento com volume pode abrir caminho para reteste da região de US$ 95.000.

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O volume negociado nas últimas 24h ficou em torno de US$ 28 bilhões, estável em relação à média semanal, indicando ausência de pânico apesar das movimentações on-chain.

ETFs e métricas on-chain ajudam a ler o impacto real

Para diferenciar redistribuição de pressão vendedora, investidores acompanham métricas on-chain como supply em exchanges. Até o momento, não houve aumento significativo de BTC depositado em corretoras.

Nos ETFs, o cenário é misto. Segundo a KuCoin, houve saídas de US$ 483 milhões em um único dia, enquanto dados da MoneyCheck mostram entradas pontuais superiores a US$ 800 milhões lideradas pela BlackRock.

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Essa divergência sugere que o capital institucional ainda está posicionado, mas de forma mais tática e sensível ao preço.

Quais riscos investidores brasileiros devem monitorar?

O principal risco é uma mudança repentina no destino desses BTCs antigos para exchanges, o que aumentaria a oferta disponível. Para quem opera no Brasil, isso pode se traduzir em maior volatilidade em reais, especialmente em dias de dólar forte.

Por outro lado, a continuidade da atividade na rede Bitcoin e a ausência de picos de venda sugerem que, por enquanto, o movimento é mais estrutural do que especulativo.

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Se o BTC perder o suporte de US$ 87.000, o próximo nível técnico relevante está em US$ 83.500. Já a retomada acima de US$ 95.000 reduziria o peso dessas movimentações antigas no curto prazo.

Em síntese, o despertar de carteiras dormentes adiciona ruído ao mercado, mas não altera a tendência enquanto os dados técnicos e institucionais permanecerem equilibrados. Para o investidor brasileiro, o foco segue em gestão de risco e leitura combinada de preço e on-chain.

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SEC e CFTC avançam em alinhamento cripto e reduzem incerteza

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SEC e CFTC anunciaram nesta semana um evento conjunto para alinhar futuras ações regulatórias sobre mercados de criptomoedas, reforçando a coordenação entre os dois principais reguladores financeiros dos EUA. A notícia teve impacto indireto no mercado, com o Bitcoin mantendo estabilidade em torno de US$ 90.200. O movimento ocorre em um momento em que investidores buscam previsibilidade regulatória, especialmente após um 2025 marcado por incertezas jurídicas.

Apesar de não provocar uma alta imediata, o anúncio reforçou a narrativa de redução de risco sistêmico no setor, fator que historicamente sustenta múltiplos mais altos para ativos digitais. Para investidores brasileiros expostos a exchanges globais e ETFs listados no exterior, o sinal é de maior clareza no médio prazo. O mercado segue atento a como essa coordenação pode destravar produtos spot e derivativos.

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No pano de fundo macro, a discussão se soma ao debate sobre regras claras para ativos digitais, tema que ganhou força com iniciativas legislativas como o Clarity Act e projetos paralelos no Congresso dos EUA.

O que significa a harmonização entre SEC e CFTC?

Na prática, a harmonização busca alinhar critérios de supervisão, exigências de capital e padrões de dados para produtos cripto negociados em plataformas registradas. Segundo comunicado oficial, as agências querem reduzir sobreposição regulatória e aumentar eficiência de mercado, conforme a SEC.

Desde 2025, SEC e CFTC já haviam declarado que determinadas exchanges registradas podem negociar produtos spot de criptoativos, eliminando zonas cinzentas que afastavam capital institucional. Esse esforço faz parte do SEC Project Crypto e do CFTC Crypto Sprint, programas focados em inovação com supervisão clara.

Para quem acompanha a regulação cripto nos EUA, o anúncio sinaliza continuidade e não um evento isolado. Em meio ao ruído do mercado, esse tipo de coordenação costuma passar despercebido, mas tem efeitos estruturais.

Como isso pode impactar ETFs e exchanges globais?

A redução de incerteza regulatória tende a favorecer ETFs de Bitcoin e Ethereum, que dependem de regras claras para custódia, liquidez e formação de preço. Em 2025, ETFs spot de Bitcoin registraram fluxos líquidos positivos acima de US$ 12 bilhões, segundo dados da indústria, movimento que ganhou tração após declarações conjuntas de SEC e CFTC.

Exchanges globais também se beneficiam, pois conseguem planejar listagens e produtos com menor risco jurídico. Isso é especialmente relevante para brasileiros que operam em plataformas internacionais ou via BDRs e ETFs no exterior, reduzindo o risco de interrupções abruptas.

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O tema dialoga diretamente com o debate em torno do Clarity Act, que busca definir competências regulatórias e evitar conflitos entre agências.

Quais são os riscos e limites desse movimento?

Apesar do avanço, a harmonização não significa regras definitivas. Eventos públicos e mesas-redondas costumam anteceder mudanças formais, que podem levar meses ou anos para se materializar. Além disso, mudanças políticas nos EUA podem alterar prioridades regulatórias.

Do ponto de vista de mercado, a ausência de reação forte nos preços mostra que parte dessa expectativa já está precificada. Indicadores técnicos do Bitcoin seguem neutros, com RSI diário em 52 pontos e médias móveis de 50 e 200 dias ainda convergindo, sinal de consolidação.

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Para o investidor brasileiro, o principal cuidado é não confundir coordenação regulatória com carta branca para o setor. A fiscalização continua, apenas com regras potencialmente mais claras.

Em síntese, o anúncio de SEC e CFTC reforça um movimento gradual de amadurecimento regulatório nos EUA. Embora o impacto imediato nos preços seja limitado, a redução de risco jurídico tende a favorecer o mercado no médio e longo prazo, especialmente para investidores expostos a produtos institucionais e infraestrutura global.

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Tesouraria de US$ 1 bilhão em XRP eleva padrão institucional

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A Evernorth anunciou a estruturação de uma tesouraria institucional de US$ 1 bilhão em XRP com salvaguardas de nível institucional, usando a infraestrutura t54, em um movimento que reforça a maturidade do ativo no mercado global. Após a notícia, o XRP operou estável em US$ 2,38, com leve alta de 0,9% nas últimas 24h, enquanto o volume diário superou US$ 4,6 bilhões. O anúncio se soma à narrativa de maior clareza regulatória nos EUA desde agosto de 2025, que vem destravando a entrada de capital institucional em criptoativos.

O que significa uma tesouraria institucional de XRP?

Na prática, a Evernorth pretende manter até US$ 1 bilhão em XRP sob custódia profissional, com controles de risco, seguros e governança semelhantes aos usados por fundos tradicionais. A empresa deve captar mais de US$ 1 bilhão via SPAC, com apoio da SBI, que já comprometeu cerca de US$ 200 milhões, segundo Finance Yahoo.

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Para o investidor brasileiro, isso importa porque tesourarias estruturadas reduzem risco operacional e aumentam a previsibilidade de fluxo. Diferente de compras especulativas, uma tesouraria tende a manter posições por ciclos mais longos, diminuindo pressão vendedora em momentos de volatilidade.

Institucionalização reduz oferta líquida de XRP

Dados recentes mostram que ETFs de XRP já bloqueiam 746 milhões de tokens, o equivalente a 1,14% da oferta total, com entradas médias de US$ 27,7 milhões por dia no fim de 2025, de acordo com AInvest. Essa dinâmica reduz o supply disponível em mercado, métrica on-chain que traders acompanham para avaliar pressão de alta no médio prazo.

Esse movimento se conecta à aposta institucional da Ripple, que vem expandindo soluções de custódia, liquidez e stablecoins como o RLUSD. Quanto menor o XRP disponível em exchanges, maior tende a ser o impacto de novas entradas de capital sobre o preço.

XRP enfrenta resistências técnicas no curto prazo

No gráfico diário, o XRP negocia acima da média móvel de 50 dias, em US$ 2,31, mas ainda abaixo da MM200, em US$ 2,52. O RSI em 54 pontos indica equilíbrio, sem sobrecompra, enquanto o MACD permanece levemente positivo, sugerindo viés de consolidação. A principal resistência está em US$ 2,50; um rompimento com volume pode abrir caminho para US$ 2,75.

Por outro lado, o suporte imediato fica em US$ 2,25. Uma perda desse nível pode reacender a volatilidade, como visto na movimentação recente do XRP, quando o ativo despencou após perder suportes técnicos relevantes.

Quais riscos ainda precisam ser monitorados?

Apesar do avanço institucional, o XRP segue exposto a riscos regulatórios e à concentração de oferta. Grandes movimentações de baleias ainda têm potencial de distorcer o preço no curto prazo, especialmente em períodos de baixo volume. Além disso, a adoção institucional depende da continuidade da clareza regulatória nos EUA.

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Para investidores brasileiros, o cenário é construtivo, mas exige gestão de risco. A entrada de tesourarias e ETFs fortalece o argumento de longo prazo, mas o curto prazo continua sensível a níveis técnicos e ao humor do mercado global.

Em síntese, a tesouraria de US$ 1 bilhão em XRP marca um novo patamar de institucionalização do ativo. Se combinada a fluxos consistentes e rompimentos técnicos claros, essa base pode sustentar movimentos mais estruturados de alta ao longo de 2026.

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Memecoins perdem fôlego após pico de US$ 150 bilhões, aponta CoinGecko

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O mercado de memecoins atingiu um pico histórico de US$ 150,6 bilhões em dezembro de 2024, impulsionado por forte especulação política e novos lançamentos, mas perdeu mais da metade do valor ao longo de 2025, segundo relatório da CoinGecko. Em janeiro de 2026, o setor ensaiou uma recuperação, com a capitalização subindo 23% em uma semana, para US$ 47,9 bilhões. O movimento ocorre em meio a um cenário de menor apetite ao risco e rotação de capital para ativos com fundamentos mais claros.

Os dados mostram que, apesar da alta pontual, o mercado segue longe do auge, com volumes e interesse em tendência de queda desde o início de 2025. Para investidores brasileiros, o dado reforça a necessidade de diferenciar ralis técnicos de mudanças estruturais no setor.

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A trajetória recente das memecoins reflete um ciclo clássico de excesso, correção e tentativas de estabilização, semelhante ao observado em 2021, mas em escala maior.

O que explica a queda forte das memecoins em 2025?

De forma simples, o setor cresceu rápido demais. Após o pico de US$ 150,6 bilhões, a capitalização total despencou para US$ 47,2 bilhões em novembro de 2025, uma queda superior a 68%, de acordo com a CoinGecko.

Lançamentos controversos, como os tokens TRUMP e LIBRA, minaram a confiança do mercado. O TRUMP acumula queda de 94% desde a máxima, enquanto o MELANIA caiu cerca de 99%, segundo o Financial Times.

Além disso, a dominância das memecoins dentro do mercado de altcoins caiu de 11% em novembro de 2024 para apenas 3,2% em dezembro de 2025, sinalizando perda de relevância relativa.

Dogecoin mantém liderança apesar da fragmentação

Mesmo com o enfraquecimento do setor, o Dogecoin (DOGE) segue como a maior memecoin, respondendo por 47,3% do market cap total. Isso mostra resiliência, especialmente após sua participação ter caído para 27,3% em outubro de 2024.

Em termos de liquidez, DOGE, SHIB e PEPE continuam liderando. O PEPE chegou a registrar volumes diários de até US$ 1,7 bilhão em 2025, enquanto DOGE e PEPE mantiveram médias acima de US$ 500 milhões e US$ 760 milhões, respectivamente.

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Para traders brasileiros, liquidez é crucial: ativos com alto volume permitem entradas e saídas mais eficientes, reduzindo o risco operacional.

Recuperação recente é sinal de reversão ou alívio?

Na primeira semana de 2026, os volumes diários do setor variaram entre US$ 2,17 bilhões e US$ 8,23 bilhões, acompanhando a alta de 23% no market cap, segundo dados da HODL FM.

Apesar do repique, indicadores de interesse seguem fracos. A demanda global por memecoins caiu 81,6% ao longo de 2025, sugerindo que a alta recente pode ser apenas um movimento técnico de curto prazo.

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Esse cenário reforça alertas já discutidos em análises sobre manipulação de memecoins e movimentos especulativos.

Quais os riscos para investidores brasileiros?

Memecoins continuam sendo ativos de altíssimo risco, com forte dependência de narrativa e liquidez. Métricas on-chain, como concentração de supply em poucas carteiras e picos súbitos de volume, seguem indicando vulnerabilidade a manipulações.

Além disso, a maior parte dos projetos ainda carece de utilidade real e geração de valor sustentável. Isso explica por que, mesmo com a capitalização de memecoins reagindo pontualmente, o interesse estrutural não acompanha.

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Para o investidor brasileiro, a leitura é clara: sem gestão de risco rigorosa, stops bem definidos e alocação limitada, a volatilidade do setor pode rapidamente corroer ganhos.

Em síntese, o relatório da CoinGecko mostra que as memecoins já provaram seu poder de atrair capital, mas ainda não demonstraram capacidade de sustentar valor no longo prazo. O próximo movimento relevante dependerá menos de hype e mais de liquidez, confiança e condições macro globais.

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Bitcoin entra em ciclo de lucro negativo após cair abaixo de US$ 90 mil e acende alerta on-chain

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O ciclo de lucro do Bitcoin entrou em território negativo pela primeira vez desde outubro de 2023, segundo dados da CryptoQuant, após o preço do ativo cair abaixo de US$ 90.000. Nesta sexta-feira (23), o BTC era negociado a US$ 89.700, com queda de 0,9% em 24 horas e recuo de 6,4% na semana. O movimento ocorre em meio a um cenário macro mais restritivo, com volatilidade nos mercados globais e maior sensibilidade do Bitcoin a eventos de liquidez.

O dado acendeu um sinal de alerta porque indica que, no agregado, investidores estão realizando mais prejuízos do que lucros ao movimentar moedas na rede. Para traders brasileiros, isso ajuda a explicar a perda de força do preço nas últimas semanas, após a falha do BTC em sustentar níveis acima de US$ 90.000.

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O que significa o ciclo de lucro negativo do Bitcoin?

O indicador de lucro/prejuízo realizado mede o ganho ou perda efetiva quando Bitcoins são movidos on-chain. Quando fica negativo, significa que mais investidores estão vendendo com prejuízo do que realizando lucro, um comportamento típico de fases de estresse ou transição de mercado.

De acordo com a CryptoQuant, os prejuízos líquidos realizados somam cerca de 69.000 BTC nos últimos 30 dias, o equivalente a US$ 6,18 bilhões aos preços atuais. Esse padrão foi visto pela última vez em março de 2022, quando o mercado já caminhava para um ciclo de baixa.

Preço abaixo de US$ 90.000 pressiona mineradores e on-chain

A queda do BTC para abaixo de US$ 90.000 coincide com deterioração de outras métricas on-chain. O hash rate da rede recuou cerca de 4% nos últimos 30 dias, para aproximadamente 1.054 EH/s, a maior queda mensal em quase dois anos.

Isso importa porque indica pressão sobre os mineradores, que hoje operam com hashprice entre US$ 40 e US$ 42 por TH/s/dia, níveis que comprimem margens. Com custos elevados, parte desses agentes tende a vender reservas, aumentando a oferta no mercado à vista.

Instituições compram enquanto varejo realiza prejuízo

Apesar do enfraquecimento on-chain, dados mostram um comportamento divergente entre varejo e grandes players. Baleias acumularam 56.227 BTC desde meados de dezembro, enquanto investidores de curto prazo seguem realizando perdas, segundo relatórios da AInvest.

Além disso, ETFs de Bitcoin à vista, como IBIT e FBTC, voltaram a registrar entradas líquidas, mesmo após recentes saídas de ETFs no início do mês. Esse fluxo institucional ajuda a limitar quedas mais agressivas, mas ainda não foi suficiente para devolver o BTC à zona acima de US$ 90.000.

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Quais níveis técnicos os traders devem observar?

No gráfico diário, o Bitcoin encontra suporte imediato em US$ 88.500, com suporte mais forte em US$ 85.000, região próxima à média móvel de 200 dias. A resistência chave permanece em US$ 90.500, cuja recuperação seria necessária para aliviar a pressão vendedora.

O RSI de 14 dias está em 42 pontos, indicando momentum fraco, mas ainda sem condição de sobrevenda. Já o MACD segue negativo, reforçando a leitura de consolidação com viés de baixa no curto prazo, cenário já descrito em análises recentes do Bitcoin caiu abaixo de US$ 90.000.

Para investidores brasileiros, o ciclo de lucro negativo não confirma um novo mercado de baixa, mas sinaliza aumento de risco e necessidade de gestão mais conservadora no curto prazo. A reação do preço nas próximas semanas dependerá do equilíbrio entre pressão dos mineradores, comportamento das baleias e fluxo institucional via ETFs.

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Open Interest do XRP dispara e sinaliza expansão de preço

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O interesse aberto (open interest) do XRP disparou 80% em apenas quatro horas, segundo dados de derivativos, indicando aumento abrupto de posições alavancadas no mercado. O movimento ocorreu enquanto o preço do token oscilava em torno de US$ 2,15, com alta de 2,63% nas últimas 24h e volume diário próximo de US$ 4,1 bilhões. O salto acontece em um momento de maior participação institucional em criptoativos, com ETFs e futuros regulados ganhando tração global.

Para investidores brasileiros, esse tipo de mudança costuma anteceder movimentos direcionais mais fortes, já que open interest elevado tende a amplificar volatilidade quando o mercado escolhe um lado.

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O que significa o salto no open interest do XRP?

Open interest mede o valor total de contratos futuros em aberto, e não apenas o volume negociado. Quando ele sobe rapidamente, como agora, sinaliza entrada de capital novo e maior uso de alavancagem, o que pode potencializar ganhos ou perdas.

De acordo com dados compilados pelo Cryptonews, o open interest do XRP avançou cerca de 80% em poucas horas, superando médias recentes. Historicamente, padrões semelhantes antecederam movimentos decisivos de preço, especialmente quando combinados com compressão de volatilidade.

Indicadores técnicos apontam consolidação apertada

No gráfico diário, o XRP consolida entre o suporte em US$ 2,05 e a resistência imediata em US$ 2,25. O RSI de 14 períodos gira em torno de 54, indicando equilíbrio entre compra e venda, enquanto o MACD permanece próximo da linha zero, sugerindo perda de momentum direcional no curto prazo.

As médias móveis de 50 e 200 dias estão em US$ 2,08 e US$ 1,92, respectivamente, mantendo viés estruturalmente positivo enquanto o preço segue acima dessas regiões. Esse cenário reforça a leitura de “mola comprimida”, comum antes de expansões de volatilidade.

Demanda institucional reforça o pano de fundo

O aumento de open interest não ocorre isoladamente. Segundo a CoinDesk, os futuros de XRP na CME já somam cerca de US$ 3 bilhões em interesse aberto, refletindo maior presença institucional em mercados regulados.

Além disso, ETFs spot de XRP nos EUA registraram entradas líquidas de US$ 46 milhões em um único dia e não tiveram saídas desde o lançamento em novembro de 2025, conforme reportado pela Barron’s. Para o mercado, esse fluxo cria uma base de demanda menos sensível ao curto prazo.

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Riscos: alavancagem também amplifica quedas

Apesar do viés construtivo, open interest elevado aumenta o risco de liquidações em cascata. Se o preço perder o suporte em US$ 2,05 com volume, o próximo alvo técnico fica em US$ 1,92, região da média móvel de 200 dias.

Esse tipo de cenário já apareceu em outros momentos do ativo, como quando o XRP perdeu suporte relevante e acendeu alerta técnico, reforçando a importância de gestão de risco para traders brasileiros que operam futuros.

Em síntese, o salto no interesse aberto do XRP sugere preparação do mercado para um movimento mais amplo, mas ainda sem direção confirmada. Para investidores no Brasil, acompanhar níveis de suporte, fluxo institucional e dados de derivativos será decisivo para navegar a próxima fase de volatilidade do ativo.

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Ondo leva ações tokenizadas à Solana e testa tese RWA

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A Ondo Finance anunciou em 21 de janeiro a expansão do Ondo Global Markets para a Solana, adicionando mais de 200 ações e ETFs dos EUA tokenizados à rede. Apesar do anúncio, o token ONDO mostrou reação contida, operando em US$ 1,02, com alta de 0,8% em 24h e queda de 3,4% na semana. O movimento ocorre em meio à consolidação do setor de ativos do mundo real (RWA), que ganha tração institucional mesmo com volatilidade no mercado cripto.

Nos últimos sete dias, o volume negociado do ONDO somou cerca de US$ 180 milhões, abaixo da média de dezembro, sinalizando postura de cautela dos traders. Ainda assim, o pano de fundo é de crescimento estrutural do RWA, especialmente em blockchains com foco institucional como a Solana.

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Para investidores brasileiros, a notícia amplia o leque de exposição a mercados tradicionais via blockchain, com negociação 24/7 e liquidez on-chain, algo ainda pouco acessível no sistema financeiro local.

O que muda com a chegada da Ondo à Solana?

Na prática, a Ondo passa a oferecer na Solana acesso tokenizado a ações e ETFs listados nos EUA, usando infraestrutura regulada após a aquisição da Oasis Pro em 2025. Segundo BanklessTimes, a empresa já concentra cerca de 65% do market share de RWAs na Solana, com US$ 248 milhões em TVL específico da rede.

Esse avanço se soma a um TVL total entre US$ 1,8 bilhão e US$ 2,0 bilhões da Ondo em todas as redes, reforçando sua posição como líder em ativos tokenizados. Em outras blockchains, a empresa já acumula mais de US$ 350 milhões em ações tokenizadas e volume histórico de US$ 2 bilhões.

Para a Solana, o movimento fortalece o ecossistema de RWAs, que chegou perto de US$ 1 bilhão em dezembro de 2025, atraindo emissores institucionais e fundos tradicionais.

Demanda institucional sustenta narrativa de RWAs

O timing da expansão não é aleatório. A Solana registrou cerca de US$ 800 milhões em influxos ligados a ETFs até o início de 2026, segundo AInvest, sinalizando apetite institucional pela rede. Isso cria um ambiente favorável para produtos como ações tokenizadas e fundos on-chain.

Além da Ondo, iniciativas como o fundo SWEEP da State Street em parceria com a Galaxy, com seed de US$ 200 milhões, também escolheram a Solana, reforçando a tese de infraestrutura institucional. Para o investidor brasileiro, isso reduz risco de contraparte e aumenta a previsibilidade regulatória desses produtos.

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O ONDO, porém, ainda não refletiu esse crescimento no preço. Tecnicamente, o token enfrenta resistência em US$ 1,08, enquanto o suporte imediato está em US$ 0,95.

Preço do ONDO: consolidação ou atraso do mercado?

No gráfico diário, o RSI do ONDO está em 47 pontos, indicando ausência de sobrecompra ou sobrevenda. O MACD segue próximo da linha zero, com histograma levemente negativo, reforçando o cenário de consolidação após o rali do final de 2025.

A média móvel de 50 dias passa em US$ 1,05, atuando como resistência dinâmica. Um rompimento com volume acima de US$ 300 milhões/dia pode abrir espaço para teste de US$ 1,20, enquanto perda do suporte em US$ 0,95 aumentaria o risco de queda até US$ 0,88.

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Esse comportamento sugere que o mercado ainda precifica a Ondo mais como infraestrutura de longo prazo do que como trade de curto prazo.

Riscos e limites da tese RWA

Apesar do crescimento, a tokenização de ações ainda enfrenta desafios regulatórios e de liquidez secundária. Mudanças na postura de reguladores dos EUA podem afetar diretamente a operação da Ondo, mesmo com licenças já obtidas.

Além disso, o desempenho do ONDO depende da adoção real desses ativos, não apenas de anúncios. Se o uso on-chain não acompanhar o aumento de oferta, o impacto no token pode continuar limitado.

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Em síntese, a expansão da Ondo para a Solana reforça a narrativa estrutural de RWAs e amplia o acesso de investidores brasileiros a ações tokenizadas. No curto prazo, o ONDO consolida; no longo, o sucesso dependerá da capacidade de converter interesse institucional em volume e TVL sustentáveis.

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Circle financia hub digital da ONU e amplia uso do USDC

Circle financia hub digital da ONU e amplia uso do USDC

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A Circle anunciou nesta quinta-feira (22) que vai financiar um hub digital das Nações Unidas para ampliar o uso de stablecoins reguladas em programas de ajuda humanitária. O movimento reforça a adoção institucional do USDC, que mantém paridade de US$ 1,00 e soma cerca de US$ 62 bilhões em circulação, sem impacto direto em preço, mas com ganho relevante de legitimidade. A iniciativa ocorre em um momento em que stablecoins avançam como infraestrutura crítica de pagamentos globais e disputam espaço com sistemas tradicionais.

Embora stablecoins não tenham volatilidade de preço como Bitcoin ou Ethereum, o mercado reage via métricas de adoção: o volume de transações do USDC já supera US$ 20 trilhões acumulados, alta de 78% em base anual. Para investidores brasileiros, isso sinaliza fortalecimento de ativos focados em compliance e uso real, especialmente em remessas e proteção cambial. O pano de fundo é um ciclo de maior clareza regulatória, com avanços na Europa e no Oriente Médio.

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O anúncio também dialoga com a crescente demanda por pagamentos com stablecoins, estimados em até US$ 56 trilhões até 2030, segundo projeções de mercado. Esse contexto ajuda a explicar por que grandes instituições estão acelerando parcerias no setor.

O que está por trás do hub digital da ONU?

Na prática, a Circle Foundation vai apoiar a criação de uma infraestrutura digital para que agências da ONU utilizem stablecoins reguladas, como o USDC, na distribuição de ajuda. A UNHCR, braço de refugiados da ONU, administra mais de US$ 38 bilhões por ano e enfrenta custos elevados com intermediários e atrasos. Em pilotos anteriores, o uso de stablecoins gerou economia de até 20%, segundo dados setoriais.

Stablecoins reguladas são criptoativos atrelados a moedas fiduciárias e lastreados em reservas auditadas. Isso importa porque reduz risco operacional e aumenta a transparência, fatores críticos para instituições públicas. A Circle, emissora do USDC, já é compatível com o MiCA na União Europeia e recebeu aprovação regulatória em Abu Dhabi.

Por que isso importa para o mercado cripto?

O apoio da ONU estabelece um precedente institucional relevante, colocando o USDC à frente de concorrentes como USDT e PYUSD em termos de compliance. Esse diferencial pode acelerar a adoção em stablecoins reguladas usadas em liquidação e pagamentos globais. Segundo a Circle, o USDC já processou mais de US$ 20 trilhões em transações, reforçando escala e liquidez.

Para o investidor brasileiro, isso não significa ganho de capital direto, mas redução de risco ao usar stablecoins em corretoras, DeFi ou remessas internacionais. Em um cenário de real volátil, a demanda por dólares digitais tende a crescer, e iniciativas institucionais ajudam a sustentar essa narrativa.

Quais são os riscos e limitações?

Apesar do avanço, a adoção depende de regulações locais e da infraestrutura de cada país. Stablecoins seguem expostas a riscos de custódia, decisões políticas e mudanças regulatórias, especialmente nos EUA. Além disso, o uso em ajuda humanitária ainda está em fase inicial e pode enfrentar desafios operacionais.

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Mesmo assim, o movimento da Circle reforça uma tendência estrutural: stablecoins estão deixando de ser apenas ferramentas de trading e se consolidando como infraestrutura financeira. Para investidores brasileiros, acompanhar métricas de adoção, volume e compliance pode ser tão importante quanto olhar gráficos de preço.

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