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Bitcoin Hoje 23/12/2025: BTC cai abaixo de US$ 88 mil e frustra expectativa de “rali de Natal”

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O mercado de criptomoedas iniciou a semana em queda, interrompendo o tom otimista que havia tomado conta dos traders nos últimos dias. O Bitcoin voltou a ser negociado abaixo de US$ 88 mil, após ter superado brevemente os US$ 90 mil na segunda-feira (22). A reversão rápida derrubou o clima de “Santa Rally”, movimento sazonal que costuma alimentar apostas de alta no fim do ano.

O valor total do mercado cripto recuou cerca de 2,4% nas últimas 24 horas, para US$ 3,04 trilhões, acompanhando a queda dos principais ativos digitais.

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Alavancagem cresce, mas mercado vira para baixo

Os dados da glassnode mostram que parte significativa dos traders seguia apostando em uma arrancada final. A abertura de posições perpétuas em BTC subiu de 304 mil para 310 mil BTC, um avanço de quase 2%, enquanto as taxas de funding saltaram de 0,04% para 0,09%.

Fonte: Glassnode

Segundo os analistas, isso indica uma nova onda de posições compradas alavancadas, típicas de quem espera movimentos fortes no fim do ano. No entanto, o preço não acompanhou esse otimismo.

O Bitcoin é negociado perto de US$ 87.383, queda de 2,4% no dia. O Ethereum também recuou e opera próximo de US$ 2.957, baixa de 2,7%.

Entre os desempenhos individuais, o token Rain (RAIN) liderou os ganhos, subindo 4,7%, enquanto o Tether Gold (XAUT) avançou 1,9% com o ouro físico novamente em alta. Do lado negativo, Midnight (NIGHT) despencou 17,5%, e pumpfun (PUMP) caiu 12,3%, após novo capítulo judicial envolvendo alegações de assédio e uso indevido de identidade por parte da Baton Corp. e do fundador Alon Cohen.

As liquidações somaram US$ 258 milhões nas últimas 24 horas. Desse total, US$ 193 milhões vieram de posições compradas, reforçando a ideia de que o rali esperado acabou surpreendendo negativamente os apostadores. Bitcoin e Ethereum lideraram o aperto, com US$ 104 milhões e US$ 62 milhões liquidados, segundo dados da Coinglass.

ETFs mostram direções opostas

Os ETFs spot também tiveram um dia de fluxo misto. Os fundos de Ethereum registraram entradas líquidas de US$ 84,6 milhões, elevando os ativos totais para US$ 18,2 bilhões. Já os ETFs de Bitcoin sofreram saídas de US$ 142 milhões, reduzindo o patrimônio para US$ 115 bilhões, de acordo com dados da SoSoValue.

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No cenário macroeconômico, os rendimentos dos Treasuries avançaram ligeiramente antes do feriado prolongado. O juro de 10 anos ficou em 4,165%, o de 2 anos em 3,507%, e o de 30 anos subiu para 4,838%, segundo a CNBC movimento que tradicionalmente pressiona ativos de risco.

A liquidez reduzida típica do período e o movimento de realização para compensação fiscal devem amplificar a volatilidade no curto prazo. Historicamente, esses ruídos tendem a desaparecer quando o mercado retoma fluxo normal em janeiro.

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Trump Media adiciona US$ 40 milhões em Bitcoin em nova rodada de compras on-chain

Trump Analisando

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A Trump Media & Technology Group voltou ao centro das atenções após movimentações on-chain revelarem compras coordenadas de Bitcoin que somam cerca de US$ 40 milhões. As transações, registradas em múltiplos blocos e executadas em sequência, sugerem uma estratégia corporativa planejada e não um impulso isolado.

Os dados chamaram a atenção de analistas, que passaram a monitorar de perto o comportamento das carteiras ligadas à empresa. Em meio ao avanço institucional no setor, o movimento adiciona mais um nome de peso à lista de companhias que formalizaram exposição ao ativo digital mais valioso do mercado.

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Três grandes transferências revelam acúmulo planejado

As informações extraídas da blockchain mostram três envios quase idênticos de aproximadamente 150 BTC cada, todos originados de hot wallets da Crypto.com. As transações ocorreram dentro de um intervalo de uma hora, cada uma destinada a uma carteira distinta identificada como vinculada à Trump Media.

Compra Bitcoin Trump Media
Fonte: Arkham

Ao final, o conjunto das operações ultrapassa 450 BTC, com valores individuais entre US$ 13,3 milhões e US$ 13,5 milhões, conforme indicam os registros exibidos nos screenshots. A soma reforça o cálculo que aproxima o total de compras dos US$ 40 milhões mencionados na manchete.

A separação das transferências por endereços diferentes sugere gestão operacional distribuída, padrão comum entre empresas que seguem políticas mais rígidas de segurança e custódia.

Uma sinalização estratégica da empresa associada a Donald Trump

Embora a Trump Media não tenha emitido comunicado oficial sobre as operações, o volume, o padrão e a cadência das transferências sugerem uma decisão corporativa deliberada. Compras fracionadas em múltiplas carteiras são práticas típicas de tesourarias que buscam minimizar riscos técnicos e melhorar o controle de ativos digitais.

O movimento ocorre em um momento em que empresas americanas intensificam sua exposição a Bitcoin, comportamento acelerado desde a aprovação dos ETFs spot. O simples fato de um grupo empresarial ligado ao ex-presidente Donald Trump entrar de forma tão visível nessa arena adiciona peso político e midiático à operação.

Por que o mercado está observando de perto?

Compras corporativas de grande porte sempre chamam atenção por um motivo simples: elas sugerem visão de longo prazo. Diferentemente de traders que operam ciclos curtos, empresas tendem a fazer aquisições estruturadas quando pretendem manter ativos por mais tempo.

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A execução de três transações semelhantes, no mesmo intervalo, reforça essa leitura. Para alguns analistas, isso pode indicar desde uma simples diversificação até o início de uma estratégia cripto mais ampla, algo que ainda não foi declarado pela companhia, mas que o mercado certamente tentará interpretar.

Por enquanto, a blockchain oferece o que há de concreto: as carteiras ligadas à Trump Media aumentaram de forma expressiva, e o Bitcoin acaba de ganhar mais um investidor corporativo de alto perfil.

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Pré-venda da Maxi Doge ganha atenção enquanto o BTC mantém US$ 90 mil

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O mercado cripto no fim do ano está fazendo aquele movimento conhecido: preços se mantêm estáveis, a atenção diminui e a liquidez afina o suficiente para que o próximo movimento brusco pareça “repentino”. Na segunda-feira, 22 de dezembro de 2025, o Bitcoin orbitava a faixa dos US$ 88 mil, enquanto o Ethereum permanecia acima de US$ 3 mil. Traders citaram o período de festas, com menor liquidez, e a divulgação de dados macroeconômicos dos EUA como os principais definidores de humor no curto prazo.

Isso importa porque, quando os grandes ativos andam de lado, o apetite ao risco do mercado não desaparece ele se redistribui. Com frequência, esse capital gira para narrativas mais “orientadas a eventos”: novas listagens, tokens de comunidade e pré-vendas que oferecem um preço de entrada limpo, em vez de perseguir pavios em gráficos congestionados.

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Os fluxos de ETFs também fazem parte do pano de fundo. Relatórios baseados em dados da Farside Investors mostraram que os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram uma saída líquida de cerca de US$ 158,3 milhões em 19 de dezembro, um lembrete de que o fluxo institucional pode esfriar rapidamente, mesmo quando o preço à vista parece calmo. No lado macro, a nota de implementação do Fed de 10 de dezembro de 2025 reafirmou uma faixa-alvo de 3,5%-3,75% para a taxa básica. Ainda “restritiva o suficiente” para manter os ativos de risco sob controle.

Então, onde isso deixa você? Em um mercado estável na superfície, mas preparado para o tipo de trade de momentum impulsionado pelo varejo no qual as memecoins costumam se destacar. É exatamente esse espaço que a Maxi Doge tenta ocupar transformando a cultura de trading com alta alavancagem em um produto de comunidade, não apenas em uma vibe.

Maxi Doge transforma a cultura da alavancagem em um jogo de comunidade

MaxiDoge

A Maxi Doge se posiciona como um token meme criado para traders de varejo que buscam ganhos “de baleia” sem capital de baleia. A proposta? Simples: “Nunca pule o dia de perna, nunca pule um pump.” O projeto abraça a persona de um cão de 240 libras, o “Rei da Alavancagem”, e envolve isso em competições de trading exclusivas para holders, recompensas por ranking e eventos com parceiros, desenhados para manter a comunidade ativa.

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O benefício não é técnico é comportamental. Tradar é solitário. A maioria das pessoas desiste quando a convicção quebra. A Maxi Doge tenta substituir isso por uma rotina estruturada: treinar, operar, repetir, com competições e recompensas que mantêm o engajamento quando o mercado fica lateral.

O momentum já aparece nos números. A pré-venda arrecadou US$ 4.355.154,76, com tokens a US$ 0,0002745 um sinal claro de que o projeto está encontrando seu público antes mesmo de listagens mais amplas entrarem no radar. (E sim, essa psicologia de preço inicial importa.) Para a análise completa, veja esta previsão de preço da Maxi Doge para 2025-2030.

Um caso claro de alta para $MAXI e o risco que você deve respeitar

Se a Maxi Doge capturar 5% do mercado de tokens meme, o $MAXI poderia chegar a US$ 0,002745. Isso representa retornos de 10x sobre o preço atual da pré-venda de US$ 0,0002745.

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Essa é a matemática limpa. A realidade mais confusa? Execução. Tokens meme não vencem porque “deveriam” eles vencem porque a atenção se compõe. O efeito de segunda ordem que muitas análises ignoram é que competições e direitos de ostentação em rankings podem funcionar como um motor de marketing sempre ligado, especialmente quando traders começam a postar comprovantes publicamente. É assim que um meme vira um movimento.

Há também um sinal de “dinheiro inteligente” que vale acompanhar. Duas carteiras de alto patrimônio acumularam US$ 503 mil nas últimas semanas, com a maior compra atingindo US$ 251 mil. Isso não garante nada, mas sugere que alguns players maiores estão se posicionando cedo, em vez de esperar um pico pós-lançamento.

O risco aqui é direto: tokens meme baseados em Ethereum vivem e morrem pelo sentimento, e a liquidez reduzida no período de festas pode ir para os dois lados. Se os grandes ativos romperem para baixo, o interesse por pré-vendas pode esfriar rapidamente. Ainda assim, para quem busca assimetria de retorno, a Maxi Doge está claramente sendo construída para a mentalidade do trader de varejo. Explore a pré-venda antes do próximo movimento.

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A Maxi Doge, essencialmente, aposta em uma “trade de cultura”: energia de alavancagem, competição gamificada e momentum centrado na comunidade. Em um mercado onde o Bitcoin pode ficar perto de US$ 88 mil e ainda parecer “quieto”, esse tipo de narrativa pode viajar mais rápido do que os fundamentos às vezes rápido demais.

O indicador prospectivo a observar é se o apetite ao risco mais amplo retorna após a calmaria das festas. A estabilização dos fluxos de ETFs e os dados macroeconômicos importarão mais do que qualquer manchete isolada sobre memes. Se isso virar positivo, a Maxi Doge tem o formato certo para capturar a próxima onda do varejo. Saiba mais sobre o $MAXI enquanto ainda é cedo.

Aviso: Este artigo tem funcionalidade exclusivamente informativa, e não constitui aconselhamento de investimento ou oferta para investir. O CriptoFácil não é responsável por qualquer conteúdo, produtos ou serviços mencionados neste artigo. Recomendamos que você sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar qualquer decisão financeira. Invista apenas o que você pode se dar ao luxo de perder.

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Bitcoin Hoje 22/12/25: Tokens lastreados em Ouro brilham enquanto o BTC avança para US$ 90 mil

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Os mercados de cripto iniciaram a semana com sinais mistos, mas um padrão se destacou claramente: o apetite por proteção voltou a ganhar força. Tokens lastreados em Ouro atingiram máximas históricas ao mesmo tempo em que o Bitcoin subiu, impulsionado por um dólar mais fraco e por ganhos no setor de tecnologia.

O movimento reforça a leitura de que, mesmo com liquidez melhorando, investidores continuam priorizando ativos defensivos, enquanto a tomada de risco segue contida.

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Ouro dispara e leva tokens lastreados junto

O avanço do ouro físico para novos recordes elevou também os criptoativos lastreados no metal, tradicionalmente vistos como porto seguro. Tether Gold (XAUT) saltou para US$ 4.425, seu maior valor histórico. PAXG e KAU seguiram a tendência e impulsionaram o valor total dos tokens lastreados em ouro para US$ 4,38 bilhões.

Para analistas, o recado é direto. “Os investidores ainda estão protegendo incertezas macro, não apostando agressivamente em risco“, afirmou Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN. Ele reforçou que essa divergência limita a empolgação com cripto, ainda que as condições de liquidez venham melhorando.

O Bitcoin, frequentemente apelidado de “ouro digital”, também se beneficiou do ambiente. A criptomoeda avançou para US$ 90.000, acompanhando a queda do índice do dólar e a alta de ações de tecnologia na Ásia, especialmente TSMC e Samsung, que ajudaram a reduzir temores sobre uma bolha de IA.

Apesar disso, especialistas alertam que uma recuperação mais sólida exigirá retomada do interesse institucional, que parece ter esfriado. Na última semana, produtos de investimento digitais tiveram saída líquida de US$ 952 milhões, a primeira em quatro semanas, segundo CoinShares.

Derivativos mostram mercado cauteloso

O segmento de derivativos confirma que o mercado ainda opera com prudência. A liquidez melhora em alguns pontos, mas sem sinais claros de forte tomada de risco.

  • BTC, ETH, HYPE e BNB registram leves altas em open interest.
  • Bitfinex mostra aumento de longs alavancados, típico de mercados de baixa prolongados.
  • Volatilidade implícita de 30 dias no BTC segue em 45%, indicando negociações mais “sonolentas” no fim do ano.
  • No CME, o open interest de futuros de BTC caiu abaixo de 120 mil BTC, refletindo menor participação institucional.
  • BCH, SHIB, WLFI e TON exibem funding negativo, indicando viés vendedor.

No geral, puts seguem mais caros que calls, embora o prêmio das opções de venda tenha diminuído desde sexta-feira (19).

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Curve Dao rejeita nova alocação para desenvolvimento

No setor de governança, a Curve DAO votou e rejeitou a proposta de enviar 17,45 milhões de CRV (cerca de US$ 6,3 milhões) para a Swiss Stake AG, liderada pelo fundador Michael Egorov. A medida recebeu 54,46% de votos contrários.

Mesmo assim, o token CRV subiu cerca de 4% nas últimas 24 horas, superando o desempenho do mercado mais amplo.

A oposição foi impulsionada por carteiras ligadas à Yearn Finance e à Convex Finance, que responderam por quase 90% dos votos contrários. Membros da DAO alegaram falta de transparência na prestação de contas anterior.

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A comunidade merece uma lista detalhada de despesas antes de aprovar novos recursos“, escreveu um participante.

Os próximos dias indicarão se a alta do Bitcoin e o avanço dos tokens lastreados em ouro representam o início de uma mudança estrutural no mercado ou apenas um ajuste temporário em meio à volatilidade persistente.

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Coinbase avança para virar uma “exchange de tudo” e incorpora ações, mercados de previsão, DEX da Solana e novos produtos financeiros

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A Coinbase iniciou uma de suas maiores expansões desde a fundação, ao incorporar ações, mercados de previsão, negociação descentralizada via Solana, derivativos simplificados e até stablecoins customizadas. A empresa agora acelera sua transformação em uma plataforma unificada, capaz de oferecer diferentes classes de ativos e serviços financeiros dentro de um único aplicativo.

O movimento ocorre em meio à crescente competição entre fintechs globais, exchanges cripto e plataformas descentralizadas que já oferecem produtos mais amplos. A Coinbase, porém, aposta em integração completa e experiência simplificada como diferencial estratégico.

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Ações, Derivativos e Tokenização entram no centro da estratégia

Um dos lançamentos mais relevantes é o trading de ações diretamente no app, por meio da Coinbase Capital Markets Corp. Usuários nos Estados Unidos já podem comprar e vender ações e ETFs com taxa zero, usando dólares ou USDC de forma integrada às suas carteiras cripto.

A plataforma também passa a oferecer negociação ampliada, com possibilidade de operar determinados papéis 24 horas por dia, cinco dias por semana. A Coinbase promete incluir “milhares” de ações adicionais nos próximos meses.

No segmento internacional, a empresa prepara o lançamento de perpétuos vinculados a ações, permitindo exposição contínua e alavancada a grandes empresas americanas. A solução abre espaço para produtos estruturados inéditos dentro do universo cripto.

Além disso, a companhia revelou o Coinbase Tokenize, solução prevista para 2026 que permitirá a emissão e gestão de ativos tokenizados, incluindo ações corporativas, um passo natural rumo à integração entre mercados tradicionais e infraestrutura blockchain.

Prediction Markets, Solana Dex e Expansão do ecossistema On-chain

A Coinbase também estreou oficialmente em prediction markets, graças à parceria com a Kalshi. Usuários podem negociar contratos baseados em eventos com apenas US$ 1, utilizando dólares ou USDC, diretamente no app.

Outra novidade é a integração nativa com a Jupiter, principal DEX aggregator da Solana. Agora, qualquer token lançado na Solana pode ser negociado instantaneamente dentro do app, sem necessidade de carteiras externas ou roteamento manual. A empresa afirma que milhões de ativos onchain, na Solana e na Base, já estão acessíveis por padrão.

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A Coinbase planeja expandir esse modelo para outras redes, reforçando a ponte entre trading tradicional e negociação descentralizada.

Stablecoins customizadas, IA Financeira e serviços corporativos

A empresa também apresentou o Custom Stablecoins, permitindo que empresas emitam stablecoins próprias lastreadas em USDC e outros ativos estáveis. Entre os primeiros interessados estão Flipcash, Solflare e R2.

No campo de pagamentos, a Coinbase reforçou o avanço do protocolo x402, que permite a integração de stablecoins em requisições web, possibilitando pagamentos automatizados realizados inclusive por agentes de IA.

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Para reforçar a experiência do usuário, a empresa lançou o Coinbase Advisor, assistente de IA que ajuda a montar carteiras, responder dúvidas e navegar pelos novos produtos.

E, no segmento corporativo, o Coinbase Business agora está disponível nos EUA e em Singapura. A solução oferece pagamentos globais, gestão de ativos digitais, rendimento em USDC e automação financeira nativa em blockchain.

Com essa onda de lançamentos, a Coinbase deixa claro que pretende ultrapassar o rótulo de exchange cripto. A estratégia posiciona a empresa como uma plataforma híbrida, que reúne ações, derivativos, stablecoins, DEX, mercados de eventos e ferramentas onchain em um só ambiente, aproximando a visão da companhia de um novo conceito: a “everything exchange”.

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Bitcoin RSI semanal cai ao nível mais oversold desde US$ 15 mil e acende alerta no mercado

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Bitcoin entrou novamente em um ponto crítico do ciclo, marcado por uma forte correção e por sinais técnicos que despertam atenção imediata entre analistas. O RSI semanal do BTC atingiu seu nível mais “oversold” desde janeiro de 2023, quando o preço operava perto de US$ 15 mil. Agora, com o ativo negociado ao redor de US$ 87 mil, o indicador reacende debates sobre queda adicional ou um possível fundo de curto prazo.

RSI semanal revisita níveis raros e pressiona sentimento

O Bitcoin caiu cerca de 36% desde o topo histórico de US$ 126 mil, e essa pressão trouxe o RSI semanal para 35 pontos, replicando um patamar que historicamente antecedeu fortes recuperações. Esse movimento, porém, não trouxe consenso. Enquanto alguns especialistas enxergam um sinal claro de exaustão vendedora, outros alertam que períodos anteriores de sobrevenda profunda resultaram em novas quedas antes da estabilização.

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O analista Jelle destacou que, sempre que o BTC testa esse nível, “é hora de prestar atenção”, reforçando que o mercado pode estar próximo de um fundo — ou de uma fase ainda mais dolorosa. Já Mister Crypto observou que o Stochastic RSI mostra um dos cenários mais favoráveis para um rebote técnico, embora a confirmação ainda dependa de melhora no volume comprador.

Gráfico Bitcoin
Fonte: TradingView

No entanto, vozes mais cautelosas lembram que sobrevenda não garante reversão rápida. O comentarista Lark Davis apontou que, em ciclos anteriores, o BTC caiu mais 49% em 2018 e 58% em 2022 após atingir condições semelhantes. Para ele, “essas formações de fundo levam mais tempo do que o mercado imagina”.

Fundo Bitcoin Mister Crypto
Fonte: Mister Crypto

Métricas On-chain reforçam tese de undervaluation

Além dos indicadores técnicos, dados on-chain ampliaram o debate. O provedor CryptoQuant destacou que o NVT Golden Cross, métrica que compara valor de rede e volume transacional, recuou para -0.6, zona associada a subvalorização estrutural do Bitcoin. Embora o indicador tenha subido para -0.32 nos últimos dias, ele permanece negativo, apontando para uma recuperação parcial do valuation em relação ao uso real da rede.

Gráfico NVT Golden Cross
Fonte: CryptoQuant

Historicamente, níveis tão deprimidos de NVT antecederam movimentos expressivos: em abril de 2025, uma alta de 60%; no fundo de 2022, uma valorização superior a 350%. Analistas sugerem que o atual momento pode representar um estágio de acumulação silenciosa, com um mercado buscando equilíbrio após semanas de forte pressão vendedora.

Mercado busca direção em meio à exaustão técnica

Com o BTC ainda preso entre zonas densas de liquidez e um sentimento fragilizado pela queda, o foco se concentra no comportamento do RSI e no retorno gradual dos fundamentos on-chain. A combinação de sobrevenda histórica, NVT descontado e clusters de liquidez acima do preço pode estimular tentativas de recuperação no curto prazo.

Contudo, especialistas alertam que a definição do próximo movimento exige tempo, consolidação e melhora no apetite por risco. Por ora, o Bitcoin testa novamente os limites psicológicos do ciclo, enquanto o mercado tenta descobrir se está diante de um fundo estrutural — ou apenas de outra etapa da correção.

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Arthur Hayes diz que altcoins estão “doentes”, mas momento é de “garimpo” após liquidação recorde

Arthur Hayes Bitcoin

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Arthur Hayes, cofundador da BitMEX, afirma que recuperação depende da volta do apetite por risco e da expansão monetária do Federal Reserve.

O mercado de altcoins passa por um de seus períodos mais fracos desde 2022. Arthur Hayes, cofundador da BitMEX, descreveu esses ativos como “sickly“, ou seja, debilitados. No entanto, ele afirma que o momento atual oferece oportunidades para quem manteve capital preservado durante a turbulência recente.

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Liquidação de 10 de Outubro deixou cicatrizes profundas

Hayes disse que o evento de 10 de outubro, quando mais de US$ 19 bilhões foram liquidados, destruiu a confiança de traders e fundos. O episódio derrubou preços, eliminou posições alavancadas e desencadeou pedidos de resgate de investidores institucionais.

Segundo ele, muitos hedge funds foram forçados a vender altcoins independentemente do preço, criando uma espiral de pressão vendedora. Nesse processo, Ethereum e Solana ficaram muito atrás do Bitcoin, assim como diversos tokens que costumavam liderar ciclos anteriores.

O wipeout prejudicou traders e fundos, e os pedidos de resgate aceleraram a queda”, escreveu Hayes. Ele acrescentou que a ausência do varejo — histórico impulsionador de volatilidade — tornou a queda ainda mais acentuada. Analistas da Gemini confirmaram que “os ganhos explosivos” vistos em ciclos anteriores praticamente desapareceram este ano.

Mesmo assim, Hayes afirma que o pânico generalizado abre espaço para o que chamou de “dumpster dive”, ou seja, buscar oportunidades entre projetos que foram excessivamente descontados.

Fed volta a imprimir dinheiro – E isso muda yudo, diz Hayes

Em sua análise, Hayes destacou que o Federal Reserve iniciou o programa Reserve Management Purchases (RMP), que adiciona cerca de US$ 40 bilhões por mês à economia. Para ele, o mecanismo funciona de forma semelhante ao tradicional quantitative easing.

O cofundador da BitMEX acredita que essa expansão monetária reduz o custo do dinheiro, incentiva o uso de alavancagem e reativa o apetite por risco. “O preço do dinheiro cai com os cortes de juros, e a quantidade cresce com o RMP“, explicou. Segundo Hayes, esse cenário impulsiona o Bitcoin e cria demanda por dólares sintéticos, fundamentais para operar alavancagem em altcoins.

Mesmo após um ano desanimador, ele argumenta que o ciclo pode mudar rapidamente se a liquidez aumentar. “Com mais dólares circulando e com traders buscando multiplicar ganhos, o fluxo volta para altcoins“, afirmou.

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Mercado tenta entender quando o ciclo vira

Hayes enfatiza que a recuperação das altcoins não será imediata. O setor ainda precisa absorver perdas, reconstruir confiança e aguardar a volta do varejo. Mesmo assim, ele mantém uma convicção clara: “Altcoins estão doentes, mas vão melhorar“.

No curto prazo, traders monitoram sinais de estabilização do Bitcoin, que tende a liderar qualquer retomada mais ampla. Se a liquidez continuar crescendo e a demanda por alavancagem aumentar, Hayes acredita que o próximo movimento deve surgir justamente onde poucos estão olhando: entre os ativos mais castigados do mercado.

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Solana e Aptos avançam para fortalecer blockchains contra futuros ataques quânticos

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O avanço da computação quântica deixou de ser um conceito distante e passou a representar risco real para as blockchains. Com essa mudança de cenário, redes como Solana e Aptos iniciaram testes e propostas para adotar padrões pós-quânticos que possam proteger transações e validadores nas próximas décadas.

A Fundação Solana confirmou que conduziu uma avaliação completa da rede em parceria com a empresa de segurança Project Eleven. O estudo testou assinaturas digitais resistentes a ataques quânticos dentro de um testnet dedicado. A ideia foi verificar se transações pós-quânticas podem rodar sobre a camada atual da rede sem causar interrupções.

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Estamos nos preparando para o futuro“, escreveu a Solana Foundation no X. A entidade afirma que o objetivo é manter a rede segura por muitos anos, mesmo em um cenário de avanço rápido da computação quântica.

Solana testa assinaturas pós-quânticas em ambiente real

Segundo a fundação, o testnet criado pelo Project Eleven utilizou assinaturas digitais pós-quânticas para avaliar riscos e validar compatibilidade. O teste ocorreu após uma análise de ameaça mais ampla, que considerou possíveis ataques capazes de quebrar modelos criptográficos atuais.

O vice-presidente de tecnologia da Solana Foundation, Matt Sorg, afirmou que proteger a base criptográfica é uma responsabilidade de longo prazo. Ele lembrou que, embora computadores quânticos ainda não representem ataque imediato, o planejamento antecipado é crucial.

A iniciativa se soma a medidas anteriores da Solana. Em janeiro, os desenvolvedores lançaram o Winternitz Vault, recurso opcional de carteira com assinaturas baseadas em hash. Ele cria novas chaves para cada transação e protege usuários sem modificar o protocolo central.

Sorg afirmou que 2025 será marcado pela entrega de um segundo cliente e por avanços no mecanismo de consenso da rede. Para ele, esforços como os do Project Eleven mostram que o ecossistema está reforçando a resiliência de longo prazo de forma concreta.

Aptos propõe assinatura pós-quântica como opção

A rede Aptos também mira reforços. Um novo processo de governança, chamado AIP-137, propõe adicionar o esquema de assinatura pós-quântica SLH-DSA como opção para usuários. O esquema foi desenvolvido com base em estudos do NIST, utilizando SHA-256 e evitando dependência de novos modelos criptográficos.

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A Aptos Labs explicou que a proposta não exigirá migração obrigatória e que o Ed25519 continuará como padrão. Usuários que desejarem proteção adicional poderão ativar a assinatura pós-quântica ao criar contas específicas.

O ponto negativo está na eficiência: as assinaturas são maiores e levam mais tempo para serem verificadas. Isso pode aumentar carga na rede caso muitos usuários adotem o sistema.

Mesmo assim, a Aptos Labs descreveu o AIP-137 como preparação estratégica, não resposta emergencial. A empresa destacou que o plano permite à rede se antecipar a mudanças tecnológicas, sem agir sob pressão.

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A discussão sobre segurança pós-quântica ecoa em redes como Bitcoin, Ethereum e Zcash, cujos desenvolvedores também debatem padrões resistentes ao futuro. A preocupação central é que máquinas quânticas avançadas possam derivar chaves privadas e forjar transações.

Ainda assim, especialistas pedem calma. O cofundador da Blockstream, Adam Back, afirmou que o risco é mínimo no curto prazo. Ele disse que a tecnologia ainda enfrenta obstáculos enormes e que estamos “décadas longe” de um ataque viável. Mesmo assim, concordou que é razoável que blockchains se preparem desde já.

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Citigroup projeta fortes altas para Bitcoin e Ethereum e vê mercado cripto em transição

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O Citigroup divulgou uma nova previsão otimista para o mercado cripto após um dos períodos mais voláteis dos últimos anos. O banco traçou cenários claros para Bitcoin e Ethereum, mesmo reconhecendo a fragilidade do sentimento atual. Para a instituição, o setor passa por uma fase em que o avanço regulatório começa a superar a narrativa especulativa.

O relatório mais recente define um alvo de US$ 143 mil para o Bitcoin e US$ 4.304 para o Ether em 12 meses. Esses números representam recuperação significativa diante das quedas registradas após o pico de outubro. A análise sugere que o mercado ainda possui espaço para retomada sólida, desde que a liquidez institucional volte a crescer.

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Regulação substitui especulação como principal força do mercado

Segundo o Citigroup, a dinâmica cripto mudou de forma profunda. A instituição afirma que sinais positivos vindos da Casa Branca, somados a uma postura mais flexível de reguladores, reduziram incertezas jurídicas. Esse ambiente incentiva bancos, gestoras e fundos a reconsiderarem sua presença no setor.

Para o banco, a evolução regulatória cria condições para adoção mais ampla. Investidores que antes evitavam o segmento por receio de compliance começam a observar o setor com mais atenção. Citi afirma que a valorização futura dependerá da integração e do uso real, e não de movimentos puramente especulativos.

Ainda assim, o banco alerta que o mercado segue absorvendo os impactos de uma fase intensa de aversão ao risco global. A queda recente, especialmente no fim do ano, foi uma das maiores em termos nominais, pressionada por saída de capital e liquidações forçadas.

A situação piorou quando a Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin, revisou para baixo sua projeção de lucros para 2025. O anúncio alimentou temores de que o apetite institucional possa enfraquecer durante quedas prolongadas.

Cenários ampliam faixa de risco para os próximos meses

O Citigroup também delineou possíveis cenários alternativos. Em ambiente favorável, com clareza regulatória e recuperação do apetite por risco, Bitcoin poderia chegar a US$ 189 mil e o Ethereum a US$ 5.132. Esses números refletem estímulos vindos de nova onda de adoção e fluxos constantes de capital.

No cenário pessimista, porém, o quadro se inverte. O banco prevê que o BTC pode cair até US$ 78 mil e o ETH recuar para US$ 1.270, caso uma nova pressão macro force investidores a reduzir exposição a ativos voláteis.

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Mesmo com a amplitude dos cenários, o Citigroup destaca que os preços atuais parecem mais alinhados à atividade on-chain e ao número de usuários, e não inflados por excesso especulativo. Isso sugere que o mercado está mais próximo de uma base sustentável.

Para o banco, o setor vive uma transição estrutural. O hype perdeu força, mas a regulação e a adoção institucional criam fundamentos para recuperação gradual. O Citigroup vê um caminho claro para preços mais altos no próximo ano, embora alerta que a jornada não será linear.

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Terraform processa Jump Trading por US$ 4 bilhões e aponta manipulação no colapso da TerraUSD

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A disputa jurídica envolvendo o colapso da TerraUSD (UST) ganhou um novo capítulo. O administrador da falência da Terraform Labs, Todd Snyder, entrou com uma ação nos Estados Unidos acusando a Jump Trading de lucrar ilegalmente e contribuir para a destruição do ecossistema Terra. O processo pede US$ 4 bilhões em indenizações.

A denúncia, apresentada no Tribunal Federal do Distrito Norte de Illinois, inclui também o cofundador da Jump, William DiSomma, e o ex-presidente da Jump Crypto, Kanav Kariya. O caso aumenta a pressão sobre empresas envolvidas nos bastidores da stablecoin algorítmica.

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Segundo Snyder, a Jump firmou acordos confidenciais com a Terraform para extrair valor e mascarar fragilidades estruturais do projeto. A Terraform confirmou a ação judicial e disse que busca responsabilizar a empresa por manipulação de mercado, autonegociação e mau uso de ativos.

Acordos secretos e manipulação do Peg, afirma a denúncia

A ação sustenta que a Jump criou um relacionamento com a Terraform em 2019, incluindo contratos que permitiam comprar grandes quantidades de LUNA por valores muito abaixo do mercado. Esses acordos teriam garantido bilhões de dólares em ganhos para a empresa.

O documento também afirma que a Jump fez parte de um “acordo de cavalheiros” para restaurar o peg da TerraUSD durante a perda temporária de paridade em maio de 2021. A compra de dezenas de milhões de UST teria sido responsável por estabilizar o token, embora Terraform e Jump tenham dito ao público que o processo ocorreu graças ao modelo algorítmico da stablecoin.

Após essa intervenção, a Jump teria renegociado seus contratos, removendo restrições de lock-up e acelerando a liberação de tokens LUNA. Isso teria permitido que a empresa vendesse rapidamente suas posições e capturasse ganhos bilionários antes do colapso definitivo.

A ação afirma que essas práticas contribuíram para o desastre, pois criaram uma falsa sensação de estabilidade do sistema. Snyder acusa a Jump de explorar o ecossistema e deixar investidores desavisados com prejuízos maciços.

Colapso da Terrausd gerou contágio e dezenas de falências

A TerraUSD perdeu sua paridade em maio de 2022, desencadeando um colapso estimado em US$ 40 bilhões nas criptomoedas UST e LUNA. O evento gerou contágio em todo o setor e foi um dos gatilhos para insolvências que culminaram na queda da FTX.

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A Terraform entrou em falência em janeiro de 2024 e depois aceitou pagar US$ 4,5 bilhões para encerrar um processo civil da SEC. Agora, o administrador tenta recuperar recursos para credores, responsabilizando a Jump por seu suposto papel oculto na crise.

O processo destaca ainda as ações de Do Kwon, fundador da Terraform. Ele idealizou o modelo algorítmico que deveria manter a paridade da UST e se tornou o rosto do projeto. Hoje, enfrenta processos criminais em dois países e foi condenado nos EUA a 15 anos de prisão.

A ação contra a Jump aprofunda a investigação sobre práticas que antecederam o colapso, sugerindo que a crise foi agravada não apenas por falhas técnicas, mas também por manipulação deliberada e decisões estratégicas que favoreceram poucos enquanto milhões de investidores assumiam as perdas.

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