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Morgan Stanley avança no mercado de ETFs cripto com pedidos para fundos de Bitcoin e Solana

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A Morgan Stanley iniciou o ano com um movimento decisivo. A instituição apresentou dois Formulários S-1 à SEC para lançar ETFs spot de Bitcoin e Solana, reforçando sua entrada no setor cripto regulado. A ação ocorre em um momento de forte disputa pelo mercado de ETFs, que se tornou um dos produtos financeiros mais rentáveis desde 2024.

Segundo o documento enviado em 6 de janeiro de 2026, o Morgan Stanley Bitcoin Trust manterá BTC em custódia direta, sem derivativos ou alavancagem. O fundo será totalmente passivo e acompanhará o preço do Bitcoin descontando taxas e despesas operacionais. As cotas serão criadas e resgatadas apenas por participantes autorizados, mas negociáveis no mercado secundário por qualquer investidor.

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A proposta coloca a Morgan Stanley ao lado de outras gigantes que já exploram ETFs spot, como BlackRock e Fidelity, ampliando a competição por clientes institucionais e de varejo.

ETF de Bitcoin inaugura nova fase da estratégia da Morgan Stanley

O pedido chega após uma forte expansão do mercado de ETFs spot. Dados da SoSoValue mostram que esses produtos já somam US$ 123 bilhões em ativos, o equivalente a 6,57% do valor de mercado do Bitcoin. Só em 2026, os ETFs registraram entradas líquidas superiores a US$ 1,1 bilhão, evidenciando demanda crescente por exposição regulada ao BTC.

A Morgan Stanley enxergou essa tendência e decidiu criar sua própria estrutura, em vez de continuar distribuindo ETFs de outras gestoras. O movimento tem lógica financeira: o negócio de ETFs gera receitas estáveis com taxas, e concorrentes como a BlackRock transformaram o setor em uma das maiores fontes de lucro, chegando a quase US$ 100 bilhões em alocações.

Além do produto de Bitcoin, a instituição também protocolou o Morgan Stanley Solana Trust, que seguirá o preço de SOL. O mercado de Solana está entre os que mais crescem, com fundos captando quase US$ 800 milhões e acumulando mais de US$ 1 bilhão em ativos sob gestão.

Essa dupla de pedidos sinaliza que a Morgan Stanley pretende disputar espaço não apenas no Bitcoin, mas também em ativos emergentes com forte adoção por investidores jovens e desenvolvedores.

Wealth Management e integração vertical explicam a mudança

O reposicionamento estratégico se torna ainda mais relevante porque a Morgan Stanley opera uma das maiores plataformas de wealth management do mundo. Em outubro do ano anterior, a empresa liberou acesso a produtos cripto para milhares de assessores e clientes de alta renda.

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Com ETFs próprios, a instituição passa a integrar todo o ciclo: cria, administra, distribui e concentra as taxas, em vez de repassá-las a gestores concorrentes.

Essa verticalização fortalece o banco em um mercado onde a confiança regulatória cresceu após novas lideranças na SEC e avanços legislativos como o GENIUS Act e propostas de regulamentação para stablecoins.

Para o setor, os pedidos da Morgan Stanley representam um marco: o mercado de ETFs cripto deixou de ser uma aposta experimental e passou a ser uma estratégia corporativa de longo prazo para as maiores instituições financeiras do mundo.

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