A Strive Inc. (Nasdaq: ASST) comprou 1.355 bitcoins entre 14 e 18 de setembro de 2026, por aproximadamente US$ 107,7 milhões, a um preço médio de US$ 79.475 por unidade. A operação elevou a tesouraria da empresa de 25.000 BTC para 26.355 BTC, segundo divulgação da própria companhia via formulário 8-K citada pelo site Bitcoin.com.
O detalhe que chama atenção é o caixa: apesar do desembolso de quase US$ 108 milhões em bitcoin, a Strive encerrou o período com US$ 229,6 milhões em caixa – US$ 25,4 milhões a mais do que na semana anterior.
Como a Strive financia as compras sem esvaziar o caixa
A engrenagem funciona em duas frentes simultâneas. Enquanto compra bitcoin, a Strive emite novas ações e captações via mercado de capitais em ritmo suficiente para repor – e ainda ampliar – o caixa disponível.
Na semana em questão, a empresa emitiu 2,07 milhões de novas ações Classe A, levando o total dessa classe a 87,8 milhões de papéis. Paralelamente, colocou 786.194 ações preferenciais SATA no mercado, elevando o total em circulação para 11,18 milhões de ações, equivalentes a cerca de US$ 1,12 bilhão em valor declarado. A SATA paga dividendo variável recentemente próximo de 13% ao ano, o que tem sustentado a demanda dos investidores por essas emissões.
Com essa combinação de compras e captações, a Strive acumulou 6.109 BTC em cinco períodos consecutivos de aquisição reportados – 1.110, 1.800, 1.375, 469 e agora 1.355 bitcoins. O resultado coloca a companhia na quinta posição entre empresas públicas detentoras de bitcoin, segundo o levantamento do Bitcoin.com. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a expansão das reservas corporativas da Strategy e seu impacto sobre a oferta circulante, esse tipo de acumulação sistemática tem redesenhado a disputa institucional por BTC.
Dupla exposição e o risco de diluição
A Strive também mantém 505.000 ações preferenciais STRC emitidas pela Strategy – descrita pela fonte como a maior detentora corporativa de bitcoin do mundo -, avaliadas em aproximadamente US$ 49,7 milhões. Isso significa que a empresa carrega exposição direta ao bitcoin em seu balanço e, ao mesmo tempo, exposição indireta à estrutura de capital de sua principal concorrente.
Com bitcoin negociado entre US$ 81 mil e US$ 85 mil na manhã de segunda-feira, as reservas da Strive valem hoje entre US$ 2,1 bilhões e US$ 2,2 bilhões. O contraponto é a diluição: mais bitcoin entra no balanço, mas mais ações comuns e preferenciais entram em circulação para financiar cada rodada de compra – um custo que não aparece no total de BTC acumulado, mas que afeta diretamente quem já é acionista. Segundo a fonte primária, o ritmo das próximas aquisições depende diretamente da capacidade dos investidores de continuar absorvendo novas emissões de ASST e SATA.
Movimentos semelhantes de concentração de bitcoin em balanços corporativos também aparecem em outros mercados, como mostrou a cobertura do CriptoFácil sobre a Remixpoint e sua adoção do bitcoin como principal ativo de tesouraria.
O post Reserva da Strive chega a 26.355 BTC sem reduzir o caixa apareceu primeiro em CriptoFacil.



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