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Histórico do bitcoin recomenda cautela após o golden cross

Ilustração do bitcoin diante do cruzamento de médias móveis e de uma zona de resistência

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O bitcoin era negociado a US$ 78.650, em queda de 0,6% desde a meia-noite UTC, segundo dados da CoinDesk. No gráfico diário, a média móvel simples de 50 dias cruzou acima da média de 200 dias, formando o sinal técnico conhecido como golden cross.

O cruzamento é acompanhado pelo mercado por indicar que o momentum de curto prazo passou a superar a tendência de prazo mais longo. Embora essa configuração possa anteceder movimentos de alta sustentados, o histórico do bitcoin mostra que ela não deve ser interpretada isoladamente como uma garantia de continuidade.

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Leitura dos Indicadores Técnicos

O golden cross ocorre quando a média de preço de 50 dias se move acima da média de 200 dias. Em termos técnicos, o movimento sugere uma mudança na relação entre o desempenho recente do ativo e sua tendência mais ampla, abrindo espaço para uma leitura potencialmente positiva no longo prazo.

Os dados históricos apresentados pela CoinDesk, porém, recomendam cautela. Desde 2012, o bitcoin registrou essa configuração 12 vezes. Apenas três desses cruzamentos permaneceram válidos durante um ano completo e, nesses casos, o retorno médio ao longo de 12 meses foi de 250%.

Nas outras nove ocorrências mensuráveis, para as quais havia dados de três meses, o ganho médio foi de 24,9%. A diferença entre os dois grupos mostra que o sinal teve resultados bastante distintos ao longo da história do ativo. Segundo a apuração, o golden cross acionou armadilhas de alta prematuras três vezes mais frequentemente do que sustentou rallies de vários anos.

Por isso, o cruzamento recém-confirmado pode servir como uma referência de tendência, mas não elimina a necessidade de acompanhar o comportamento do preço. A leitura do indicador depende também de sua permanência no gráfico e da reação do bitcoin nas faixas técnicas próximas.

Níveis de Suporte e Resistência

Com o bitcoin negociado perto de US$ 79 mil, uma análise complementar publicada antes da confirmação do cruzamento apontava resistência nessa região. O texto observava que a área havia funcionado como resistência em maio e mencionava suporte aproximadamente nesses mesmos níveis em abril de 2025.

Nesse contexto, a faixa entre US$ 79.000 e US$ 80.000 merece atenção como zona próxima do preço. A proximidade do bitcoin com esse intervalo ajuda a explicar por que a confirmação do golden cross, por si só, não encerra a discussão técnica: a reação do ativo diante de uma área já observada pelo mercado pode influenciar a interpretação do movimento.

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Também é importante separar as referências. A reportagem principal da CoinDesk confirma o golden cross, informa a cotação de US$ 78.650 e apresenta o histórico estatístico do indicador, mas não estabelece alvos de preço, pontos de stop ou uma faixa específica de resistência. Já a referência à região dos US$ 79 mil vem da análise complementar e deve ser tratada como contexto técnico, não como consequência automática do cruzamento das médias.

Assim, os patamares próximos funcionam como áreas de observação. Eles não mudam a definição do golden cross nem asseguram que o sinal produzirá o mesmo resultado das raras ocorrências históricas que continuaram válidas por um ano.

Projeção e Alvo de Preço

A fonte primária não apresenta alvo numérico para o bitcoin após a formação do golden cross. Tampouco oferece um nível formal de invalidação para a leitura positiva. O dado central é que o sinal técnico está ativo, enquanto seu histórico no ativo permanece misto.

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Uma negociação sustentada acima da região de US$ 79 mil a US$ 80 mil poderia ser acompanhada como um elemento adicional de força técnica, pois colocaria o preço além de uma área identificada como resistência em análise complementar. Ainda assim, isso não transformaria o indicador em uma previsão de retorno nem permitiria inferir um objetivo de preço específico.

Da mesma forma, permanecer abaixo dessa faixa não autoriza concluir, por si só, que o golden cross foi invalidado. A evidência disponível não relaciona os 12 cruzamentos históricos a falhas ou rompimentos em US$ 80 mil. O histórico divulgado mede a duração dos sinais e os retornos observados, não o desempenho do bitcoin diante desse nível específico.

O ponto mais objetivo é que somente três das 12 formações anteriores permaneceram válidas por um ano inteiro. Nas nove ocorrências restantes com dados de três meses, o retorno médio de 24,9% foi bem mais modesto. Esses números reforçam que desempenhos passados do indicador não garantem resultados futuros.

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Pontos de Atenção

Nas próximas sessões, o acompanhamento pode se concentrar na relação entre o preço e as médias móveis de 50 e 200 dias, além da resposta do bitcoin à área próxima de US$ 79 mil. A manutenção do sinal no gráfico é relevante porque o golden cross representa uma condição técnica, e não uma confirmação definitiva de tendência.

O cenário atual reúne dois elementos: o cruzamento das médias foi confirmado e o ativo negociava a US$ 78.650 no momento citado pela CoinDesk. Ao mesmo tempo, o registro histórico do próprio indicador mostra uma taxa limitada de sinais que permaneceram válidos por um ano. Essa combinação sustenta uma leitura de atenção, sem converter o golden cross em recomendação automática de compra ou em promessa de alta prolongada.

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EIP-8141 separa assinatura e pagamento de gas no Ethereum

Ilustração conceitual da separação entre assinatura e pagamento de gas no Ethereum

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Uma nova proposta de melhoria do Ethereum, o EIP-8141, pode permitir que usuários paguem taxas de transação sem manter ETH na carteira, usando tokens como stablecoins ou deixando que o próprio aplicativo cubra o custo do gas em nome do usuário. A ideia ganhou atenção depois que o cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, comentou em sua conta no X que o desenvolvimento da proposta avançou de forma significativa nos últimos meses e recomendou a leitura da documentação técnica atualizada.

Ethereum avalia transações sem saldo de ETH para gas

O EIP-8141 continua em estágio de rascunho e não foi incluído no cronograma de nenhuma atualização específica da rede, segundo reportagem publicada pelo veículo Decrypt em 7 de setembro. Ainda assim, a proposta é apresentada como uma mudança capaz de reduzir uma das barreiras mais comuns de entrada para novos usuários de aplicativos e redes baseados em Ethereum: a necessidade de manter ETH só para movimentar outros ativos.

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Como funcionariam os Frames do EIP-8141

O núcleo técnico da proposta divide uma transação em até 64 frames, cada um processado como uma chamada comum de contrato inteligente. Um frame verifica a transação, outro aprova quem vai cobrir o gas, e os demais executam a ação que o usuário efetivamente deseja realizar. Com isso, a conta que assina a transação e a conta que paga por ela poderiam ser separadas.

Na prática, uma carteira que só tenha stablecoins poderia pagar taxas usando esses próprios tokens, enquanto um aplicativo ou operador de serviço poderia patrocinar o gas integralmente. Esse tipo de mudança busca reduzir o atrito para pessoas que desejam usar ativos na rede, mas não mantêm ETH para custear as taxas.

Contas de propriedade externa, ou EOAs, já existentes poderiam usar essas funções sem migrar para uma nova estrutura de carteira, por meio da definição de um default code. Um recurso adicional agrupa múltiplas ações em uma única transação, de forma que todas as etapas tenham sucesso ou falhem juntas. A função pode reduzir problemas como uma aprovação de token que permanece ativa depois que uma troca falha.

Um mecanismo semelhante de patrocínio de gas já existe via ERC-4337, mas depende de um mempool separado e do pagamento a bundlers terceirizados. O EIP-8141 foi desenhado para operar diretamente no mempool público do Ethereum, permitindo que os próprios nós identifiquem a etapa de verificação antes de aceitar a transação.

O que a proposta pode mudar nas carteiras e na segurança

Além do gas, a proposta prevê separar a chave ECDSA usada para contas e assinaturas, permitindo a substituição de chaves. Os desenvolvedores relacionam essa possibilidade à necessidade futura de assinaturas resistentes à computação quântica. O coautor Matt Garnett observou que essas assinaturas tendem a ser muito maiores que as atuais, o que pode exigir recursos como agregação de assinaturas para manter a rede eficiente.

Buterin também apontou para uma testnet executada no cliente Srex, combinando os frames com o mecanismo de resistência à censura conhecido como FOCIL. O objetivo declarado é permitir que protocolos de privacidade operem sem depender de relayers. Esse experimento técnico, porém, não equivale a aprovação, ativação em mainnet ou definição de cronograma.

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Por enquanto, o EIP-8141 segue como uma discussão de design em estágio de rascunho. Caso avance, seu alcance pode ir além da forma de pagar gas, envolvendo compatibilidade de carteiras, transações em lote e mudanças na estrutura de contas do Ethereum.

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ZEC concentra alavancagem com altcoins à frente do Bitcoin

Ilustração mostra altcoin à frente do Bitcoin e o risco de liquidações causado pela alavancagem concentrada

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O open interest agregado dos contratos perpétuos de altcoins superou o do Bitcoin nesta semana, pela primeira vez desde dezembro de 2024, segundo dados rastreados pela Coinalyze. O movimento marca uma mudança estrutural na forma como traders de derivativos distribuem alavancagem entre o Bitcoin e o restante do mercado. O Bitcoin (BTC) continuava negociado acima de US$ 80.000 (aproximadamente R$ 464.000 ao câmbio de R$ 5,80) no momento do crossover.

Altcoins assumem a liderança no open interest de perpetuals

Open interest mede o total de contratos de derivativos ainda em aberto – posições que os traders mantêm sem ter sido liquidadas ou fechadas. Quando esse número sobe em um ativo específico, indica que mais capital alavancado está exposto àquele mercado, seja para cima ou para baixo.

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O crossover atual ocorre junto com um salto na capitalização de mercado das altcoins fora das dez maiores criptomoedas, que superou US$ 200 bilhões (aproximadamente R$ 1,16 trilhão), alta de mais de 10% desde o início de setembro. Como o CriptoFácil já havia mapeado ao cobrir o aumento da participação das altcoins nos futuros da Binance, a rotação de apetite por risco para tokens menores não é um fenômeno isolado deste mês.

O fato de a capitalização das altcoins fora do top 10 também estar subindo sugere que o movimento não se limita ao mercado de derivativos – há indícios de compra no mercado à vista acompanhando a alavancagem crescente.

ZEC concentra exposição e aumenta o risco de liquidação

O exemplo mais evidente da concentração de alavancagem está na Zcash (ZEC). O open interest do token atingiu o recorde de US$ 2,4 bilhões (aproximadamente R$ 13,92 bilhões) no início de setembro, à medida que o preço rompeu a marca de US$ 1.000 (cerca de R$ 5.800).

Essa alta liquidou US$ 34 milhões (aproximadamente R$ 197,2 milhões) em posições vendidas de ZEC. Uma reversão em níveis de open interest tão elevados poderia atingir posições compradas com a mesma intensidade – o risco corre nos dois sentidos quando a alavancagem se acumula dessa forma.

Segundo análise citada pela Crypto Briefing, eventos de liquidação em cascata tendem a se intensificar quando o open interest agregado se aproxima de cerca de 4,42% da capitalização total do mercado – o ponto em que a exposição alavancada relativa ao valor subjacente se torna frágil o suficiente para que um movimento brusco de preço desmonte posições rapidamente. Como o CriptoFácil detalhou ao explicar a relação entre open interest, alavancagem e saturação do mercado de derivativos, esse tipo de limiar costuma antecipar picos de volatilidade.

O que o crossover pode significar para o investidor

A última vez em que o open interest de altcoins superou o do Bitcoin foi em dezembro de 2024. Na ocasião, o crossover foi seguido por correções fortes em diversos tokens de média capitalização, enquanto o Bitcoin permaneceu relativamente estável.

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Um trader identificado apenas como Ted comentou o potencial de desempenho superior das altcoins nesta fase, ao mesmo tempo em que sinalizou o perfil de risco elevado da configuração atual, sem detalhar posições específicas. O padrão histórico reforça que o flip de open interest não é, por si só, confirmação de uma altseason sustentada – é um indicador de onde a alavancagem está concentrada.

Para quem acompanha esses mercados a partir do Brasil, o dado relevante a monitorar não é o crossover isolado, mas a proximidade entre o open interest agregado e aquele limiar de 4,42% da capitalização de mercado. Como discutido em cobertura anterior do CriptoFácil sobre vencimentos e concentração de apostas em derivativos de Bitcoin, picos de open interest tendem a preceder períodos de volatilidade elevada, em qualquer direção.

Pontos-chave para acompanhar

  • CROSSOVER – ‘Alavancagem fora do BTC’: O open interest de perpetuals de altcoins superou o do Bitcoin pela primeira vez desde dezembro de 2024, segundo a Coinalyze.
  • CAPITALIZAÇÃO – ‘Alta de dois dígitos’: Altcoins fora do top 10 somam mais de US$ 200 bilhões (R$ 1,16 trilhão), alta superior a 10% desde o início de setembro.
  • ZEC – ‘Epicentro da alavancagem’: Open interest recorde de US$ 2,4 bilhões (R$ 13,92 bilhões) e US$ 34 milhões (R$ 197,2 milhões) em shorts liquidados após o rompimento de US$ 1.000.
  • RISCO – ‘Limiar de 4,42%’: Cascatas de liquidação tendem a se intensificar quando o open interest agregado se aproxima desse percentual da capitalização total do mercado.
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BlackRock e Fidelity concentram aportes em ETFs de Bitcoin

Representação editorial de aportes concentrados em dois ETFs de Bitcoin entre vários fundos

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Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos registraram entradas líquidas de US$ 174,6 milhões na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, segundo a tabela diária da Farside Investors. O resultado ficou 76,1% abaixo dos US$ 730,8 milhões registrados na quinta-feira, 3 de setembro, e apenas dois dos 12 produtos acompanhados tiveram fluxo líquido positivo na última sessão antes do fechamento das bolsas americanas pelo Labor Day.

Desenvolvimento Principal

A desaceleração reduziu de sete para dois o número de fundos com entradas líquidas. Na sessão anterior, IBIT, FBTC, BITB, ARKB, MSBT, GBTC e BTC haviam apresentado resultado positivo. Em 4 de setembro, os fluxos ficaram concentrados nos produtos ligados à BlackRock e à Fidelity.

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Concentração em dois emissores

O iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, registrou entradas líquidas de US$ 117,4 milhões na sessão. Já o Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC) somou US$ 57,2 milhões. Foram as únicas duas entradas positivas na linha de 4 de setembro da Farside Investors.

Exterior view of the BlackRock headquarters building and surrounding skyscrapers in New York City
Photo by Following NYC on Pexels

Os outros dez produtos acompanhados – BITB, ARKB, BTCO, EZBC, BRRR, HODL, BTCW, MSBT, GBTC e BTC – encerraram a sessão com fluxo líquido zero. Nenhum deles registrou saída líquida. Assim, o total menor indica um ritmo mais lento de recursos entrando no grupo, e não retiradas líquidas dos fundos.

A mudança também mostra que os cinco produtos além de BlackRock e Fidelity que haviam ficado positivos no dia anterior passaram a registrar fluxo zero. Os dados disponíveis, porém, não identificam os investidores responsáveis pelos aportes nem permitem atribuir a desaceleração a um evento específico.

Fluxo zero não significa ausência de negociação

Um resultado de fluxo líquido zero não significa que as cotas desses fundos deixaram de ser negociadas. Investidores podem comprar e vender cotas durante o horário do mercado acionário, enquanto participantes autorizados criam e resgatam cotas junto aos fundos. Essas são atividades distintas.

As cotas podem mudar de mãos entre investidores sem que essa negociação, por si só, resulte na criação ou no resgate de cotas do fundo. Por isso, a tabela de fluxos mede o resultado líquido no nível do fundo, e não o volume de negociação das cotas em bolsa.

As bolsas americanas permanecem fechadas na segunda-feira, 7 de setembro, pelo Labor Day, e a próxima sessão regular está prevista para terça-feira, 8 de setembro. O fechamento limita a negociação pela via dos ETFs nos Estados Unidos, mas não interrompe a negociação global de Bitcoin em outros mercados.

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Detailed view of the New York Stock Exchange facade featuring neoclassical sculptures and signage
Photo by Vlada Karpovich on Pexels

A próxima sessão concluída poderá indicar se as entradas voltam a se distribuir além de IBIT e FBTC. Ainda assim, os dados de uma única sessão não são suficientes para estabelecer uma tendência duradoura de demanda.

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Demanda por ETFs de Bitcoin mantém alta por três semanas

Bitcoin centralizado com fluxos luminosos representando três semanas de entradas em ETFs

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Os ETFs de Bitcoin captaram US$ 986,9 milhões (aproximadamente R$ 5,33 bilhões ao câmbio de R$ 5,40) na semana encerrada em 4 de setembro, um resultado quase 7% superior ao da semana anterior. Com essa entrada, o acumulado das últimas três semanas chega a cerca de US$ 3,8 bilhões (R$ 20,52 bilhões), a melhor sequência da categoria desde o início do ano, segundo dados da SoSoValue.

ETFs de Bitcoin acumulam US$ 3,8 bilhões em três semanas

A sequência começou com cerca de US$ 1,92 bilhão (R$ 10,37 bilhões) na primeira semana, seguida por aproximadamente US$ 924 milhões (R$ 4,99 bilhões) na segunda e os US$ 986,9 milhões mais recentes. A consistência entre as três semanas distingue o movimento atual de um pico isolado de captação.

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Ainda assim, os fundos carregam cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) em saídas líquidas desde o início de 2026. As entradas líquidas desde o lançamento da categoria somam US$ 55,6 bilhões (R$ 300,24 bilhões), enquanto os ativos líquidos sob gestão dos fundos totalizam US$ 101,3 bilhões (R$ 547,02 bilhões). Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a retomada da demanda institucional nos ETFs, o padrão de recuperação vem se consolidando, mas o déficit acumulado de 2026 ainda não foi zerado.

BlackRock concentra os fluxos da sexta-feira

Na sessão de 4 de setembro, a categoria captou US$ 174,6 milhões (R$ 942,84 milhões), valor bem abaixo dos US$ 730,8 milhões (R$ 3,95 bilhões) do dia anterior, mas suficiente para fechar a semana com a segunda sessão consecutiva em alta. O IBIT, da BlackRock, recebeu US$ 117,4 milhões (R$ 633,96 milhões), cerca de 67% do total diário.

O FBTC, da Fidelity, somou US$ 57,2 milhões (R$ 308,88 milhões), enquanto os demais fundos não registraram entradas ou saídas líquidas na sessão, conforme a tabela da Farside Investors. Desde o lançamento, o IBIT já acumula mais de US$ 64 bilhões (R$ 345,6 bilhões) em entradas, contra cerca de US$ 10,3 bilhões (R$ 55,62 bilhões) do FBTC – uma concentração que deixa parte relevante da demanda dependente de apenas dois veículos.

Fluxos positivos resistem à queda do Bitcoin

O Bitcoin caiu de cerca de US$ 81.200 (R$ 438.480) para menos de US$ 79.000 (R$ 426.600) durante a sexta-feira, antes de recuperar para aproximadamente US$ 79.700 (R$ 430.380), fechando a semana com variação de cerca de 2,6%. Mesmo com o recuo do preço, os ETFs seguiram captando capital – divergência que pode indicar consolidação de posições durante a queda, mas que não garante recuperação imediata.

Financial candlestick chart displaying Bitcoin price movements with multiple trend lines on a dark background
Photo by Rafael Minguet Delgado on Pexels

Essa distinção fica clara nos ativos totais: de quinta para sexta, o valor sob gestão caiu de US$ 103,3 bilhões para US$ 101,3 bilhões (R$ 557,82 bi para R$ 547,02 bi), apesar da captação diária de US$ 174,6 milhões. A queda do preço do Bitcoin reduziu a valoração das posições mais rápido do que o novo capital conseguiu compensar – um lembrete de que entradas expressivas nos ETFs podem coexistir com pressão sobre o preço.

Enquanto isso, os ETFs de Ethereum captaram apenas US$ 218,4 milhões (R$ 1,18 bilhão) na semana, ante US$ 824,4 milhões (R$ 4,45 bilhões) na anterior – queda de 74%. Os ETFs de XRP recuaram de US$ 110,5 milhões para US$ 19 milhões (R$ 102,6 milhões), uma retração de 83%, movimento que a fonte associa a uma possível reorientação de capital em direção ao Bitcoin, sem estabelecer causalidade definitiva.

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Zcash impulsiona avanço das altcoins nos futuros perpétuos

Moeda inspirada no Zcash em destaque entre ativos cripto e elementos abstratos de mercado de derivativos

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O open interest agregado de futuros perpétuos de altcoins superou o do Bitcoin em 6 de setembro, pela primeira vez desde dezembro de 2024, segundo dados da Coinalyze. O movimento reflete aumento da atividade alavancada fora do BTC, impulsionado em parte pela disparada do Zcash, mas não indica por si só se as posições abertas são compradas ou vendidas.

O open interest agregado do Bitcoin ficou perto de US$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 145 bilhões ao câmbio de R$ 5,80) em 7 de setembro, sendo cerca de US$ 23,9 bilhões (R$ 138,6 bilhões) em contratos perpétuos e US$ 1,2 bilhão (R$ 6,96 bilhões) em futuros com vencimento. Os perpétuos de BTC representavam cerca de 37% das posições rastreadas pela plataforma – o que significa que a fatia combinada de altcoins, somando Ether, Solana, XRP, BNB, Zcash e centenas de tokens menores, ultrapassou essa participação.

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Zcash na origem da expansão

O open interest de futuros de Zcash subiu para entre US$ 2,3 bilhões e US$ 2,4 bilhões (R$ 13,3 bilhões a R$ 13,9 bilhões) enquanto o ZEC superava US$ 1.000 (R$ 5.800) no início de setembro. O token avançou cerca de 20% em 4 de setembro, atingindo máxima intradiária próxima de US$ 1.023 (R$ 5.933), e liquidou aproximadamente US$ 36,6 milhões (R$ 212,3 milhões) em posições alavancadas, dos quais cerca de US$ 34,5 milhões (R$ 200,1 milhões) eram vendas a descoberto forçadas a fechar.

A gold Zcash coin, a silver Litecoin coin, and a gold Bitcoin coin arranged vertically on a dual-tone background.
Photo by Marta Branco on Pexels

A capitalização de altcoins fora das dez maiores criptomoedas superou US$ 200 bilhões (R$ 1,16 trilhão) no início de setembro, com alta superior a 10% no mês – sinal de que o movimento não ficou restrito ao mercado de derivativos. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir o avanço das altcoins nos futuros da Binance, esse tipo de rotação já havia mostrado sinais de aceleração em ciclos anteriores.

O que observar a partir daqui

  • FUNDING RATES: funding positivo indica que posições compradas pagam as vendidas; funding negativo sugere maior demanda por exposição baixista.
  • PREÇO EM DÓLAR VS. TOKENS: parte da alta do open interest em dólares reflete apenas a valorização do ativo, não necessariamente novas posições.
  • LIQUIDEZ E CONCENTRAÇÃO: alavancagem crescente amplia tanto compras forçadas em liquidações de shorts quanto vendas forçadas em liquidações de longs.
  • LIMIAR DE 4,42%: a relação entre open interest e capitalização de mercado citada como gatilho de cascatas de liquidação não tem metodologia publicada e deve ser tratada como estimativa não verificada.

Sinal de participação, não de direção

O Bitcoin continua sendo o maior mercado individual de derivativos, mesmo com a categoria combinada de altcoins superando sua participação. Bitcoin negociava perto de US$ 79.575 (R$ 461.535) em 7 de setembro, com queda de aproximadamente 0,4% na sessão – estabilidade que é compatível com maior apetite por risco, mas não comprova que investidores venderam BTC para financiar compras de altcoins.

Detailed cryptocurrency trading chart with candlestick bars and multi-colored trend lines on a dark screen
Photo by Rafael Minguet Delgado on Pexels

O cruzamento anterior, em dezembro de 2024, foi seguido por correções em alguns tokens de média capitalização, mas um único episódio não estabelece relação preditiva confiável, segundo o próprio levantamento da Coinalyze citado pela crypto.news. O crossover atual deve ser lido como fotografia do posicionamento de curto prazo, não como confirmação de altseason nem como prenúncio automático de correção.

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Dados antigos expõem mais clientes da Trezor nos EUA

Carteira de hardware ao lado de celular em cena editorial sobre phishing e vazamento de dados da Trezor

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A Trezor informou que o vazamento de dados ligado ao seu antigo provedor de envio pode ter afetado mais usuários do que a estimativa inicial de agosto, de 14 mil clientes expostos. Em publicação no X na sexta-feira, a fabricante de carteiras de hardware disse que outros 67 mil clientes nos Estados Unidos também tiveram dados comprometidos em registros de pedidos feitos entre novembro de 2019 e agosto de 2021.

A empresa atribuiu a ampliação do impacto a uma atualização de seu provedor de envio, a ShipMonk. Segundo a Trezor, o fornecedor teria mantido registros antigos de pedidos que deveriam ter sido excluídos.

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Registros antigos da ShipMonk ampliam o grupo exposto

Segundo a Trezor, os dados completos dos clientes adicionais nos Estados Unidos foram expostos, incluindo nome, e-mail, número de telefone, endereço de entrega e detalhes do pedido. A empresa responsabilizou a ShipMonk por não excluir os dados desses pedidos, apesar de afirmar que havia recebido garantias por escrito de que a exclusão havia sido realizada.

A Trezor também informou que seus próprios sistemas não foram comprometidos no episódio. O caso ocorre após outro incidente comunicado pela empresa em janeiro de 2024, quando cerca de 66 mil usuários que haviam contatado a equipe de suporte desde dezembro de 2021 foram considerados em risco de ataques de phishing. Esse episódio envolvia um canal de atendimento e é distinto do vazamento relacionado ao provedor de envio.

Dados de contato e de pedidos podem ser usados para tornar tentativas de fraude mais convincentes. Embora o vazamento não indique comprometimento direto das carteiras, as informações expostas podem permitir que criminosos se apresentem como a empresa em mensagens direcionadas aos clientes.

O risco está nos golpes direcionados, não em uma invasão das carteiras

Para usuários que guardam ativos em uma Trezor, o risco apontado pela empresa está no uso dos dados vazados em campanhas de phishing. Os invasores podem se passar pela Trezor e tentar convencer clientes a revelar suas seed phrases, ou frases-semente, que controlam o acesso às carteiras. A fonte não indica que chaves privadas tenham sido comprometidas diretamente.

The word PHISHING spelled out in mismatched cutout magazine letters on an orange and white striped background
Photo by Ann H on Pexels

Ataques de phishing e engenharia social não exigem necessariamente a exploração de vulnerabilidades no código das carteiras. Em vez disso, dependem de falsificação de identidade e de interações capazes de induzir a vítima a entregar informações ou aprovar ações maliciosas.

Segundo a empresa de segurança de blockchain Hacken, golpes baseados em falsificação de identidade responderam por US$ 306 milhões dos US$ 482 milhões perdidos pela indústria cripto no primeiro trimestre do ano. Os números destacam a relevância desse tipo de fraude para o setor.

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Em julho, um investidor de cripto perdeu quase US$ 1 milhão após assinar uma transação maliciosa de aprovação de token por phishing na Ethereum. O caso ilustra como uma interação enganosa pode gerar perdas mesmo sem uma falha técnica direta no hardware utilizado para armazenar ativos.

  • Clientes afetados devem considerar com cautela contatos que aleguem ser da Trezor e solicitem frases-semente ou outras informações de acesso.
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30 instituições reportam US$ 74,9 milhões em ETFs Hyperliquid

Ilustração editorial de tokens representando a concentração institucional em ETFs da Hyperliquid

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Trinta instituições divulgaram posições em ETFs da Hyperliquid em seus primeiros relatórios trimestrais 13F, somando aproximadamente US$ 74,9 milhões em exposição aos produtos. A lista foi compilada pela Bloomberg Intelligence e publicada pelo analista de ETFs James Seyffart no X. Entre os nomes que aparecem nas divulgações estão UBS e Jane Street.

Os relatórios 13F são apresentados por gestores que ultrapassam o limite de US$ 100 milhões em títulos qualificados. Por isso, as divulgações oferecem um recorte das posições reportadas, mas não representam necessariamente todos os investidores dos fundos.

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UBS e Jane Street aparecem entre os maiores detentores

A brasileira Wealth High Governance Asset Management liderou a lista, com posição próxima de US$ 24 milhões. A instituição declarou 632.614 cotas do fundo HYPE da 21Shares, negociado sob o código THYP, avaliadas em US$ 23.948.236 no fim de junho.

Na sequência, a OLP Capital Management informou US$ 10,5 milhões em exposição. O UBS apareceu em terceiro, com US$ 7,5 milhões, seguido pelo Bank of Montreal, com US$ 6,7 milhões, e pela Jane Street, com US$ 4,4 milhões. Discovery Capital, Brevan Howard, Balyasny e Boothbay também constam entre as instituições listadas.

Low-angle shot of a UBS bank headquarters skyscraper with the red UBS logo at the top against a clear sky
Photo by Louis on Pexels

Os dados se referem às posições divulgadas nos formulários e não detalham, individualmente, a estratégia associada a cada participação. Dessa forma, os números não permitem concluir se as posições refletem exposição direcional, operações de hedge ou recursos de clientes.

Concentração marca o primeiro retrato institucional

As cinco maiores posições – Wealth High Governance, OLP Capital, UBS, Bank of Montreal e Jane Street – alcançaram juntas cerca de US$ 53 milhões. O montante corresponde a 70,8% do total de US$ 74,9 milhões reportado pelas 30 instituições.

A concentração indica que uma parcela relevante do valor divulgado estava reunida nos cinco maiores detentores identificados no levantamento. Ao mesmo tempo, a relação inclui posições menores, como US$ 22.068 do Royal Bank of Canada e US$ 1.103 da Tower Research Capital, segundo os dados citados na compilação.

O THYP foi o primeiro ETF da Hyperliquid lançado pela 21Shares, em 12 de maio. Depois dele, a Bitwise lançou o BHYP e a Grayscale colocou o HYPG no mercado. As divulgações 13F analisadas fornecem, portanto, uma visão inicial das participações institucionais reportadas nesses produtos.

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Close-up of a cryptocurrency trading screen showing BTC/USD charts, balance sheets, and buy and sell buttons
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O que o dado indica para o mercado

A presença de UBS e Jane Street entre as instituições que declararam posições chama atenção para os ETFs ligados à Hyperliquid, mas o dado possui limites importantes. Trata-se de uma fotografia das posições reportadas no fim de junho, e não de uma indicação de fluxos contínuos de capital ou de uma expectativa sobre o preço do token HYPE.

Os formulários 13F também não registram eventuais vendas realizadas após a data de referência. Além disso, posições divulgadas por bancos podem incluir recursos de clientes, enquanto firmas de negociação podem manter proteções relacionadas às cotas. Assim, as informações permitem identificar as posições declaradas, mas não estabelecem a intenção econômica por trás de cada investimento.

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IBIT lidera retomada institucional dos ETFs de Bitcoin nos EUA

Moeda de Bitcoin sem marca diante de fluxos de capital institucional em fundos de investimento

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Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos receberam US$ 730,9 milhões em entradas líquidas na quinta-feira (3), a maior captação diária desde 14 de janeiro, segundo dados da SoSoValue. O movimento reforça o retorno da demanda institucional pelo ativo depois de uma semana marcada por volatilidade nos fluxos e coincide com a volta do Bitcoin a patamares acima de US$ 81 mil.

ETFs de Bitcoin voltam a registrar forte entrada

O IBIT, da BlackRock, concentrou a maior parte do fluxo, com cerca de US$ 454 milhões captados no dia. O ARKB, da Ark Invest e 21Shares, atraiu aproximadamente US$ 138 milhões, enquanto o FBTC, da Fidelity, registrou US$ 74 milhões em entradas. Produtos da Grayscale também tiveram captação positiva na sessão.

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O resultado reverte rapidamente a pressão vista dias antes: na terça-feira, os ETFs de Bitcoin haviam registrado saída de US$ 236 milhões, dos quais cerca de US$ 201 milhões saíram do próprio IBIT. O mesmo fundo que liderou os resgates no início da semana passou a liderar a maior entrada do período.

O gatilho para a mudança de humor veio do Federal Reserve. Declarações do diretor Christopher Waller sinalizaram preferência por manter os juros estáveis caso os próximos dados confirmem desaceleração da inflação. As chances de alta de juros na reunião de setembro caíram de 63,2% para 50,4%, segundo a ferramenta FedWatch, do CME. Juros menores ou estáveis tendem a favorecer ativos de risco e sem rendimento próprio, como Bitcoin, ações de tecnologia e ouro – padrão que se repetiu no pregão de quinta-feira.

Close-up of scattered United States twenty dollar bills featuring Andrew Jackson
Photo by Sergei Starostin on Pexels

O que o fluxo sinaliza para a demanda institucional

Segundo Rachael Lucas, analista de cripto da BTC Markets, a concentração no IBIT é o principal indício de que o movimento tem perfil institucional, já que esse é o veículo preferido por grandes investidores para operações de maior porte – o que sugere fluxo de alocação, e não apenas posicionamento tático de curto prazo.

A leitura ganha reforço no desempenho recente: os ETFs de Bitcoin atraíram US$ 3,5 bilhões em agosto, o melhor resultado desde setembro de 2025. Os fundos encerraram a quinta-feira com US$ 103,34 bilhões em ativos líquidos, equivalente a pouco mais de 6% do valor de mercado do Bitcoin, e as entradas acumuladas desde o lançamento dos ETFs à vista, em janeiro de 2024, somam US$ 55,44 bilhões.

Ainda assim, o próprio dado pede confirmação. Uma segunda sessão acima de US$ 500 milhões ajudaria a validar uma demanda institucional mais sustentada, enquanto um retorno aos resgates indicaria que a entrada de quinta-feira pode ter sido apenas um ajuste pontual. Jeff Mei, COO da BTSE, avaliou ao The Block que a fala de Waller funcionou como um sinal para o mercado, ajudando a impulsionar tanto ações de crescimento quanto criptoativos.

Lucas destacou ainda que a correlação de 90 dias entre Bitcoin e ouro subiu para o maior nível em seis anos, acima de 50%, enquanto a correlação com o S&P 500 caiu para perto de zero – sinal de que o mercado pode estar precificando o ativo mais como proteção contra inflação do que como risco puro, embora essa mudança ainda precise ser confirmada ao longo do tempo. Os dados de fluxo podem ser acompanhados em tempo real na SoSoValue.

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Dívidas reduzem exposição da Strategy a Bitcoin para US$ 52,5 bi

Ilustração de reserva de Bitcoin reduzida por dívidas e obrigações financeiras da Strategy

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A Strategy Inc. reporta atualmente cerca de US$ 52,5 bilhões em reservas líquidas de Bitcoin, valor obtido após descontar do total bruto as obrigações com acionistas preferenciais e a dívida conversível ainda fora do dinheiro. O número atualiza a leitura sobre a exposição institucional da companhia ao ativo e reflete uma nova metodologia de divulgação adotada pela empresa.

Strategy reduz a reserva bruta de Bitcoin para calcular a exposição líquida

A empresa detém aproximadamente 845.050 BTC, avaliados em cerca de US$ 74 bilhões – o equivalente a cerca de 4,02% da oferta circulante total de Bitcoin. É a partir desse total bruto que a Strategy chega ao número líquido divulgado como referência para acionistas comuns.

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A row of gold-colored Bitcoin physical coins resting on a shimmering gold glitter surface.
Photo by https://kaboompics.com/ on Pexels

Para isso, a companhia deduz entre US$ 14,8 bilhões e US$ 15,5 bilhões em obrigações com acionistas preferenciais, além de US$ 6,7 bilhões a US$ 6,8 bilhões em dívida conversível classificada como fora do dinheiro. O resultado é a reserva líquida de US$ 52,5 bilhões, uma diferença de aproximadamente US$ 21,5 bilhões em relação ao valor bruto.

Essa metodologia foi introduzida em julho de 2026, quando a Strategy passou a priorizar a exposição líquida dos acionistas comuns em vez de simplesmente divulgar o tamanho total do seu estoque de Bitcoin. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a evolução das reservas de Bitcoin da Strategy e seu peso sobre a oferta circulante, o tamanho da posição da empresa já vinha sendo acompanhado de perto pelo mercado como termômetro de demanda institucional.

A companhia também introduziu a métrica mNAV (valor de mercado sobre o valor líquido dos ativos), que se manteve acima de 1,0x desde a adoção do novo framework. Segundo a fonte, a Strategy fixou esse patamar como limite para emissão de ações, evitando vender papéis abaixo do valor líquido de seus holdings de Bitcoin.

O que a liquidez e a pausa nas compras indicam

Além do Bitcoin, a Strategy reporta uma reserva em dólares de US$ 5,1 bilhões, somada a um pool adicional de caixa de aproximadamente US$ 1,6 bilhão. Segundo a fonte, os dois montantes combinados são suficientes para cobrir dividendos preferenciais e juros por vários anos sem necessidade de vender Bitcoin.

Nas últimas semanas, a empresa não realizou nenhuma compra ou venda de BTC. Em vez disso, levantou capital via vendas de ações MSTR e conduziu recompras limitadas de ações preferenciais – movimento que, segundo a fonte, reduz as reivindicações seniores sobre a estrutura de capital sem alterar a posição de Bitcoin existente.

Smartphone displaying the StockRadars financial app with stock indices and price charts
Photo by StockRadars Co., on Pexels

A dívida conversível de cerca de US$ 6,7 bilhões segue fora do dinheiro, ou seja, os preços de conversão estão acima da cotação atual das ações MSTR. Caso essa condição se inverta, a matemática de diluição muda e o cálculo da reserva líquida pode ser afetado.

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O que a reserva líquida significa para investidores

A diferença entre os US$ 74 bilhões brutos e os US$ 52,5 bilhões líquidos representa, na prática, o total de reivindicações que precisariam ser satisfeitas antes que acionistas comuns recebessem qualquer valor em um cenário hipotético de liquidação. Um mNAV acima de 1,0x sugere que o mercado atribui pelo menos o valor integral à posição líquida de Bitcoin da companhia.

A fonte identifica o executivo-chairman Michael Saylor como o principal defensor dessa abordagem de transparência, embora não haja declaração direta atribuída a ele neste episódio. Como já discutimos no CriptoFácil ao cobrir as declarações de Saylor sobre o ciclo de mercado do Bitcoin, o executivo costuma estar no centro das narrativas que moldam a percepção pública sobre a estratégia da empresa.

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