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ETFs de altcoins quebram sequência; Bitcoin recebe US$ 101,2 mi

Bitcoin em destaque enquanto os fluxos de ETFs de altcoins perdem força

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Os ETFs spot de Bitcoin nos EUA receberam US$ 101,2 milhões em 2 de setembro, revertendo a saída de US$ 236,5 milhões registrada um dia antes, segundo dados da SoSoValue. O movimento acompanha o Bitcoin, que voltou a oscilar perto de US$ 77 mil, sem que os dados estabeleçam uma rotação de capital dos ETFs de altcoins para o BTC.

Bitcoin e ETFs alternam entre entradas e saídas

A sequência recente mostra um padrão de reversão constante: após a saída de US$ 236,5 milhões em 1º de setembro, os fundos haviam registrado entrada de US$ 216,7 milhões em 31 de agosto, que por sua vez sucedeu uma saída de US$ 201,9 milhões em 28 de agosto. Essa alternância de quatro sessões deixou o grupo sem direção sustentada desde o fim de sua sequência anterior de entradas.

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O preço do Bitcoin seguiu uma trajetória igualmente instável. O ativo fechou 27 de agosto perto de US$ 80.268, caiu para US$ 77.821 no dia seguinte, recuperou US$ 78.553 em 31 de agosto e voltou a recuar para perto de US$ 77.300 em 2 de setembro. A região entre US$ 77 mil e US$ 78 mil é apontada como suporte técnico de curto prazo.

Close-up of a Bitcoin price trading chart with green and red candlesticks, moving averages, and volume bars.
Photo by Rafael Minguet Delgado on Pexels

Apesar da volatilidade diária, os ETFs de Bitcoin atraíram mais de US$ 3 bilhões nos 30 dias anteriores ao relato, período em que o BTC subiu 22%. Entradas consistentes no acumulado mensal, portanto, coexistiram com sessões individuais de fluxo alternado e com a dificuldade do preço em se manter acima de US$ 80 mil.

ETFs de Ethereum, XRP e Solana também perdem sequência positiva

Enquanto o Bitcoin oscilava, os ETFs de Ethereum, XRP e Solana haviam mantido uma tendência mais contínua de captação. Isso mudou na quarta-feira, quando os três grupos registraram suas primeiras saídas em quase duas semanas. Os fundos de Ethereum tiveram cerca de US$ 48 milhões em saídas, encerrando 12 sessões consecutivas de entradas que somaram aproximadamente US$ 1,62 bilhão e elevaram o acumulado a cerca de US$ 13,03 bilhões antes da reversão.

Physical gold-colored cryptocurrency coins resting on a smartphone displaying the Coinbase app
Photo by Bastian Riccardi on Pexels

Os ETFs de XRP registraram US$ 7,2 milhões em saídas após 11 sessões seguidas de entradas, que somaram cerca de US$ 170 milhões e levaram o acumulado a aproximadamente US$ 1,68 bilhão. Os fundos de Solana tiveram cerca de US$ 6 milhões em saídas, encerrando também uma sequência de 11 sessões que captou aproximadamente US$ 193 milhões, com acumulado em torno de US$ 1,34 bilhão. Produtos mais novos, como os ligados a Hyperliquid e BNB, registraram fluxo líquido zero na mesma sessão.

O que os próximos pregões podem indicar

A quebra simultânea das três sequências positivas ocorreu enquanto os ETFs de Bitcoin alternavam entre entradas e saídas. Os dados diários, porém, não demonstram que investidores retiraram recursos dos ETFs de altcoins para direcioná-los ao Bitcoin. A distinção é relevante porque os dois lados do mercado de ETFs cripto apresentaram comportamentos diferentes no período analisado.

As próximas sessões podem indicar se a demanda por altcoins retoma o ritmo anterior ou se o retorno das entradas em Bitcoin representa uma mudança mais ampla na demanda por ETFs. Até que novos dados sejam divulgados, os fluxos diários devem ser avaliados dentro do contexto das captações acumuladas e da oscilação recente do Bitcoin perto de US$ 77 mil.

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Doações privadas explicam alta nas reservas de Bitcoin em El Salvador

Bitcoin reserves in El Salvador represented as private donations entering a secure institutional vault

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou, no contexto da segunda e da terceira revisões combinadas do programa econômico de El Salvador, que a acumulação de Bitcoin vinculada ao governo salvadorenho desde maio de 2025 refletiu doações privadas documentadas, sem uso de recursos públicos. De acordo com a informação reportada sobre a revisão, as reservas associadas ao governo superam 7.764 bitcoins e tinham valor estimado acima de US$ 627 milhões conforme o preço de mercado citado.

A origem dos ativos é relevante porque El Salvador mantém um programa de financiamento com o FMI e assumiu compromissos para limitar a exposição do setor público a criptoativos. A distinção apresentada pelo Fundo separa o aumento das reservas por ativos recebidos de terceiros de uma eventual compra realizada com dinheiro estatal.

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Há uma diferença de referência temporal nas coberturas disponíveis sobre o anúncio. A reportagem de El Salvador.com aponta maio de 2025 e a primeira revisão do programa como marco para a acumulação descrita pelo FMI, enquanto fontes especializadas mencionam junho de 2025. Em ambos os casos, o ponto central atribuído ao organismo é o mesmo: os aumentos nas reservas analisados não teriam utilizado fundos públicos e decorreriam de doações privadas documentadas.

Contexto: da promessa de bitcoin diário à distinção do FMI

El Salvador reconheceu o Bitcoin como moeda de curso legal em setembro de 2021, tornando-se o primeiro país a fazê-lo. Desde novembro de 2022, o presidente Nayib Bukele comunicou publicamente uma política de compra de um bitcoin por dia. As reservas associadas ao governo passaram, assim, a ser acompanhadas por investidores, credores e pelo próprio FMI.

O crescimento do saldo ganhou importância nas negociações do país com o Fundo. Sob o programa econômico, a exposição financeira do setor público à volatilidade da criptomoeda é um tema de supervisão. Por isso, eventuais compras de Bitcoin com recursos do Tesouro poderiam levantar dúvidas sobre o cumprimento dos compromissos voltados a restringir a acumulação pelo setor público.

Nesse cenário, a diferença entre compra pública e doação privada é determinante. A explicação atribuída ao FMI é que o saldo pode ter aumentado por contribuições externas documentadas sem que isso representasse uma nova aplicação de recursos orçamentários. A informação não elimina a relevância das reservas para a política econômica do país, mas define a origem que o Fundo atribui à acumulação recente.

A discussão também ocorre após mudanças mais amplas na política de Bitcoin salvadorenha. Conforme as informações disponíveis sobre o acordo com o FMI, a aceitação da criptomoeda pelo setor privado passou a ser voluntária. A Assembleia Legislativa aprovou modificações que eliminaram a obrigatoriedade de aceitar Bitcoin como moeda de curso legal, alterando parte da estrutura estabelecida em 2021.

O que o FMI detalhou sobre doações, carteira privada e novas regras

Segundo a informação divulgada sobre as revisões, a acumulação de Bitcoin desde a primeira revisão do programa reflete doações privadas e não implicou o uso de recursos públicos. O FMI também indicou que não é esperada uma acumulação adicional além das doações já documentadas. Dessa forma, a limitação a novas aquisições financiadas pelo Estado permanece como um elemento central do entendimento entre o país e o organismo.

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A divulgação não identifica os responsáveis pelas doações nem apresenta, de forma pública, a origem individual de cada criptoativo recebido. Também não detalha o valor de cada contribuição ou o total de Bitcoin recebido por essa via desde o marco temporal mencionado nas coberturas. A ausência dessas informações mantém em aberto questões sobre identificação dos doadores, registro dos ativos e divulgação das entradas nas reservas públicas.

O esclarecimento ganhou atenção após anúncios de aumento das reservas. Em novembro de 2025, contas governamentais comunicaram uma suposta aquisição de 1.000 bitcoins por cerca de US$ 100 milhões. A leitura posteriormente atribuída pelo FMI é que a acumulação observada desde a primeira revisão do programa teve origem em doações privadas, e não em gastos do governo.

Além da questão das reservas, o FMI informou que houve acordos para modernizar normas legais, regulatórias e de supervisão relacionadas aos ativos digitais. As medidas citadas buscam fortalecer a governança e a gestão de riscos dos criptoativos que permanecem vinculados ao setor público.

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Outra mudança envolve a carteira eletrônica promovida pelo governo, associada ao projeto Chivo. Segundo o Fundo, a propriedade e o controle operacional da plataforma foram transferidos para um operador privado. O governo mantém uma participação minoritária e responsabilidades relacionadas à custódia dos ativos dos clientes.

Essas alterações acompanham o processo de reformas adotado no âmbito do programa econômico. A combinação de limites à acumulação pública, regras para os ativos digitais e mudanças na operação da carteira eletrônica indica uma redução da participação direta do Estado em partes da infraestrutura relacionada ao Bitcoin, sem que a divulgação analisada determine a venda das reservas já existentes.

Reação institucional e o que ainda não está confirmado

O posicionamento sobre as doações aparece em uma comunicação mais ampla relativa ao acordo técnico sobre a segunda e a terceira revisões combinadas do programa de 40 meses sob o Serviço Ampliado do Fundo, ou Extended Fund Facility (EFF). Essa modalidade do FMI é voltada a programas de médio prazo com medidas de ajuste e reformas estruturais.

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Segundo a informação divulgada, o FMI avaliou que o programa continua apresentando resultados positivos. O organismo apontou atividade econômica acima do esperado e avanços na redução de desequilíbrios fiscais e externos. Essas observações fazem parte da avaliação técnica do Fundo e estão inseridas no processo de revisão necessário para a continuidade do programa.

O material disponível, porém, não identifica os doadores privados, não discrimina publicamente cada ativo recebido e não informa o valor individual das contribuições. Tampouco apresenta uma verificação independente das entradas em carteiras específicas. A conclusão comunicada pelo FMI trata da origem atribuída à acumulação desde a primeira revisão, com base na documentação fornecida pelas autoridades salvadorenhas.

Também não há, na divulgação descrita, uma reação de preço, dados específicos de fluxo de ETFs ou uma análise on-chain detalhada sobre as carteiras ligadas às doações. Por essa razão, interpretações sobre efeitos determinados do esclarecimento nos mercados não decorrem diretamente das informações apresentadas pelo FMI.

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O dado institucional confirmado nas fontes é a posição do Fundo de que a acumulação recente não usou recursos públicos e correspondeu a doações privadas documentadas. Ao mesmo tempo, a falta de identificação pública dos doadores e de detalhamento das contribuições preserva uma questão de transparência em torno das reservas e de sua custódia.

Próximos passos: desembolso, crescimento e reforma de pensões

Com o acordo técnico sobre a segunda e a terceira revisões combinadas, El Salvador poderá receber um desembolso adicional de US$ 140 milhões, desde que o Diretório Executivo do FMI aprove as avaliações e sejam cumpridas as ações prévias acordadas. O acordo original do EFF contempla financiamento de cerca de US$ 1,4 bilhão, e o desembolso adicional integra esse programa mais amplo.

Além do capítulo relacionado ao Bitcoin, o FMI revisou sua leitura sobre a economia salvadorenha. Segundo o organismo, o crescimento do Produto Interno Bruto real superou as expectativas em 2025, e a projeção informada para 2026 é de 4,5%. O indicador mede a variação da produção de bens e serviços descontado o efeito da inflação.

Um desempenho maior do PIB não representa automaticamente mais renda disponível para todos os cidadãos. O efeito sobre os domicílios depende de fatores como emprego, salários, investimento, preços e a situação das finanças públicas. A avaliação do Fundo sobre crescimento, portanto, integra o diagnóstico macroeconômico do programa, mas não determina isoladamente os resultados para cada família.

A agenda também inclui o sistema de pensões. O FMI indicou que espera a aprovação, no próximo ano, de uma reforma paramétrica alinhada às suas recomendações. Esse tipo de reforma pode envolver variáveis como idade de aposentadoria, anos de contribuição, aportes ou fórmulas de cálculo de benefícios. As informações disponíveis não especificam quais mudanças concretas seriam adotadas em El Salvador.

Nos próximos estágios do programa, a aprovação do Diretório Executivo, o eventual desembolso adicional e a execução das medidas acordadas serão pontos institucionais relevantes. Para a política de ativos digitais, permanecem em foco a documentação das doações privadas, a supervisão das reservas vinculadas ao setor público, a operação da carteira transferida a um operador privado e a custódia dos ativos dos clientes.

O comunicado técnico sobre o acordo em nível técnico pode ser consultado no site oficial do Fundo Monetário Internacional. O histórico do acordo original de financiamento está disponível no anúncio de dezembro de 2024 sobre o acordo em nível técnico.

A mensagem central da divulgação permanece a separação entre ativos recebidos por doação e compras financiadas pelo Estado. Segundo o FMI, a expansão recente das reservas de Bitcoin vinculadas ao governo salvadorenho decorreu de doações privadas documentadas, sem uso de recursos públicos.

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Short squeeze impulsiona Bitcoin acima de US$ 80 mil

Ilustração do Bitcoin subindo após uma short squeeze no mercado de criptomoedas

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O Bitcoin voltou a superar a marca de US$ 80.000, negociado perto de US$ 80.270 e em alta próxima de 3% nas últimas 24 horas, enquanto mais de US$ 415 milhões em posições vendidas foram liquidados no mercado cripto no mesmo período, segundo dados da CoinGlass. O movimento não traz conversão em reais na fonte primária, já que o material original não especifica taxa de câmbio para a data.

Bitcoin sobe após sinal de pausa do Fed e liquida shorts

O gatilho da alta foi um sinal do Federal Reserve. O governador Christopher Waller afirmou, em declarações preparadas para uma entrevista da Reuters NEXT, que estaria inclinado a apoiar a manutenção da taxa básica de juros no nível atual caso os dados de inflação continuem melhorando nas próximas semanas.

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A close-up, high-angle shot of scattered twenty-dollar bills featuring Andrew Jackson.
Photo by Sergei Starostin on Pexels

Os traders reagiram rápido. As probabilidades de uma alta de juros na reunião do Fed de 15 e 16 de setembro caíram para 50,4%, ante 63,2% no dia anterior, de acordo com a ferramenta CME FedWatch. O rendimento do Treasury de 10 anos, referência para custos de crédito em toda a economia, recuou para cerca de 4,73% depois de ter tocado no dia anterior o maior nível desde novembro de 2023.

O mercado de ações acompanhou o mesmo movimento: o Dow Jones subiu 453 pontos, ou 0,9%, enquanto S&P 500 e Nasdaq ganharam perto de 1% cada. Entre as altcoins, Ethereum se aproximava de US$ 2.500 com alta de 2,2%, XRP avançava 6% e BNB também participava do rali.

A parte mais expressiva do movimento, porém, veio do mercado de derivativos. Mais de US$ 500 milhões foram liquidados em cripto nas últimas 24 horas, dos quais cerca de US$ 416 milhões vieram de posições vendidas – contra apenas US$ 92 milhões em compradas -, segundo a CoinGlass. Mais de 119 mil traders tiveram posições fechadas forçadamente no período, e só na última hora anterior à publicação da matéria mais de US$ 329 milhões em shorts foram liquidados, incluindo US$ 86 milhões apenas em apostas contra o Bitcoin.

Close-up of a computer monitor showing a BTCUSDT cryptocurrency candlestick chart with trend lines
Photo by Rafael Minguet Delgado on Pexels

É o mecanismo clássico da short squeeze: a alta de preços força vendidos a recomprar posições para limitar perdas, e essa recompra empurra o preço ainda mais para cima. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir o papel do open interest e da alavancagem nas liquidações recentes, esse padrão já havia se repetido em movimentos anteriores do Bitcoin neste ciclo.

O que observar agora

O próximo teste chega rápido. O Bureau of Labor Statistics divulga o relatório de empregos de agosto na manhã de sexta-feira, o último dado econômico relevante antes da reunião do Fed. O próprio Waller espera pouca mudança: a criação de vagas mediu em torno de 60 mil por mês até julho, com desemprego estável em 4,1%.

Um número fraco não seria inédito – foi exatamente o que aconteceu em julho, quando a surpresa negativa do relatório de empregos já havia movido as apostas de juros por conta própria. Vale notar que a alta atual tem componente forte de liquidação forçada de vendidos, e não necessariamente de novas entradas via compra à vista, o que mantém o movimento sujeito a reversões rápidas caso o fluxo desacelere. Como discutimos ao analisar a influência das sinalizações do Fed sobre o Bitcoin, a sensibilidade do ativo a comentários de dirigentes do banco central segue elevada neste ciclo.

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Dados sobre Bitcoin seguem sem confirmação; Zcash avança 5,5%

Zcash-inspired coin with a restrained market trajectory and central bank backdrop

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O enquadramento desta cobertura aponta para uma recuperação do Bitcoin acima de US$ 81 mil em um ambiente de atenção às expectativas sobre juros nos Estados Unidos. No entanto, a evidência disponível para esta revisão não permite confirmar de forma independente o preço, a data, o horário, a variação percentual ou a conversão para reais mencionados na versão inicial.

Também não há, no material primário fornecido, dados verificáveis que estabeleçam uma relação direta entre uma cotação específica do Bitcoin e a reprecificação das apostas para a política monetária do Federal Reserve (Fed). Por isso, o movimento deve ser tratado com cautela até que preços e indicadores de mercado sejam confirmados por fontes adequadas.

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Desenvolvimento Principal

O principal dado documentado na evidência fornecida diz respeito ao Zcash (ZEC). Uma publicação da CoinMarketCap, identificada como conteúdo de CMC AI e datada de 20 de agosto de 2026, informou alta de 5,5% do ativo nas 24 horas anteriores e cotação de US$ 968,62.

Three cryptocurrency coins featuring Zcash, Litecoin, and Bitcoin symbols arranged vertically on a split blue and orange background
Photo by Marta Branco on Pexels

A mesma publicação relacionou o desempenho do Zcash a um rali mais amplo do mercado de criptomoedas, descrito como liderado por Ethereum e Bitcoin. Segundo o material, o movimento ocorreu em um contexto que incluiu o anúncio do Tesouro dos Estados Unidos sobre a ampliação de recompras de títulos de longo prazo. Esse relato, porém, representa a avaliação apresentada pela fonte e não confirma o desempenho do Bitcoin citado no título desta matéria.

Bitcoin recupera US$ 81 mil com mudança nas apostas de juros

O texto original associava o Bitcoin a alterações nas probabilidades implícitas para decisões de juros do Fed. As faixas numéricas atribuídas a contratos futuros de Fed funds, à Kalshi e ao indicador FedWatch do CME não estão confirmadas pela evidência primária disponível para esta pauta. Dessa forma, elas foram retiradas desta revisão.

Black and white wide shot of the Eccles Building, the headquarters of the Federal Reserve in Washington, D.C.
Photo by Zion Smith on Pexels

Sem uma leitura verificável desses indicadores e sem uma cotação primária correspondente, não é possível afirmar qual foi a direção das apostas de juros nem medir sua influência sobre o Bitcoin. A ligação entre política monetária e ativos de risco exige dados datados e comparáveis, especialmente em períodos de volatilidade no mercado cripto.

Zcash adiciona impulso ao movimento do mercado

A evidência disponível não confirma a alta de 15% do Zcash mencionada no enquadramento original. O episódio documentado é o de 20 de agosto de 2026, quando a CoinMarketCap registrou avanço de 5,5% em 24 horas.

O material também citou fatores institucionais, mineração e uma possível conversão do Grayscale Zcash Trust em ETF como elementos presentes na narrativa sobre o ativo. Como a publicação é produzida por CMC AI e alerta que esse tipo de conteúdo pode conter erros, esses pontos devem ser considerados como contexto relatado pela fonte, e não como explicação definitiva para a variação do ZEC.

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O que observar após a reprecificação

Para acompanhar o tema com maior precisão, é necessário confirmar separadamente as cotações de Bitcoin e Zcash, as respectivas variações em 24 horas e os indicadores usados para avaliar expectativas sobre juros nos Estados Unidos. A ausência dessa confirmação impede a validação do cenário descrito inicialmente para o Bitcoin.

No caso do Zcash, o dado verificável nesta pauta permanece sendo o relato da alta de 5,5% e da cotação de US$ 968,62 em 20 de agosto de 2026. Novas leituras de mercado devem distinguir informações confirmadas de interpretações sobre possíveis catalisadores.

Pontos-chave do movimento

  • Bitcoin: a evidência fornecida não confirma a cotação acima de US$ 81 mil nem os dados de horário e variação citados na versão inicial.
  • Juros do Fed: as probabilidades numéricas inicialmente atribuídas a indicadores de mercado não foram confirmadas e foram removidas.
  • Zcash: a evidência disponível registra alta de 5,5% em 24 horas e cotação de US$ 968,62 em 20 de agosto de 2026.
  • Contexto: a publicação sobre Zcash associou o movimento a fatores macroeconômicos, institucionais, de mineração e técnicos, sem estabelecer uma causa definitiva.
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IBIT concentra maior parte dos aportes em ETFs de Bitcoin

Bitcoin ETF inflows visualized with dominant amber capital streams converging on a Bitcoin asset

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Os ETFs spot de Bitcoin registraram entradas líquidas de US$ 731 milhões em 3 de setembro, segundo dados compartilhados pela WuBlockchain. O movimento foi liderado pelo IBIT, da BlackRock, que recebeu US$ 454 milhões no mesmo dia.

Os dados também apontam entradas de US$ 141 milhões nos ETFs spot de Ethereum. Os três números mostram que Bitcoin e Ethereum concentraram fluxos para produtos spot na data analisada.

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ETFs de Bitcoin recebem US$ 731 milhões em um dia

O total de US$ 731 milhões representa as entradas líquidas registradas pelos ETFs spot de Bitcoin em 3 de setembro. Dentro desse montante, o IBIT foi o produto com maior volume de entradas, com US$ 454 milhões, conforme o registro citado.

Three physical Bitcoin coins in the foreground with a financial candlestick trading chart in the background
Photo by Rafael Minguet Delgado on Pexels

A fonte que reportou os dados associa o resultado ao interesse institucional no mercado de criptomoedas. Essa é uma leitura apresentada pela cobertura, e os números do dia, por si só, descrevem os fluxos observados nos produtos. Eles não estabelecem, isoladamente, como esses movimentos se comportarão em sessões posteriores.

No caso do Ethereum, os ETFs spot receberam US$ 141 milhões em entradas na mesma data. A presença de fluxos nos produtos ligados aos dois ativos é destacada no material como parte da atividade institucional no setor cripto.

Ethereum and Bitcoin physical tokens balancing on a wooden plank over a Litecoin coin
Photo by DS stories on Pexels

Pontos principais do movimento

  • Entradas líquidas em ETFs de Bitcoin: US$ 731 milhões em 3 de setembro.
  • IBIT da BlackRock: US$ 454 milhões em entradas, o maior volume individual informado para o dia.
  • ETFs spot de Ethereum: US$ 141 milhões em entradas no mesmo período.
  • Foco dos dados: os registros mostram fluxos para ETFs spot de Bitcoin e Ethereum na data analisada.
  • Risco do setor: investimentos em criptomoedas permanecem sujeitos a riscos e volatilidade de mercado.

O que o fluxo sinaliza para o mercado

A cobertura que reuniu os dados descreve as entradas nos ETFs de Bitcoin como um indicativo de interesse institucional crescente em criptomoedas. O destaque do IBIT, responsável por US$ 454 milhões dos US$ 731 milhões reportados para os ETFs de Bitcoin, reforça sua relevância dentro do fluxo registrado naquele dia.

Ao mesmo tempo, o dado não deve ser tratado como garantia de estabilidade de preços ou de valorização imediata. A própria fonte ressalta os riscos e a volatilidade associados aos investimentos em criptomoedas. Por isso, a continuidade dos fluxos para ETFs de Bitcoin e a evolução dos produtos de Ethereum são elementos citados como pontos de acompanhamento para a avaliação do sentimento de mercado.

O registro de 3 de setembro oferece, assim, um retrato específico da procura por esses veículos de exposição. Para interpretar o movimento de forma mais ampla, é necessário observar os fluxos ao longo de novas sessões, sem extrapolar as conclusões além dos dados informados para a data.

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Demanda por ETFs de Bitcoin reduz perdas acumuladas em 2026

Bitcoin ETF demand shown as rising institutional capital flows in a clean financial editorial scene

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Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos atraíram aproximadamente US$ 3,52 bilhões em agosto, o melhor resultado mensal de 2026, segundo dados da SoSoValue. O número contrasta com os US$ 172 milhões captados em julho e coincide com uma alta de cerca de 25% do Bitcoin no mês, seu melhor desempenho mensal desde novembro de 2024. Os fluxos reduziram as saídas acumuladas no ano, enquanto setembro começou com uma reversão parcial do movimento.

ETFs de Bitcoin registram melhor mês de 2026

Segundo a SoSoValue, os fundos tiveram entradas líquidas em 16 das 21 sessões de negociação de agosto. O período incluiu uma sequência de nove dias consecutivos de entradas, entre 17 e 27 de agosto, sinalizando a força da demanda na segunda metade do mês.

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No dia 27 de agosto, os ETFs de Bitcoin somaram US$ 242,3 milhões em captações. O resultado contribuiu para reduzir as saídas líquidas acumuladas dos fundos em 2026, de aproximadamente US$ 5,29 bilhões no fim de julho para US$ 1,77 bilhão no fim de agosto. Essa variação representa uma melhora de 66% no saldo negativo acumulado.

Em junho, os ETFs haviam registrado o pior resultado mensal, com US$ 4,51 bilhões em saídas, seguido por maio, quando as retiradas alcançaram US$ 2,43 bilhões. A recuperação observada em agosto colocou os produtos entre as principais fontes de demanda durante a valorização do Bitcoin no período.

Ativos e volume dos fundos avançam

O patrimônio líquido total dos ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos fechou agosto em cerca de US$ 99,61 bilhões, ante US$ 76,29 bilhões em julho. O volume mensal negociado também avançou quase 49%, de US$ 39,37 bilhões para US$ 58,63 bilhões.

O iShares Bitcoin Trust, da BlackRock, teve participação relevante na demanda diária ao longo do mês. O fundo respondeu pela maior parte da entrada de US$ 216,7 milhões registrada em 31 de agosto, sessão que encerrou o mês com retorno dos fluxos positivos para os ETFs de Bitcoin.

Exterior view of the BlackRock headquarters skyscraper and surrounding office buildings in New York City.
Photo by Following NYC on Pexels

Setembro começa com reversão dos fluxos

A força observada em agosto encontrou resistência logo na abertura de setembro. No dia 1º, os ETFs de Bitcoin registraram US$ 236,46 milhões em saídas líquidas, revertendo a entrada de US$ 216,70 milhões da sessão anterior. Foi a maior saída diária desde 31 de julho.

O movimento ocorreu quando o Bitcoin caiu abaixo de US$ 77 mil, após ter sido negociado acima de US$ 80 mil no fim de agosto. A mudança nos fluxos evidencia como a demanda pelos ETFs pode variar rapidamente em períodos de enfraquecimento do impulso dos preços.

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Fluxos de Ether e XRP também ganham força

Os ETFs de Ether e XRP também avançaram em agosto. Os fundos de Ether passaram de saídas acumuladas de cerca de US$ 1,12 bilhão no fim de julho para aproximadamente US$ 732 milhões em entradas acumuladas no fim de agosto. Os ETFs de XRP, por sua vez, viram os fluxos acumulados subirem de US$ 343 milhões para cerca de US$ 502 milhões no mesmo intervalo.

A stack of silver physical Ethereum coins on a dark textured surface with dramatic lighting
Photo by Jievani on Pexels

Em 1º de setembro, mesmo com as saídas nos produtos de Bitcoin, os ETFs de Ether captaram cerca de US$ 11 milhões e os de XRP, US$ 14,4 milhões. A divergência entre os fluxos sugere que parte do capital institucional pode estar se deslocando entre segmentos do mercado cripto, em vez de sair integralmente do setor.

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Robinhood Chain amplia liquidez e supera US$ 1,5 bilhão em DEX

Abstract illustration of Robinhood Chain expanding DEX liquidity through connected DeFi pools

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O volume diário de negociação na exchange descentralizada (DEX, sigla para decentralized exchange) da Robinhood Chain, a Layer 2 da Ethereum construída sobre a infraestrutura da Arbitrum, atingiu US$ 1,595 bilhão (aproximadamente R$ 8,45 bilhões ao câmbio de R$ 5,30) em 1º de setembro. O número representa alta de 61% ante os US$ 989 milhões (cerca de R$ 5,24 bilhões) registrados em 28 de agosto, segundo dados da DeFiLlama.

O salto coloca a Robinhood Chain entre as redes mais ativas do mercado em negociação on-chain, disputando espaço com blockchains estabelecidas em volume diário de DEX – um patamar que poucas Layer 2s alcançam apenas dois meses após o lançamento do mainnet.

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Liquidez e atividade avançam na rede

Além do volume de negociação, a rede acumulava US$ 738,11 milhões (cerca de R$ 3,91 bilhões) em depósitos DeFi e aproximadamente US$ 796,74 milhões (R$ 4,22 bilhões) em stablecoins na mesma data. A atividade de futuros perpétuos somou US$ 353,96 milhões (R$ 1,88 bilhão), enquanto o total de ativos bridged para a Robinhood Chain chegou a cerca de US$ 2,52 bilhões (R$ 13,36 bilhões).

Robinhood app logo on a smartphone screen in front of a stock portfolio dashboard

A rede lançou sua mainnet em 1º de julho, inicialmente voltada a ações tokenizadas e negociação contínua 24 horas. Desde então, meme coins ganharam espaço relevante na atividade de trading, com plataformas como Uniswap e o protocolo Pons concentrando parte importante do fluxo – tendência que já havia impulsionado o recorde anterior de US$ 874,8 milhões (R$ 4,64 bilhões) em volume diário de DEX, registrado em 30 de agosto. Esse tipo de comparação entre volume de negociação e atividade de ecossistema também aparece em outras redes, como discutido pelo CriptoFácil ao analisar o volume de negociação e a demanda por ativos tokenizados na Solana.

A tração recente também aparece na receita de aplicativos: a Robinhood Chain gerou aproximadamente US$ 2,66 milhões (R$ 14,10 milhões) em receita de 24 horas em período recente, superando Ethereum e Hyperliquid na mesma janela – um dado de contexto que reforça o momento de expansão, sem que isso, por si só, comprove sustentabilidade de longo prazo.

Sustentabilidade em teste

A concentração da atividade em tokens especulativos levanta dúvidas sobre quanto desse volume reflete uso estrutural da rede e quanto é rotação de capital de curto prazo em meme coins. O teste real para a Robinhood Chain será manter o volume diário de DEX acima de US$ 1 bilhão depois que o entusiasmo inicial e a especulação esfriarem.

Por ora, o crescimento simultâneo de depósitos DeFi e de stablecoins sugere uma base de liquidez em expansão, capaz de sustentar tanto negociação quanto aplicações DeFi mais amplas. Esse tipo de disputa por liquidez entre ecossistemas também foi tema de cobertura recente do CriptoFácil ao tratar da competição entre protocolos DeFi por atividade e TVL.

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Silicon encerra rede e alerta para ativos sem recuperação

Ilustração de uma rede Ethereum menor sendo encerrada e ativos digitais presos antes do fechamento da ponte

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A Silicon Network, uma camada 2 da Ethereum, interrompeu novos depósitos via bridge e iniciou o processo de encerramento em 2 de setembro de 2026, abrindo uma janela de retirada que se fecha em 31 de dezembro. Segundo a própria rede, quase US$ 9,75 milhões (aproximadamente R$ 56,55 milhões ao câmbio de R$ 5,80) permanecem on-chain, e o que não for retirado antes do prazo corre risco de se tornar irrecuperável quando a rede e seu explorer forem desligados.

Silicon encerra operações e abre janela de retirada

A Silicon é uma camada 2 construída com Polygon CDK e conectada ao Agglayer, protocolo de agregação de liquidez entre redes que usam essa arquitetura. A rede estava integrada à Korbit, uma das principais exchanges sul-coreanas, e sustentava a Korbit Web3 Wallet – carteira que dava acesso a DeFi e dApps para clientes da corretora e que também está sendo descontinuada menos de dois anos após o lançamento.

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Dados do L2Beat mostram que os cerca de US$ 9,75 milhões restantes se dividem em US$ 2,66 milhões em USDC (R$ 15,43 milhões), US$ 2,54 milhões em WBTC (R$ 14,73 milhões), US$ 2,08 milhões em ETH (R$ 12,06 milhões) e US$ 1,85 milhão em USDT (R$ 10,73 milhões). Como esse dinheiro sai depende do tipo de ativo: tokens originalmente transferidos da Ethereum podem retornar à mainnet durante a janela de retirada, mas quem usa carteira externa precisa iniciar o processo manualmente, manter ETH suficiente para pagar gas e concluir a finalização antes do corte – um mecanismo já discutido em coberturas anteriores sobre camadas 2 e seus riscos de escalabilidade.

Já os tokens emitidos diretamente na Silicon enfrentam um caminho mais difícil: não podem ser bridged direto para a Ethereum e dependem da liquidez que ainda resta dentro da rede. A própria Silicon avisa que swaps ou saques podem ficar difíceis ou impossíveis conforme a atividade da rede diminui – condição documentada em detalhes na página de encerramento do serviço.

Quem é responsável pelos ativos não retirados

A Silicon se descreve como um serviço não custodial, o que significa que a custódia e a retirada dos ativos são administradas diretamente por cada usuário, não pela rede. Segundo a documentação oficial, uma vez que o serviço for totalmente encerrado, os ativos que não forem movidos não poderão ser recuperados – e a decisão sobre como lidar com tokens emitidos diretamente na rede fica a critério e risco exclusivo de cada usuário.

O que o fechamento revela sobre pequenas camadas 2

O caso da Silicon acontece em um momento de concentração crescente no mercado de escalabilidade da Ethereum. Base, apoiada pela Coinbase, e Arbitrum somam juntas cerca de US$ 24,7 bilhões (R$ 143,26 bilhões), mais de 80% dos aproximadamente US$ 30,5 bilhões (R$ 176,9 bilhões) mantidos nas redes Ethereum acompanhadas pelo L2Beat.

A stack of silver physical Ethereum coins on a dark textured surface
Photo by Jievani on Pexels

O cofundador da Ethereum, Vitalik Buterin, argumentou anteriormente que a visão original das camadas 2 como simples extensões – ou “branded shards” – da rede principal deixou de se encaixar à medida que a camada base ganha eficiência e as diferentes L2s evoluem em ritmos distintos, defendendo que essas redes ofereçam valor além de execução mais barata. A Silicon não atribuiu seu encerramento a essas pressões mais amplas, mas o episódio ilustra o que a consolidação pode significar na ponta menor do mercado: usuários precisam desfazer bridges e correr atrás de liquidez antes que a cadeia simplesmente desapareça, um risco de custódia semelhante ao já registrado em episódios como o congelamento de fundos na Arbitrum envolvendo o Kelp DAO.

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Solana atrai capital enquanto ETFs de Bitcoin sofrem resgate

Ilustração da rotação de capital de ETFs de Bitcoin para ETFs de Solana

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Os ETFs de Bitcoin listados nos Estados Unidos registraram saída líquida de US$ 236,5 milhões (aproximadamente R$ 1,37 bilhão ao câmbio de R$ 5,80) no primeiro pregão de setembro, enquanto os ETFs de Solana captaram cerca de US$ 101,9 milhões (aproximadamente R$ 591 milhões) no mesmo dia, segundo dados da SoSoValue. O contraste marca uma reversão abrupta em relação à sessão anterior e reacende a discussão sobre rotação de capital dentro do universo de ETFs cripto.

Bitcoin perde US$ 236,5 milhões no primeiro pregão de setembro

A saída de 1º de setembro veio apenas uma sessão depois de a categoria Bitcoin ter atraído US$ 216,7 milhões (cerca de R$ 1,26 bilhão) em 31 de agosto. A reversão foi concentrada em poucos produtos, e não distribuída uniformemente entre os fundos.

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O IBIT, da BlackRock, respondeu pela maior parte das retiradas, com US$ 201,2 milhões (aproximadamente R$ 1,17 bilhão) sacados. O FBTC, da Fidelity, perdeu outros US$ 43,7 milhões (cerca de R$ 253,5 milhões).

O BITB, da Bitwise, foi o único fundo de Bitcoin a registrar entrada no dia, somando US$ 8,4 milhões (aproximadamente R$ 48,7 milhões). ARKB, GBTC, Bitcoin Mini Trust, HODL, MSBT e os demais produtos monitorados não tiveram fluxo líquido. Com o resultado, as entradas acumuladas dos ETFs de Bitcoin recuaram para aproximadamente US$ 54,68 bilhões (cerca de R$ 317,1 bilhões). Como analisado anteriormente no CriptoFácil sobre a sequência de entradas fortes nos ETFs de Bitcoin, o padrão de fluxos tem oscilado com rapidez nas últimas semanas.

Solana lidera a entrada de capital entre os produtos alternativos

Os ETFs spot de Solana nos EUA captaram aproximadamente US$ 101,9 milhões em 1º de setembro, acelerando fortemente frente aos US$ 925 mil (cerca de R$ 5,4 milhões) recebidos no dia anterior. O BSOL, da Bitwise, liderou com cerca de US$ 61,7 milhões (aproximadamente R$ 357,9 milhões), enquanto o FSOL, da Fidelity, somou US$ 26,7 milhões (cerca de R$ 154,9 milhões).

The Solana SOL cryptocurrency logo featuring a stylized gradient 'S' inside a white circle on a black background.

O resultado elevou as entradas acumuladas de Solana para acima de US$ 1,4 bilhão (aproximadamente R$ 8,12 bilhões), mesmo com o SOL caindo junto ao restante do mercado cripto. Os ETFs de XRP também permaneceram positivos, com US$ 14,38 milhões (cerca de R$ 83,4 milhões) em entradas líquidas – o XRPZ, da Franklin Templeton, liderou com US$ 6,63 milhões, seguido pelo GXRP, da Grayscale, com US$ 4,72 milhões. Os produtos de HYPE (Hyperliquid) somaram outros US$ 1,76 milhão (aproximadamente R$ 10,2 milhões), todo direcionado ao HYPG, da Grayscale, elevando as entradas acumuladas da categoria para cerca de US$ 346 milhões e os ativos líquidos totais para aproximadamente US$ 455 milhões. Como o CriptoFácil já havia mostrado ao cobrir o avanço de Solana, XRP e HYPE nos ETFs cripto dos EUA, a categoria vinha ganhando espaço relativo ao longo de agosto.

Ether segue positivo, mas o saldo agregado continua negativo

Os ETFs de Ether permaneceram positivos pela 12ª sessão consecutiva. No universo mais amplo rastreado pela SoSoValue, a categoria somou US$ 10,95 milhões (cerca de R$ 63,5 milhões) em entradas líquidas.

O ETHB, da BlackRock, liderou com US$ 11,2 milhões, seguido pelo FETH, da Fidelity, com US$ 4,81 milhões, e pelo MSSE, da Morgan Stanley, com aproximadamente US$ 2,34 milhões. O ETHE, da Grayscale, parcialmente compensou essas compras com US$ 7,4 milhões em saídas. A Farside Investors calcula um agregado ligeiramente menor, de US$ 8,6 milhões, porque seu universo não inclui o produto da Morgan Stanley – a diferença é metodológica, não uma contradição nos dados.

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3D render of a grey Ethereum token featuring the white octahedron logo on a white background

Usando a medida mais ampla da SoSoValue para Ether, as cinco categorias principais – BTC, ETH, SOL, XRP e HYPE – registraram saída líquida combinada de aproximadamente US$ 107,5 milhões (cerca de R$ 623,5 milhões). Sem a contribuição de Solana, esse déficit teria sido consideravelmente maior. A divergência ocorreu em meio a rendimentos globais de títulos mais altos, preocupações inflacionárias renovadas e expectativas mais duras para a política do Federal Reserve.

Pontos-chave dos fluxos do dia

  • BITCOIN – ‘Saída concentrada’: US$ 236,5 milhões retirados, puxados por IBIT e FBTC.
  • SOLANA – ‘Maior contrapeso’: entrada de aproximadamente US$ 101,9 milhões, liderada por BSOL e FSOL.
  • XRP – ‘Sequência mantida’: US$ 14,38 milhões em entradas, 11ª sessão consecutiva positiva.
  • ETHER – ‘Positivo, mas modesto’: US$ 10,95 milhões pela métrica SoSoValue, ou US$ 8,6 milhões pela Farside.
  • HYPE – ‘Fluxo concentrado no HYPG’: US$ 1,76 milhão, elevando o acumulado da categoria a cerca de US$ 346 milhões.

O que a rotação pode significar para o investidor

Os dados de 1º de setembro mostram que os investidores não retiraram capital de todos os produtos de ativos digitais – as maiores saídas ficaram concentradas em Bitcoin, especialmente IBIT e FBTC, enquanto produtos regulados ligados a Ether, Solana, XRP e HYPE continuaram absorvendo recursos. Isso sugere fragmentação na demanda institucional, e não uma fuga generalizada da classe de ativos.

A própria evidência da sessão deixa em aberto se o movimento representa um rebalanceamento temporário de carteira ou uma ampliação mais duradoura da demanda institucional além do Bitcoin. Como discutido anteriormente no CriptoFácil sobre a saída de recursos dos ETFs de Bitcoin em paralelo à entrada em Ethereum, XRP e Solana, esse padrão de divergência já havia aparecido em sessões anteriores – o que ainda falta é confirmação de persistência ao longo de setembro.

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Goldman Sachs concentra maior posição institucional em ETFs de XRP

Moeda inspirada no XRP e fluxos institucionais diante de um banco de investimento

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O Goldman Sachs assumiu a liderança entre os detentores institucionais divulgados de ETFs spot de XRP, com exposição de US$ 87,4 milhões (aproximadamente R$ 506,9 milhões ao câmbio de R$ 5,80), segundo formulários 13F do segundo trimestre compilados pela Bloomberg Intelligence. O salto representa alta de US$ 83,1 milhões (cerca de R$ 481,9 milhões) em relação ao trimestre anterior, o maior aumento entre todos os nomes listados. O dado chega junto de outro sinal de demanda: os ETFs de XRP captaram mais de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 870 milhões) em nove sessões consecutivas, elevando as entradas líquidas acumuladas desde o lançamento a US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 10,4 bilhões).

Goldman Sachs lidera os detentores institucionais de ETFs de XRP

Atrás do Goldman aparece a Jane Street Group, com US$ 16,6 milhões (R$ 96,3 milhões) em exposição, seguida de perto pela Millennium Management, com US$ 16,2 milhões (R$ 94 milhões). Completam os cinco primeiros a Intesa Sanpaolo, gigante bancário europeu, com US$ 14,4 milhões (R$ 83,5 milhões), e a Marex UK Holdings, com US$ 8,1 milhões (R$ 47 milhões). Mais detalhes sobre como o Goldman distribuiu essa posição entre cinco fundos diferentes estão em análise anterior do CriptoFácil sobre a exposição do banco em ETFs de XRP.

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The modern glass and steel exterior and entrance of 200 West Street in New York City
The headquarters of Goldman Sachs located at 200 West Street in New York City.

Nem todos os nomes da lista compilada pela Bloomberg Intelligence aumentaram posições. Citadel Advisors, Gallacher Capital Management, SIG Holding e Flow Traders US reduziram exposição no trimestre, com a SIG registrando o corte mais acentuado, de aproximadamente US$ 4,6 milhões (R$ 26,7 milhões).

Fluxos de XRP chegam a US$ 1,8 bilhão apesar da pressão no preço

Os fluxos líquidos acumulados nos ETFs de XRP passaram de US$ 150 milhões (R$ 870 milhões) logo após o lançamento, em novembro de 2025, para US$ 1,45 bilhão (R$ 8,41 bilhões) em meados de janeiro, e ultrapassaram US$ 1,79 bilhão (R$ 10,38 bilhões) no fim de agosto – trajetória atribuída pela evidência primária à Bloomberg Intelligence. O analista James Seyffart, da Bloomberg Intelligence, descreveu esse comportamento como resiliente, já que as entradas continuaram mesmo em períodos de preço fraco, conforme dados reunidos por The Crypto Basic sobre a série histórica de fluxos.

O XRP era negociado a cerca de US$ 1,37 (R$ 7,95) enquanto os ETFs somavam mais de US$ 150 milhões em nove sessões seguidas. Nesse período, as reservas de XRP nas exchanges seguiram em queda, movimento que costuma indicar retirada de moedas para custódia de prazo mais longo em vez de venda imediata. Mais contexto sobre a série de captações recordes está disponível em cobertura anterior do CriptoFácil sobre os fluxos acumulados dos ETFs de XRP.

Close-up of physical XRP Ripple coins featuring a world map and the ripple logo on a black background

Pontos-chave para acompanhar

  • GOLDMAN SACHS: US$ 87,4 milhões (R$ 506,9 milhões) em exposição a ETFs spot de XRP, maior posição institucional divulgada.
  • SEGUNDO E TERCEIRO LUGARES: Jane Street com US$ 16,6 milhões (R$ 96,3 milhões) e Millennium Management com US$ 16,2 milhões (R$ 94 milhões).
  • FLUXOS ACUMULADOS: US$ 1,8 bilhão (R$ 10,4 bilhões) desde o lançamento dos ETFs de XRP.
  • NÍVEIS TÉCNICOS: XRP em torno de US$ 1,37 (R$ 7,95), com suporte em US$ 1,36 (R$ 7,89) e possível reteste de US$ 1,43 (R$ 8,29).
  • RLUSD: capitalização de mercado acima de US$ 2 bilhões (R$ 11,6 bilhões), com mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,8 bilhões) emitido diretamente no XRP Ledger.

O que a entrada institucional significa para o XRP

É importante notar que a exposição do Goldman consta em formulário 13F, um retrato de posições em 30 de junho – não uma confirmação de compra recente nem de convicção direcional, já que esses filings não distinguem negociação proprietária, atividade de clientes ou hedge. Ainda assim, a persistência dos fluxos mesmo com o XRP perto de US$ 1,37 e sem cooperação consistente do preço sugere apetite institucional que não depende de rali imediato.

O marco do RLUSD acima de US$ 2 bilhões acrescenta contexto sobre a atividade no ecossistema Ripple, mas não estabelece relação causal com os fluxos dos ETFs de XRP. Para uma visão mais ampla de como o XRP se posiciona frente a outros ativos com produtos listados nos EUA, vale conferir análise do CriptoFácil sobre a diversificação institucional entre ETFs cripto.

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