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Remixpoint transforma Bitcoin no único criptoativo da tesouraria

Bitcoin-centered corporate treasury with former altcoin holdings moving into the background

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A japonesa Remixpoint, listada na Bolsa de Tóquio, informou em 2 de setembro de 2026 que vendeu, no dia anterior, toda a posição em altcoins que mantinha em carteira: Ethereum (ETH), Solana (SOL), XRP e Dogecoin (DOGE). O valor total da venda foi de aproximadamente ¥878,81 milhões, equivalente a cerca de US$ 5,50 milhões segundo a conversão divulgada.

Com a operação, a companhia passou a manter exclusivamente Bitcoin (BTC) em sua carteira de criptoativos, com saldo de aproximadamente 1.506 BTC. A empresa afirmou que pretende concentrar sua política de posse e operação de criptoativos no BTC, levando em conta o ambiente de mercado e a relação risco-retorno de cada ativo.

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Close-up of a gold-colored physical Bitcoin coin with the B symbol centered on a circuit-board pattern.

Remixpoint concentra carteira em Bitcoin após venda de altcoins

Segundo a NADA NEWS, a venda dos quatro ativos gerou lucro de aproximadamente ¥117,78 milhões. O resultado deve ser contabilizado como receita do segmento de negócios no segundo trimestre do exercício fiscal encerrado em março de 2027.

O comunicado detalhado pelo crypto.news indica que ETH e SOL foram vendidos com ganho, enquanto o XRP também registrou lucro. O DOGE foi o único ativo liquidado abaixo de seu valor contábil de aquisição. No conjunto, as quatro posições tinham valor contábil de cerca de ¥761,04 milhões antes da venda por ¥878,81 milhões.

A Remixpoint não indicou, na divulgação, que os recursos obtidos serão usados para comprar mais Bitcoin. A empresa disse considerar destinar o valor à ampliação de ativos em áreas de crescimento futuro, como baterias de armazenamento de energia para a rede elétrica, além do fortalecimento de sua base financeira e de outras medidas voltadas à empresa e aos acionistas.

A venda encerra a exposição da companhia a ETH, SOL, XRP e DOGE e deixa o Bitcoin como o único criptoativo informado em sua carteira. A medida também formaliza uma política de concentração no BTC, descrita pela empresa a partir das condições de mercado, dos perfis de risco e retorno dos ativos e de sua estratégia financeira.

O que a mudança representa para a estratégia da empresa

A Remixpoint é descrita como uma empresa de Digital Asset Treasury (DAT), categoria usada para companhias que mantêm Bitcoin como ativo de tesouraria. Segundo o agregador Bitcoin Treasuries citado na reportagem, a empresa ocupava a terceira posição entre as companhias japonesas listadas por volume de BTC, atrás de Metaplanet e Nexon.

Interior view of the Tokyo Stock Exchange featuring the JPX logo and digital stock tickers
The trading floor and information center of the Tokyo Stock Exchange.

A trajetória recente ajuda a contextualizar a mudança. Em 20 de agosto, a empresa havia divulgado que o resultado de avaliação de todos os seus criptoativos havia se convertido em lucro não realizado de aproximadamente ¥423,05 milhões após a recuperação do mercado. A companhia também retomou compras de BTC em 23 de abril, após cerca de meio ano de pausa, realizando quatro aquisições que somaram ¥1 bilhão até o fim daquele mês.

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Cerca de duas semanas após informar o resultado positivo de avaliação, a empresa vendeu todas as altcoins e deixou o Bitcoin como único ativo cripto em carteira. A divulgação não apresenta uma meta numérica de acumulação futura de BTC nem cita o uso dos recursos da venda para novas compras do ativo.

Metaplanet aparece à frente da Remixpoint no levantamento de companhias japonesas listadas com Bitcoin em tesouraria. Para acompanhar dados públicos sobre posições corporativas, plataformas de agregação como o CoinGecko Treasuries reúnem informações sobre empresas que mantêm Bitcoin, incluindo a Remixpoint.

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Solana, XRP e HYPE ganham espaço nos ETFs cripto dos EUA

Clean illustration of crypto ETF capital flows expanding from Bitcoin and Ether to Solana, XRP, and HYPE

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Os ETFs de criptomoedas negociados nos Estados Unidos atraíram aproximadamente US$ 2,07 bilhões (cerca de R$ 11,39 bilhões ao câmbio de R$ 5,50) na semana de 24 a 28 de agosto, somando cinco categorias de produtos. Os fundos de Bitcoin captaram US$ 924,48 milhões (aproximadamente R$ 5,08 bilhões) e os de Ether receberam US$ 824,42 milhões (cerca de R$ 4,53 bilhões), segundo dados publicados pelo Bitcoin.com News.

Bitcoin e Ether concentram a maior parte dos fluxos

Os ETFs spot de Bitcoin abriram a semana com US$ 337,56 milhões na segunda-feira e mantiveram entradas de US$ 314,37 milhões na terça, US$ 232,12 milhões na quarta e US$ 242,24 milhões na quinta. Uma retirada de US$ 201,81 milhões na sexta-feira encerrou uma sequência de nove sessões consecutivas de captação, deixando o total semanal em US$ 924,48 milhões.

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Entre os produtos individuais, o IBIT da BlackRock liderou com US$ 938,3 milhões em entradas no período – número que se refere ao fluxo do fundo isoladamente, não ao total do segmento de Bitcoin. Grayscale, Fidelity e Morgan Stanley também tiveram saldo positivo, enquanto ARK 21Shares, Grayscale (GBTC) e Bitwise registraram saídas. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir os fluxos conjuntos de Bitcoin e Ethereum, a concentração em poucos emissores continua sendo a marca desse ciclo.

Illustration of the BlackRock logo above a blue box filled with golden Bitcoin coins

Os ETFs de Ether tiveram trajetória mais estável: US$ 115,57 milhões na segunda, US$ 179,80 milhões na terça, US$ 192,35 milhões na quarta, US$ 234,51 milhões na quinta e US$ 102 milhões na sexta, totalizando US$ 824,42 milhões. O pano de fundo macro permaneceu sensível a juros – o PIB dos EUA cresceu 1,5% anualizado no segundo trimestre, o PCE núcleo de julho ficou em 3,3% na comparação anual e o gasto pessoal subiu 0,2% no mês, mantendo a política do Federal Reserve no radar dos investidores. Esse cenário de preços ainda pressionados aparece detalhado em outra análise do CriptoFácil sobre entradas em ETFs e pressão sobre o preço do BTC.

Solana, XRP e HYPE ampliam a demanda por ETFs cripto

  • SOLANA – ‘Segundo maior fluxo desde o lançamento’: recebeu US$ 153,87 milhões (aproximadamente R$ 846,3 milhões), mais de cinco vezes os US$ 28,34 milhões da semana anterior, com volume negociado passando de US$ 699 milhões.
  • XRP – ‘Entradas positivas todos os dias’: somou US$ 110,49 milhões (cerca de R$ 607,7 milhões), contra US$ 39,78 milhões na semana anterior, com turnover em torno de US$ 363 milhões.
  • HYPE – ‘Aceleração mais acentuada’: atraiu US$ 56,86 milhões (aproximadamente R$ 312,7 milhões) após apenas US$ 3,89 milhões no período anterior, encerrando com ativos próximos de US$ 439 milhões.

Juntos, os três produtos somaram US$ 321,22 milhões (cerca de R$ 1,77 bilhão) e registraram entradas positivas em todas as cinco sessões da semana – um padrão diferente de captações anteriores, que costumavam depender de um ou dois dias fortes isolados.

Solana logo centered within a futuristic circular digital graphic on a black background

O que os fluxos indicam para o mercado

Bitcoin e Ether seguiram como os principais destinos do capital institucional, mas a persistência das entradas em Solana, XRP e HYPE ao longo de toda a semana é o dado mais notável do período, segundo o Bitcoin.com News. Foi a segunda semana consecutiva com mais de US$ 2 bilhões em captações combinadas de ETFs cripto, e os fundos de Bitcoin encerraram agosto com US$ 3,31 bilhões (aproximadamente R$ 18,21 bilhões) em entradas líquidas no mês.

Ainda não há dados suficientes para afirmar que essa distribuição mais ampla de fluxos vai se repetir em setembro – o próprio histórico recente mostra semanas de forte concentração em Bitcoin e Ether intercaladas com picos pontuais em produtos menores. Um retrato mais detalhado do comportamento do ETH após essa rodada de captações está em outra cobertura do CriptoFácil sobre ETFs de Ethereum e a resistência dos US$ 2.500.

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Sberbank condiciona crédito com ETH e USDT a aval russo

Sberbank crypto loan concept showing Bitcoin, Ethereum and USDT collateral awaiting Russian regulatory approval

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O Sberbank, maior banco da Rússia e majoritariamente controlado pelo governo russo, planeja ampliar sua linha de empréstimos garantidos por criptoativos para incluir Ethereum (ETH) e a stablecoin USDT, da Tether, além do Bitcoin já testado em um piloto realizado em dezembro de 2025 – segundo declaração do vice-presidente do conselho Anatoly Popov à agência estatal TASS em 28 de agosto, conforme reportado pelo crypto.news. A expansão, no entanto, depende diretamente da liberação da circulação pública desses ativos pelo Banco da Rússia, que deve implementar a nova estrutura regulatória do mercado cripto a partir de 1º de setembro de 2026.

A pergunta que domina as mesas de operação é clara: até que ponto o maior banco russo consegue transformar tolerância regulatória em produto bancário funcional antes do prazo de licenciamento de julho de 2027?

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Sberbank amplia planos de crédito cripto em meio à nova regulação russa

O interesse do Sberbank em empréstimos lastreados por criptoativos não é novo. Já em dezembro de 2025, Popov havia sinalizado que o banco avaliava produtos de crédito em rublos com garantia em cripto, condicionando o avanço ao suporte regulatório necessário.

Naquele mesmo mês, o banco concluiu um piloto de empréstimo garantido por Bitcoin com a mineradora russa Intelion Data. A empresa ofereceu criptomoedas mineradas como colateral, e a operação deu ao Sberbank experiência prática em custódia, monitoramento de garantias e procedimentos de execução – competências que agora sustentam a tentativa de expandir o escopo do produto.

O contexto regulatório mudou desde então. A nova estrutura para o mercado cripto russo entra em vigor em 1º de setembro de 2026, criando papéis regulamentados para bancos, corretoras, gestoras de ativos, exchanges e depositárias digitais sob supervisão formal do Banco da Rússia. Segundo estimativa atribuída ao próprio Sberbank e citada pelo Bitcoin.com, as exchanges reguladas do país poderiam movimentar entre 3,5 e 4 trilhões de rublos no primeiro ano de operação. É importante frisar: trata-se de uma projeção de mercado para o setor como um todo, não de um volume já registrado pelo banco em negociações próprias.

Paralelamente ao crédito, o Sberbank também trabalha na construção de infraestrutura de custódia e negociação. O banco pretende lançar uma depositária digital até 1º de dezembro de 2026, sistema que deverá registrar titularidade, administrar carteiras e viabilizar depósitos, saques e liquidações dentro do novo arcabouço legal. Como discutimos em outra análise sobre iniciativas que conectam bancos tradicionais à infraestrutura de ativos digitais, a tendência de instituições bancárias construírem trilhos próprios para custódia cripto – em vez de terceirizar para exchanges – tem se repetido em diferentes jurisdições, e o caso russo segue essa lógica sob um desenho fortemente centralizado e estatal.

Como funcionariam as garantias em Bitcoin, Ethereum e USDT

O desenho do produto, tal como descrito por Popov, é relativamente simples na superfície: o cliente ofereceria Bitcoin, Ethereum ou USDT como garantia e receberia um empréstimo convencional, mantendo a propriedade do criptoativo enquanto os requisitos de colateral forem cumpridos. Trata-se de um modelo de crédito lastreado em criptoativos semelhante ao que já vem sendo testado por outras instituições fora da Rússia, embora aqui operado inteiramente dentro de uma estrutura de custódia bancária regulada, sem qualquer integração com protocolos de empréstimo descentralizado (DeFi).

Golden 3D icons of various cryptocurrencies including Bitcoin, Ethereum, and Tether on a white background.

Há, porém, uma condição que separa intenção de produto disponível: a inclusão de ETH e USDT só ocorrerá depois que o Banco da Rússia autorizar formalmente a circulação pública desses dois ativos através de intermediários regulados. Até o fechamento desta matéria, o Sberbank não havia anunciado data de lançamento, termos comerciais, taxas ou grupos de clientes elegíveis para a versão ampliada do produto.

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O banco sinalizou que pretende primeiro adaptar seus produtos já existentes – incluindo o modelo testado com a Intelion Data – às exigências da nova regulação, para só então ampliar gradualmente a lista de garantias aceitas. Essa sequência é relevante: o piloto com Bitcoin já validou fluxos internos de custódia e execução de garantia, mas replicar esse fluxo para ETH e, principalmente, para uma stablecoin com mecanismo de congelamento centralizado como o USDT – tema que já abordamos ao analisar como a Tether sustenta a liquidez do token no ecossistema Ethereum – exige adequações operacionais e jurídicas adicionais que o banco ainda não detalhou publicamente.

No lado da negociação de varejo, a nova legislação russa também define limites de acesso. Investidores não qualificados precisarão ser aprovados em teste de conhecimento antes de poder comprar criptoativos elegíveis, com um teto anual de 300 mil rublos por intermediário. Investidores qualificados, embora também sujeitos a testes, terão acesso a uma gama maior de ativos sem esse limite monetário. A fonte primária não detalha o câmbio aplicável a esse teto, e por isso evitamos converter o valor sem uma referência cambial verificada para o período.

Um ponto que a estrutura regulatória não muda: pagamentos por bens e serviços em criptomoedas seguem proibidos dentro do território russo, mesmo com a ampliação do mercado regulado. Exportadores e importadores poderão usar criptoativos em liquidações internacionais sob regras específicas, mas o uso doméstico como meio de troca permanece vetado.

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O que o plano muda para investidores e para o mercado

Do ponto de vista prático, o anúncio de Popov amplia – em tese – o leque de acesso bancário regulado a crédito lastreado em cripto dentro da Rússia, mas não representa, por ora, um produto disponível ao público. Não há, na evidência primária, qualquer indicação de impacto imediato sobre preços, liquidez ou volume negociado de Bitcoin, Ethereum ou USDT decorrente especificamente dessa declaração.

A distinção importa porque o mercado cripto tende a reagir de forma desproporcional a anúncios de bancos tradicionais, mesmo quando esses anúncios são condicionais. Neste caso, o próprio texto da declaração de Popov deixa claro que a expansão para ETH e USDT é uma intenção estratégica dependente de autorização regulatória futura – não um produto lançado ou um compromisso de prazo.

Há também um fator estrutural que pode limitar o alcance inicial do produto, mesmo após a liberação regulatória: os critérios de elegibilidade adotados pelo Banco da Rússia para ativos negociáveis publicamente tendem a favorecer apenas os criptoativos de maior capitalização e histórico de preço mais longo, o que na prática restringe a lista a nomes como Bitcoin, Ethereum e USDT – deixando ativos experimentais e protocolos DeFi nativos fora do escopo bancário por enquanto.

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Popov confirma a expansão condicionada à autorização do Banco da Rússia

Na entrevista à TASS, Popov afirmou que o Sberbank planeja aceitar não apenas Bitcoin, mas também Ethereum e a stablecoin Tether como garantia, mas fez questão de amarrar essa expansão à decisão do Banco Central: segundo ele, o movimento só ocorrerá depois que a autoridade monetária russa permitir a circulação pública desses ativos.

A fala confirma direção estratégica, não execução. O executivo não mencionou datas específicas, condições de crédito, taxas de juros ou públicos-alvo para a versão expandida do produto – elementos que, segundo a própria evidência disponível, ainda dependem de definições regulatórias pendentes.

Aprovações e cronograma serão os próximos pontos de acompanhamento

O Banco da Rússia ainda precisa finalizar as normas de apoio que determinarão quais ativos poderão circular por intermediários regulados e ser usados em produtos bancários – incluindo padrões de custódia, contabilidade e proteção ao cliente. Essas definições são o gatilho técnico que faltará para transformar o plano do Sberbank em produto comercial.

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Illuminated facade of the Bank of Russia building in Moscow at night with the Russian flag flying above
The headquarters of the Bank of Russia in Moscow illuminated at night.

Participantes do mercado russo têm até 1º de julho de 2027 para obter as licenças necessárias e adequar suas operações à nova estrutura, e a meta do Sberbank de lançar sua depositária digital até 1º de dezembro de 2026 está inserida dentro desse período de transição mais amplo. O banco também ainda precisa esclarecer publicamente como pretende avaliar garantias voláteis, definir exigências de margem e reagir a quedas abruptas no preço dos criptoativos aceitos como colateral – questões operacionais centrais para qualquer produto de crédito lastreado em ativos de alta volatilidade.

Até que o regulador aprove formalmente os ativos e o Sberbank publique termos comerciais completos, a oferta ampliada de empréstimos em ETH e USDT permanece, estritamente, um plano anunciado – não um produto disponível a clientes. Para o investidor brasileiro que acompanha o avanço institucional do setor cripto fora do radar americano ou europeu, o caso russo funciona como um lembrete de que anúncios estratégicos de bancos grandes raramente se traduzem em produtos operacionais no mesmo trimestre, e que a distância entre intenção regulatória e execução bancária costuma ser medida em trimestres, não em semanas.

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CME concentra exposição vendida muito maior que a da Coinbase

Ilustração compara a exposição vendida de futuros de Bitcoin na CME com a posição da Coinbase

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Fundos alavancados mantinham posição líquida vendida equivalente a 41.252,1 BTC nos futuros de Bitcoin da CME em 25 de agosto, somando contratos padrão e Micro, segundo dados da CFTC citados pela CryptoSlate. No mesmo dia, a categoria correspondente no contrato perpétuo nano da Coinbase estava líquida comprada em apenas 151 BTC.

A diferença de escala, e não uma leitura simples de lados opostos, é o que chama atenção no mercado de derivativos de Bitcoin.

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CME concentra a maior parte da exposição em derivativos de Bitcoin

O open interest, ou total de contratos em aberto, somava 118.267 BTC equivalentes nos dois produtos da CME, contra 2.322 BTC na Coinbase. A CME era cerca de 51 vezes maior nessa métrica, enquanto a posição vendida líquida dos fundos alavancados na CME tinha magnitude aproximadamente 272 vezes superior à posição comprada líquida da Coinbase.

Low angle view of the CME Group headquarters building facade in Chicago
The CME Group headquarters located in downtown Chicago.

Os fundos alavancados estavam vendidos em 8.114 contratos padrão, equivalentes a 40.570 BTC, e em 6.821 contratos Micro, equivalentes a 682,1 BTC. Cada contrato padrão da CME representa 5 BTC, cada Micro representa 0,1 BTC e cada contrato nano da Coinbase representa 0,01 BTC, uma diferença estrutural de tamanho que ajuda a explicar o descompasso.

Entre 18 e 25 de agosto, o posicionamento na CME também ficou mais vendido: a posição líquida em contratos padrão recuou 3.295 BTC adicionais e a posição Micro, 777 BTC, somando uma mudança combinada de 4.072 BTC na semana.

O descompasso não define a direção do próximo movimento

Essa mudança semanal não pode ser classificada automaticamente como uma aposta baixista. As notas explicativas da CFTC indicam que as contas de futuros reportadas não são vinculadas a posições em Bitcoin à vista, cotas de ETFs ou hedges realizados em outras plataformas.

Sem leituras equivalentes da base da CME e da taxa de financiamento da Coinbase para 25 de agosto, o retrato não permite distinguir posições vendidas direcionais de operações de cash-and-carry, estratégia em que o investidor compra o ativo à vista e vende o futuro para capturar o prêmio entre os dois preços.

Se as vendas na CME forem posições direcionais descobertas, um eventual squeeze forçaria recompras de futuros em um volume muito maior do que a posição comprada da Coinbase. Se forem operações de base, o fechamento envolveria a compra de futuros e a venda simultânea de Bitcoin à vista ou de exposição via ETF, o que pode compensar parte do efeito sobre o preço.

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A posição líquida de 151 BTC na Coinbase também não revela a alavancagem bruta nem os níveis de liquidação da plataforma. Por seu tamanho, ela não consegue compensar sozinha a exposição muito maior concentrada na CME.

Pontos para acompanhar em um eventual ajuste

Os fluxos de ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos reforçam o limite temporal dessa leitura. Dados da Farside Investors mostram que os fundos absorveram US$ 1,12 bilhão entre 24 e 27 de agosto, registraram saídas de US$ 201 milhões em 28 de agosto e fecharam as cinco sessões com saldo líquido positivo de US$ 924 milhões. O retrato da CFTC, fixado em 25 de agosto, não captura esses movimentos posteriores.

Infographic explaining Bitcoin ETF process from investment fund to investor profits via price movements

Um sinal mais claro de desalavancagem exigiria cruzar a próxima atualização de posicionamento da CFTC com leituras comparáveis de base da CME, taxa de financiamento da Coinbase e fluxos de ETFs no mesmo período. Até lá, o descompasso mostra onde está a maior exposição em derivativos de Bitcoin, mas não se ela representa uma aposta descoberta ou uma posição de hedge, nem qual direção um eventual ajuste tomará.

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IBIT responde por 95% das entradas em ETFs de Bitcoin

Ilustração editorial mostra o IBIT concentrando a maior parte das entradas em ETFs de Bitcoin

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Os ETFs spot de Bitcoin listados nos Estados Unidos registraram US$ 216,7 milhões em entradas líquidas na segunda-feira, revertendo os US$ 201,8 milhões em saídas registradas na sexta-feira anterior, segundo dados da SoSoValue. O movimento foi dominado quase inteiramente pela BlackRock, enquanto o Bitcoin era negociado perto de US$ 78.700, com alta aproximada de 1,5% em 24 horas, de acordo com o CoinGecko.

BlackRock concentra a recuperação dos ETFs de Bitcoin

As saídas de sexta-feira haviam encerrado uma sequência de nove sessões consecutivas que somou mais de US$ 3 bilhões em entradas para os fundos. A recuperação de segunda-feira, portanto, funciona como reversão pontual dentro desse ciclo mais amplo, não necessariamente como retomada garantida da tendência anterior.

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O IBIT, ETF de Bitcoin da BlackRock, recebeu US$ 205,9 milhões, o equivalente a cerca de 95% do total da categoria naquele dia, segundo a Farside Investors. Como já discutido em análise anterior no CriptoFácil sobre o papel do IBIT na atração de capital institucional, o fundo segue como o principal canal de entrada de capital institucional para o Bitcoin entre os produtos negociados em bolsa nos EUA.

BlackRock corporate logo mounted on the silver metallic facade of an office building entrance

Os demais fundos tiveram participação bem menor: o FBTC, da Fidelity, somou US$ 6,9 milhões; o BITB, da Bitwise, US$ 4,3 milhões; o Bitcoin Trust da Morgan Stanley, US$ 3,6 milhões; e o Grayscale Bitcoin Mini Trust, US$ 9,4 milhões. O HODL, da VanEck, foi o único fundo com saída líquida, de US$ 13,4 milhões, enquanto os demais produtos não reportaram fluxos no dia.

ETFs de Ether, XRP e Solana mantêm sequência positiva

Os ETFs de Ether atraíram US$ 87,7 milhões na segunda-feira, chegando à 11ª sessão consecutiva de entradas líquidas. O ETHA, da BlackRock, liderou esse fluxo com US$ 59,9 milhões, seguido pelo Grayscale Ethereum Mini Trust, com US$ 13,5 milhões, e pelo Ethereum Fund da Fidelity, com US$ 9,3 milhões, segundo a Farside Investors.

Close-up of a gold Ethereum cryptocurrency coin resting against a background of a financial trading chart.

Os ETFs de XRP somaram US$ 5,64 milhões e alcançaram a 10ª sessão positiva consecutiva, com entradas registradas em todas as sessões de negociação dos EUA desde 18 de agosto, segundo a SoSoValue. Os ETFs de Solana também completaram a 10ª sessão positiva seguida, mas com fluxo bem mais fraco: US$ 925.010, ante US$ 18,1 milhões na sexta-feira, o menor volume diário da sequência atual.

O que os fluxos indicam para o mercado

O dado de segunda-feira mostra recuperação após a saída pontual de sexta-feira, mas isoladamente não comprova uma nova fase prolongada de acumulação institucional. A concentração de cerca de 95% das entradas de Bitcoin em um único fundo é, no momento, o traço mais evidente do dia – mais do que qualquer sinal definitivo sobre demanda estrutural do mercado como um todo.

A continuidade das entradas em Ether, XRP e Solana amplia o quadro de fluxos positivos entre diferentes criptoativos listados em bolsa, mas cada série mantém dinâmica própria, com volumes e liderança de fundos distintos. Como mostrado em cobertura anterior do CriptoFácil sobre a atuação da BlackRock em movimentos de queda do Bitcoin, a gestora tem aparecido de forma recorrente nos dois lados dos fluxos – tanto em compras quanto em resgates -, o que reforça a necessidade de acompanhar os dados sessão a sessão antes de tirar conclusões sobre tendência.

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Fluxos de ETFs não bastam para tirar Bitcoin da pressão

Bitcoin faces price resistance despite strong ETF inflows

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Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos registraram US$ 924 milhões em entradas líquidas entre 24 e 28 de agosto, segundo dados da SoSoValue citados pela BeInCrypto. Mesmo com a captação, o Bitcoin permaneceu abaixo de US$ 80 mil durante o período.

Bitcoin fica abaixo de US$ 80 mil apesar das entradas nos ETFs

O iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, liderou os fluxos semanais, com US$ 938 milhões em entradas, de acordo com a mesma base de dados. Segundo a reportagem da BeInCrypto, a estagnação do preço esteve ligada principalmente ao cenário para os juros nos Estados Unidos.

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Kevin Warsh fez um discurso de tom hawkish no simpósio econômico de Jackson Hole em 28 de agosto. Ele apontou a inflação como preocupação maior do que o mercado de trabalho e não descartou uma alta de juros. Nas horas seguintes, o Bitcoin recuou de cerca de US$ 79.500 para menos de US$ 77.000, enquanto traders passaram a precificar chances maiores de elevação dos juros na reunião de setembro do Federal Reserve.

Kevin Warsh wearing a dark blue suit and light blue tie, gesturing while walking outdoors with two men.
Kevin Warsh appearing at an event in a professional setting.

A sequência de nove dias consecutivos de entradas em ETFs de Bitcoin terminou em 28 de agosto, quando os fundos registraram saída líquida de US$ 201,81 milhões. Ainda assim, agosto foi o mês mais forte de 2026 para esses produtos, com mais de US$ 3 bilhões em entradas líquidas acumuladas.

A barreira técnica que mantém o BTC sob pressão

Além do cenário macroeconômico, o Bitcoin enfrenta um obstáculo técnico de longo prazo. A empresa de análise on-chain CryptoQuant relaciona a confirmação de um mercado de alta à média móvel de 365 dias do Bitcoin, próxima de US$ 83 mil.

O BTC falhou repetidamente em fechar acima desse nível, mesmo após a recuperação desde a faixa de meados de US$ 60 mil. De acordo com o material original, um fechamento acima da média móvel de 365 dias ajudaria a confirmar o rompimento.

O que os fluxos significam para o mercado

Os dados indicam que entradas elevadas em ETFs não garantem, por si só, um rompimento imediato do preço. No mesmo intervalo, os ETFs spot de Ether receberam US$ 824 milhões, com o fundo ETHA, da BlackRock, liderando a categoria e estendendo sua sequência de entradas para 10 dias de negociação.

Financial dashboard showing an Ethereum ETF price chart and a detailed tracker table of various ETH ETFs.
A comparative display of Ethereum ETF trading data, including price charts and fund volume tracking.

Os dois produtos atraíram forte demanda institucional, enquanto o Bitcoin teve dificuldade para sustentar seus ganhos recentes. Segundo a BeInCrypto, a capacidade de o BTC transformar a renovada demanda por ETFs em um rompimento decisivo acima de US$ 80 mil pode depender dos próximos movimentos do Federal Reserve e de um fechamento acima da média móvel de 365 dias. A análise completa está disponível no artigo original da BeInCrypto.

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puts-superam-calls-vencimento-bitcoin

Puts superam calls enquanto vencimento de Bitcoin se aproxima

Editorial illustration of Bitcoin options flows and a September expiration level with defensive puts in focus

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O Bitcoin era negociado a US$ 78.183, com variação de +0,01% no snapshot mais recente, enquanto o preço à vista marcava US$ 78.425 às 19h (horário da Costa Leste) do dia 30 de agosto. No mesmo intervalo, o open interest agregado dos futuros somava US$ 54,82 bilhões e o volume de opções negociado nas últimas 24 horas mostrava as puts superando as calls, com 54,49% contra 45,51% do total.

Contexto do movimento

Operadores de derivativos levam para setembro uma carteira volumosa: US$ 54,82 bilhões em posições abertas de futuros, segundo dados da Coinglass. O open interest agregado recuou 0,26% em uma hora e 0,38% em quatro horas, mas ainda assim permaneceu 1,15% mais alto em relação ao dia anterior.

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Essa combinação – leve retração de curto prazo sobre uma base ainda crescente – sugere redução gradual de exposição, não uma corrida generalizada para sair do mercado. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a retração do open interest em junho, movimentos de queda no volume aberto costumam preceder períodos de menor alavancagem, e não necessariamente reversões de preço.

No mercado de opções, o quadro é semelhante: o open interest total subiu para cerca de US$ 44 bilhões neste fim de semana, recuperação acentuada frente aos cerca de US$ 25 bilhões registrados no início de agosto. Os vencimentos de setembro estão bastante concentrados, e os níveis de max-pain – o preço em que o maior número de contratos expira sem valor – ficam, em sua maioria, abaixo da faixa atual de negociação.

Posicionamento em futuros e opções

Nas principais plataformas de futuros, 695.020 BTC em posições abertas equivalem aos US$ 54,82 bilhões monitorados pela Coinglass. A Binance lidera o grupo com 142.500 BTC, ou US$ 11,24 bilhões, representando 20,5% do volume aberto rastreado.

A laptop and smartphone displaying the Binance options trading interface with candlestick charts and order books.

A CME vem em seguida, com 116.040 BTC (US$ 9,15 bilhões) e participação de 16,69% – presença relevante porque funciona como indicador direto de posicionamento institucional. Completam o ranking a MEXC (US$ 5,01 bilhões), a Bybit (US$ 4,58 bilhões), a Gate (US$ 4,57 bilhões), a OKX (US$ 2,79 bilhões), a Bitget (US$ 2,16 bilhões) e a KuCoin (US$ 1,62 bilhão).

A maioria das grandes corretoras registrou queda no open interest nas últimas quatro horas do fim de semana, enquanto a BingX saltou 34,50% e a Bitunix subiu cerca de 1,29% – sinal de que nem todos os participantes seguiram o movimento de redução de exposição observado no restante do mercado. Como discutimos ao analisar o comportamento defensivo em futuros de altcoins na Binance, divergências pontuais entre corretoras costumam refletir fluxo institucional isolado, não uma mudança estrutural de apetite por risco.

No mercado de opções, a fotografia agregada favorece claramente os otimistas: 288.409,93 BTC em calls contra 185.234,42 BTC em puts, ou 60,89% contra 39,11% do open interest total, segundo dados da Coinglass. O volume das últimas 24 horas, no entanto, inverte essa leitura: 12.380,77 BTC em puts negociadas contra 10.339,78 BTC em calls, deixando a proteção defensiva à frente do posicionamento direcional recente.

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Max-pain e vencimento de setembro

Dados da Deribit, da Binance e da OKX apontam o max-pain do vencimento de 25 de setembro entre US$ 70 mil e US$ 73 mil – faixa abaixo dos US$ 78.425 registrados no spot às 19h de 30 de agosto. Essa distância entre o preço de mercado e o ponto de menor dor para os vendedores de opções coloca o risco de queda em foco conforme a data se aproxima.

Screenshot of the Deribit trading platform showing BTC-PERPETUAL price charts and order books.
The Deribit interface providing real-time data and trading tools for cryptocurrency derivatives.

Como já havíamos detalhado no CriptoFácil ao cobrir o comportamento de vencimentos concentrados na Deribit, quando o max-pain fica distante do preço à vista, ajustes de posição tendem a se intensificar nos dias que antecedem a expiração, empurrando o preço na direção do nível de equilíbrio dos contratos. Análises adicionais de mercado sobre a concentração específica do vencimento de 25 de setembro circulam entre plataformas de derivativos, mas esses números não constam na base de dados primária consultada aqui e exigem verificação independente antes de qualquer conclusão mais firme.

Pontos de atenção

O contraste entre uma base de open interest majoritariamente otimista e um fluxo recente de proteção via puts é o principal ponto a monitorar até 25 de setembro. Ajustes de posição às vésperas do vencimento tendem a ampliar a volatilidade de curto prazo, especialmente com o open interest dos futuros ainda elevado após a recuperação da faixa de US$ 40 bilhões registrada em junho para os atuais US$ 54,82 bilhões.

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Vale observar também que a alavancagem voltou ao mercado junto com a recuperação do preço acima de US$ 81.000 nas últimas semanas, deixando um volume maior de capital exposto caso a volatilidade retorne de forma abrupta. Se o volume de puts continuar superando o de calls nos próximos pregões, isso reforçaria a leitura defensiva atual – sem que isso, por si só, determine a direção do preço no vencimento.

Eventos macroeconômicos de setembro, como dados de inflação e a próxima decisão do Federal Reserve, aparecem apenas em análises de mercado paralelas e não foram confirmados pela base de dados de derivativos consultada nesta reportagem. Até que novos números de open interest e max-pain sejam publicados nas próximas semanas, a leitura mais sólida continua sendo a divergência entre uma carteira estrutural de calls e um fluxo tático de proteção.

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Entradas em ETFs mantêm Ethereum acima de US$ 2.400

Ethereum token supported by orange institutional fund flows in a clean crypto market illustration

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O Ethereum (ETH) era negociado a US$ 2.485,53 (aproximadamente R$ 14.416, ao câmbio de R$ 5,80) na manhã de 28 de agosto, segundo dados da Coingecko, após ter tocado cerca de US$ 2.555 (R$ 14.819) nas 24 horas anteriores. A queda de 0,1% no dia não altera o quadro maior: o token acumula alta de 6,2% em sete dias e 32,1% em 14 dias, sustentado por uma sequência de entradas em ETFs spot de Ethereum nos EUA.

Ethereum testa US$ 2.500 enquanto ETFs sustentam a demanda

Os fundos negociados em bolsa que replicam o preço à vista do ETH registraram na quarta-feira a oitava sessão consecutiva de entradas líquidas, segundo dados da SoSoValue, com aproximadamente US$ 192 milhões (R$ 1,11 bilhão) adicionados no dia e a sequência total superando US$ 1 bilhão (R$ 5,8 bilhões). Essa demanda institucional surgiu depois de uma recuperação de mais de 30% desde níveis próximos de US$ 1.800 (R$ 10.440) no início de agosto.

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A gold Ethereum cryptocurrency coin centered against a blurred background of red and green trading charts.

O ETH chegou a US$ 2.545 (R$ 14.761) em 21 de agosto, mas cada tentativa de se firmar entre US$ 2.500 e US$ 2.550 (R$ 14.500 a R$ 14.790) atraiu realização de lucros, especialmente de quem comprou durante a queda de agosto e já acumula ganhos relevantes. No mercado de futuros, cerca de 500.000 ETH em posições em aberto foram removidos durante a semana, reduzindo parte das compras forçadas do rali inicial, embora taxas de financiamento positivas ainda indicassem posicionamento alavancado comprado. Como analisado anteriormente no CriptoFácil ao cobrir as entradas em ETFs de Ethereum e a resistência em US$ 2.500, essa faixa de preço já se mostrava um obstáculo técnico recorrente meses antes do movimento atual.

Níveis técnicos definem o próximo movimento do ETH

No gráfico diário, o ETH permanece acima das quatro principais médias móveis exponenciais: EMA de 20 dias em US$ 2.248 (R$ 13.038), EMA de 200 dias em US$ 2.154 (R$ 12.493), EMA de 50 dias em US$ 2.061 (R$ 11.954) e EMA de 100 dias em US$ 2.014 (R$ 11.681). O Chaikin Money Flow segue positivo em 0,22, indicando pressão compradora ainda ativa.

Close-up of a trading screen showing a BTCUSDT cryptocurrency price chart with green and red candlesticks
Photo by Rafael Minguet Delgado on Pexels

No gráfico de quatro horas, a linha média do Canal de Keltner está perto de US$ 2.480 (R$ 14.384), com limite superior em US$ 2.561 (R$ 14.854) e inferior próximo de US$ 2.399 (R$ 13.914). Um rompimento limpo de US$ 2.555 (R$ 14.819) poderia abrir caminho para US$ 2.561 e, depois, para a liquidez entre US$ 2.575 e US$ 2.600 (R$ 14.935 a R$ 15.080). Já a perda de US$ 2.480 colocaria em foco o cluster entre US$ 2.460 e US$ 2.475 (R$ 14.268 a R$ 14.355), seguido pelas zonas de US$ 2.430 a US$ 2.450 (R$ 14.094 a R$ 14.210) e, em caso de correção mais forte, próximo de US$ 2.399. O On-Balance Volume de quatro horas segue acima dos níveis anteriores ao rali de agosto, mas se estabilizou durante a consolidação recente – um sinal de que o fôlego comprador ainda não se renovou. Essa mesma dinâmica de suporte e resistência foi detalhada em cobertura anterior sobre os níveis técnicos que separam o ETH do alvo de US$ 2.500.

O que observar nos fluxos e no ambiente macro

A rejeição repetida da faixa entre US$ 2.500 e US$ 2.550 não coincidiu com um colapso da demanda institucional – a sequência de entradas nos ETFs continuou mesmo com o preço travado na resistência. O principal risco para a tese de alta é a estagnação ou reversão desses fluxos enquanto o ETH permanece abaixo de US$ 2.500-2.555, o que removeria a principal fonte de demanda marginal do ativo, tema já explorado na análise sobre os fluxos combinados de ETFs de Bitcoin e Ethereum.

No pano de fundo macro, o Bitcoin subiu acima de US$ 80.000 (R$ 464.000), mas sua própria oscilação entre US$ 78.000 e US$ 81.000 (R$ 452.400 a R$ 469.800) impediu um avanço sustentado de todo o mercado cripto. Investidores também monitoravam o discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em Jackson Hole no dia 28 de agosto, depois que a inflação PCE headline de julho atingiu 3,7% ao ano, o núcleo ficou em 3,3% e o rendimento do Treasury de dez anos permaneceu perto de 4,65%.

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Bitmine compra 42 mil ETH em seis dias e amplia exposição

Ethereum tokens arranged to represent Bitmine’s rapid institutional accumulation and growing exposure

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A Bitmine Immersion Technologies, empresa de tesouraria de ativos digitais presidida por Tom Lee, comprou 9.926 ETH por cerca de US$ 19 milhões em 17 de agosto e, seis dias depois, adquiriu mais 32.447 ETH, somando 42.373 tokens no período. A sequência ocorre enquanto o ether acumulava alta de 28% nos 30 dias encerrados em 27 de agosto, em uma reversão após meses de fraqueza, segundo o Motley Fool.

A empresa compra Ethereum semanalmente há 14 meses, segundo o Motley Fool. O ritmo recente reacende o debate sobre a demanda institucional pelo ativo, sem configurar recomendação de compra.

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Close-up of a gold Ethereum coin featuring the octahedron logo against a blurred red and green trading chart

Bitmine acelera compras de Ethereum

O modelo de negócio da Bitmine é simples de descrever e difícil de sustentar: emitir novas ações, usar o capital captado para comprar mais ETH e repetir o ciclo. A continuidade depende de a ação negociar acima do valor dos ativos que respaldam cada papel, condição que a fonte classifica como uma suposição grande e insegura.

Desde julho, a Bitmine recomprou 20,8 milhões de ações próprias, movimento que ajuda a equilibrar o lado da emissão. Ainda assim, a empresa está no vermelho em seu estoque: pagou US$ 19,1 bilhões pelo ETH acumulado, que valia US$ 10,9 bilhões em 31 de maio. Segundo a fonte, a Bitmine controla quase 5% da oferta de Ethereum.

O que a estratégia significa para o investidor

O ponto central é que investidores individuais não têm como replicar esse mecanismo. A Bitmine financia novas compras com a venda de ações no mercado, e o volume que consegue levantar depende diretamente do preço que os investidores aceitam pagar por esses papéis, algo fora do alcance de quem apenas compra ETH à vista.

A professional trading workstation with multiple monitors displaying colorful candlestick charts and stock data

Há também um efeito de concentração. Segundo o Motley Fool, como a Bitmine controla quase 5% da oferta do ativo, a parcela sob seu controle não seria vendida para pressionar os preços. Isso é uma característica do modelo descrito pela fonte, não uma garantia de valorização do Ethereum.

Segundo o Motley Fool, a tokenização de ativos e o staking são tendências que podem favorecer o Ethereum. A fonte afirma que a rede já é o maior ambiente para essas atividades e que poderia capturar parte do valor gerado por meio de taxas de transação ou outros mecanismos do ecossistema. Para o investidor, esse cenário não elimina os riscos associados ao ativo nem transforma a estratégia da Bitmine em um modelo replicável no varejo.

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Entradas em ETFs de XRP batem recorde de US$ 1,55 bilhão

XRP coin beside rising institutional ETF investment flows in an editorial crypto illustration

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Os ETFs spot de XRP registraram US$ 39,78 milhões (aproximadamente R$ 230,72 milhões ao câmbio de R$ 5,80) em entradas líquidas na terceira semana de agosto, a melhor performance semanal desde maio, segundo dados da SoSoValue. O fluxo acompanhou uma disparada de 70% no preço do token, que saiu do suporte em US$ 1,00 (R$ 5,80) e chegou a US$ 1,70 (R$ 9,86) antes de recuar.

ETFs de XRP retomam entradas e atingem recorde acumulado

Depois de um trecho fraco em que sete dos primeiros onze pregões de agosto não registraram nenhuma entrada líquida, os investidores voltaram aos fundos em 18 de agosto com US$ 5,81 milhões (R$ 33,68 milhões), a maior captação diária do mês até aquele ponto. Na quarta-feira seguinte entraram apenas US$ 2,35 milhões (R$ 13,63 milhões), mesmo com o anúncio de uma guinada monetária do Tesouro dos EUA e uma cúpula cripto na Casa Branca hospedada por Trump – catalisadores que, segundo o material original, impulsionaram Bitcoin e Ethereum com mais força imediata do que o XRP.

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O ritmo acelerou na quinta-feira, com US$ 13,24 milhões (R$ 76,79 milhões), e disparou na sexta-feira para US$ 18,38 milhões (R$ 106,60 milhões), o melhor dia para os fundos desde 14 de maio. Com isso, o total acumulado de entradas líquidas desde o lançamento bateu recorde histórico de US$ 1,55 bilhão (R$ 8,99 bilhões).

Entre os emissores, a Bitwise segue na liderança com US$ 542,69 milhões (R$ 3,15 bilhões) em entradas acumuladas, seguida pelo XRPC da Canary Capital, com US$ 468,12 milhões (R$ 2,72 bilhões), e pelo XRPZ da Franklin, com US$ 434,16 milhões (R$ 2,52 bilhões). Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a exposição institucional do Goldman Sachs a ETFs de XRP, a concentração de capital em poucos emissores grandes tem sido uma característica constante desde os primeiros meses de negociação. O tema também aparece na cobertura sobre a maior sequência de ganhos dos ETFs de XRP em 2026, que ajuda a situar esse recorde dentro de um padrão mais amplo de recuperação de fluxos ao longo do ano.

The Bitwise logo in black serif font on a white background.

Alta do XRP testa resistência após reação dos fundos

Uma vez que o preço reagiu, o movimento foi rápido: após defender o suporte de US$ 1,00 (R$ 5,80), o XRP subiu 70% em menos de 72 horas, alcançando US$ 1,70 (R$ 9,86) na manhã de sábado antes de encontrar rejeição. Vendedores empurraram a cotação de volta a US$ 1,42 (R$ 8,24), apagando boa parte dos ganhos do fim de semana em poucas horas.

XRPUSD price chart showing a parabolic curve pattern with buy and sell zones marked.
Technical analysis chart of XRPUSD illustrating the parabolic curve pattern.

Compradores retomaram posição pouco depois, e o token operava perto de US$ 1,50 (R$ 8,70) no momento da redação do material original – ainda bem acima do patamar do início da semana. A faixa entre US$ 1,65 e US$ 1,70 (R$ 9,57 a R$ 9,86) segue como a resistência que já barrou múltiplas tentativas de rally nos últimos meses, e o texto-fonte não atribui essa alta diretamente aos fluxos dos ETFs, tratando os dois movimentos como paralelos.

O que os fluxos significam para a continuidade do ciclo

O recorde de US$ 1,55 bilhão confirma demanda institucional específica por exposição regulada ao XRP, mas o material primário não estabelece relação de causa entre as entradas e a alta de preço – os dois eventos aparecem de forma simultânea, não necessariamente conectada. A continuidade do movimento, segundo o enquadramento da reportagem original, depende de o token romper de forma decisiva a faixa de US$ 1,65 a US$ 1,70.

Pesquisas complementares sobre o histórico dos fundos, como as compiladas pela TheStreet Crypto e pelo Gate.com, sugerem que ciclos anteriores de recuperação de fluxos – como o registrado em abril de 2026 – também vieram após períodos de estagnação, o que reforça a leitura de capital institucional que aproveita quedas para aumentar posição via ETFs. Ainda assim, essa é uma hipótese de contexto, não um fato comprovado pelo artigo-base, e o mercado só terá resposta mais clara quando o XRP testar novamente o teto técnico. Para entender como esses fluxos já vinham se refletindo no preço nas semanas anteriores, vale revisitar a análise sobre a relação entre entradas em ETFs e o comportamento recente do preço do XRP.

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