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Golpe simula falha em chips STM32 para atingir usuários da Trezor

Hardware wallet beside a deceptive phishing warning symbol in a cybersecurity scene

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A Trezor confirmou nesta semana que um provedor terceirizado de e-mail utilizado pela empresa foi invadido e usado para disparar uma campanha de phishing com o título “Critical Security Alert: STM32 Entropy Vulnerability”. A fabricante de carteiras de hardware classificou a mensagem como fraudulenta e orientou os usuários a não clicarem em nenhum link contido nela, segundo comunicado publicado no X.

Alerta de phishing usa falsa vulnerabilidade de hardware

O e-mail falso alegava que engenheiros da própria Trezor teriam descoberto uma vulnerabilidade crítica nos microcontroladores STM32, usados em seus dispositivos, capaz de reduzir a aleatoriedade – ou entropia – na geração de frases de recuperação. A mensagem chegava a afirmar que aproximadamente um em cada quatro dispositivos estaria afetado, número que pertence exclusivamente ao texto fraudulento e não corresponde a nenhuma vulnerabilidade confirmada pela empresa.

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Segundo a Trezor, o domínio usado no ataque já foi derrubado, e a empresa investiga como os invasores conseguiram acesso ao provedor legítimo de e-mail. O alerta oficial da companhia veio horas depois de usuários relatarem ter recebido a mensagem a partir do que parecia ser um endereço autêntico da marca – reforçando o risco de que canais aparentemente oficiais sejam usados como vetor de golpe.

O que disseram Trezor e pesquisadores

Nick Neuman, cofundador e CEO da Casa, disse que a campanha provavelmente decorre do comprometimento de um provedor de e-mail de marketing e afirmou ter recebido relatos semelhantes de usuários da BitBox, outra fabricante de carteiras de hardware. Em publicação no X, Neuman escreveu: “It’s likely that a marketing email provider was compromised. Stay frosty and don’t trust provider emails that try to get you to take actions via sketchy looking links.”

Jameson Lopp, pesquisador de segurança e CSO da Casa, também alertou que os provedores usados por Trezor e BitBox podem ter sido comprometidos, embora essa hipótese ainda não represente uma confirmação definitiva por parte das próprias empresas afetadas, segundo reportagem da Decrypt.

Pontos principais para os usuários

  • NÃO CLICAR: e-mails com o assunto “Critical Security Alert: STM32 Entropy Vulnerability” não são oficiais e não devem ser abertos ou seguidos.
  • SEM ATUALIZAÇÃO REAL: não existe nenhuma atualização de segurança legítima associada a essa mensagem – a alegação de falha de entropia é falsa.
  • DOMÍNIO DERRUBADO: a Trezor confirmou a remoção do domínio usado no ataque, mas a investigação sobre a origem do acesso segue em curso.
  • RISCO AMPLIADO: pesquisadores apontam que usuários da BitBox também podem ter sido alvo, embora a extensão total da campanha ainda não esteja determinada.

O que o caso significa para usuários de carteiras

O episódio mostra que um e-mail enviado por infraestrutura aparentemente legítima ainda pode servir de veículo para phishing, o que reforça a necessidade de conferir qualquer alerta de segurança diretamente nos canais oficiais da empresa antes de agir. A fonte confirma a recomendação de não clicar em links suspeitos, sem registrar nesta campanha um pedido específico de frase de recuperação.

Em agosto, a Trezor e a fabricante Foundation já haviam alertado sobre tentativas de phishing que exploravam o medo em torno da segurança de carteiras de hardware, segundo a Decrypt. No mesmo mês, a empresa informou que um incidente na ShipMonk, parceira de logística, expôs dados de 80.689 pessoas – nomes, e-mails, telefones e endereços de entrega – e alertou que essas informações poderiam alimentar golpes de phishing mais sofisticados, como detalhou o CriptoFácil ao cobrir o vazamento de dados de clientes da Trezor nos EUA.

A própria mensagem fraudulenta explorava o temor gerado por um exploit recente envolvendo a carteira Coldcard, que teria causado perdas superiores a US$ 130 milhões (aproximadamente R$ 754 milhões ao câmbio de R$ 5,80), segundo a Decrypt – um contexto usado pelos golpistas para dar credibilidade à falsa alegação sobre a Trezor, conforme também noticiado pelo BeInCrypto.

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ETFs de Bitcoin retomam força com IBIT na liderança

Bitcoin ETF inflows represented by a dominant institutional fund receiving renewed investment flows

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Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos registraram US$ 731 milhões em entradas líquidas no dia 3 de setembro de 2026, segundo dados divulgados pelo Crypto Briefing. O montante representou a maior captação diária desde meados de janeiro daquele ano. Embora a manchete da publicação mencione US$ 643 milhões, o texto da reportagem informa US$ 731 milhões como o total de entradas líquidas da sessão.

O movimento ocorreu em um período de recuperação dos fluxos para os fundos negociados em bolsa ligados ao Bitcoin. No momento do avanço das entradas, o Bitcoin era negociado perto de US$ 80.000, segundo a fonte. Esse patamar serve como referência para o contexto de mercado em que os aportes foram registrados.

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Concentração em IBIT e o quadro semanal

O iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, captou aproximadamente US$ 454 milhões no dia 3 de setembro. O FBTC, da Fidelity, e o ARKB, da ARK 21Shares, também contribuíram para as entradas, embora a fonte não informe os valores individuais desses dois produtos.

Segundo o Crypto Briefing, o fluxo diário não ocorreu de forma isolada. Na semana encerrada em 4 de setembro, os ETFs spot de Bitcoin dos Estados Unidos acumularam aproximadamente US$ 987 milhões em entradas líquidas. O dado semanal sugere que a sessão de 3 de setembro fez parte de uma onda mais ampla de compras nos fundos.

O IBIT aparece como o principal destino dos novos recursos na sessão analisada. A fonte descreve o produto como um veículo usado por grandes alocadores que buscam exposição ao Bitcoin sem a complexidade operacional da custódia direta do ativo. Nesse contexto, a captação do fundo da BlackRock concentrou a maior parcela dos aportes reportados para o dia.

Números que resumem o movimento

  • ENTRADA DIÁRIA – 3 de setembro: US$ 731 milhões em entradas líquidas, maior volume diário desde meados de janeiro de 2026, segundo o Crypto Briefing.
  • IBIT: aproximadamente US$ 454 milhões em entradas no fundo da BlackRock.
  • FLUXO SEMANAL – até 4 de setembro: cerca de US$ 987 milhões em entradas líquidas na semana.
  • AGOSTO DE 2026: aproximadamente US$ 3,5 bilhões em entradas mensais, o melhor resultado desde setembro de 2025.
  • ACUMULADO DESDE JANEIRO DE 2024: mais de US$ 55 bilhões em entradas líquidas nos ETFs spot de Bitcoin dos Estados Unidos.

O desempenho de agosto já havia destacado a retomada dos fluxos. Com cerca de US$ 3,5 bilhões em entradas no mês, os ETFs registraram seu resultado mensal mais forte desde setembro de 2025. Antes da alta mais recente, os dias de maior entrada em janeiro de 2026 haviam registrado volumes entre US$ 697 milhões e US$ 760 milhões, faixa que oferece contexto para o resultado de 3 de setembro.

Como contraste, o mercado também registrou uma saída recorde de US$ 3,4 bilhões no início de junho de 2026. A diferença entre esse episódio e a recuperação posterior ilustra a variação dos fluxos nos produtos. Desde o lançamento coletivo dos ETFs spot, em janeiro de 2024, as entradas líquidas acumuladas já superaram US$ 55 bilhões.

Contexto macro: o papel do Fed

O Crypto Briefing atribuiu um papel catalisador à onda recente de compras a comentários de viés dovish do governador do Federal Reserve Christopher Waller. A publicação relaciona a reação à perspectiva de uma política monetária mais frouxa, cenário em que ativos de risco tendem a se beneficiar.

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Segundo a explicação apresentada pela fonte, taxas mais baixas reduzem o custo de oportunidade de manter ativos sem rendimento, como o Bitcoin. A publicação também aponta que um dólar mais fraco pode tornar ativos denominados na moeda americana mais atraentes para compradores internacionais. Esses fatores foram citados como parte do contexto para as entradas observadas nos ETFs spot de Bitcoin.

O resultado de 3 de setembro, a concentração de recursos no IBIT e o fluxo semanal de US$ 987 milhões formam o quadro descrito pelo Crypto Briefing: uma recuperação dos aportes após meses marcados por movimentos relevantes tanto de entrada quanto de saída nos fundos.

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ETF de Zcash supera US$ 500 milhões e atrai capital

Moeda dourada inspirada no Zcash recebendo fluxo de capital em uma estrutura institucional limpa

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O Bitcoin caiu para US$ 77.666 (aproximadamente R$ 450.463 ao câmbio de R$ 5,80) na terça-feira, antes de recuperar terreno e chegar perto de US$ 78.900 (cerca de R$ 457.620) durante a manhã asiática de quarta-feira, segundo dados da CoinDesk. O movimento deixou o ativo praticamente estável em 24 horas e com alta de pouco menos de 2% na semana – enquanto o fluxo de capital migrou para o Zcash, que avançou cerca de 43% no acumulado semanal.

Bitcoin recua, enquanto Zcash concentra o fluxo de atenção

A Grayscale informou que seu ETF de Zcash, negociado sob o ticker ZCSH, ultrapassou US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões) em ativos sob gestão duas semanas após sua estreia na NYSE Arca, em 25 de agosto. O fundo acumulou mais de US$ 70 milhões (cerca de R$ 406 milhões) em captações líquidas desde o lançamento, além de um aporte de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 580 milhões) da DCG International Investments.

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O ETF já detém mais de 550.000 ZEC, o equivalente a cerca de 3% da oferta circulante de 16,9 milhões de tokens do ativo. O ZEC foi negociado acima de US$ 1.180 (aproximadamente R$ 6.844) no dia, alta superior a 4%, com cerca de US$ 1 bilhão (perto de R$ 5,8 bilhões) em volume nas últimas 24 horas e valor de mercado próximo de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 116 bilhões) – o suficiente para colocá-lo entre os dez maiores ativos digitais na semana. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir o interesse crescente por um ETF de Zcash, o movimento de preço já vinha acompanhando expectativas em torno da estrutura institucional do fundo.

A concentração de capital em torno do ZEC também levanta questões sobre alavancagem no mercado de altcoins, tema que o CriptoFácil já explorou ao analisar a concentração de open interest em torno de posições alavancadas.

Juros, inflação e petróleo limitam a recuperação

O mercado permanece atento aos dados de inflação e à decisão de juros do Federal Reserve, marcada para 15 e 16 de setembro. O petróleo Brent avançou em direção a US$ 100 o barril, enquanto o ouro se manteve perto de US$ 4.407 (aproximadamente R$ 25.560) a onça, cerca de 30% acima do valor registrado um ano antes.

Esses fatores mantiveram o rendimento do Treasury de 10 anos próximo de 4,8% e o de dois anos acima de 4,3%, com o mercado precificando cerca de 60% de probabilidade de alta de juros na próxima semana, segundo a ferramenta CME FedWatch. Dados on-chain sugerem que o Bitcoin enfrenta pressão vendedora perto do topo de sua faixa de negociação, entre aproximadamente US$ 77.200 e US$ 82.100 (entre R$ 447.760 e R$ 476.180). Os índices de preços ao produtor de quinta-feira e ao consumidor de sexta-feira são os últimos dados relevantes antes da reunião do FOMC.

“The tape is now trading rates rather than anything crypto-specific,” said Jasper De Maere, OTC trader at Wintermute. Segundo o profissional, o mercado de criptoativos passou a reagir muito mais ao ciclo de juros americano do que a catalisadores específicos do setor.

Declaração de mercado

“We expect some more volatility as we move into the back of this week as the final macro data comes in before the FED’s rate decision. $75,000 and $82,000 remain the levels into the 15-16 FOMC.” – Jasper De Maere, operador OTC da Wintermute, reforçou que esses dois patamares seguem como referência técnica até a decisão do banco central americano.

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Para acompanhar como esses níveis técnicos se conectam ao comportamento recente do preço, veja também a análise sobre suporte e resistência do Bitcoin publicada no CriptoFácil.

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XRP vira único destaque dos ETFs cripto nos EUA

Abstract XRP-inspired asset rising above subdued crypto ETF investments

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Os ETFs de XRP captaram cerca de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 11,6 milhões ao câmbio de R$ 5,80) na terça-feira, a única entrada relevante em todo o mercado de ETFs cripto dos EUA naquele pregão, segundo dados da SoSoValue. Enquanto isso, fundos de bitcoin, ether, Hyperliquid e solana registraram resgates líquidos, numa divergência que reforça a posição do XRP como o ativo em ascensão entre os produtos negociados em bolsa nos Estados Unidos.

Os cinco produtos de XRP acumulam agora US$ 1,69 bilhão (cerca de R$ 9,8 bilhões) em entradas líquidas desde o lançamento, com US$ 173 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão) apenas nos últimos 30 dias. Do outro lado da mesa, os ETFs spot de bitcoin dos EUA perderam cerca de US$ 47 milhões (por volta de R$ 272,6 milhões) no dia, com o GBTC da Grayscale respondendo sozinho por US$ 66 milhões (aproximadamente R$ 382,8 milhões) em resgates.

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Produtos concorrentes amenizaram parte do golpe: IBIT da BlackRock, BITB da Bitwise, ARKB da Ark/21Shares e MSBT da Morgan Stanley somaram juntos cerca de US$ 41 milhões (aproximadamente R$ 237,8 milhões) em captações, insuficientes para reverter o saldo negativo do complexo bitcoin. No lado do ether, os dois produtos da Grayscale perderam combinados US$ 34 milhões (cerca de R$ 197,2 milhões), enquanto o FETH da Fidelity recuou US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 58 milhões), deixando o complexo de ether com saída líquida de cerca de US$ 24 milhões (por volta de R$ 139,2 milhões). Todos os demais fundos de ether registraram fluxo zero no dia.

O que os dados revelam?

  • XRP – ‘Único ponto positivo’: quase US$ 2 milhões em entradas e US$ 1,69 bilhão em captações acumuladas nos cinco produtos.
  • Bitcoin – ‘Resgates concentrados’: cerca de US$ 47 milhões em saídas líquidas, com o GBTC sozinho contribuindo US$ 66 milhões em resgates.
  • Ether – ‘Grayscale pesa mais’: aproximadamente US$ 24 milhões em saídas líquidas no complexo.
  • Hyperliquid e Solana – ‘Perdas menores, mas presentes’: US$ 13 milhões e menos de US$ 1 milhão em saídas, respectivamente.
  • Patrimônio líquido dos ETFs de bitcoin – ‘Abaixo da marca psicológica’: fechamento em US$ 99,52 bilhões (aproximadamente R$ 577,2 bilhões), de volta abaixo do patamar de US$ 100 bilhões cruzado em 3 de setembro.

Por que a diferença de taxas importa

A fonte primária aponta que o GBTC cobra taxa de administração de 1,50%, contra 0,25% do IBIT – uma diferença que, segundo a própria reportagem, tem impulsionado a divisão de fluxos ao longo do ano. Vale observar essa comparação de taxas como contexto reportado, e não como causa comprovada de forma independente para os resgates específicos de terça-feira.

O recuo do patrimônio líquido dos ETFs de bitcoin para US$ 99,52 bilhões, abaixo do teto de US$ 100 bilhões atingido há apenas seis dias, sugere que o mercado segue sensível a movimentos pontuais de resgate por parte de veículos com estrutura de custo mais alta. A questão que fica para os próximos pregões é se os resgates do GBTC continuarão superando as entradas registradas em fundos concorrentes de menor taxa.

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Histórico do bitcoin recomenda cautela após o golden cross

Ilustração do bitcoin diante do cruzamento de médias móveis e de uma zona de resistência

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O bitcoin era negociado a US$ 78.650, em queda de 0,6% desde a meia-noite UTC, segundo dados da CoinDesk. No gráfico diário, a média móvel simples de 50 dias cruzou acima da média de 200 dias, formando o sinal técnico conhecido como golden cross.

O cruzamento é acompanhado pelo mercado por indicar que o momentum de curto prazo passou a superar a tendência de prazo mais longo. Embora essa configuração possa anteceder movimentos de alta sustentados, o histórico do bitcoin mostra que ela não deve ser interpretada isoladamente como uma garantia de continuidade.

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Leitura dos Indicadores Técnicos

O golden cross ocorre quando a média de preço de 50 dias se move acima da média de 200 dias. Em termos técnicos, o movimento sugere uma mudança na relação entre o desempenho recente do ativo e sua tendência mais ampla, abrindo espaço para uma leitura potencialmente positiva no longo prazo.

Os dados históricos apresentados pela CoinDesk, porém, recomendam cautela. Desde 2012, o bitcoin registrou essa configuração 12 vezes. Apenas três desses cruzamentos permaneceram válidos durante um ano completo e, nesses casos, o retorno médio ao longo de 12 meses foi de 250%.

Nas outras nove ocorrências mensuráveis, para as quais havia dados de três meses, o ganho médio foi de 24,9%. A diferença entre os dois grupos mostra que o sinal teve resultados bastante distintos ao longo da história do ativo. Segundo a apuração, o golden cross acionou armadilhas de alta prematuras três vezes mais frequentemente do que sustentou rallies de vários anos.

Por isso, o cruzamento recém-confirmado pode servir como uma referência de tendência, mas não elimina a necessidade de acompanhar o comportamento do preço. A leitura do indicador depende também de sua permanência no gráfico e da reação do bitcoin nas faixas técnicas próximas.

Níveis de Suporte e Resistência

Com o bitcoin negociado perto de US$ 79 mil, uma análise complementar publicada antes da confirmação do cruzamento apontava resistência nessa região. O texto observava que a área havia funcionado como resistência em maio e mencionava suporte aproximadamente nesses mesmos níveis em abril de 2025.

Nesse contexto, a faixa entre US$ 79.000 e US$ 80.000 merece atenção como zona próxima do preço. A proximidade do bitcoin com esse intervalo ajuda a explicar por que a confirmação do golden cross, por si só, não encerra a discussão técnica: a reação do ativo diante de uma área já observada pelo mercado pode influenciar a interpretação do movimento.

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Também é importante separar as referências. A reportagem principal da CoinDesk confirma o golden cross, informa a cotação de US$ 78.650 e apresenta o histórico estatístico do indicador, mas não estabelece alvos de preço, pontos de stop ou uma faixa específica de resistência. Já a referência à região dos US$ 79 mil vem da análise complementar e deve ser tratada como contexto técnico, não como consequência automática do cruzamento das médias.

Assim, os patamares próximos funcionam como áreas de observação. Eles não mudam a definição do golden cross nem asseguram que o sinal produzirá o mesmo resultado das raras ocorrências históricas que continuaram válidas por um ano.

Projeção e Alvo de Preço

A fonte primária não apresenta alvo numérico para o bitcoin após a formação do golden cross. Tampouco oferece um nível formal de invalidação para a leitura positiva. O dado central é que o sinal técnico está ativo, enquanto seu histórico no ativo permanece misto.

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Uma negociação sustentada acima da região de US$ 79 mil a US$ 80 mil poderia ser acompanhada como um elemento adicional de força técnica, pois colocaria o preço além de uma área identificada como resistência em análise complementar. Ainda assim, isso não transformaria o indicador em uma previsão de retorno nem permitiria inferir um objetivo de preço específico.

Da mesma forma, permanecer abaixo dessa faixa não autoriza concluir, por si só, que o golden cross foi invalidado. A evidência disponível não relaciona os 12 cruzamentos históricos a falhas ou rompimentos em US$ 80 mil. O histórico divulgado mede a duração dos sinais e os retornos observados, não o desempenho do bitcoin diante desse nível específico.

O ponto mais objetivo é que somente três das 12 formações anteriores permaneceram válidas por um ano inteiro. Nas nove ocorrências restantes com dados de três meses, o retorno médio de 24,9% foi bem mais modesto. Esses números reforçam que desempenhos passados do indicador não garantem resultados futuros.

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Pontos de Atenção

Nas próximas sessões, o acompanhamento pode se concentrar na relação entre o preço e as médias móveis de 50 e 200 dias, além da resposta do bitcoin à área próxima de US$ 79 mil. A manutenção do sinal no gráfico é relevante porque o golden cross representa uma condição técnica, e não uma confirmação definitiva de tendência.

O cenário atual reúne dois elementos: o cruzamento das médias foi confirmado e o ativo negociava a US$ 78.650 no momento citado pela CoinDesk. Ao mesmo tempo, o registro histórico do próprio indicador mostra uma taxa limitada de sinais que permaneceram válidos por um ano. Essa combinação sustenta uma leitura de atenção, sem converter o golden cross em recomendação automática de compra ou em promessa de alta prolongada.

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EIP-8141 separa assinatura e pagamento de gas no Ethereum

Ilustração conceitual da separação entre assinatura e pagamento de gas no Ethereum

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Uma nova proposta de melhoria do Ethereum, o EIP-8141, pode permitir que usuários paguem taxas de transação sem manter ETH na carteira, usando tokens como stablecoins ou deixando que o próprio aplicativo cubra o custo do gas em nome do usuário. A ideia ganhou atenção depois que o cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, comentou em sua conta no X que o desenvolvimento da proposta avançou de forma significativa nos últimos meses e recomendou a leitura da documentação técnica atualizada.

Ethereum avalia transações sem saldo de ETH para gas

O EIP-8141 continua em estágio de rascunho e não foi incluído no cronograma de nenhuma atualização específica da rede, segundo reportagem publicada pelo veículo Decrypt em 7 de setembro. Ainda assim, a proposta é apresentada como uma mudança capaz de reduzir uma das barreiras mais comuns de entrada para novos usuários de aplicativos e redes baseados em Ethereum: a necessidade de manter ETH só para movimentar outros ativos.

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Como funcionariam os Frames do EIP-8141

O núcleo técnico da proposta divide uma transação em até 64 frames, cada um processado como uma chamada comum de contrato inteligente. Um frame verifica a transação, outro aprova quem vai cobrir o gas, e os demais executam a ação que o usuário efetivamente deseja realizar. Com isso, a conta que assina a transação e a conta que paga por ela poderiam ser separadas.

Na prática, uma carteira que só tenha stablecoins poderia pagar taxas usando esses próprios tokens, enquanto um aplicativo ou operador de serviço poderia patrocinar o gas integralmente. Esse tipo de mudança busca reduzir o atrito para pessoas que desejam usar ativos na rede, mas não mantêm ETH para custear as taxas.

Contas de propriedade externa, ou EOAs, já existentes poderiam usar essas funções sem migrar para uma nova estrutura de carteira, por meio da definição de um default code. Um recurso adicional agrupa múltiplas ações em uma única transação, de forma que todas as etapas tenham sucesso ou falhem juntas. A função pode reduzir problemas como uma aprovação de token que permanece ativa depois que uma troca falha.

Um mecanismo semelhante de patrocínio de gas já existe via ERC-4337, mas depende de um mempool separado e do pagamento a bundlers terceirizados. O EIP-8141 foi desenhado para operar diretamente no mempool público do Ethereum, permitindo que os próprios nós identifiquem a etapa de verificação antes de aceitar a transação.

O que a proposta pode mudar nas carteiras e na segurança

Além do gas, a proposta prevê separar a chave ECDSA usada para contas e assinaturas, permitindo a substituição de chaves. Os desenvolvedores relacionam essa possibilidade à necessidade futura de assinaturas resistentes à computação quântica. O coautor Matt Garnett observou que essas assinaturas tendem a ser muito maiores que as atuais, o que pode exigir recursos como agregação de assinaturas para manter a rede eficiente.

Buterin também apontou para uma testnet executada no cliente Srex, combinando os frames com o mecanismo de resistência à censura conhecido como FOCIL. O objetivo declarado é permitir que protocolos de privacidade operem sem depender de relayers. Esse experimento técnico, porém, não equivale a aprovação, ativação em mainnet ou definição de cronograma.

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Por enquanto, o EIP-8141 segue como uma discussão de design em estágio de rascunho. Caso avance, seu alcance pode ir além da forma de pagar gas, envolvendo compatibilidade de carteiras, transações em lote e mudanças na estrutura de contas do Ethereum.

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ZEC concentra alavancagem com altcoins à frente do Bitcoin

Ilustração mostra altcoin à frente do Bitcoin e o risco de liquidações causado pela alavancagem concentrada

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O open interest agregado dos contratos perpétuos de altcoins superou o do Bitcoin nesta semana, pela primeira vez desde dezembro de 2024, segundo dados rastreados pela Coinalyze. O movimento marca uma mudança estrutural na forma como traders de derivativos distribuem alavancagem entre o Bitcoin e o restante do mercado. O Bitcoin (BTC) continuava negociado acima de US$ 80.000 (aproximadamente R$ 464.000 ao câmbio de R$ 5,80) no momento do crossover.

Altcoins assumem a liderança no open interest de perpetuals

Open interest mede o total de contratos de derivativos ainda em aberto – posições que os traders mantêm sem ter sido liquidadas ou fechadas. Quando esse número sobe em um ativo específico, indica que mais capital alavancado está exposto àquele mercado, seja para cima ou para baixo.

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O crossover atual ocorre junto com um salto na capitalização de mercado das altcoins fora das dez maiores criptomoedas, que superou US$ 200 bilhões (aproximadamente R$ 1,16 trilhão), alta de mais de 10% desde o início de setembro. Como o CriptoFácil já havia mapeado ao cobrir o aumento da participação das altcoins nos futuros da Binance, a rotação de apetite por risco para tokens menores não é um fenômeno isolado deste mês.

O fato de a capitalização das altcoins fora do top 10 também estar subindo sugere que o movimento não se limita ao mercado de derivativos – há indícios de compra no mercado à vista acompanhando a alavancagem crescente.

ZEC concentra exposição e aumenta o risco de liquidação

O exemplo mais evidente da concentração de alavancagem está na Zcash (ZEC). O open interest do token atingiu o recorde de US$ 2,4 bilhões (aproximadamente R$ 13,92 bilhões) no início de setembro, à medida que o preço rompeu a marca de US$ 1.000 (cerca de R$ 5.800).

Essa alta liquidou US$ 34 milhões (aproximadamente R$ 197,2 milhões) em posições vendidas de ZEC. Uma reversão em níveis de open interest tão elevados poderia atingir posições compradas com a mesma intensidade – o risco corre nos dois sentidos quando a alavancagem se acumula dessa forma.

Segundo análise citada pela Crypto Briefing, eventos de liquidação em cascata tendem a se intensificar quando o open interest agregado se aproxima de cerca de 4,42% da capitalização total do mercado – o ponto em que a exposição alavancada relativa ao valor subjacente se torna frágil o suficiente para que um movimento brusco de preço desmonte posições rapidamente. Como o CriptoFácil detalhou ao explicar a relação entre open interest, alavancagem e saturação do mercado de derivativos, esse tipo de limiar costuma antecipar picos de volatilidade.

O que o crossover pode significar para o investidor

A última vez em que o open interest de altcoins superou o do Bitcoin foi em dezembro de 2024. Na ocasião, o crossover foi seguido por correções fortes em diversos tokens de média capitalização, enquanto o Bitcoin permaneceu relativamente estável.

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Um trader identificado apenas como Ted comentou o potencial de desempenho superior das altcoins nesta fase, ao mesmo tempo em que sinalizou o perfil de risco elevado da configuração atual, sem detalhar posições específicas. O padrão histórico reforça que o flip de open interest não é, por si só, confirmação de uma altseason sustentada – é um indicador de onde a alavancagem está concentrada.

Para quem acompanha esses mercados a partir do Brasil, o dado relevante a monitorar não é o crossover isolado, mas a proximidade entre o open interest agregado e aquele limiar de 4,42% da capitalização de mercado. Como discutido em cobertura anterior do CriptoFácil sobre vencimentos e concentração de apostas em derivativos de Bitcoin, picos de open interest tendem a preceder períodos de volatilidade elevada, em qualquer direção.

Pontos-chave para acompanhar

  • CROSSOVER – ‘Alavancagem fora do BTC’: O open interest de perpetuals de altcoins superou o do Bitcoin pela primeira vez desde dezembro de 2024, segundo a Coinalyze.
  • CAPITALIZAÇÃO – ‘Alta de dois dígitos’: Altcoins fora do top 10 somam mais de US$ 200 bilhões (R$ 1,16 trilhão), alta superior a 10% desde o início de setembro.
  • ZEC – ‘Epicentro da alavancagem’: Open interest recorde de US$ 2,4 bilhões (R$ 13,92 bilhões) e US$ 34 milhões (R$ 197,2 milhões) em shorts liquidados após o rompimento de US$ 1.000.
  • RISCO – ‘Limiar de 4,42%’: Cascatas de liquidação tendem a se intensificar quando o open interest agregado se aproxima desse percentual da capitalização total do mercado.
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BlackRock e Fidelity concentram aportes em ETFs de Bitcoin

Representação editorial de aportes concentrados em dois ETFs de Bitcoin entre vários fundos

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Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos registraram entradas líquidas de US$ 174,6 milhões na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, segundo a tabela diária da Farside Investors. O resultado ficou 76,1% abaixo dos US$ 730,8 milhões registrados na quinta-feira, 3 de setembro, e apenas dois dos 12 produtos acompanhados tiveram fluxo líquido positivo na última sessão antes do fechamento das bolsas americanas pelo Labor Day.

Desenvolvimento Principal

A desaceleração reduziu de sete para dois o número de fundos com entradas líquidas. Na sessão anterior, IBIT, FBTC, BITB, ARKB, MSBT, GBTC e BTC haviam apresentado resultado positivo. Em 4 de setembro, os fluxos ficaram concentrados nos produtos ligados à BlackRock e à Fidelity.

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Concentração em dois emissores

O iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, registrou entradas líquidas de US$ 117,4 milhões na sessão. Já o Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC) somou US$ 57,2 milhões. Foram as únicas duas entradas positivas na linha de 4 de setembro da Farside Investors.

Exterior view of the BlackRock headquarters building and surrounding skyscrapers in New York City
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Os outros dez produtos acompanhados – BITB, ARKB, BTCO, EZBC, BRRR, HODL, BTCW, MSBT, GBTC e BTC – encerraram a sessão com fluxo líquido zero. Nenhum deles registrou saída líquida. Assim, o total menor indica um ritmo mais lento de recursos entrando no grupo, e não retiradas líquidas dos fundos.

A mudança também mostra que os cinco produtos além de BlackRock e Fidelity que haviam ficado positivos no dia anterior passaram a registrar fluxo zero. Os dados disponíveis, porém, não identificam os investidores responsáveis pelos aportes nem permitem atribuir a desaceleração a um evento específico.

Fluxo zero não significa ausência de negociação

Um resultado de fluxo líquido zero não significa que as cotas desses fundos deixaram de ser negociadas. Investidores podem comprar e vender cotas durante o horário do mercado acionário, enquanto participantes autorizados criam e resgatam cotas junto aos fundos. Essas são atividades distintas.

As cotas podem mudar de mãos entre investidores sem que essa negociação, por si só, resulte na criação ou no resgate de cotas do fundo. Por isso, a tabela de fluxos mede o resultado líquido no nível do fundo, e não o volume de negociação das cotas em bolsa.

As bolsas americanas permanecem fechadas na segunda-feira, 7 de setembro, pelo Labor Day, e a próxima sessão regular está prevista para terça-feira, 8 de setembro. O fechamento limita a negociação pela via dos ETFs nos Estados Unidos, mas não interrompe a negociação global de Bitcoin em outros mercados.

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Detailed view of the New York Stock Exchange facade featuring neoclassical sculptures and signage
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A próxima sessão concluída poderá indicar se as entradas voltam a se distribuir além de IBIT e FBTC. Ainda assim, os dados de uma única sessão não são suficientes para estabelecer uma tendência duradoura de demanda.

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Demanda por ETFs de Bitcoin mantém alta por três semanas

Bitcoin centralizado com fluxos luminosos representando três semanas de entradas em ETFs

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Os ETFs de Bitcoin captaram US$ 986,9 milhões (aproximadamente R$ 5,33 bilhões ao câmbio de R$ 5,40) na semana encerrada em 4 de setembro, um resultado quase 7% superior ao da semana anterior. Com essa entrada, o acumulado das últimas três semanas chega a cerca de US$ 3,8 bilhões (R$ 20,52 bilhões), a melhor sequência da categoria desde o início do ano, segundo dados da SoSoValue.

ETFs de Bitcoin acumulam US$ 3,8 bilhões em três semanas

A sequência começou com cerca de US$ 1,92 bilhão (R$ 10,37 bilhões) na primeira semana, seguida por aproximadamente US$ 924 milhões (R$ 4,99 bilhões) na segunda e os US$ 986,9 milhões mais recentes. A consistência entre as três semanas distingue o movimento atual de um pico isolado de captação.

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Ainda assim, os fundos carregam cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) em saídas líquidas desde o início de 2026. As entradas líquidas desde o lançamento da categoria somam US$ 55,6 bilhões (R$ 300,24 bilhões), enquanto os ativos líquidos sob gestão dos fundos totalizam US$ 101,3 bilhões (R$ 547,02 bilhões). Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a retomada da demanda institucional nos ETFs, o padrão de recuperação vem se consolidando, mas o déficit acumulado de 2026 ainda não foi zerado.

BlackRock concentra os fluxos da sexta-feira

Na sessão de 4 de setembro, a categoria captou US$ 174,6 milhões (R$ 942,84 milhões), valor bem abaixo dos US$ 730,8 milhões (R$ 3,95 bilhões) do dia anterior, mas suficiente para fechar a semana com a segunda sessão consecutiva em alta. O IBIT, da BlackRock, recebeu US$ 117,4 milhões (R$ 633,96 milhões), cerca de 67% do total diário.

O FBTC, da Fidelity, somou US$ 57,2 milhões (R$ 308,88 milhões), enquanto os demais fundos não registraram entradas ou saídas líquidas na sessão, conforme a tabela da Farside Investors. Desde o lançamento, o IBIT já acumula mais de US$ 64 bilhões (R$ 345,6 bilhões) em entradas, contra cerca de US$ 10,3 bilhões (R$ 55,62 bilhões) do FBTC – uma concentração que deixa parte relevante da demanda dependente de apenas dois veículos.

Fluxos positivos resistem à queda do Bitcoin

O Bitcoin caiu de cerca de US$ 81.200 (R$ 438.480) para menos de US$ 79.000 (R$ 426.600) durante a sexta-feira, antes de recuperar para aproximadamente US$ 79.700 (R$ 430.380), fechando a semana com variação de cerca de 2,6%. Mesmo com o recuo do preço, os ETFs seguiram captando capital – divergência que pode indicar consolidação de posições durante a queda, mas que não garante recuperação imediata.

Financial candlestick chart displaying Bitcoin price movements with multiple trend lines on a dark background
Photo by Rafael Minguet Delgado on Pexels

Essa distinção fica clara nos ativos totais: de quinta para sexta, o valor sob gestão caiu de US$ 103,3 bilhões para US$ 101,3 bilhões (R$ 557,82 bi para R$ 547,02 bi), apesar da captação diária de US$ 174,6 milhões. A queda do preço do Bitcoin reduziu a valoração das posições mais rápido do que o novo capital conseguiu compensar – um lembrete de que entradas expressivas nos ETFs podem coexistir com pressão sobre o preço.

Enquanto isso, os ETFs de Ethereum captaram apenas US$ 218,4 milhões (R$ 1,18 bilhão) na semana, ante US$ 824,4 milhões (R$ 4,45 bilhões) na anterior – queda de 74%. Os ETFs de XRP recuaram de US$ 110,5 milhões para US$ 19 milhões (R$ 102,6 milhões), uma retração de 83%, movimento que a fonte associa a uma possível reorientação de capital em direção ao Bitcoin, sem estabelecer causalidade definitiva.

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Zcash impulsiona avanço das altcoins nos futuros perpétuos

Moeda inspirada no Zcash em destaque entre ativos cripto e elementos abstratos de mercado de derivativos

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O open interest agregado de futuros perpétuos de altcoins superou o do Bitcoin em 6 de setembro, pela primeira vez desde dezembro de 2024, segundo dados da Coinalyze. O movimento reflete aumento da atividade alavancada fora do BTC, impulsionado em parte pela disparada do Zcash, mas não indica por si só se as posições abertas são compradas ou vendidas.

O open interest agregado do Bitcoin ficou perto de US$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 145 bilhões ao câmbio de R$ 5,80) em 7 de setembro, sendo cerca de US$ 23,9 bilhões (R$ 138,6 bilhões) em contratos perpétuos e US$ 1,2 bilhão (R$ 6,96 bilhões) em futuros com vencimento. Os perpétuos de BTC representavam cerca de 37% das posições rastreadas pela plataforma – o que significa que a fatia combinada de altcoins, somando Ether, Solana, XRP, BNB, Zcash e centenas de tokens menores, ultrapassou essa participação.

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Zcash na origem da expansão

O open interest de futuros de Zcash subiu para entre US$ 2,3 bilhões e US$ 2,4 bilhões (R$ 13,3 bilhões a R$ 13,9 bilhões) enquanto o ZEC superava US$ 1.000 (R$ 5.800) no início de setembro. O token avançou cerca de 20% em 4 de setembro, atingindo máxima intradiária próxima de US$ 1.023 (R$ 5.933), e liquidou aproximadamente US$ 36,6 milhões (R$ 212,3 milhões) em posições alavancadas, dos quais cerca de US$ 34,5 milhões (R$ 200,1 milhões) eram vendas a descoberto forçadas a fechar.

A gold Zcash coin, a silver Litecoin coin, and a gold Bitcoin coin arranged vertically on a dual-tone background.
Photo by Marta Branco on Pexels

A capitalização de altcoins fora das dez maiores criptomoedas superou US$ 200 bilhões (R$ 1,16 trilhão) no início de setembro, com alta superior a 10% no mês – sinal de que o movimento não ficou restrito ao mercado de derivativos. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir o avanço das altcoins nos futuros da Binance, esse tipo de rotação já havia mostrado sinais de aceleração em ciclos anteriores.

O que observar a partir daqui

  • FUNDING RATES: funding positivo indica que posições compradas pagam as vendidas; funding negativo sugere maior demanda por exposição baixista.
  • PREÇO EM DÓLAR VS. TOKENS: parte da alta do open interest em dólares reflete apenas a valorização do ativo, não necessariamente novas posições.
  • LIQUIDEZ E CONCENTRAÇÃO: alavancagem crescente amplia tanto compras forçadas em liquidações de shorts quanto vendas forçadas em liquidações de longs.
  • LIMIAR DE 4,42%: a relação entre open interest e capitalização de mercado citada como gatilho de cascatas de liquidação não tem metodologia publicada e deve ser tratada como estimativa não verificada.

Sinal de participação, não de direção

O Bitcoin continua sendo o maior mercado individual de derivativos, mesmo com a categoria combinada de altcoins superando sua participação. Bitcoin negociava perto de US$ 79.575 (R$ 461.535) em 7 de setembro, com queda de aproximadamente 0,4% na sessão – estabilidade que é compatível com maior apetite por risco, mas não comprova que investidores venderam BTC para financiar compras de altcoins.

Detailed cryptocurrency trading chart with candlestick bars and multi-colored trend lines on a dark screen
Photo by Rafael Minguet Delgado on Pexels

O cruzamento anterior, em dezembro de 2024, foi seguido por correções em alguns tokens de média capitalização, mas um único episódio não estabelece relação preditiva confiável, segundo o próprio levantamento da Coinalyze citado pela crypto.news. O crossover atual deve ser lido como fotografia do posicionamento de curto prazo, não como confirmação de altseason nem como prenúncio automático de correção.

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