movimentacao-80-mil-btc-chaves-antigas

Movimentação de 80 mil BTC reacende alerta sobre chaves antigas

Editorial illustration of dormant Bitcoin wallets and old private keys linked by coordinated blockchain transactions

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

Oito carteiras de Bitcoin inativas há mais de uma década foram movimentadas em 4 de julho de 2025, somando cerca de 80.000 BTC. Com o Bitcoin cotado a US$ 119.000, o montante ultrapassou US$ 9,5 bilhões, reacendendo o debate sobre a segurança de endereços criados nos primeiros anos da rede.

O que os dados on-chain revelam

Segundo reportagem publicada no Livecoins, os endereços, criados em 2011, foram ativados em sequência próxima, apresentaram um padrão de transação compatível com automação e tiveram destino comum. Em cada movimentação, mensagens no campo OP_RETURN incluíram os termos Cracked, Key e July 4th 2025 e foram enviadas não apenas aos endereços movimentados, mas também a milhares de outros na rede.

Publicidade



A blockchain visualization graph showing cryptocurrency transactions flowing from multiple addresses to a single hub.

Não há comprovação de que o caso tenha sido um ataque. Ainda assim, a ação coordenada, a exposição deliberada e o padrão automatizado levantam essa possibilidade. A hipótese é que alguém tenha obtido controle das chaves privadas ao explorar vulnerabilidades na geração original dessas chaves.

Por que carteiras da era 2009-2012 podem ser mais vulneráveis

Grande parte dos endereços antigos segue os formatos P2PK e P2PKH, comuns entre 2009 e 2012. Em endereços P2PK, a chave pública é revelada integralmente no momento da transação. Isso os expõe a um cenário futuro em que algoritmos de assinatura como o ECDSA sejam comprometidos, seja por avanços em computação quântica ou por outras técnicas.

  • ENTROPIA FRÁGIL: softwares do início dos anos 2010 frequentemente usavam fontes previsíveis, como relógio de sistema, palavras comuns e geradores pseudoaleatórios inseguros. Isso podia resultar em seeds vulneráveis a ataques de força bruta, potencializados por técnicas de inteligência artificial.
  • REUTILIZAÇÃO DE ENDEREÇOS: uma prática recorrente na época podia comprometer a privacidade e a segurança da carteira. O desconhecimento de boas práticas e a ausência de ferramentas modernas contribuíram para essa conduta, antes da ampla difusão de padrões como o BIP39.
  • PADRÕES MAIS RECENTES: o SegWit, introduzido em 2017, e o Taproot, ativado em 2021, trouxeram melhorias em eficiência, privacidade e resistência a erros operacionais. O Taproot adota assinaturas Schnorr, que permitem agregação de chaves e ocultação de estruturas internas em transações mais complexas.

Contexto e implicação para o investidor

O episódio não indica falha no protocolo do Bitcoin, mas chama atenção para os riscos associados a chaves antigas, geradas com práticas frágeis e mantidas por anos sem revisão. A segurança da rede permanece sólida, enquanto a segurança de cada carteira depende de como suas chaves foram criadas, armazenadas e geridas ao longo do tempo.

Black imKey hardware wallet with a small digital screen and physical buttons
The imKey hardware wallet provides cold storage for cryptocurrency assets.

A movimentação de moedas entre endereços, por si só, não demonstra que elas foram vendidas. No caso das carteiras ativadas em julho de 2025, as transações levantaram questionamentos sobre a origem dos fundos e sobre as condições de segurança das chaves usadas em endereços antigos.

A recomendação técnica citada pelos autores é migrar carteiras antigas para padrões modernos, com novas chaves geradas em ambientes controlados e seguros. Medidas como multisig e time-lock também podem ser implementadas de acordo com o perfil de risco.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Movimentação de 80 mil BTC reacende alerta sobre chaves antigas apareceu primeiro em CriptoFacil.

bankchain-tokenized-deposits-us-banking

BankChain quer levar depósitos tokenizados ao sistema bancário dos EUA

Editorial illustration of a blockchain network connecting U.S. banks for tokenized deposits

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

Trinta e nove associações bancárias estaduais dos Estados Unidos anunciaram a criação da BankChain Alliance, consórcio que pretende construir uma rede blockchain nacional de propriedade do próprio setor bancário, com lançamento planejado para 2027. O anúncio, divulgado nesta terça-feira, coloca depósitos tokenizados, stablecoins, pagamentos inteligentes e liquidações automatizadas no sistema bancário regulado, segundo informações do Cointelegraph.

O que a BankChain Alliance propõe

A aliança afirma que a rede será interoperável com outras blockchains e que já está em processo de seleção de um parceiro tecnológico para construí-la. As associações participantes representam, ao todo, milhares de instituições financeiras espalhadas pelos Estados Unidos, e o plano é convidar bancos de todo o país a adquirir participações na estrutura.

Publicidade



Infographic comparing Traditional Finance, Fintech, and Blockchain Finance network structures.

Ainda assim, o comunicado não cita nenhum banco individual que já tenha se comprometido formalmente a ingressar no projeto. Também não há detalhes sobre como a rede será governada ou financiada – o Cointelegraph procurou a BankChain para obter mais informações, mas não recebeu resposta até a publicação.

Bancos americanos já constroem redes on-chain paralelas

A BankChain entra em um cenário onde vários consórcios bancários dos EUA já avançam em infraestrutura própria desde o fim de 2025. Em junho, The Clearing House anunciou uma iniciativa de dinheiro on-chain apoiada por JPMorgan Chase, Bank of America, Citi, BNY e Wells Fargo, voltada à liquidação e compensação de depósitos tokenizados entre bancos e à conexão da atividade blockchain com os sistemas de pagamento existentes.

Os depósitos tokenizados representam direitos sobre bancos individuais e mantêm o tratamento como dinheiro de bancos comerciais. Segundo o Cointelegraph, essa estrutura permite transferências programáveis e disponíveis 24 horas por dia, enquanto os recursos dos clientes permanecem nos balanços das instituições.

Prestadores regionais seguem caminho separado com a Cari, desenvolvida por Huntington, First Horizon, M&T Bank, KeyBank e Old National. O produto mínimo viável foi lançado em março e já somava mais de 30 bancos participantes em julho. Bancos comunitários, por sua vez, formaram o consórcio DTX via Independent Bankers Association of Texas, que ultrapassou 50 membros em junho enquanto prepara um piloto de depósitos tokenizados.

No campo das stablecoins, a iniciativa Open USD, ligada à Open Standard, reúne mais de 140 empresas de pagamentos, bancos, tecnologia e criptoativos. A stablecoin, apoiada por dólares, tem lançamento esperado para mais tarde em 2026 e prevê cunhagem e resgate sem taxas para empresas, além da distribuição dos rendimentos das reservas entre participantes.

Digital cryptocurrency coins representing stablecoins in front of a US one dollar bill

Pontos ainda em aberto na BankChain

O anúncio da BankChain não identifica bancos que tenham aderido formalmente à iniciativa, nem detalha o modelo de governança ou financiamento da rede. A aliança também ainda seleciona o parceiro tecnológico que ficará responsável pela construção da infraestrutura.

Publicidade



Enquanto esses pontos não são divulgados, a proposta se soma às iniciativas de grandes bancos, instituições regionais e bancos comunitários que vêm desenvolvendo infraestrutura compartilhada para movimentar depósitos e pagamentos on-chain dentro do sistema bancário regulado.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post BankChain quer levar depósitos tokenizados ao sistema bancário dos EUA apareceu primeiro em CriptoFacil.

galaxyone-credito-rotativo-btc-eth-sol

GalaxyOne estreia crédito rotativo com BTC, ETH e SOL em garantia

Representação editorial de crédito rotativo garantido por Bitcoin, Ethereum e Solana em uma estrutura de custódia segura.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

A Galaxy abriu na terça-feira, 25 de agosto, sua nova linha de crédito rotativa lastreada em criptoativos para clientes elegíveis da plataforma GalaxyOne. O produto, batizado de Crypto Portfolio Line of Credit (PLOC), permite empréstimos em dinheiro usando Bitcoin, Ethereum e Solana – incluindo SOL em staking – como garantia, sem que o investidor precise vender seus ativos.

Como funciona a nova linha de crédito

O PLOC reúne os três ativos dentro de uma única linha rotativa, em vez de exigir um empréstimo separado por criptomoeda. A Galaxy fixou uma taxa percentual anual variável de 8,99% e uma relação empréstimo-garantia (LTV) inicial de 50%: uma carteira de US$ 100.000 sustenta cerca de US$ 50.000 em capacidade de empréstimo.

Publicidade



Não há taxa de originação, segundo a empresa, e os desembolsos costumam ser liberados de forma instantânea. Os recursos podem ser usados na plataforma ou retirados em dólar ou USDC. O valor da garantia é monitorado continuamente e, segundo a GalaxyOne, o cliente recebe aviso antes de qualquer ação sobre o colateral em caso de queda no valor dos ativos.

  • ATIVOS ACEITOS: Bitcoin, Ethereum e Solana, incluindo SOL em staking, que continua acumulando recompensas enquanto é usado como garantia.
  • SEM REUTILIZAÇÃO DA GARANTIA: A Galaxy afirma não emprestar ou reutilizar os ativos dados em garantia enquanto eles sustentam a linha de crédito.
  • ABRANGÊNCIA: Produto disponível em 40 estados dos EUA, com exclusão de California, Delaware, Idaho, Indiana, Minnesota, Mississippi, Missouri, Nevada e South Dakota.

Zac Prince, diretor administrativo da GalaxyOne, afirmou que a empresa pretende levar ao mercado um produto competitivo de crédito lastreado em cripto por meio de sua plataforma de varejo. Segundo ele, a infraestrutura institucional da Galaxy permite oferecer taxas competitivas, segurança e flexibilidade na nova linha de crédito.

Zac Prince wearing a navy blazer and white shirt, seated at a Coindesk event
Zac Prince speaking at a Coindesk conference.

A sombra de 2022 ainda pesa sobre o setor

O colapso de Celsius, BlockFi e Voyager em 2022 continua sendo uma referência para a categoria. Essas plataformas congelaram fundos de clientes e forçaram liquidações quando os preços caíram, espalhando contágio pelo mercado cripto.

A proposta da Galaxy usa uma estrutura diferente: a linha opera em uma plataforma própria e regulada, e não em um protocolo DeFi externo. Segundo a empresa, os ativos dados em garantia não são reutilizados enquanto sustentam o crédito.

O lançamento ocorre em um momento em que o índice de Fear & Greed do mercado cripto passou para “extreme greed” pela primeira vez desde 2024, segundo a Decrypt. Na mesma semana, ETFs de Bitcoin e Ethereum registraram US$ 23 bilhões em entradas, conforme reportagem da Decrypt.

A gauge displaying the Crypto Fear and Greed Index with a needle pointing to 75 in the green greed zone.

Garantias e monitoramento

A linha reúne BTC, ETH e SOL como garantias em uma única estrutura de crédito. A GalaxyOne informa que acompanha continuamente o valor desses ativos e avisa o cliente antes de tomar qualquer ação sobre o colateral caso os preços recuem.

Publicidade



Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post GalaxyOne estreia crédito rotativo com BTC, ETH e SOL em garantia apareceu primeiro em CriptoFacil.

ibit-atrai-bitcoin-de-grandes-detentores

IBIT atrai mais de US$ 3 bilhões em Bitcoin de grandes detentores

Bitcoin moving from self-custody into a regulated ETF custody structure

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O volume de Bitcoin mantido em carteiras de autocustódia recuou pela primeira vez em cerca de 15 anos, e o motivo não foi um hack nem uma onda de vendas. Segundo a Bloomberg, o iShares Bitcoin Trust (IBIT), ETF à vista de Bitcoin da BlackRock, já absorveu mais de US$ 3 bilhões em depósitos diretos de Bitcoin por parte de grandes detentores até o fim de 2025.

Como funciona a criação em espécie

O mecanismo se chama criação em espécie (in-kind creation): em vez de vender Bitcoin por dólares e depois recomprar cotas do ETF, o que geraria um evento tributável, o participante autorizado entrega os próprios bitcoins ao custodiante do fundo e recebe cotas recém-emitidas do IBIT em troca. A exposição econômica permanece a mesma; o que muda é o invólucro jurídico, que sai de uma carteira pessoal para uma estrutura de fundo regulada.

Publicidade



Line chart showing the average bid/ask spread to price ratio for various Bitcoin ETFs from January to February 2024.
Comparison of bid/ask spreads across major Bitcoin ETFs following their January 2024 launch.

Para uma baleia com dezenas de milhares de bitcoins acumulados ao longo da última década, essa troca reduz o atrito de converter a posição para um ETF. O apelo, porém, vai além do aspecto tributário.

  • PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO: cotas de ETF podem simplificar heranças que envolvem hardware wallets e seed phrases.
  • INTEGRAÇÃO COM CORRETORAS: as cotas podem ficar ao lado de ações e títulos em uma única visão de portfólio.
  • COLATERAL PARA CRÉDITO: cotas do IBIT podem servir de garantia em empréstimos por canais financeiros tradicionais, ampliando a liquidez em relação ao Bitcoin autocustodiado para a maior parte dos bancos.
  • COMPLIANCE E RELATÓRIOS: recursos de reporte e compliance ligados a plataformas de gestão de patrimônio oferecem vantagens práticas para um grupo específico de investidores muito ricos.

Autocustódia ainda domina, mas a linha de tendência mudou

Apesar do movimento, a autocustódia continua sendo dominante. Um relatório da River Financial de agosto de 2026 mostra que indivíduos ainda mantêm cerca de 13,83 milhões de BTC em carteiras não custodiais – aproximadamente 65,9% da oferta total, com valor superior a US$ 800 bilhões. As reservas em ETFs e tesourarias corporativas seguem sendo uma fração desse total.

A segurança também pesa na balança. Falhas em hardware wallets registradas em agosto de 2026 resultaram em perdas estimadas entre US$ 116 milhões e US$ 130 milhões, reacendendo o debate sobre os riscos práticos de guardar as próprias chaves, sobretudo para pessoas cuja exposição ao Bitcoin representa uma parcela relevante de seu patrimônio.

Front and back view of a black Ellipal Titan 2.0 hardware wallet with a screen displaying cryptocurrency assets.
The Ellipal Titan 2.0 hardware wallet, recognized by Forbes Advisor as a top crypto wallet for 2024.

O que isso significa para o mercado

A migração da autocustódia para estruturas de ETF transfere Bitcoin de endereços on-chain menos transparentes para fundos regulados e auditados. Isso torna o mercado mais legível para investidores institucionais e reguladores.

A possibilidade de trocar Bitcoin por cotas sem a venda prévia também cria um incentivo para grandes detentores que consideram essa mudança. Além da eficiência tributária, os recursos de reporte, compliance, planejamento sucessório e integração com canais financeiros tradicionais ajudam a explicar por que esses produtos podem oferecer utilidade adicional a uma parcela específica de investidores.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post IBIT atrai mais de US$ 3 bilhões em Bitcoin de grandes detentores apareceu primeiro em CriptoFacil.

bitcoin-retoma-us-77-mil

Bitcoin retoma US$ 77 mil após maior semana de alta desde 2023

Bitcoin dourado sobe em uma composição editorial que representa o rompimento e a forte alta semanal

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O Bitcoin era negociado a US$ 77.116,37 (aproximadamente R$ 447.275 ao câmbio de R$ 5,80) na sexta-feira, com alta de 22,80% em sete dias – a melhor semana do ativo desde 2023. O movimento levou a capitalização de mercado da moeda de volta a US$ 1,56 trilhão (cerca de R$ 9,05 trilhões) e elevou sua dominância sobre o restante do mercado cripto para 57,52%, um avanço de 4,41% em 24 horas.

Da estagnação ao rompimento de US$ 14 mil

O Bitcoin abriu a semana em US$ 62.800 (cerca de R$ 364.240) e chegou a tocar US$ 79.241 no pico da sessão de sexta – o nível mais forte desde junho – antes de recuar para a faixa de US$ 77 mil. O ativo vinha travado entre US$ 62.000 e US$ 66.900 desde 8 de julho, com volatilidade realizada de 30 dias comprimida a 27,2%, muito abaixo da média histórica de 80%. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir o anúncio de recompras do Tesouro americano, o gatilho inicial não veio do setor cripto, mas da decisão do Tesouro dos EUA de dobrar o tamanho das operações de recompra de títulos longos, de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação a partir de 9 de setembro.

Publicidade



Bitcoin price and market cap trading chart from 2013 to 2019 showing price volatility in USD
Historical Bitcoin price and market capitalization trends between May 2013 and May 2019.

A leitura predominante no mercado é de que a medida – combinada com déficit anual de US$ 2,1 trilhões e dívida total próxima de US$ 40 trilhões – funciona como monetização de dívida disfarçada de gestão de liquidez. O ouro reagiu no mesmo sentido, subindo a US$ 4.639,60 e marcando a quinta semana consecutiva de alta, a mais longa sequência desde outubro de 2025.

Short squeeze de US$ 3 bilhões e ETFs em recorde

  • LIQUIDAÇÕES – ‘o maior evento desde 2021’: cerca de US$ 3 bilhões (R$ 17,4 bilhões) em posições vendidas foram liquidadas em 24 horas, contra apenas US$ 263,5 milhões em posições compradas, forçando o fechamento de mais de 130 mil contas.
  • ETFs SPOT – entrada recorde: os fundos negociados em bolsa de Bitcoin nos EUA captaram US$ 606,29 milhões (R$ 3,52 bilhões) em 20 de agosto, o maior volume diário desde 1º de maio, com o IBIT, da BlackRock, respondendo por mais de 80% do total.
  • CONTRATOS ABERTOS – sinal de cobertura, não de alavancagem nova: o interesse aberto medido em Bitcoin caiu 8,7%, de 366 mil para 334 mil BTC, mesmo com o valor em dólar subindo 11,7%, indicando que posições foram fechadas, não abertas.
  • ON-CHAIN – distribuição em curso: detentores de curto prazo moveram um recorde de 43.300 BTC para exchanges durante o rompimento, com o indicador SOPR subindo a 1,01, sinal de que moedas estão sendo vendidas com lucro.

Contexto que sustenta a cautela

Apesar do salto, o Bitcoin segue 38,3% abaixo do recorde histórico de US$ 126.173 (R$ 731.800), registrado em 6 de outubro de 2025, e caiu 33% no primeiro semestre de 2026. Os ETFs acumularam US$ 5,4 bilhões em saídas líquidas no primeiro semestre – a primeira metade de ano negativa desde o lançamento dos produtos -, o que ajuda a explicar por que quatro dias seguidos de captação relevante ganham peso analítico. Como já detalhamos ao tratar das sequências de entradas em ETFs de Bitcoin, o padrão do ano tem sido uma semana forte seguida de resgates, e a concentração de mais de 80% dos fluxos em um único fundo mantém o risco de reversão em aberto.

A dominância elevada do Bitcoin também reforça a leitura de que o capital entrou primeiro na moeda principal antes de migrar para altcoins, movimento que já discutimos em detalhe na análise sobre a rotação de capital entre Bitcoin e altcoins durante o rali. Para o investidor brasileiro, o ponto prático é que operações alavancadas nesse ambiente amplificam tanto ganhos quanto perdas em minutos – e a liquidez que sustentou a alta desta semana já demonstrou, em anos anteriores, que pode secar com a mesma velocidade.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Bitcoin retoma US$ 77 mil após maior semana de alta desde 2023 apareceu primeiro em CriptoFacil.

bitcoin-avanca-16-apos-medidas-do-tesouro-dos-eua

Bitcoin avança 16% após medidas do Tesouro dos EUA

Bitcoin and gold beside blurred U.S. Treasury documents amid market uncertainty

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O Bitcoin ultrapassou os US$ 80.000 nesta terça-feira e chegou a US$ 81.237,94, o nível mais alto desde meados de maio, enquanto o ouro atingiu a maior cotação em três meses. O movimento ocorreu em meio à desvalorização do dólar, após ações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para acalmar o mercado de títulos.

Recompra de títulos e pedido de Trump ao Congresso

Na semana passada, o Tesouro dos EUA revelou planos de recomprar mais títulos de longo prazo para ajudar a conter os ganhos nos rendimentos. A medida fez com que o dólar norte-americano arcasse com a apreensão dos investidores.

Publicidade



Também na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao Congresso a aprovação de um projeto de lei com definições mais claras para o setor de criptomoedas.

Donald Trump speaking at a podium with the Seal of the President of the United States and several US flags.
President Donald Trump delivers a press conference from the White House.

Desde então, o Bitcoin subiu 16%. Até o momento em agosto, a alta chega a 28%, deixando a criptomoeda a caminho do maior ganho mensal desde novembro de 2024. Às 11h36, no horário de Brasília, o ativo subia 0,45%, cotado a R$ 79.277,70.

O que analistas dizem sobre o cenário macro

Tim Sun, pesquisador sênior do HashKey Group, afirmou que as declarações de Bessent reforçaram a percepção de que os formuladores de políticas dos EUA podem ter menor tolerância a novos aumentos nos rendimentos de longo prazo, pelo menos até as eleições de meio de mandato do Congresso.

Segundo Sun, esse cenário poderia ser relativamente favorável a ativos como Bitcoin e ouro.

Two gold coins featuring the Bitcoin symbol and a royal portrait, encased in clear plastic protectors.
A 2022 gold Bitcoin coin issued by Niue.

Geoff Kendrick, diretor global de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered, avaliou que o anúncio do Tesouro é o tipo de fator que favorece o Bitcoin. Ele acrescentou que a criptomoeda foi criada para oferecer aos investidores uma forma de evitar esse tipo de intervenção estatal.

A medida também alimentou especulações sobre uma operação de desvalorização, em que ações para impedir que os rendimentos de longo prazo alcancem níveis de equilíbrio de mercado, por meio de recompras, transferem a pressão do mercado de títulos para o mercado cambial.

Publicidade



Pontos-chave da sessão

  • BITCOIN: acima de US$ 80.000, com máxima intradiária de US$ 81.237,94 e alta de 28% em agosto até o momento.
  • OURO: maior cotação em três meses, beneficiado pela fraqueza do dólar.
  • TESOURO DOS EUA: planos de recomprar mais títulos de longo prazo para ajudar a conter os rendimentos.
  • PERSPECTIVA: Tony Sycamore, da IG, avaliou que uma quebra sustentada acima do nível atual abriria caminho para o Bitcoin avançar em direção a US$ 95.000 a US$ 100.000.

Mercados acompanham dólar e títulos

O avanço do Bitcoin e do ouro ocorreu em um contexto de fraqueza do dólar e de atenção às medidas do Tesouro dos EUA para o mercado de títulos. A recompra de papéis de longo prazo foi apontada como um fator que ampliou as preocupações dos investidores no mercado cambial.

Tony Sycamore, analista de mercado da IG, afirmou que o anúncio do Tesouro levou compradores a buscar ativos físicos e digitais, à medida que ressurgiram os temores em torno de uma possível operação de desvalorização.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Bitcoin avança 16% após medidas do Tesouro dos EUA apareceu primeiro em CriptoFacil.

cinco-etfs-exposicao-goldman-xrp

Cinco ETFs concentram exposição de US$ 86,5 milhões do Goldman ao XRP

XRP token beside five institutional investment fund containers representing spot ETF exposure

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O Goldman Sachs informou uma exposição de cerca de US$ 86,5 milhões em cinco ETFs spot de XRP, com referência em 30 de junho de 2026. Segundo o IT Boltwise, a instituição havia encerrado integralmente sua posição anterior em XRP no primeiro trimestre e, depois, reconstituiu a exposição por meio de diversos fundos.

Exposição distribuída entre cinco fundos

O IT Boltwise afirma que os investimentos estão distribuídos entre cinco ETFs spot de XRP e cita participações em fundos da Bitwise e da Franklin Templeton. A divisão entre mais de um veículo reduz a dependência de uma única estrutura de fundo para a exposição ao ativo.

Publicidade



De acordo com o Times Tabloid, que atribui os dados ao formulário 13F do segundo trimestre de 2026, a posição inclui cerca de US$ 25,8 milhões no Bitwise XRP ETF, US$ 25,4 milhões no Franklin XRP Trust, US$ 19,5 milhões no Canary XRP ETF, US$ 8,2 milhões no 21Shares XRP ETF e US$ 7,6 milhões no Grayscale XRP Trust.

A 3D render of a dark grey XRP cryptocurrency coin hovering over glowing blue concentric circles.

Da posição em XRP aos ETFs spot

A sequência destacada pela fonte é a saída da posição anterior em XRP no primeiro trimestre, seguida pela nova alocação via ETFs spot. Segundo o IT Boltwise, essa estrutura permite que a exposição ao XRP seja feita por um veículo de ETF, em vez da manutenção direta do token.

O portal também observa que ETFs spot podem abstrair parte das exigências operacionais e de infraestrutura relacionadas à negociação direta de tokens. Nesse modelo, questões como custódia, transferências e gerenciamento de risco são tratadas no contexto da estrutura do fundo.

Interesse institucional em ETFs de XRP

O movimento ocorre em um momento de maior relevância dos ETFs spot para investidores de criptomoedas, segundo o IT Boltwise. A publicação também cita JPMorgan e Morgan Stanley entre os grandes bancos dos Estados Unidos mencionados nas informações disponíveis sobre o interesse institucional no segmento.

TradingView chart comparing Bitcoin BTCUSD price growth against the Nasdaq Composite and S&P 500 indices
Comparative performance chart showing Bitcoin’s growth relative to major stock market indices.

Segundo a mesma fonte, os ativos sob gestão e os fluxos dos ETFs continuam avançando. A posição de US$ 86,5 milhões divulgada pelo Goldman Sachs reforça a presença de veículos de ETF na forma como instituições podem obter exposição ao XRP.

A alocação do Goldman Sachs combina a manutenção da exposição ao XRP com a escolha de uma estrutura baseada em fundos. Os documentos e divulgações trimestrais permanecem centrais para acompanhar eventuais mudanças no tamanho e na composição dessa posição.

Publicidade



Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Cinco ETFs concentram exposição de US$ 86,5 milhões do Goldman ao XRP apareceu primeiro em CriptoFacil.

sete-dias-de-aportes-etfs-bitcoin

Sete dias de aportes elevam patrimônio dos ETFs de Bitcoin

Abstract editorial illustration of Bitcoin ETF inflows rising over seven sessions and growing assets under management

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos somaram sete sessões consecutivas de captações líquidas entre 14 e 22 de julho, totalizando cerca de US$ 981,2 milhões, segundo dados da Santiment Intelligence. O patrimônio líquido do setor subiu para US$ 80,9 bilhões, ante US$ 74,37 bilhões no início do mês, enquanto o Bitcoin atingiu US$ 66.300 durante a sequência e era negociado perto de US$ 65.500.

A sequência de sete dias e o domínio da IBIT

A reconstrução sessão a sessão mostra que a iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, liderou a maior parte do fluxo. Nos quatro dias em que há detalhamento por fundo, a IBIT contribuiu com US$ 139 milhões, US$ 81 milhões, US$ 33 milhões e US$ 137 milhões, dominando três das quatro sessões.

Publicidade



A Nasdaq screen displaying the iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT) by BlackRock, alongside a close-up of a physical Bitcoin coin.
BlackRock’s iShares Bitcoin Trust (IBIT) displayed on a Nasdaq screen.

O ritmo, porém, perdeu força: de US$ 227 milhões na segunda-feira para US$ 203,1 milhões na terça e US$ 68,99 milhões na quarta – uma queda de dois terços em 48 horas. A sessão de 13 de julho, que antecedeu a sequência, havia registrado saída líquida de US$ 424,7 milhões, o maior resgate em três meses, o que dá dimensão ao tamanho da reversão.

  • PATRIMÔNIO TOTAL – De US$ 74,37 bi para US$ 80,9 bi: o avanço de cerca de US$ 6,5 bilhões reflete tanto novos aportes quanto a valorização do Bitcoin.
  • CAPTAÇÃO ACUMULADA DESDE O LANÇAMENTO – US$ 51,8 bilhões: número que consolida o histórico dos produtos desde sua criação.
  • DÉFICIT DO ANO – US$ 4,84 bilhões: mesmo após sete sessões positivas, o saldo de 2026 segue negativo; a sequência reduziu o déficit anual em cerca de 10%.
  • IBIT EM UM MÊS – Saída de US$ 1,83 bilhão: apesar da liderança na sequência recente, o fundo ainda carrega perda líquida expressiva no acumulado mensal.

Preço em alta, mas recuperação ainda incompleta

A separação entre valorização de preço e dinheiro novo é o ponto central para quem acompanha esses dados. Dos aproximadamente US$ 6,5 bilhões de aumento no patrimônio total, cerca de US$ 5 bilhões vieram da alta do Bitcoin, e não de novas cotas emitidas, segundo o cálculo apresentado pela fonte primária.

O Bitcoin avançou de US$ 57.750 em 1º de julho para US$ 66.300 no pico da sequência. Ao mesmo tempo, os fluxos recentes ainda não eliminaram o saldo negativo acumulado pelos ETFs à vista de Bitcoin em 2026, estimado em US$ 4,84 bilhões.

Physical gold-colored Bitcoin coins in front of a blurred digital cryptocurrency candlestick trading chart
Photo by Rafael Minguet Delgado on Pexels

Em publicação citada pelo Benzinga, a Santiment Intelligence avaliou que a sequência de sessões positivas sugere uma recuperação gradual da confiança após as saídas registradas em maio e junho. A empresa também indicou que o comportamento dos ETFs sustenta a possibilidade de um avanço em direção a US$ 70 mil, mas alertou que uma alta súbita nas entradas de um único dia poderia sinalizar excesso de otimismo no curto prazo.

O que os fluxos mostram

Entre o início de maio e o fim de junho, os ETFs à vista de Bitcoin dos Estados Unidos perderam mais de US$ 8,2 bilhões em ativos líquidos. O setor também atravessou uma sequência de dez dias de saídas até 1º de julho, com retirada de US$ 2,73 bilhões. A reversão posterior ocorreu sem fechamento de produtos, saída de emissores ou falhas operacionais, segundo a fonte primária.

O quadro atual combina recuperação dos ativos, sete sessões positivas e desaceleração no volume diário das entradas. Por isso, os dados apontam para o fim de uma fase de vendas persistentes, mas o déficit anual e a redução do ritmo das captações mantêm a recuperação incompleta.

Publicidade



Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Sete dias de aportes elevam patrimônio dos ETFs de Bitcoin apareceu primeiro em CriptoFacil.

exchanges-centralizadas-recuperam-volume-agosto-abaixo-julho

Exchanges centralizadas recuperam volume, mas agosto segue abaixo de julho

Editorial illustration of crypto trading volume recovering across centralized exchanges, ETFs and decentralized platforms

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O volume semanal de negociação em exchanges centralizadas de criptomoedas chegou a US$ 37 bilhões, dobrando em cinco dias, segundo dados do The Block. Apesar da recuperação, o patamar ainda corresponde a cerca de um terço do pico de US$ 105 bilhões registrado nos últimos 12 meses, após o evento de grandes liquidações de 10 de outubro de 2025.

Agosto fica abaixo de julho

Em agosto, o volume negociado nas exchanges centralizadas soma até agora US$ 490 bilhões, abaixo dos US$ 670 bilhões registrados em julho. A comparação indica que a alta observada em poucos dias ainda não representa uma retomada sustentada da participação no mercado.

Publicidade



Os dados apontam uma mudança na distribuição da demanda de investimento. A chegada de ETFs à vista de Bitcoin e Ether redirecionou parte do fluxo que antes se concentrava nas exchanges centralizadas, enquanto empresas de tesouraria de ativos digitais, conhecidas pela sigla DAT, também podem influenciar esse volume.

Investopedia graphic explaining Spot Bitcoin ETF with a Bitcoin symbol on a folder and financial charts

Altcoins ainda dependem das exchanges centralizadas

A demanda por altcoins, porém, continua majoritariamente nas exchanges centralizadas. Essas plataformas mantêm vantagens para tokens de pequena e média capitalização, como velocidade de listagem, profundidade de livro de ofertas e uma gama mais ampla de pares e ferramentas de negociação.

Ao mesmo tempo, o crescimento de plataformas descentralizadas, como Hyperliquid e Lighter, tem dividido o volume que antes ficava concentrado nas CEXs. O resultado é uma estrutura em que a demanda de investimento se distribui entre exchanges centralizadas, ETFs, DATs e DEXs.

Dark mode cryptocurrency exchange interface showing a BCO/BTC price candlestick chart and order books

O que os dados mostram

  • Volume semanal: US$ 37 bilhões, o dobro do nível de cinco dias antes, mas ainda distante do pico de US$ 105 bilhões.
  • Comparação mensal: agosto registra US$ 490 bilhões até o momento, ante US$ 670 bilhões em julho.
  • ETFs e DATs: produtos que oferecem exposição a criptoativos fora da negociação direta em exchanges centralizadas podem redirecionar parte da demanda.
  • DEXs: o avanço de plataformas descentralizadas contribui para a divisão do volume entre diferentes canais de negociação.

Impacto para o mercado

Para as exchanges, um volume mensal menor pode reduzir a receita de taxas de negociação. A migração de parte da atividade para ETFs também pode deslocar operações que antes ocorreriam nas CEXs e afetar a profundidade dos livros de ofertas de determinados ativos.

A recuperação do volume oferece um sinal de maior atividade no curto prazo, mas a distância em relação ao pico de outubro e o desempenho de agosto frente a julho mostram que o mercado segue em transição. Nesse cenário, as exchanges centralizadas preservam relevância na negociação de altcoins, enquanto ETFs, DATs e DEXs ampliam os canais de acesso e negociação de criptoativos.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Exchanges centralizadas recuperam volume, mas agosto segue abaixo de julho apareceu primeiro em CriptoFacil.

alta-xrp-esconde-sinais-alerta-mercado

Alta de 10,4% do XRP esconde sinais de alerta no mercado

XRP-inspired coin rising toward descending resistance amid signs of cautious crypto market rotation

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O XRP saltou 10,4% em 19 de agosto, superando a alta de 7,13% do bitcoin no mesmo pregão e liderando um rali generalizado de altcoins puxado por um short squeeze recorde. No período de sete dias, o bitcoin avançou 23% e chegou aos US$ 77 mil, mas os dados por trás do salto do XRP levantam dúvidas sobre a sustentabilidade da alta.

Short squeeze recorde impulsiona o mercado, mas XRP mostrou força própria

Um recorde de US$ 2,74 bilhões em posições vendidas foi liquidado à força em todo o mercado cripto em 24 horas. Cada posição fechada nesse tipo de evento equivale a uma ordem de compra automática, o que explica boa parte da valorização simultânea de bitcoin, ether e altcoins no dia.

Publicidade



O XRP, no entanto, entregou mais do que o esperado apenas pelo efeito de arrasto do bitcoin. Com base na relação histórica entre os dois ativos nos últimos 180 dias, o token deveria ter subido cerca de 6,57%. Em vez disso, avançou 10,4%, um excedente de 3,83 pontos percentuais que representa o maior salto diário desde 6 de fevereiro, quando o XRP havia disparado 21%. Esse desempenho está entre os 3% mais expressivos de todas as sessões da moeda desde 2020.

Close-up of physical Ripple XRP tokens featuring a gold world map and the Ripple logo on a black background

Fluxos de ETF mostram dinheiro institucional fora do XRP

Os fundos negociados em bolsa (ETFs, instrumentos que permitem a instituições negociar criptoativos por meio de corretoras) contam uma história diferente da euforia de preço. Os aportes em ETFs de bitcoin quase triplicaram no dia do rali, somando US$ 517 milhões, enquanto fundos de ether também registraram entradas relevantes – como detalhado em análise sobre os fluxos recentes para ETFs de BTC e ETH.

  • ETFs de XRP em queda: o fluxo diário caiu de US$ 5,81 milhões para US$ 2,35 milhões, menos da metade, justamente no dia em que o token superou o bitcoin.
  • Ranking entre as grandes: o XRP ficou em terceiro lugar entre os oito maiores ativos, atrás do ether, com 17,46%, e da solana, com 10,82%, mas à frente da mediana de 6,99% das demais altcoins.
  • Capital institucional: instituições reforçaram posições em bitcoin e ether no mesmo dia, mas deixaram o XRP de lado – como aprofundado em cobertura sobre o desempenho relativo do XRP frente a outras grandes criptomoedas.

Histórico e gráfico do XRP pedem cautela

Desde 2020, houve 14 dias em que o bitcoin subiu pelo menos 7% e o XRP o superou – e a tendência posterior não favoreceu o token. A mediana de retorno nos sete dias seguintes a esses episódios foi negativa, com recuo de 3,84%, e apenas cerca de um terço terminou a semana em alta.

O gráfico reforça o sinal de alerta: enquanto o ether rompeu seu canal de alta na semana, o XRP segue preso em um canal de baixa que limita o ativo desde meados de maio, e o candle de 10% tocou a linha superior sem conseguir superá-la. O open interest em futuros já caiu 11,31% desde o dia do rali, e o token opera cerca de 17,5% abaixo de sua tendência de 200 dias em relação a outras grandes altcoins – um contexto de rotação de capital detalhado em análise sobre a movimentação recente de capital do bitcoin para o setor de altcoins.

Infographic cheat sheet showing various bullish and bearish candlestick chart patterns for trading

Quais níveis importam a partir daqui

Para que a alta ganhe consistência, a análise aponta que os fluxos de ETF precisam se fortalecer e as compras à vista precisam sustentar o XRP acima de US$ 1,07. A recuperação da média de 100 dias, próxima de US$ 1,15, seria o primeiro sinal técnico de uma reversão mais firme. Enquanto isso não ocorre, a base de US$ 0,98, que sustenta o token desde meados de agosto, segue como o nível a observar caso o mercado perca fôlego.

Siga o CriptoFacil no
Google News CriptoFacil

O post Alta de 10,4% do XRP esconde sinais de alerta no mercado apareceu primeiro em CriptoFacil.