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Ethereum, XRP e Solana atraem capital enquanto Bitcoin recua

Bitcoin receding as Ethereum, XRP and Solana attract cryptocurrency ETF capital

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Os ETFs de Bitcoin listados nos Estados Unidos registraram saída líquida de US$ 201,9 milhões em 28 de agosto, encerrando uma sequência de nove sessões consecutivas de entradas que havia somado US$ 3,04 bilhões. O movimento coincidiu com queda de cerca de 3,2% do Bitcoin, que fechou o pregão em US$ 77.696. No mesmo dia, os fundos negociados em bolsa de Ethereum, XRP e Solana atraíram, juntos, US$ 145 milhões – sinal de que a fraqueza ficou concentrada no Bitcoin, e não no mercado cripto de ETFs como um todo.

Divergência entre Bitcoin e os demais ETFs cripto

Os ETFs de Ethereum lideraram as entradas do dia, com US$ 102,1 milhões, estendendo para dez sessões uma sequência que já ultrapassa US$ 1,5 bilhão acumulado. Como mostramos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a demanda institucional por ETFs spot de Ethereum, o apetite por exposição via fundos regulados vem se mantendo mesmo em momentos de volatilidade do Bitcoin.

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Gold Ethereum cryptocurrency coin featuring the diamond-shaped logo over a digital financial trading chart

Os ETFs de XRP somaram cerca de US$ 26 milhões em entradas, levando a sequência positiva a nove sessões e aproximadamente US$ 150 milhões acumulados – dado que reforça o contexto explorado no artigo sobre exposição institucional ao XRP por meio de ETFs. Já os ETFs de Solana captaram US$ 17,3 milhões, também em sua nona sessão consecutiva de entradas, com cerca de US$ 200 milhões acumulados no período.

Do lado das saídas, o ARKB, da ARK 21Shares, liderou os resgates com US$ 114,9 milhões, seguido pelo BITB, da Bitwise, com US$ 49,7 milhões. O IBIT, da BlackRock, perdeu US$ 33,4 milhões após puxar boa parte da onda de compras anterior, enquanto o HODL, da VanEck, cedeu US$ 13,2 milhões. Uma entrada de US$ 9,3 milhões no Bitcoin Trust do Morgan Stanley compensou parte parcial dessas retiradas. Ainda assim, os ETFs de Bitcoin fecharam as cinco sessões até 28 de agosto com cerca de US$ 924,5 milhões em entradas líquidas – saldo semanal positivo apesar do fim da sequência.

É importante notar que os dados de fluxo por fundo não identificam compradores individuais. A divergência de um único pregão não comprova que investidores tenham migrado diretamente do Bitcoin para Ethereum, XRP ou Solana – apenas mostra que o apetite institucional por esses três ativos permaneceu positivo enquanto o Bitcoin recuava.

O que os próximos pregões podem indicar

A saída de US$ 201,9 milhões representa apenas cerca de 6,6% do volume acumulado na sequência de nove sessões que a precedeu – número pequeno frente aos US$ 54,6 bilhões em entradas líquidas acumuladas pelos ETFs de Bitcoin desde o lançamento e aos aproximadamente US$ 97 bilhões que esses produtos administram atualmente. Uma retomada rápida das entradas na abertura de segunda-feira faria a sessão de sexta-feira parecer uma pausa dentro de uma tendência ainda forte.

Technical analysis chart of Bitcoin futures trading with price levels and volatility indicators

Já saídas persistentes de Bitcoin, combinadas com fluxos positivos contínuos em Ethereum, XRP e Solana, apontariam para uma divergência mais relevante – ainda que a fonte não permita, neste momento, concluir se isso representa uma diversificação estrutural da demanda institucional ou apenas ruído de curto prazo. Como já havíamos discutido no CriptoFácil ao analisar as entradas recentes em ETFs de Bitcoin frente a Ether e Solana, esse tipo de comparação entre ativos costuma exigir várias sessões para se confirmar como tendência.

Pontos-chave da sessão

  • BITCOIN: US$ 201,9 milhões em saídas, encerrando nove sessões de entradas que somaram US$ 3,04 bilhões.
  • ETHEREUM: US$ 102,1 milhões em entradas, décima sessão positiva consecutiva.
  • XRP: cerca de US$ 26 milhões em entradas, nona sessão positiva.
  • SOLANA: US$ 17,3 milhões em entradas, nona sessão positiva.
  • PRÓXIMO INDICADOR: retomada ou continuidade das saídas de Bitcoin enquanto os demais fundos seguem positivos.
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Altcoins recuperam espaço após rotação defensiva nos futuros

Bitcoin and Ethereum anchor a visual rotation of futures market volume toward altcoins.

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A participação das altcoins no volume de futuros da Binance caiu de 63% para 47% em uma única semana no fim de junho de 2026, com o capital migrando majoritariamente para Bitcoin e Ethereum. O movimento, no entanto, não se sustentou: em agosto, a fatia das altcoins voltou a subir para 65%, a maior marca em dois anos, segundo dados de futuros da Binance.

Em 29 de junho de 2026, o volume total de futuros da Binance atingiu US$ 28,74 bilhões, alta de 18% na comparação semanal. Apesar do volume agregado maior, a composição mudou de forma abrupta: o BTC respondeu por 47,9% do total e o ETH por 29,2%. Somando Solana, os três ativos concentraram 84,7% de todo o volume de futuros da exchange naquele momento, deixando dezenas de tokens menores disputando o restante.

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Binance options trading interface displayed on a laptop screen and a smartphone.

Quais altcoins mais perderam volume

Entre os ativos monitorados, as quedas individuais foram acentuadas. ASTER recuou 76% em volume de futuros, WLD caiu 48%, HYPE perdeu 35% e ZEC retraiu 26%. No total, 12 das 20 altcoins acompanhadas no período registraram saídas líquidas durante as janelas de negociação analisadas – um sinal de que a rotação não foi pontual em um único token, mas espalhada por boa parte do mercado de derivativos secundário.

Os números da rotação, lado a lado

  • ALTCOINS – Vaivém em dois meses: participação caiu de 63% para 47% no fim de junho e voltou a 65% em agosto, o maior nível em dois anos.
  • BTC – Pico e recuo: 47,9% do volume de futuros em 29 de junho, caindo para cerca de 21% em agosto.
  • ETH – Mesmo padrão: 29,2% do volume em junho contra aproximadamente 13,6% em agosto.
  • ASTER, WLD, HYPE, ZEC – Os mais afetados: quedas de 76%, 48%, 35% e 26%, respectivamente, no auge da rotação defensiva.
  • SINAL A MONITORAR: se ASTER e WLD recuperarem volume de forma consistente, a rotação de junho tende a ser vista como temporária; se não recuperarem, pode indicar problema de liquidez estrutural nesses mercados específicos.

O que a composição do volume revela sobre apetite por risco

Concentração incomum em BTC e ETH nos futuros de uma exchange como a Binance costuma refletir postura defensiva de quem opera com alavancagem real; predominância de altcoins, por outro lado, sinaliza apetite por risco elevado. A soma de BTC e ETH chegou a quase 77% do volume no fim de junho – bem acima da faixa combinada de 35% a 40% que indicaria, segundo a leitura da própria evidência, uma distribuição mais saudável de atividade especulativa.

A pile of physical cryptocurrency tokens including Bitcoin and Ethereum coins in gold and silver

A reversão para 65% de participação das altcoins em agosto, com BTC e ETH recuando para cerca de 21% e 13,6% respectivamente, mostra que houve reposicionamento relevante de capital em uma janela de apenas dois meses. Isso reforça que o episódio de junho funcionou como rotação tática de curto prazo, não como mudança estrutural na forma como o mercado aloca risco.

Para quem acompanha o mercado de derivativos como termômetro de sentimento, a concentração de volume em BTC e ETH pode sinalizar uma postura defensiva entre os operadores.

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Golpistas usam aniversário de Pokémon para promover token falso

Ilustração de conta oficial sequestrada promovendo token falso em golpe de criptomoeda

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A conta oficial da Pokémon no X, com mais de 8 milhões de seguidores, foi comprometida em 27 de agosto de 2026 para divulgar um suposto memecoin oficial chamado $POKEMON. A The Pokémon Company recuperou o controle do perfil cerca de 30 minutos depois, removeu as publicações fraudulentas e negou qualquer vínculo com projetos ou tokens de criptomoedas.

Conta oficial de Pokémon foi usada para divulgar o falso $POKEMON

Os invasores aproveitaram a janela das celebrações do 30º aniversário da franquia para dar credibilidade ao golpe. As publicações não autorizadas apresentavam o $POKEMON como um token oficial ligado à data comemorativa, incluindo um endereço de contrato e um link que imitava o site legítimo do aniversário.

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Pokemon 30th anniversary logo featuring a red number 3, Pikachu, and a Poké Ball on a yellow background

O conteúdo permaneceu ativo por aproximadamente meia hora antes de a empresa retomar o acesso à conta. Depois de recuperar o controle, a The Pokémon Company apagou todas as postagens fraudulentas e publicou um comunicado esclarecendo que não criou nem aprovou qualquer promoção de criptoativos, pedindo desculpas pela confusão gerada entre os seguidores.

Episódios como esse se somam a um padrão já observado no mercado cripto, em que contas verificadas com grande audiência são sequestradas para dar aparência de legitimidade a memecoins sem qualquer relação real com a marca explorada. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir os riscos de engenharia social por trás de grandes hacks no setor, a falha humana e a exploração de confiança seguem tão relevantes quanto vulnerabilidades técnicas em contratos ou protocolos.

Por que o golpe parecia plausível

A combinação de uma data comemorativa real, uma conta com décadas de reconhecimento e um link que replicava a estética de uma página oficial reduziu os sinais de alerta que normalmente acompanham promoções anônimas de memecoins. O público da Pokémon é amplo e inclui muitos fãs casuais, que não necessariamente estão familiarizados com práticas básicas de segurança cripto, como desconfiar de endereços de contrato publicados sem contexto prévio.

Bar chart showing phishing attack distribution by industry, with Cryptocurrency and NFT as the top target at 19.11%.

A orientação prática diante de casos assim é simples: nenhuma conta, por mais tradicional que seja, deve ser tomada como prova de legitimidade quando anuncia um token do nada, sem histórico de comunicação sobre criptoativos. A confirmação deve vir de canais oficiais múltiplos e de cobertura por veículos confiáveis antes de qualquer interação com contratos ou links promovidos.

O caso também reforça a importância de checar a camada de apresentação de qualquer site ligado a uma promoção de token, já que páginas falsas costumam replicar o visual de comunicações legítimas para ganhar confiança. Como abordamos ao tratar de riscos de segurança na camada de frontend em projetos DeFi, interfaces comprometidas ou clonadas são um vetor recorrente nesse tipo de fraude. Vale ainda lembrar que memecoins, mesmo quando não fraudulentos, exigem avaliação criteriosa de liquidez e atividade on-chain antes de qualquer decisão, como mostramos ao analisar as dúvidas levantadas por dados on-chain sobre o Memecore.

Até o momento, a The Pokémon Company não detalhou o método de invasão nem confirmou perdas financeiras associadas ao episódio, limitando-se a informar que a conta foi assegurada e o conteúdo fraudulento removido.

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AB 2409 aguarda sanção após votação unânime na Califórnia

Editorial illustration of California lawmakers regulating public-official memecoins before gubernatorial approval.

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O Senado da Califórnia aprovou, por 40 votos a zero, o Assembly Bill 2409, projeto que restringe a oferta de memecoins emitidas por autoridades públicas a residentes do estado. A Assembleia estadual confirmou as emendas do Senado em votação posterior, por 78 votos a zero, e o texto agora segue para sanção do governador.

O projeto ainda não é uma lei em vigor. A proposta foi aprovada pelas duas casas legislativas, mas depende da decisão final do Executivo estadual.

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Califórnia avança contra memecoins ligadas a autoridades públicas

Os placares unânimes no Senado e na Assembleia indicam amplo apoio legislativo à medida. O texto restringe a oferta, a residentes da Califórnia, de determinados ativos digitais emitidos por autoridades públicas ou em parceria com elas.

Se sancionada, a regra alcançará memecoins emitidas a partir de 1º de janeiro de 2027 por autoridades públicas federais, agentes públicos estaduais ou locais, ou por pessoas que atuem em parceria com eles. Dessa forma, a disposição tem caráter prospectivo e não se aplica automaticamente a tokens já emitidos.

Conflitos de interesse estão no centro da proposta

Os legisladores justificaram a iniciativa com preocupações sobre conflitos de interesse, corrupção, transparência financeira e possíveis acordos de favorecimento. A lógica da medida é impedir que pessoas com autoridade pública usem sua posição para obter ganhos com a emissão ou a promoção de ativos digitais.

A restrição abrange tokens ligados a figuras públicas, como a memecoin Official Trump (TRUMP), associada ao presidente dos Estados Unidos. O mecanismo do projeto, porém, não se limita a ativos inspirados em memes: ele considera a relação entre a função pública, a emissão de moedas digitais e interesses financeiros.

A close-up of a screen showing a Trump-themed cryptocurrency coin next to a currency converter for TRUMP to USD.
A digital currency converter displaying the exchange rate for the TRUMP memecoin.

O texto também diferencia agentes públicos de empregados de entidades governamentais. No caso dos funcionários públicos, o alcance é direcionado especialmente a quem possui poder decisório sobre contratos e licitações.

O que o Assembly Bill 2409 determina

Na prática, o projeto impede que provedores de serviços de ativos digitais disponibilizem, para moradores da Califórnia, memecoins emitidas por autoridades públicas federais, agentes públicos estaduais ou locais, ou em parceria com eles. A regra se aplica às emissões realizadas a partir de 1º de janeiro de 2027.

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O AB 2409 define memecoins como ativos digitais cujo valor deriva principalmente do interesse público, da especulação ou do engajamento da comunidade. A proposta também trata de moedas derivadas de forma mais ampla, o que pode abranger outros ativos digitais, como NFTs e stablecoins, quando enquadrados nessa definição.

Além das restrições previstas, o projeto autoriza ações civis para interromper emissões e buscar a devolução de lucros. Essas disposições reforçam o foco da proposta na prevenção de benefícios financeiros associados ao exercício de função pública.

A medida é voltada à Califórnia e aos residentes do estado. Ela não estabelece uma proibição geral de negociação em âmbito nacional ou global.

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TRUMP e as perdas apontadas pela Public Citizen

O debate ocorre enquanto a memecoin TRUMP registra perdas relevantes entre seus investidores. Segundo relatório da organização sem fins lucrativos Public Citizen, investidores do token acumulam prejuízo estimado em US$ 3,2 bilhões, com a maior parte das perdas ainda não realizada.

De acordo com dados do CoinMarketCap, a TRUMP ocupa a quinta posição entre as maiores memecoins, com capitalização de mercado de US$ 688 milhões. Na semana citada, o token subiu 53%, após uma queda de 67% no ano anterior.

O relatório da Public Citizen apresenta a estimativa de perdas dos investidores da TRUMP. A volatilidade do ativo é um dos elementos relacionados ao debate sobre riscos de mercado e regulação de tokens associados a autoridades públicas.

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Próximo passo é a análise do governador

Após a aprovação no Senado e na Assembleia, o AB 2409 foi encaminhado para as etapas finais de redação e deverá ser submetido ao governador da Califórnia. A sanção ou o veto definirá se as restrições previstas passarão a integrar a legislação estadual.

Governor Gavin Newsom speaking at a podium with a red sign reading Election Rigging Response Act
Governor Gavin Newsom addresses a crowd regarding the Election Rigging Response Act.

O projeto também se insere em uma discussão mais ampla sobre ativos digitais e função pública nos Estados Unidos. Os empreendimentos cripto da família Trump criaram obstáculos à aprovação do Digital Asset Market Clarity Act, conhecido como CLARITY Act, projeto federal voltado à estruturação do mercado de criptomoedas no país.

Segundo as informações disponíveis sobre essa discussão federal, um adendo bipartidário de ética, que não foi tornado público, poderia permitir o adiamento do pagamento de imposto sobre ganhos de capital relacionados a desinvestimentos obrigatórios. A proposta californiana, por sua vez, concentra-se nas relações entre autoridade pública, emissão de ativos digitais e conflitos de interesse.

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Strikes de US$ 75 mil e US$ 80 mil concentram opções de Bitcoin

Ilustração da concentração de opções de Bitcoin nos strikes de US$ 75 mil e US$ 80 mil

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Aproximadamente 81.700 contratos de opções de Bitcoin, equivalentes a US$ 6,44 bilhões em valor nocional, vencem na Deribit às 08:00 UTC de sexta-feira, maior plataforma global de opções de criptomoedas. O Bitcoin era negociado perto de US$ 79 mil no momento em que o mercado se preparava para o vencimento, depois de uma alta que levou o ativo brevemente acima de US$ 81 mil antes de um dado de inflação apagar cerca de US$ 3 mil do preço em poucas horas.

Vencimento bilionário concentra posições próximas do preço do Bitcoin

O lote que expira nesta sexta-feira se divide em 44.639 calls e 37.061 puts, o que resulta em uma relação put/call de 0,83 – uma leitura que pende para o lado otimista, já que há mais apostas de alta do que de proteção contra queda. Esse volume representa perto de um quinto de todo o open interest de Bitcoin registrado na Deribit, segundo o material publicado pela Decrypt.

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Deribit trading interface showing Bitcoin options tool and market metrics charts on a dark background
The Deribit platform interface featuring Bitcoin options trading tools and volatility metrics.

É importante separar valor nocional de dinheiro que efetivamente troca de mãos. Os US$ 6,44 bilhões representam o valor de face dos contratos, multiplicando o open interest pelo preço à vista do Bitcoin – não uma quantia que será movimentada de fato. A maior parte dos contratos de sexta-feira está fora do dinheiro e deve expirar sem qualquer liquidação, enquanto apenas os contratos “in the money” são de fato exercidos.

Os strikes de US$ 75 mil e US$ 80 mil concentram o maior open interest do lote, marcando onde os vendedores de opções mantêm suas maiores posições – não necessariamente onde o mercado vai parar. Mais de US$ 500 milhões em valor nocional estão a até 5% do preço à vista, o que tende a manter os ajustes de hedge mais ativos até o fechamento do pregão. Como discutido anteriormente no CriptoFácil ao analisar o comportamento do open interest e da alavancagem em derivativos de Bitcoin, esse tipo de concentração tende a amplificar oscilações de curto prazo sem alterar a tendência estrutural do ativo.

O que o vencimento pode significar para o preço

As firmas que venderam essas opções precisam ajustar sua exposição comprando ou vendendo Bitcoin real conforme o preço se move – um mecanismo que, em teoria, pode gerar fluxo suficiente para mexer no mercado de forma independente de qualquer notícia. Enquanto o BTC permanecer perto de US$ 75 mil ou US$ 80 mil, esses ajustes de hedge devem continuar ativos.

A laptop displaying a financial candlestick chart on a dark screen with another monitor in the background
Photo by AlphaTradeZone on Pexels

O nível de “max pain” calculado pela Deribit – o preço em que o maior volume de contratos expira sem valor – está entre US$ 68 mil e US$ 70 mil, entre US$ 9 mil e US$ 11 mil abaixo do Bitcoin. Quanto maior essa distância entre o preço à vista e o max pain, mais intensa tende a ser a atividade de hedge conforme o vencimento se aproxima, embora isso não determine para onde o preço efetivamente vai.

Vencimentos deste porte nem sempre movem o mercado de forma expressiva: um lote de US$ 15 bilhões em junho de 2025, com max pain em US$ 102 mil, viu o Bitcoin praticamente estável, e o vencimento de US$ 13,3 bilhões de dezembro teve reação igualmente contida. A diferença de sexta-feira está na proximidade entre o preço à vista e os strikes de maior concentração, o que mantém os agentes de hedge mais ativos – dinâmica também observada nos testes de resistência recentes descritos no CriptoFácil ao cobrir os níveis técnicos entre US$ 78 mil e US$ 83 mil. O vencimento ainda coincide aproximadamente com a janela do discurso do novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, somando outro catalisador ao mesmo período.

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Sparrow responde a alertas de IA com atualização de software

Sparrow Wallet software update shown alongside AI code alerts and human security review

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A Sparrow Wallet, carteira voltada a Bitcoin e privacidade, publicou uma atualização após uma ferramenta de inteligência artificial apontar possíveis correções em seu software. A informação disponível não detalha quais problemas foram identificados nem explica quais mudanças foram incorporadas ao lançamento.

Esse limite é importante para interpretar o episódio com precisão. Um alerta gerado por inteligência artificial não equivale, por si só, a uma vulnerabilidade confirmada. Sem documentação técnica adicional, também não é possível afirmar que a Sparrow tenha sofrido um ataque, perda de fundos ou uma falha crítica.

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O que a atualização indica

Um aviso automatizado pode apontar um comportamento incomum, uma condição de programação ou uma oportunidade de melhoria. A conclusão sobre a relevância de cada observação depende de testes reproduzíveis, revisão de código e avaliação dos efeitos práticos para os usuários.

Nesse contexto, a atualização representa uma resposta de manutenção, e não necessariamente uma admissão de que os fundos estivessem expostos. A informação disponível também não revela como os desenvolvedores validaram cada alteração feita após os alertas.

Não há dados sobre qual modelo ou serviço de inteligência artificial foi utilizado, que parte do código foi examinada, quantas observações a ferramenta produziu ou quantas delas resultaram em mudanças. Qualquer descrição mais específica excederia os fatos disponíveis.

Privacidade e revisão humana

Uma carteira de Bitcoin não serve apenas para consultar saldos: ela coordena chaves, endereços, transações e, em alguns casos, conexões com serviços externos. Por isso, alterações em um aplicativo que administra chaves privadas podem afetar a construção de transações, a conexão com dispositivos ou a exibição de dados sensíveis.

Screenshot of the Sparrow Wallet desktop interface showing the 'Send' transaction screen for a MultiSigWallet.

O material disponível apresenta a Sparrow como uma ferramenta voltada à privacidade, mas não identifica funções específicas envolvidas nesta atualização. Assim, não é possível atribuir as mudanças a recursos como CoinJoin, seleção de moedas, conexão com servidores ou qualquer outro componente não mencionado.

Privacidade e segurança são conceitos relacionados, mas não idênticos. Uma aplicação pode reduzir a exposição de determinados metadados e ainda exigir revisões independentes para confirmar o funcionamento confiável da gestão de chaves, da assinatura de transações e da comunicação com outros serviços.

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A inteligência artificial pode acelerar a leitura de grandes volumes de código e sugerir hipóteses que depois precisam ser verificadas. Seus resultados, porém, exigem interpretação humana, pois a ferramenta pode produzir falsos positivos, deixar passar erros lógicos ou não compreender as consequências econômicas de uma modificação aparentemente pequena no código.

Screenshot of Atlassian Crucible code review interface showing a Java file diff and developer comments.
The Atlassian Crucible interface allows developers to leave comments on specific lines of code.

O que os usuários devem considerar

Quem utiliza a Sparrow Wallet deve consultar os canais oficiais do projeto para identificar a versão publicada e verificar se há uma recomendação explícita de atualização. Antes de modificar uma ferramenta que administra Bitcoin, também é recomendável confirmar a autenticidade do pacote, fazer o download de uma fonte confiável e manter seguros os dados necessários para recuperar a carteira.

Uma atualização de software não substitui práticas básicas de autocustódia, como proteger a frase de recuperação e as chaves privadas. A informação disponível não indica que a atualização seja obrigatória, que exista um prazo para instalá-la ou que versões anteriores tenham deixado de funcionar. Essas condições só podem ser confirmadas na documentação do projeto.

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O caso reforça que a inteligência artificial pode ajudar a encontrar problemas que merecem atenção, mas não substitui processos verificáveis, revisão humana e explicações técnicas. A Sparrow publicou uma atualização após receber os alertas, enquanto ainda faltam detalhes sobre o que foi corrigido e quais evidências sustentam as mudanças.

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StarkWare testa proteção quântica do Bitcoin sem mudar suas regras

Ilustração de proteção quântica envolvendo uma transação de Bitcoin em uma rede blockchain

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A StarkWare afirma que um pesquisador da empresa concluiu a primeira transação resistente à computação quântica na mainnet do Bitcoin, confirmada no bloco 964.199 e envolvendo uma saída de 10.000 satoshis. O teste ocorreu em 26 de agosto de 2026 e, segundo a empresa, não exigiu qualquer alteração das regras atuais do Bitcoin – mas o processo pode custar entre US$150 e US$200 por transação.

Como a StarkWare realizou o teste na rede Bitcoin

O método, batizado de Quantum Safe Bitcoin (QSB), foi desenvolvido por Avihu Levy, pesquisador da StarkWare, que publicou a pesquisa original em abril de 2026 antes de testá-la ao vivo na rede. Em vez de depender das assinaturas ECDSA usadas normalmente pelo Bitcoin, o QSB recorre a segurança baseada em hash, utilizando assinaturas Lamport de uso único combinadas a funções hash.

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Segundo a StarkWare, o risco que o método busca mitigar surge no instante em que uma transação é enviada: a chave pública do remetente fica visível antes da confirmação no bloco, criando uma janela teórica na qual um computador quântico suficientemente poderoso poderia tentar extrair a chave privada e roubar os fundos. Esse risco está relacionado ao debate mais amplo sobre os riscos da computação quântica para redes de criptomoedas.

O software padrão do Bitcoin rejeitou a transação por causa do formato incomum dos dados. Para contornar isso, a StarkWare enviou a operação diretamente à mineradora MARA, que a incluiu em um bloco por meio de seu serviço privado MARA Slipstream.

Aerial view of a MARA Bitcoin mining facility featuring rows of cooling containers at sunset
A large-scale MARA Bitcoin mining facility with specialized cooling infrastructure.

O que o teste mostra – e o que ainda limita o QSB

Eli Ben-Sasson, CEO da StarkWare, afirmou que o resultado oferece aos detentores de Bitcoin uma opção de proteção antes de uma eventual atualização permanente da rede.

Custo e escala ainda são obstáculos para usuários comuns

Apesar da demonstração bem-sucedida, a StarkWare reconhece que gerar uma única transação QSB pode levar horas de processamento em várias placas de vídeo de alto desempenho. Somado ao custo estimado de US$150 a US$200, o método é hoje inviável para uso cotidiano – e seu tamanho maior o torna inadequado para pagamentos em escala, o que poderia pressionar a rede e encarecer transações caso fosse adotado amplamente.

NVIDIA GPU server racks in a modern, clean white data center facility
A high-density NVIDIA GPU server farm designed for AI and high-performance computing.

Ben-Sasson atribuiu o mérito do experimento a Levy e defendeu que a solução definitiva ainda depende de uma mudança de consenso. Segundo ele, Levy desenvolveu o projeto fora do horário de trabalho, e a StarkWare continua a defender a adoção de um soft fork pelo Bitcoin.

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Movimentação de 80 mil BTC reacende alerta sobre chaves antigas

Editorial illustration of dormant Bitcoin wallets and old private keys linked by coordinated blockchain transactions

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Oito carteiras de Bitcoin inativas há mais de uma década foram movimentadas em 4 de julho de 2025, somando cerca de 80.000 BTC. Com o Bitcoin cotado a US$ 119.000, o montante ultrapassou US$ 9,5 bilhões, reacendendo o debate sobre a segurança de endereços criados nos primeiros anos da rede.

O que os dados on-chain revelam

Segundo reportagem publicada no Livecoins, os endereços, criados em 2011, foram ativados em sequência próxima, apresentaram um padrão de transação compatível com automação e tiveram destino comum. Em cada movimentação, mensagens no campo OP_RETURN incluíram os termos Cracked, Key e July 4th 2025 e foram enviadas não apenas aos endereços movimentados, mas também a milhares de outros na rede.

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A blockchain visualization graph showing cryptocurrency transactions flowing from multiple addresses to a single hub.

Não há comprovação de que o caso tenha sido um ataque. Ainda assim, a ação coordenada, a exposição deliberada e o padrão automatizado levantam essa possibilidade. A hipótese é que alguém tenha obtido controle das chaves privadas ao explorar vulnerabilidades na geração original dessas chaves.

Por que carteiras da era 2009-2012 podem ser mais vulneráveis

Grande parte dos endereços antigos segue os formatos P2PK e P2PKH, comuns entre 2009 e 2012. Em endereços P2PK, a chave pública é revelada integralmente no momento da transação. Isso os expõe a um cenário futuro em que algoritmos de assinatura como o ECDSA sejam comprometidos, seja por avanços em computação quântica ou por outras técnicas.

  • ENTROPIA FRÁGIL: softwares do início dos anos 2010 frequentemente usavam fontes previsíveis, como relógio de sistema, palavras comuns e geradores pseudoaleatórios inseguros. Isso podia resultar em seeds vulneráveis a ataques de força bruta, potencializados por técnicas de inteligência artificial.
  • REUTILIZAÇÃO DE ENDEREÇOS: uma prática recorrente na época podia comprometer a privacidade e a segurança da carteira. O desconhecimento de boas práticas e a ausência de ferramentas modernas contribuíram para essa conduta, antes da ampla difusão de padrões como o BIP39.
  • PADRÕES MAIS RECENTES: o SegWit, introduzido em 2017, e o Taproot, ativado em 2021, trouxeram melhorias em eficiência, privacidade e resistência a erros operacionais. O Taproot adota assinaturas Schnorr, que permitem agregação de chaves e ocultação de estruturas internas em transações mais complexas.

Contexto e implicação para o investidor

O episódio não indica falha no protocolo do Bitcoin, mas chama atenção para os riscos associados a chaves antigas, geradas com práticas frágeis e mantidas por anos sem revisão. A segurança da rede permanece sólida, enquanto a segurança de cada carteira depende de como suas chaves foram criadas, armazenadas e geridas ao longo do tempo.

Black imKey hardware wallet with a small digital screen and physical buttons
The imKey hardware wallet provides cold storage for cryptocurrency assets.

A movimentação de moedas entre endereços, por si só, não demonstra que elas foram vendidas. No caso das carteiras ativadas em julho de 2025, as transações levantaram questionamentos sobre a origem dos fundos e sobre as condições de segurança das chaves usadas em endereços antigos.

A recomendação técnica citada pelos autores é migrar carteiras antigas para padrões modernos, com novas chaves geradas em ambientes controlados e seguros. Medidas como multisig e time-lock também podem ser implementadas de acordo com o perfil de risco.

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BankChain quer levar depósitos tokenizados ao sistema bancário dos EUA

Editorial illustration of a blockchain network connecting U.S. banks for tokenized deposits

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Trinta e nove associações bancárias estaduais dos Estados Unidos anunciaram a criação da BankChain Alliance, consórcio que pretende construir uma rede blockchain nacional de propriedade do próprio setor bancário, com lançamento planejado para 2027. O anúncio, divulgado nesta terça-feira, coloca depósitos tokenizados, stablecoins, pagamentos inteligentes e liquidações automatizadas no sistema bancário regulado, segundo informações do Cointelegraph.

O que a BankChain Alliance propõe

A aliança afirma que a rede será interoperável com outras blockchains e que já está em processo de seleção de um parceiro tecnológico para construí-la. As associações participantes representam, ao todo, milhares de instituições financeiras espalhadas pelos Estados Unidos, e o plano é convidar bancos de todo o país a adquirir participações na estrutura.

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Infographic comparing Traditional Finance, Fintech, and Blockchain Finance network structures.

Ainda assim, o comunicado não cita nenhum banco individual que já tenha se comprometido formalmente a ingressar no projeto. Também não há detalhes sobre como a rede será governada ou financiada – o Cointelegraph procurou a BankChain para obter mais informações, mas não recebeu resposta até a publicação.

Bancos americanos já constroem redes on-chain paralelas

A BankChain entra em um cenário onde vários consórcios bancários dos EUA já avançam em infraestrutura própria desde o fim de 2025. Em junho, The Clearing House anunciou uma iniciativa de dinheiro on-chain apoiada por JPMorgan Chase, Bank of America, Citi, BNY e Wells Fargo, voltada à liquidação e compensação de depósitos tokenizados entre bancos e à conexão da atividade blockchain com os sistemas de pagamento existentes.

Os depósitos tokenizados representam direitos sobre bancos individuais e mantêm o tratamento como dinheiro de bancos comerciais. Segundo o Cointelegraph, essa estrutura permite transferências programáveis e disponíveis 24 horas por dia, enquanto os recursos dos clientes permanecem nos balanços das instituições.

Prestadores regionais seguem caminho separado com a Cari, desenvolvida por Huntington, First Horizon, M&T Bank, KeyBank e Old National. O produto mínimo viável foi lançado em março e já somava mais de 30 bancos participantes em julho. Bancos comunitários, por sua vez, formaram o consórcio DTX via Independent Bankers Association of Texas, que ultrapassou 50 membros em junho enquanto prepara um piloto de depósitos tokenizados.

No campo das stablecoins, a iniciativa Open USD, ligada à Open Standard, reúne mais de 140 empresas de pagamentos, bancos, tecnologia e criptoativos. A stablecoin, apoiada por dólares, tem lançamento esperado para mais tarde em 2026 e prevê cunhagem e resgate sem taxas para empresas, além da distribuição dos rendimentos das reservas entre participantes.

Digital cryptocurrency coins representing stablecoins in front of a US one dollar bill

Pontos ainda em aberto na BankChain

O anúncio da BankChain não identifica bancos que tenham aderido formalmente à iniciativa, nem detalha o modelo de governança ou financiamento da rede. A aliança também ainda seleciona o parceiro tecnológico que ficará responsável pela construção da infraestrutura.

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Enquanto esses pontos não são divulgados, a proposta se soma às iniciativas de grandes bancos, instituições regionais e bancos comunitários que vêm desenvolvendo infraestrutura compartilhada para movimentar depósitos e pagamentos on-chain dentro do sistema bancário regulado.

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GalaxyOne estreia crédito rotativo com BTC, ETH e SOL em garantia

Representação editorial de crédito rotativo garantido por Bitcoin, Ethereum e Solana em uma estrutura de custódia segura.

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A Galaxy abriu na terça-feira, 25 de agosto, sua nova linha de crédito rotativa lastreada em criptoativos para clientes elegíveis da plataforma GalaxyOne. O produto, batizado de Crypto Portfolio Line of Credit (PLOC), permite empréstimos em dinheiro usando Bitcoin, Ethereum e Solana – incluindo SOL em staking – como garantia, sem que o investidor precise vender seus ativos.

Como funciona a nova linha de crédito

O PLOC reúne os três ativos dentro de uma única linha rotativa, em vez de exigir um empréstimo separado por criptomoeda. A Galaxy fixou uma taxa percentual anual variável de 8,99% e uma relação empréstimo-garantia (LTV) inicial de 50%: uma carteira de US$ 100.000 sustenta cerca de US$ 50.000 em capacidade de empréstimo.

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Não há taxa de originação, segundo a empresa, e os desembolsos costumam ser liberados de forma instantânea. Os recursos podem ser usados na plataforma ou retirados em dólar ou USDC. O valor da garantia é monitorado continuamente e, segundo a GalaxyOne, o cliente recebe aviso antes de qualquer ação sobre o colateral em caso de queda no valor dos ativos.

  • ATIVOS ACEITOS: Bitcoin, Ethereum e Solana, incluindo SOL em staking, que continua acumulando recompensas enquanto é usado como garantia.
  • SEM REUTILIZAÇÃO DA GARANTIA: A Galaxy afirma não emprestar ou reutilizar os ativos dados em garantia enquanto eles sustentam a linha de crédito.
  • ABRANGÊNCIA: Produto disponível em 40 estados dos EUA, com exclusão de California, Delaware, Idaho, Indiana, Minnesota, Mississippi, Missouri, Nevada e South Dakota.

Zac Prince, diretor administrativo da GalaxyOne, afirmou que a empresa pretende levar ao mercado um produto competitivo de crédito lastreado em cripto por meio de sua plataforma de varejo. Segundo ele, a infraestrutura institucional da Galaxy permite oferecer taxas competitivas, segurança e flexibilidade na nova linha de crédito.

Zac Prince wearing a navy blazer and white shirt, seated at a Coindesk event
Zac Prince speaking at a Coindesk conference.

A sombra de 2022 ainda pesa sobre o setor

O colapso de Celsius, BlockFi e Voyager em 2022 continua sendo uma referência para a categoria. Essas plataformas congelaram fundos de clientes e forçaram liquidações quando os preços caíram, espalhando contágio pelo mercado cripto.

A proposta da Galaxy usa uma estrutura diferente: a linha opera em uma plataforma própria e regulada, e não em um protocolo DeFi externo. Segundo a empresa, os ativos dados em garantia não são reutilizados enquanto sustentam o crédito.

O lançamento ocorre em um momento em que o índice de Fear & Greed do mercado cripto passou para “extreme greed” pela primeira vez desde 2024, segundo a Decrypt. Na mesma semana, ETFs de Bitcoin e Ethereum registraram US$ 23 bilhões em entradas, conforme reportagem da Decrypt.

A gauge displaying the Crypto Fear and Greed Index with a needle pointing to 75 in the green greed zone.

Garantias e monitoramento

A linha reúne BTC, ETH e SOL como garantias em uma única estrutura de crédito. A GalaxyOne informa que acompanha continuamente o valor desses ativos e avisa o cliente antes de tomar qualquer ação sobre o colateral caso os preços recuem.

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