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Open Interest do Bitcoin recua 19,5% em junho

Bitcoin symbol beside a steep decline in open interest and futures leverage, shown in a clean market analysis illustration.

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O Bitcoin era negociado a US$ 77.354 (aproximadamente R$ 448.653 ao câmbio de R$ 5,80), alta de 1,74%, no momento em que dados de derivativos apontavam para a liquidação de mais de US$ 250 milhões (perto de R$ 1,45 bilhão) em posições compradas em junho. O movimento acompanha uma queda mais ampla no volume de posições em aberto, ou Open Interest, do BTC nas exchanges, segundo dados compartilhados pela CryptoQuant.

Open Interest cai mais rápido que o preço

De acordo com a CryptoQuant, o Open Interest total de BTC recuou de US$ 26,0 bilhões (R$ 150,8 bilhões) para US$ 20,89 bilhões (R$ 121,16 bilhões) ao longo de junho, uma queda de 19,5%. O dado chama atenção porque superou a própria correção de preço: o BTC caiu de cerca de US$ 71.200 (R$ 412.960) no início do mês para US$ 63.234 (R$ 366.757) em 21 de junho, um recuo de 11,4%.

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Bitcoin to US Dollar candlestick trading chart featuring Bollinger Bands overlays on TradingView.
A Bitcoin price chart illustrating the use of Bollinger Bands for volatility analysis.

Essa diferença entre a queda de preço e a queda ainda maior no Open Interest aponta para um reajuste de alavancagem: a exposição em futuros foi reduzida de forma mais agressiva do que a queda no preço do BTC. Na primeira semana de junho, quando o BTC tocou mínima local de US$ 60.900 (R$ 353.220) em 6 de junho, o Open Interest já havia caído de US$ 26,0 bilhões para cerca de US$ 22,4 bilhões (R$ 129,92 bilhões), padrão consistente com liquidações e redução de posições, em vez de acúmulo de novas posições alavancadas.

Recuperação parcial não trouxe a alavancagem de volta

O BTC voltou a subir para perto de US$ 66.300 (R$ 384.540) em 15 de junho, com o Open Interest se recuperando para US$ 23,5 bilhões (R$ 136,3 bilhões), ainda bem abaixo do pico do início do mês. Mesmo com o BTC avançando quase 9% em relação à mínima de 6 de junho, o crescimento em futuros foi proporcionalmente mais modesto, segundo a análise da CryptoQuant.

Segundo um analista citado pela publicação original, os dados até aquele momento mostravam que o excesso de alavancagem havia sido reduzido. O analista também avaliou que níveis mais baixos de Open Interest não garantem recuperação imediata, mas podem indicar uma estrutura de mercado mais saudável do que um mercado de derivativos altamente saturado. A relação mais recente entre compras e vendas, ou taker ratio, em 0,95, aponta para posicionamento equilibrado e ausência de tendência clara de alavancagem.

  • OI TOTAL – De pico a vale: o Open Interest caiu de US$ 26,0 bilhões para US$ 20,89 bilhões (R$ 121,16 bilhões) em junho, queda de 19,5%.
  • PREÇO VS. ALAVANCAGEM: o BTC recuou 11,4% no período, ritmo mais lento que a contração dos futuros.
  • TAKER RATIO – Sem viés claro: a relação de 0,95 entre compras e vendas indica mercado equilibrado.
  • PRÓXIMO GATILHO: traders monitoram se o BTC sobe sem o Open Interest voltar a crescer rapidamente, sinal de demanda à vista predominando sobre especulação.

O que isso significa para o investidor no Brasil

Para quem acompanha ou negocia contratos futuros referenciados em BTC, os dados destacam a redução da exposição em futuros observada em junho. A análise citada pela CryptoQuant associa níveis mais baixos de Open Interest a uma estrutura de mercado potencialmente mais saudável do que a de um mercado de derivativos altamente saturado, sem que isso represente garantia de recuperação imediata.

O ponto central para os traders é observar a relação entre preço e Open Interest. Caso o Bitcoin continue avançando sem forte crescimento dos futuros, a leitura acompanhada pelo mercado é de maior participação da demanda à vista; já uma alta rápida na exposição aos futuros pode indicar renovada participação especulativa.

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Recompras do Tesouro dos EUA impulsionam rali do Bitcoin

Bitcoin rising as U.S. Treasury bond buybacks boost risk appetite

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O Bitcoin (BTC) chegou a subir 9,4% nesta sexta-feira (21) e foi negociado a cerca de US$ 77,5 mil (aproximadamente R$ 400,7 mil ao câmbio de R$ 5,17) no fim do pregão em Nova York. Na semana, o ativo acumula ganhos de cerca de 23% – o maior salto em sete dias desde março de 2023 – e mira o rompimento da marca de US$ 80 mil (R$ 413,6 mil), patamar não testado desde maio.

Recompra de títulos do Tesouro dos EUA destrava o rali

O entusiasmo voltou ao mercado depois que o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, anunciou na quarta-feira (19) que o departamento ao menos dobraria o volume das recompras de títulos de longo prazo. A medida provocou uma disparada nos preços dos Treasuries e forçou investidores a zerar bilhões em posições vendidas em ativos de risco.

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No mesmo dia, o presidente Donald Trump se reuniu com executivos de empresas como Coinbase Global e Payward, reforçando o sinal de que o governo segue comprometido com o setor. Trump também pressionou o Senado a votar o Clarity Act – projeto de lei que define a estrutura regulatória do mercado de criptomoedas nos EUA e que segue travado por divergências sobre disposições éticas, sem votação antes do recesso de agosto. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a proximidade do Bitcoin com US$ 80 mil e os efeitos dos fluxos de ETFs e dos juros, o nível segue como zona de decisão técnica para a continuidade da alta.

Donald Trump speaking at a podium with the Presidential Seal, surrounded by men in suits
Donald Trump addresses the press during a White House briefing.

Cerca de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,9 bilhões) em apostas alavancadas contra o Bitcoin e US$ 4,5 bilhões (R$ 23,3 bilhões) em todo o mercado cripto foram liquidados nos últimos três dias, segundo dados da Coinglass. O interesse vendido no ETF IBIT, da BlackRock – o maior do mundo, com cerca de US$ 55 bilhões (R$ 284,4 bilhões) sob gestão -, havia subido para cerca de 3% do total de cotas em circulação, segundo a S3, alimentando o movimento de fechamento forçado de posições.

O verdadeiro gatilho foi o Tesouro dos EUA dobrar as recompras de títulos de longo prazo, o que derrubou os rendimentos de longo prazo e ampliou o apetite por risco de forma generalizada. Nada mudou na tese de longo prazo do Bitcoin, mas nada mudou na volatilidade também.

Rachael Lucas, analista da BTC Markets.

O que os dados revelam

  • ETFs À VISTA – ‘Maior captação desde janeiro’: Os 13 fundos de Bitcoin à vista nos EUA já somam mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,17 bilhões) em entradas na semana.
  • BALEIAS – ‘Acumulação retomada’: Grandes detentores adicionaram cerca de US$ 2,75 bilhões (R$ 14,2 bilhões) em tokens ao longo de 60 dias, segundo a CryptoQuant.
  • AÇÕES CRIPTO – ‘Rali por tabela’: Coinbase subiu 8,2%, a Strategy avançou 6% e a Circle Internet Group teve alta de 5,2%.
  • PROJEÇÃO – ‘Risco de subestimação’: Geoffrey Kendrick, do Standard Chartered, afirmou que sua meta de US$ 100 mil (R$ 517 mil) para o fim do ano pode estar baixa demais pela primeira vez neste ciclo.

Ouro dá o sinal, Bitcoin segue a corrente

Nem todos os analistas leem a alta do Bitcoin como um sinal macro puro. O ouro atingiu seu nível mais alto desde maio, em meio a temores de que a intervenção no mercado de títulos pressione o dólar – e, segundo Adam Morgan McCarthy, pesquisador-chefe da LO:TECH, é o metal, não a criptomoeda, que carrega o verdadeiro sinal de proteção cambial e inflacionária desta semana, já que a disparada do Bitcoin foi turbinada por liquidações forçadas.

Infographic comparing gold bars and gold coins based on premium percentage, liquidity rating, and weight options.

Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, recomendou em publicação no LinkedIn reduzir exposição a títulos e manter de 10% a 15% da carteira em ouro e uma fatia menor em Bitcoin como forma de diversificação. Para o investidor brasileiro, o movimento reforça o argumento da diversificação internacional, mas a ressalva de McCarthy vale como alerta: parte do rali ainda depende de mecânica de derivativos, não de fluxo estrutural de longo prazo. O Bitcoin segue bem abaixo do pico de mais de US$ 126 mil (R$ 651,4 mil), atingido em outubro passado, e da mínima de US$ 58.642 (R$ 303,2 mil) registrada no fim de junho.

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XRP trava perto de US$ 1,08 com ETFs perdendo força

XRP token consolidating below resistance as ETF inflows lose momentum

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O XRP negocia a US$ 1,08 (aproximadamente R$ 6,26 ao câmbio de R$ 5,80), com alta marginal de +0,43% nas últimas 24 horas, depois de recuar de US$ 1,37 há uma semana e entrar em uma faixa de consolidação apertada entre US$ 1,0628 e US$ 1,0866. O quadro técnico não mostra sobrecompra: o Índice de Fluxo de Dinheiro (MFI) está em 40,32, ainda distante da zona de sobrevenda abaixo de 30, e o token segue abaixo das médias móveis de 14 e 30 dias – um padrão de tendência de baixa de curto prazo, não de euforia compradora.

Contexto: acumulação de baleias e fluxos de ETF perdem ritmo

Os ETFs spot de XRP nos EUA – fundos negociados em bolsa que replicam o preço do ativo sem exigir custódia direta – acumulam cerca de US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 8,7 bilhões) em entradas líquidas desde o lançamento em meados de novembro, bem abaixo da projeção do JPMorgan, que previa até US$ 8 bilhões (R$ 46,4 bilhões) no primeiro ano. O ritmo mensal desabou de US$ 132 milhões (R$ 765,6 milhões) em maio para apenas US$ 27 milhões (R$ 156,6 milhões) em julho, embora tenha havido um dia recente com fluxo líquido de US$ 5,66 milhões (R$ 32,8 milhões) em meio a resgates de produtos concorrentes.

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A 3D render of a black XRP cryptocurrency coin with a silver rim and symbol, floating over blue concentric light rings.

Sobre o comportamento de grandes detentores, um levantamento anterior da CoinGape com dados da Santiment mostrou que carteiras com pelo menos 1 milhão de XRP acumularam 1,53 bilhão de tokens adicionais nos seis meses anteriores a junho de 2026, chegando a controlar 74,1% da oferta circulante – um retrato de um ciclo de acumulação anterior ao atual período de compressão de preço. Na mesma cobertura, esse acúmulo foi associado à queda das reservas de XRP em corretoras para 2,69 bilhões de tokens. Esses dados não são contemporâneos ao instantâneo de preço de US$ 1,08 discutido aqui e não confirmam o comportamento atual das baleias.

Leitura dos indicadores técnicos

  • MFI (14) EM 40,32: capital líquido ainda saindo do ativo, mas sem atingir sobrevenda – território neutro-baixista, não um sinal de reversão iminente.
  • MÉDIAS MÓVEIS – MM7/MM14/MM30: preço em US$ 1,0799 fica abaixo da MM14 (US$ 1,0858) e da MM30 (US$ 1,0945), mas levemente acima da MM7 (US$ 1,0739), configurando estrutura de baixa de curto prazo dentro de uma tendência primária ainda negativa.
  • MACD: histograma segue negativo no gráfico diário, com o preço abaixo das EMAs de 20, 50, 100 e 200 dias – a tendência de fundo permanece de baixa.
  • VOLUME: caiu para cerca de 929 mil na última sessão, bem abaixo dos picos da liquidação anterior, sinal de que a pressão vendedora perde força sem confirmar reversão.
  • FUNDING E OPEN INTEREST: o perpétuo XRPUSDT mantém open interest de ~37,16 milhões de XRP e funding de 0,0100% a cada 8 horas – mercado equilibrado, sem excesso de alavancagem compradora nem capitulação vendedora.

Níveis de suporte e resistência

  • RESISTÊNCIA IMEDIATA – US$ 1,0858 a US$ 1,0945 (R$ 6,30 a R$ 6,35): zona onde as médias móveis de 14 e 30 dias se cruzam; fechamento diário acima dela muda o viés de médio prazo e abre caminho para US$ 1,13 (R$ 6,55).
  • SUPORTE IMEDIATO – US$ 1,0628 (R$ 6,16): mínima da sessão atual; perda consistente expõe suportes mais profundos.
  • SUPORTE CRÍTICO – FAIXA DE US$ 1,04 (R$ 6,03): último patamar relevante antes de uma ruptura estrutural maior, com US$ 1,0398 como referência técnica no gráfico.
  • NÍVEL ESTRUTURAL DE LONGO PRAZO – US$ 1,2666 (R$ 7,35): patamar defendido pelo XRP em ciclos anteriores; recuperá-lo é o objetivo dos comprados de longo prazo.

Projeção de preço: XRP pode romper US$ 1,20?

O cenário para 2026 depende quase inteiramente da CLARITY Act – a legislação de estrutura de mercado nos EUA que definiria o tratamento legal de ativos tokenizados e destravaria participação institucional em escala. O Senado americano engavetou formalmente o projeto para priorizar sanções à Rússia, jogando a votação para o limbo até o recesso de agosto, que começa em 7 de agosto, e a probabilidade de aprovação em 2026 nos mercados de previsão caiu de 82% em fevereiro para cerca de 30% atualmente.

Cenário base: faixa entre US$ 1,07 e US$ 1,51 até o fim de 2026, com alvo central em US$ 1,26 (R$ 7,31), cerca de +18% acima dos níveis atuais. Cenário otimista: a gestora 21Shares projeta US$ 2,45 (R$ 14,21), condicionado a aprovação regulatória e aceleração de fluxos em ETF. Cenário conservador: topo perto de US$ 1,20 (R$ 6,96) caso os catalisadores sigam adiados até 2027. No curto prazo, a maioria dos analistas aponta faixa entre US$ 1,06 e US$ 1,13 (R$ 6,15 a R$ 6,55) para agosto – qualquer projeção acima disso depende de um rompimento confirmado acima de US$ 1,0945, com volume crescente validando o movimento.

Futuristic crypto trading dashboard showing a BTC/USDT candlestick chart, technical indicators, and AI analysis tools.

Como já foi discutido em análise sobre a sequência de ganhos dos ETFs de XRP e em cobertura sobre a relação entre fluxos de ETF e continuidade técnica, os ETFs funcionam como o principal mecanismo de absorção da oferta liberada do escrow da Ripple – sem demanda institucional constante, o token circulante tende a pressionar o preço para baixo.

Pontos de atenção

  • O recesso do Congresso dos EUA começa em 7 de agosto, e ambos os parlamentos ficam em recesso durante boa parte de outubro, antes das eleições americanas de 3 de novembro, reduzindo a janela para qualquer avanço da CLARITY Act ainda em 2026.
  • Fluxos mensais de ETF em tendência de queda desde maio; uma reversão sustentada é necessária para validar cenários mais otimistas.
  • Os dados de acumulação de baleias citados pela CoinGape referem-se aos seis meses anteriores a junho de 2026 e não confirmam comportamento atual – novos relatórios devem ser acompanhados antes de assumir continuidade do padrão.
  • Rompimento ou perda dos níveis de US$ 1,0945 e US$ 1,0628 tende a definir a direção de curto prazo; funding e open interest nos futuros perpétuos devem confirmar qualquer movimento antes de posições alavancadas.

Para leitores que acompanham indicadores on-chain de acumulação e gatilhos técnicos correlatos, a análise sobre gatilhos técnicos e on-chain para XRP e XLM detalha métricas complementares às discutidas aqui. Mais detalhes sobre o padrão de acumulação de baleias no primeiro semestre podem ser conferidos na cobertura da CoinGape.

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Reação do mercado eleva ativos de ETFs de BTC e ETH em US$ 23 bi

Bitcoin and Ethereum ETF assets rise in a clean financial market illustration

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Os ETFs à vista de Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) listados nos Estados Unidos registraram juntos US$ 2,6 bilhões em entradas líquidas nos sete dias encerrados em 21 de agosto. Cada grupo de produtos teve sua maior semana de entradas desde outubro de 2025. Os produtos de Bitcoin responderam por US$ 1,92 bilhão do total, enquanto os fundos de Ethereum somaram US$ 697,18 milhões, revertendo uma saída combinada de US$ 391,96 milhões na semana anterior.

Cinco dias seguidos de captação em Bitcoin

Segundo dados da SoSoValue, os ETFs de Bitcoin encadearam cinco sessões consecutivas de entradas líquidas entre 17 e 21 de agosto. A sequência incluiu uma captação de US$ 606 milhões em 20 de agosto, o maior volume diário desde maio, conforme dados citados pelo BeInCrypto.

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Investopedia graphic explaining Spot Bitcoin ETF with a Bitcoin symbol on a folder and financial charts

A atividade de negociação também aumentou. O volume semanal dos fundos de BTC alcançou US$ 22,15 bilhões, cerca de três vezes o total da semana anterior. Apesar da recuperação semanal, o acumulado de entradas líquidas nesses fundos recuou do pico de US$ 62,77 bilhões, registrado em outubro de 2025, para US$ 53,71 bilhões.

Ethereum também registra maior dia desde outubro

Os fundos de Ethereum seguiram trajetória semelhante. Em 20 de agosto, registraram entradas de US$ 220,77 milhões, a maior captação diária desde outubro, de acordo com dados citados pelo BeInCrypto. Os ativos totais desses produtos, porém, permanecem 53% abaixo do pico observado em agosto de 2025.

Close-up of a black and gold Ethereum coin featuring the diamond-shaped token symbol

No acumulado de 2026, o quadro segue negativo para os dois ativos. Os ETFs de BTC registram saída de US$ 2,91 bilhões, enquanto os produtos de ETH acumulam perda de US$ 177,93 milhões, deixando ambos a caminho do primeiro ano negativo desde o lançamento.

Reavaliação dos ativos supera entradas líquidas

Os ativos combinados dos produtos de Bitcoin e Ethereum cresceram cerca de US$ 23 bilhões na semana, valor quase nove vezes superior aos US$ 2,6 bilhões em criações líquidas. Excluindo os fluxos, o ganho implícito das posições subjacentes chegou a 22,9% para o Bitcoin e a 29,2% para o Ethereum.

As três sessões entre 19 e 21 de agosto concentraram a maior parte desse movimento. No momento da apuração, o Bitcoin era negociado perto de US$ 77.125, enquanto o Ethereum mudava de mãos a US$ 2.423.

Fundos de altcoins também registram entradas

  • XRP: os ETFs de XRP lideraram entre as altcoins, com US$ 39,78 milhões em entradas e recorde de volume semanal negociado, de US$ 271,74 milhões.
  • Solana: os produtos de SOL somaram US$ 28,34 milhões, em sua oitava semana consecutiva de entradas.
  • Chainlink: os fundos de LINK atraíram US$ 13,35 milhões, sua segunda maior semana desde o lançamento em dezembro. Os ativos encerraram o período no recorde de US$ 171,59 milhões.
  • Hyperliquid: os produtos de HYPE adicionaram US$ 3,89 milhões e fecharam a semana com ativos recordes de US$ 360,39 milhões.
  • Dogecoin: os fundos de DOGE registraram US$ 654.416 em entradas, o menor valor do grupo.

Panorama dos fluxos

Os dados da semana mostram entradas líquidas em ETFs de Bitcoin, Ethereum e outras altcoins nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, os números acumulados de 2026 para os produtos de BTC e ETH permanecem negativos, enquanto a valorização dos ativos teve peso relevante no crescimento dos ativos sob gestão durante o período.

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Zcash ganha força com possível ETF, mas aprovação ainda não veio

Zcash-inspired coin approaching a paused ETF approval pathway in a clean institutional crypto illustration

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O Zcash (ZEC) era negociado a US$ 801,87 (aproximadamente R$ 4.650,85 ao câmbio de R$ 5,80) segundo dados da CoinMarketCap, consolidando um rali que começou depois que o diretor jurídico da Grayscale, Craig Salm, discutiu publicamente planos de converter o trust de Zcash da gestora em um ETF (fundo negociado em bolsa, sigla em inglês para exchange-traded fund) durante a conferência Consensus Hong Kong.

O gatilho institucional por trás do movimento

De acordo com a CoinMarketCap, os comentários de Salm caíram bem no meio de uma janela em que o ZEC saltou de cerca de US$ 269,59 (R$ 1.563,62) às 19h05 UTC de 13 de fevereiro para aproximadamente US$ 297,09 (R$ 1.723,12) às 18h55 UTC do dia seguinte – um avanço de US$ 27,50 (R$ 159,50) em 24 horas, equivalente a uma alta de 10,08% no período.

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A physical Zcash ZEC cryptocurrency coin featuring the Z logo against a blurred blue digital network background

O movimento estendeu um rali semanal de 22,43%, com volume de negociação próximo de US$ 520,27 milhões (cerca de R$ 3,02 bilhões). Salm destacou o mecanismo de divulgação seletiva do Zcash – um recurso que permite provar transações sem expor todos os dados publicamente – como um ponto de equilíbrio entre privacidade financeira e conformidade regulatória, argumento usado para posicionar o ativo como candidato a produtos institucionais em mercados regulados.

Redes sociais amplificaram a narrativa

Análises da LunarCrush, plataforma de monitoramento de sentimento em redes sociais, mostraram cerca de 91% de sentimento positivo e aproximadamente 40% de participação (mindshare) nas discussões sobre criptomoedas naquele dia, ligando a atenção diretamente às características de privacidade e ao posicionamento institucional do ZEC. Diversas publicações destacaram o Zcash como uma das oito criptomoedas a atingirem novas máximas em relação aos picos de 2021, um gatilho psicológico que costuma atrair capital especulativo adicional.

Nem todo o comentário foi eufórico: uma publicação em chinês que explicou o catalisador da Grayscale também alertou que, em meio a uma tendência de baixa do Bitcoin, movimentos assim podem virar picos isolados vulneráveis a reversões bruscas.

Mercado geral segue cauteloso

A capitalização total do mercado cripto subiu apenas 1,56% no mesmo período, enquanto o volume agregado de 24 horas contraiu cerca de 16,17% – sinal de que o avanço do ZEC teve origem em um catalisador específico do ativo, não em uma alta generalizada. O índice CMC Fear & Greed registrava medo extremo e os contratos em aberto de derivativos recuavam, mas o índice de Altcoin Season subiu, apontando para rotação seletiva de capital para nomes com narrativa própria – como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir o rali recente entre Bitcoin, Zcash e altcoins.

O padrão lembra o que já vimos em outras narrativas institucionais recentes, como discutido em cobertura sobre ETFs de Solana e Chainlink e o fortalecimento da tese institucional em altcoins: mesmo sem produto aprovado, a simples possibilidade de acesso via ETF já move preço.

Close-up of a cryptocurrency trading screen showing BTC/USD charts, order books, and margin buy and sell buttons.
Photo by George Morina on Pexels

O que ainda não está confirmado

É importante frisar que, segundo a própria CoinMarketCap, a narrativa em torno do ETF do Zcash se apoia em comentários de conferência, não em um pedido formal já protocolado na data da matéria original. Reportagens posteriores da EdgeX e do Crypto Briefing mencionaram um registro da Grayscale junto à SEC (Securities and Exchange Commission, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos) associado a uma nova arrancada do ZEC acima de US$ 800, mas termos do fundo, taxas e prazo de aprovação seguem sem confirmação independente.

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Esse tipo de fluxo já se mostrou capaz de mover mercados em outras classes de ativos cripto, como mostrou a sequência recente de entradas em ETFs de Bitcoin. Para o investidor brasileiro, o recado prático é separar o que é fato consolidado – o rali de preço e a atenção institucional crescente – do que ainda depende de decisão regulatória nos Estados Unidos.

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Solana perde espaço nas taxas, mas amplia ativos tokenizados

Solana network shifting from speculative trading toward tokenized real-world assets

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As taxas de rede da Solana caíram aproximadamente 44% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, segundo relatório trimestral da Galaxy Research, assinado por Lucas Tcheyan, vice-presidente de pesquisa da empresa. O volume negociado nas exchanges descentralizadas (DEX) da rede também recuou 45% no período, atingindo o menor nível agregado desde o terceiro trimestre de 2024.

Do pico de 2025 ao atual patamar de compressão

O recuo prolonga um movimento iniciado após o pico entre o quarto trimestre de 2024 e o primeiro trimestre de 2025, quando as taxas trimestrais da Solana chegaram a US$ 919 milhões. As gorjetas de MEV, mecanismo associado à reordenação ou inclusão de transações, responderam por mais de 60% do total naquele período. As taxas operam agora em cerca de 6% daquele pico, refletindo o arrefecimento das disputas por priority fees, mecanismo pelo qual usuários pagam mais para que transações sejam processadas primeiro, ligadas à negociação de memecoins.

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A black t-shirt featuring the Solana logo in a gradient of purple and teal, surrounded by a circular pattern.

A participação da Solana nas taxas de rede de todo o setor cripto caiu de 26,6% no primeiro trimestre para 17,3% no segundo, abaixo do nível registrado no quarto trimestre de 2025. De acordo com a Galaxy Research, a base de taxas da rede permanece desproporcionalmente exposta aos ciclos de negociação especulativa. A compressão ocorreu em um período de queda das taxas em todo o mercado cripto, mas foi mais intensa na Solana.

Mudança na composição da atividade

Parte da queda tem fatores estruturais, além dos cíclicos. Ações tokenizadas e outros ativos do mundo real, conhecidos pela sigla RWA, tendem a gerar menos congestionamento provocado por bots e menos disputa agressiva por priority fees do que a negociação de memecoins. Com ganhos graduais de eficiência da rede, esse movimento pode resultar em menor geração de taxas por unidade de atividade econômica do que no pico anterior.

Segundo a Cointribune, que atribui os dados à Blockworks Research, o Real Economic Value (REV), métrica que reúne taxas de rede e gorjetas de validadores, da Solana caiu 43% no trimestre, para US$ 51 milhões. A publicação também informou que os ativos tokenizados na rede avançaram 114%, para US$ 5,77 bilhões, com as ações tokenizadas entre os fatores associados a esse crescimento.

  • TAXAS DE REDE: queda de aproximadamente 44% no trimestre, para cerca de 6% do pico entre o quarto trimestre de 2024 e o primeiro trimestre de 2025.
  • VOLUME DEX: recuo de 45%, com a Solana mantendo a liderança pelo sétimo trimestre seguido.
  • PARTICIPAÇÃO NAS TAXAS DO SETOR: queda de 26,6% para 17,3%.
  • ATIVOS TOKENIZADOS: alta de 114%, segundo a Cointribune, que atribui o dado à Blockworks Research.

Capacidade à frente da adoção

A Galaxy Research avalia que a diferenciação da Solana dependerá cada vez mais de sua capacidade de hospedar ativos que os usuários queiram negociar, e não apenas de baixo custo e alto desempenho. A infraestrutura para ações tokenizadas e RWAs escalarem além das memecoins já está disponível. Durante o trimestre, a Solana registrou participação superior a 95% no volume total de negociação de ações tokenizadas.

Apesar da expansão da base de ativos tokenizados e de stablecoins, os mercados de empréstimos ainda não a converteram em demanda duradoura por crédito, segundo o relatório. A questão para o restante de 2026 é se a emissão e a distribuição de ativos tokenizados passarão a gerar uso recorrente como colateral, demanda por empréstimos, atividade de negociação e taxas.

No lado técnico, a rede não registrou interrupções pelo nono trimestre consecutivo. A Galaxy Research também destacou avanços nas versões do cliente Agave durante o período. A versão Agave v4.0 tornou-se a recomendada para a mainnet no fim de maio, enquanto a v4.1 foi lançada no fim de junho.

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Em relação aos produtos de investimento, a Cointribune informou que os ETPs ligados à Solana receberam US$ 120 milhões em entradas líquidas no segundo trimestre. Segundo a mesma publicação, os produtos de Bitcoin registraram US$ 3,7 bilhões em saídas líquidas no período.

A computer monitor on a desk displaying a complex cryptocurrency trading interface with candlesticks and data charts

Para a Galaxy Research, o principal parâmetro para o restante de 2026 será verificar se a diversificação em ativos tokenizados se tornará economicamente relevante para a rede ou permanecerá como capacidade instalada sem tração proporcional em colateral, crédito, negociação e taxas.

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XRP assume quarta posição entre as maiores criptomoedas

XRP-inspired token rising above BNB-inspired token in a close cryptocurrency market-cap ranking battle

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O XRP era negociado a US$ 1,66 (aproximadamente R$ 9,62 ao câmbio de R$ 5,80) na manhã desta quarta-feira (18), depois de acumular alta superior a 65% em poucos dias, segundo dados citados pelo SpaceMoney. O movimento levou a capitalização de mercado do token a US$ 93 bilhões (cerca de R$ 539 bilhões), superando marginalmente o BNB, token nativo da exchange Binance, e colocando o XRP, pela primeira vez neste ciclo, na quarta posição do ranking global de criptomoedas.

BNB perde o posto por margem estreita

A diferença entre os dois ativos ficou em torno de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,8 bilhões), com o BNB cotado em US$ 92 bilhões (R$ 533 bilhões) no mesmo instante. É uma virada psicológica mais do que estrutural: rankings por valor de mercado no topo do top 10 costumam alternar em questão de horas quando os dois ativos estão tão próximos, e o próprio histórico recente do XRP mostra que ele já havia flertado com essa posição antes de recuar.

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O catalisador imediato apontado é a expansão da Ripple no Brasil, que anunciou a oferta de um pacote de serviços financeiros incluindo pagamentos transfronteiriços e custódia, além de um pedido formal de licença ao Banco Central. A empresa também realizou uma recompra de US$ 750 milhões em ações, avaliando o negócio em US$ 50 bilhões – um dado que analistas de mercado citados pelo CriptoFácil leem como sinal de saúde financeira corporativa, dissociando o XRP da volatilidade típica de tokens menores.

Close-up of gold and silver physical Ripple XRP coins featuring a world map and the Ripple logo

Do lado técnico, dados compilados pelo Cointribune mostram o open interest do XRP na Binance saltando 59% no mesmo período, com volume de 24 horas atingindo US$ 3,22 bilhões após o rompimento da resistência em US$ 1,40 – um indício de que parte do movimento é sustentada por posições alavancadas, não apenas por fluxo de caixa novo.

Pontos-chave do movimento

  • MARKET CAP – ‘A Dança das Cadeiras’: XRP em US$ 93 bilhões contra US$ 92 bilhões do BNB, margem estreita que pode se inverter rapidamente.
  • SUPORTE TÉCNICO – ‘O Piso de Concreto’: US$ 1,55 (R$ 8,99) é o nível que precisa se manter para validar a tendência; perda desse patamar com volume alto invalida a narrativa de curto prazo.
  • RESISTÊNCIAS À FRENTE: US$ 1,80 (R$ 10,44) marca zona de realização de lucros, enquanto US$ 2,02 (R$ 11,71) é citado como gatilho de descoberta de preço.
  • EXPANSÃO NO BRASIL: pedido de licença da Ripple ao Banco Central e oferta de serviços de pagamento transfronteiriço e custódia no país.

O que muda para o investidor brasileiro

A expansão da Ripple especificamente no país traz um componente local à alta, com potencial para elevar a liquidez nos pares em reais em exchanges como Mercado Bitcoin e Binance Brasil, reduzindo o spread de compra e venda no médio prazo. Isso, porém, não altera as regras tributárias: ganhos que ultrapassem o limite de isenção de R$ 35 mil mensais em vendas de ativos custodiados no Brasil seguem sujeitos a imposto, enquanto posições no exterior caem nas regras da Lei 14.754/2023.

Screenshot of the Binance cryptocurrency trading interface showing BTC/USDC price charts and order book.

Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir os principais catalisadores da alta do XRP, o mercado tem premiado clareza regulatória e utilidade de infraestrutura de pagamentos acima da volatilidade especulativa pura. A leitura on-chain reforça esse ponto: conforme detalhado em análise técnica e on-chain do movimento, os fluxos recentes sugerem rotação de capital, não apenas entrada de varejo.

O risco central é a reversão pós-manchete: o BNB tem histórico de resiliência e uma contraofensiva da Binance – via marketing ou queima de tokens – pode devolver o ranking em poucas horas. Qualquer correção abrupta do Bitcoin, negociado a US$ 71.000 (R$ 411.800) no momento do movimento, também tende a contagiar as altcoins, independentemente das boas notícias específicas do XRP, dinâmica já discutida na cobertura do CriptoFácil sobre a rotação de capital do Bitcoin para altcoins.

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Bitcoin enfrenta zona de decisão entre fluxos e juros altos

Bitcoin at a market decision point as ETF inflows meet pressure from high interest rates

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O Bitcoin negocia próximo de US$ 80 mil – aproximadamente R$ 411.200 ao câmbio de R$ 5,14 – na segunda metade de maio, sustentado pela retomada dos fluxos para ETFs spot de bitcoin, fundos negociados em bolsa que replicam o preço do ativo à vista. Ao mesmo tempo, dados de inflação americana acima do esperado reacenderam a cautela do mercado quanto ao ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

Demanda institucional ganha tração, mas cenário macro pesa

As entradas líquidas nos ETFs spot de BTC voltaram a acelerar em maio após desacelerarem em abril, segundo análise publicada pelo Investing.com. O crescimento do iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, combinado ao aumento do interesse institucional por produtos ligados a criptoativos, reforça a percepção de que o bitcoin vem sendo tratado cada vez mais como ativo estratégico de longo prazo e reserva de valor, e não apenas como instrumento de especulação de curto prazo.

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An educational infographic titled IBIT: Bitcoin Trust Explained with five key sections on the ETF.
An overview of the iShares Bitcoin Trust (IBIT) ETF and how it operates.

A Strategy segue ampliando sua exposição ao ativo, enquanto mais empresas passam a incluir BTC em seus balanços corporativos. Esse movimento, somado ao baixo volume de reservas de bitcoin nas exchanges, sustenta a tese de um aperto gradual de oferta no médio prazo. Esses fatores ajudaram o BTC a reagir após ter negociado abaixo de US$ 70 mil nas últimas semanas.

O contrapeso vem do lado macroeconômico. Os dados de inflação de abril nos EUA vieram acima das expectativas de parte do mercado, com alta nos custos de energia, alimentação e moradia, além do avanço dos preços ao produtor. O cenário reduziu as apostas em cortes rápidos de juros pelo Federal Reserve. Yields mais elevados e juros altos por mais tempo tendem a reduzir a atratividade relativa de ativos sem rendimento, como o bitcoin, o que ajuda a explicar a dificuldade do BTC em consolidar um rompimento acima de US$ 80 mil.

Mineradoras sob pressão e sinais mistos on-chain

A situação das mineradoras também ganha relevância. Após o último halving, o spread entre custo de produção e preço do BTC ficou mais apertado e, para algumas mineradoras listadas em bolsa, o custo já se aproxima ou supera a cotação atual do ativo. A pressão sobre margens e rentabilidade levou várias empresas do setor a expandir operações em inteligência artificial e computação de alta performance.

Close-up of a cryptocurrency mining rig with multiple GPUs connected via blue riser cables to a motherboard

Os dados on-chain reforçam uma leitura cautelosa. A atividade de rede desacelerada, combinada a maior movimentação de baleias, sugere que o rali recente ainda não conta com participação ampla do varejo. Ao mesmo tempo, o aumento do otimismo nas redes sociais e nos indicadores de sentimento pode sinalizar risco: ciclos anteriores mostram que excesso de euforia em torno do bitcoin frequentemente antecedeu correções de curto prazo.

  • FAIXA DE DECISÃO: entre US$ 79.250 e US$ 80.500, região que funciona como suporte e resistência e coincide com médias móveis de curto prazo.
  • RESISTÊNCIA RELEVANTE: entre US$ 82.500 e US$ 83 mil. Um rompimento nessa região com aumento consistente de volume poderia reforçar a tendência de alta.
  • ALVO SUPERIOR: a resistência de Fibonacci 0,382, próxima de US$ 87 mil. Um avanço acima desse nível poderia deslocar o foco do mercado para US$ 90 mil.
  • RISCO DE QUEDA: uma perda consistente de US$ 77.780 aumentaria a chance de correção em direção a US$ 76.400 e, posteriormente, US$ 71.930.

Bitcoin permanece em zona de decisão técnica

O quadro técnico indica que o bitcoin permanece em uma zona de decisão. A demanda institucional e os fluxos para ETFs spot ajudam a sustentar o ativo acima de US$ 77.780, enquanto as preocupações com inflação, juros e eventuais vendas de baleias limitam movimentos mais fortes acima de US$ 83 mil.

Sem confirmação de rompimento acima de US$ 83 mil com volume consistente, o cenário apontado pela análise é de lateralização entre US$ 77.780 e US$ 83 mil. A próxima direção do mercado dependerá dos dados macroeconômicos, da trajetória dos yields americanos e da continuidade dos fluxos institucionais para o mercado cripto.

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Traders de altcoins ampliam ganhos — e também os prejuízos

Editorial illustration showing altcoins amplifying both crypto trading gains and losses

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Um estudo publicado pela CoinGecko com dados de traders em exchanges descentralizadas (DEXs) da rede Ethereum entre 2020 e 2026 mostra que carteiras que operam altcoins – tokens fora do top 10 por valor de mercado – registraram lucros e prejuízos medianos entre 3 e 6,6 vezes maiores do que os operadores concentrados apenas nas majors, em seis dos sete anos analisados. A ressalva do próprio levantamento é direta: essa amplificação funciona nos dois sentidos, e o mercado como um todo atravessa seu pior ano em taxa de acerto desde o início da série histórica.

O que os dados da CoinGecko mostram

A taxa mediana de acerto (win rate) entre traders ativos de DEXs Ethereum caiu para 26,29% nos doze meses até agosto de 2026, ante 52,20% no ciclo anterior – uma queda relativa de quase 50%. Desde 2020, quando o indicador estava em 80,65%, o recuo acumulado chega a 67,40%, o menor patamar da série de sete anos mantida pela CoinGecko.

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Gold Ethereum coins stacked in front of a blurred digital cryptocurrency trading candlestick chart
Photo by Bastian Riccardi on Pexels

O estudo rastreou os 200 tokens Ethereum elegíveis dentro do top 500 por valor de mercado em agosto de 2026 (excluindo stablecoins e ativos nativos de outras redes), dividindo as carteiras em dois grupos: Majors-Only, que operaram exclusivamente os dez maiores tokens no ano, e Altcoins (Any), que negociaram qualquer token na faixa 11-200 – mesmo que também tenham operado majors.

Vitória nem sempre significa lucro maior

Em taxa de acerto, o resultado é quase um empate técnico: traders de majors levaram a melhor em 2020, 2025 e 2026, enquanto os de altcoins venceram em 2021, 2022, 2023 e 2024 – incluindo uma vantagem mínima em 2022 (38,61% contra 38,39%). Nenhum dos dois grupos domina de forma consistente nesse indicador, segundo a CoinGecko.

A diferença real aparece no PnL (lucro ou prejuízo realizado). A correlação entre os dois grupos ao longo dos sete anos é de 0,975 – ou seja, ambos se movem quase sempre na mesma direção, mas o de altcoins com muito mais intensidade. Em 2021, o melhor ano para os dois grupos, o PnL mediano das majors foi de US$ 339,21 (aproximadamente R$ 1.967,42 ao câmbio de R$ 5,80), contra US$ 2.016,02 (cerca de R$ 11.692,92) entre os traders de altcoins. Em 2022, ano de perdas generalizadas, majors registraram mediana negativa de US$ 222,18 (-R$ 1.288,64), enquanto altcoins perderam US$ 733,03 (-R$ 4.251,57) – mais de três vezes pior.

  • PNL AGREGADO NEGATIVO EM 2026: o resultado realizado total do mercado somou -US$ 3,30 bilhões (aproximadamente -R$ 19,14 bilhões), revertendo o saldo positivo de US$ 1,68 bilhão do ano anterior.
  • POPULAÇÃO DE TRADERS EM QUEDA: o total de carteiras ativas caiu 3,96% em 2025 e mais 25,14% em 2026, encerrando o período em 628.326 traders.
  • FATIA DE ALTCOINS EM RECUPERAÇÃO PARCIAL: depois de cair de 15,82% (2021) para 7,22% (2024), a participação dos traders de altcoins subiu para 10,82% em 2026 – ainda abaixo do ponto de partida de 14,08% em 2020.

Contexto para o investidor brasileiro

O recorte metodológico importa: a CoinGecko aplicou o ranking de market cap de 2026 retroativamente a todo o período, o que significa que o estudo mede como os tokens mais relevantes hoje performaram historicamente para seus traders, não um ranking real de cada ano passado. A própria empresa reconhece essa limitação no levantamento.

Para quem acompanha a rotação de capital entre Bitcoin e altcoins no mercado brasileiro, o dado reforça um padrão já discutido em análises anteriores no CriptoFácil sobre rotação de capital entre Bitcoin e altcoins: operar tokens menores não funciona como diversificação de risco, mas sim como alavanca sobre o mesmo movimento macro do mercado. O crescente interesse institucional em altcoins específicas, discutido em cobertura recente sobre ETFs institucionais para Solana e Chainlink, não altera essa dinâmica de amplificação identificada pela CoinGecko no ambiente de DEXs Ethereum.

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ETH mira US$ 2.500, mas precisa superar resistência de US$ 2.370

Ethereum token rising toward a key resistance zone in a clean technical analysis illustration

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O Ethereum tenta se manter acima da região de US$ 2.300 (aproximadamente R$ 11.951 ao câmbio de R$ 5,1959) após o rali recente, mas ainda não conseguiu romper de forma consistente a resistência de curto prazo em US$ 2.370 (cerca de R$ 12.314), segundo análise técnica publicada pela Investing.com e assinada por Günay Caymaz.

Contexto do movimento: de US$ 1.823 a uma base gradual

Depois da forte queda até a região de US$ 1.823 (cerca de R$ 9.472) no fim de fevereiro, o ETH iniciou um processo de formação de fundo ao longo de março e abril. As faixas de US$ 1.900 (R$ 9.872) e US$ 2.045 (R$ 10.626) funcionaram como suportes relevantes nesse período, enquanto a manutenção dos preços acima da linha de tendência ascendente ajudou a melhorar o cenário técnico de curto prazo.

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A análise aponta que fluxos institucionais para ETFs de ETH, o movimento de acumulação por grandes players e a narrativa ligada ao staking após o upgrade Pectra continuam sustentando um viés estruturalmente positivo enquanto o ativo permanecer acima de US$ 2.235.

A stack of silver physical Ethereum cryptocurrency coins on a dark textured surface
Photo by Jievani on Pexels

Leitura dos indicadores técnicos

  • RSI (IFR) em desaceleração: o indicador atingiu níveis de sobrecompra e começa a perder força, sinalizando desaceleração do momentum de curto prazo.
  • Linha de tendência ascendente: ela segue como referência de suporte para o movimento de recuperação; uma quebra enfraqueceria a estrutura construída nas últimas semanas.
  • Fibonacci 0,236: a região de US$ 2.500 (R$ 12.990) coincide com esse retracement, tornando-se um ponto técnico importante caso o ETH supere a resistência imediata.
  • Consolidação: a faixa de US$ 2.370 atua como resistência imediata e como região central da consolidação em que o ETH vem negociando nas últimas semanas.

Níveis de suporte e resistência

Na ponta superior, a resistência imediata está em US$ 2.370 (R$ 12.314), seguida por US$ 2.500 (R$ 12.990), nível de Fibonacci 0,236. Se o ETH romper US$ 2.500 acompanhado por forte volume comprador, o movimento poderá ganhar continuidade em direção a US$ 2.680 (R$ 13.925) e, posteriormente, US$ 2.915 (R$ 15.146).

Na ponta inferior, o primeiro suporte relevante está em US$ 2.235 (R$ 11.613). Uma perda dessa região recolocaria os níveis de US$ 2.050 (R$ 10.652) e US$ 1.900 (R$ 9.872) no radar. Caso a linha de tendência ascendente seja rompida, o ETH poderia testar a faixa entre US$ 1.820 e US$ 1.830 (R$ 9.456 a R$ 9.508).

Close-up of a cryptocurrency candlestick trading chart with red and white bars on a dark background
Photo by Arturo Añez. on Pexels

Projeção: o ETH pode sustentar avanço até US$ 2.500?

Um fechamento diário acima de US$ 2.370 pode abrir espaço técnico para avanço em direção a US$ 2.500. Se o ETH superar esse patamar com forte volume comprador, os níveis de US$ 2.680 e US$ 2.915 passam a integrar o cenário técnico. A continuidade do movimento, porém, depende de um rompimento sustentado acima de US$ 2.370.

Por outro lado, a perda de US$ 2.235 enfraqueceria a estrutura de curto prazo e devolveria os suportes de US$ 2.050 e US$ 1.900 ao foco do mercado. A acumulação por grandes players é um dos fatores apontados pela análise como suporte ao viés estruturalmente positivo enquanto o ETH se mantiver acima desse nível.

Como qualquer projeção técnica, esses níveis dependem de confirmação e não constituem garantia de movimento futuro. O investidor deve tratá-los como cenários condicionais, não como certezas.

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Pontos de atenção

  • Um rompimento sustentado acima de US$ 2.370 é importante para a continuidade da alta.
  • O RSI em níveis de sobrecompra e com perda de força sinaliza desaceleração do momentum de curto prazo e recomenda cautela.
  • Pressões macroeconômicas ligadas a juros do Federal Reserve, preocupações inflacionárias associadas à energia e tensões geopolíticas seguem limitando o apetite por risco no mercado de criptoativos.
  • A perda de US$ 2.235 recoloca US$ 2.050 e US$ 1.900 em evidência, enquanto a quebra da linha de tendência ascendente pode levar a um teste entre US$ 1.820 e US$ 1.830.
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