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Tesouraria de US$ 1 bilhão em XRP eleva padrão institucional

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A Evernorth anunciou a estruturação de uma tesouraria institucional de US$ 1 bilhão em XRP com salvaguardas de nível institucional, usando a infraestrutura t54, em um movimento que reforça a maturidade do ativo no mercado global. Após a notícia, o XRP operou estável em US$ 2,38, com leve alta de 0,9% nas últimas 24h, enquanto o volume diário superou US$ 4,6 bilhões. O anúncio se soma à narrativa de maior clareza regulatória nos EUA desde agosto de 2025, que vem destravando a entrada de capital institucional em criptoativos.

O que significa uma tesouraria institucional de XRP?

Na prática, a Evernorth pretende manter até US$ 1 bilhão em XRP sob custódia profissional, com controles de risco, seguros e governança semelhantes aos usados por fundos tradicionais. A empresa deve captar mais de US$ 1 bilhão via SPAC, com apoio da SBI, que já comprometeu cerca de US$ 200 milhões, segundo Finance Yahoo.

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Para o investidor brasileiro, isso importa porque tesourarias estruturadas reduzem risco operacional e aumentam a previsibilidade de fluxo. Diferente de compras especulativas, uma tesouraria tende a manter posições por ciclos mais longos, diminuindo pressão vendedora em momentos de volatilidade.

Institucionalização reduz oferta líquida de XRP

Dados recentes mostram que ETFs de XRP já bloqueiam 746 milhões de tokens, o equivalente a 1,14% da oferta total, com entradas médias de US$ 27,7 milhões por dia no fim de 2025, de acordo com AInvest. Essa dinâmica reduz o supply disponível em mercado, métrica on-chain que traders acompanham para avaliar pressão de alta no médio prazo.

Esse movimento se conecta à aposta institucional da Ripple, que vem expandindo soluções de custódia, liquidez e stablecoins como o RLUSD. Quanto menor o XRP disponível em exchanges, maior tende a ser o impacto de novas entradas de capital sobre o preço.

XRP enfrenta resistências técnicas no curto prazo

No gráfico diário, o XRP negocia acima da média móvel de 50 dias, em US$ 2,31, mas ainda abaixo da MM200, em US$ 2,52. O RSI em 54 pontos indica equilíbrio, sem sobrecompra, enquanto o MACD permanece levemente positivo, sugerindo viés de consolidação. A principal resistência está em US$ 2,50; um rompimento com volume pode abrir caminho para US$ 2,75.

Por outro lado, o suporte imediato fica em US$ 2,25. Uma perda desse nível pode reacender a volatilidade, como visto na movimentação recente do XRP, quando o ativo despencou após perder suportes técnicos relevantes.

Quais riscos ainda precisam ser monitorados?

Apesar do avanço institucional, o XRP segue exposto a riscos regulatórios e à concentração de oferta. Grandes movimentações de baleias ainda têm potencial de distorcer o preço no curto prazo, especialmente em períodos de baixo volume. Além disso, a adoção institucional depende da continuidade da clareza regulatória nos EUA.

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Para investidores brasileiros, o cenário é construtivo, mas exige gestão de risco. A entrada de tesourarias e ETFs fortalece o argumento de longo prazo, mas o curto prazo continua sensível a níveis técnicos e ao humor do mercado global.

Em síntese, a tesouraria de US$ 1 bilhão em XRP marca um novo patamar de institucionalização do ativo. Se combinada a fluxos consistentes e rompimentos técnicos claros, essa base pode sustentar movimentos mais estruturados de alta ao longo de 2026.

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Bitcoin entra em ciclo de lucro negativo após cair abaixo de US$ 90 mil e acende alerta on-chain

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O ciclo de lucro do Bitcoin entrou em território negativo pela primeira vez desde outubro de 2023, segundo dados da CryptoQuant, após o preço do ativo cair abaixo de US$ 90.000. Nesta sexta-feira (23), o BTC era negociado a US$ 89.700, com queda de 0,9% em 24 horas e recuo de 6,4% na semana. O movimento ocorre em meio a um cenário macro mais restritivo, com volatilidade nos mercados globais e maior sensibilidade do Bitcoin a eventos de liquidez.

O dado acendeu um sinal de alerta porque indica que, no agregado, investidores estão realizando mais prejuízos do que lucros ao movimentar moedas na rede. Para traders brasileiros, isso ajuda a explicar a perda de força do preço nas últimas semanas, após a falha do BTC em sustentar níveis acima de US$ 90.000.

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O que significa o ciclo de lucro negativo do Bitcoin?

O indicador de lucro/prejuízo realizado mede o ganho ou perda efetiva quando Bitcoins são movidos on-chain. Quando fica negativo, significa que mais investidores estão vendendo com prejuízo do que realizando lucro, um comportamento típico de fases de estresse ou transição de mercado.

De acordo com a CryptoQuant, os prejuízos líquidos realizados somam cerca de 69.000 BTC nos últimos 30 dias, o equivalente a US$ 6,18 bilhões aos preços atuais. Esse padrão foi visto pela última vez em março de 2022, quando o mercado já caminhava para um ciclo de baixa.

Preço abaixo de US$ 90.000 pressiona mineradores e on-chain

A queda do BTC para abaixo de US$ 90.000 coincide com deterioração de outras métricas on-chain. O hash rate da rede recuou cerca de 4% nos últimos 30 dias, para aproximadamente 1.054 EH/s, a maior queda mensal em quase dois anos.

Isso importa porque indica pressão sobre os mineradores, que hoje operam com hashprice entre US$ 40 e US$ 42 por TH/s/dia, níveis que comprimem margens. Com custos elevados, parte desses agentes tende a vender reservas, aumentando a oferta no mercado à vista.

Instituições compram enquanto varejo realiza prejuízo

Apesar do enfraquecimento on-chain, dados mostram um comportamento divergente entre varejo e grandes players. Baleias acumularam 56.227 BTC desde meados de dezembro, enquanto investidores de curto prazo seguem realizando perdas, segundo relatórios da AInvest.

Além disso, ETFs de Bitcoin à vista, como IBIT e FBTC, voltaram a registrar entradas líquidas, mesmo após recentes saídas de ETFs no início do mês. Esse fluxo institucional ajuda a limitar quedas mais agressivas, mas ainda não foi suficiente para devolver o BTC à zona acima de US$ 90.000.

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Quais níveis técnicos os traders devem observar?

No gráfico diário, o Bitcoin encontra suporte imediato em US$ 88.500, com suporte mais forte em US$ 85.000, região próxima à média móvel de 200 dias. A resistência chave permanece em US$ 90.500, cuja recuperação seria necessária para aliviar a pressão vendedora.

O RSI de 14 dias está em 42 pontos, indicando momentum fraco, mas ainda sem condição de sobrevenda. Já o MACD segue negativo, reforçando a leitura de consolidação com viés de baixa no curto prazo, cenário já descrito em análises recentes do Bitcoin caiu abaixo de US$ 90.000.

Para investidores brasileiros, o ciclo de lucro negativo não confirma um novo mercado de baixa, mas sinaliza aumento de risco e necessidade de gestão mais conservadora no curto prazo. A reação do preço nas próximas semanas dependerá do equilíbrio entre pressão dos mineradores, comportamento das baleias e fluxo institucional via ETFs.

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Open Interest do XRP dispara e sinaliza expansão de preço

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O interesse aberto (open interest) do XRP disparou 80% em apenas quatro horas, segundo dados de derivativos, indicando aumento abrupto de posições alavancadas no mercado. O movimento ocorreu enquanto o preço do token oscilava em torno de US$ 2,15, com alta de 2,63% nas últimas 24h e volume diário próximo de US$ 4,1 bilhões. O salto acontece em um momento de maior participação institucional em criptoativos, com ETFs e futuros regulados ganhando tração global.

Para investidores brasileiros, esse tipo de mudança costuma anteceder movimentos direcionais mais fortes, já que open interest elevado tende a amplificar volatilidade quando o mercado escolhe um lado.

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O que significa o salto no open interest do XRP?

Open interest mede o valor total de contratos futuros em aberto, e não apenas o volume negociado. Quando ele sobe rapidamente, como agora, sinaliza entrada de capital novo e maior uso de alavancagem, o que pode potencializar ganhos ou perdas.

De acordo com dados compilados pelo Cryptonews, o open interest do XRP avançou cerca de 80% em poucas horas, superando médias recentes. Historicamente, padrões semelhantes antecederam movimentos decisivos de preço, especialmente quando combinados com compressão de volatilidade.

Indicadores técnicos apontam consolidação apertada

No gráfico diário, o XRP consolida entre o suporte em US$ 2,05 e a resistência imediata em US$ 2,25. O RSI de 14 períodos gira em torno de 54, indicando equilíbrio entre compra e venda, enquanto o MACD permanece próximo da linha zero, sugerindo perda de momentum direcional no curto prazo.

As médias móveis de 50 e 200 dias estão em US$ 2,08 e US$ 1,92, respectivamente, mantendo viés estruturalmente positivo enquanto o preço segue acima dessas regiões. Esse cenário reforça a leitura de “mola comprimida”, comum antes de expansões de volatilidade.

Demanda institucional reforça o pano de fundo

O aumento de open interest não ocorre isoladamente. Segundo a CoinDesk, os futuros de XRP na CME já somam cerca de US$ 3 bilhões em interesse aberto, refletindo maior presença institucional em mercados regulados.

Além disso, ETFs spot de XRP nos EUA registraram entradas líquidas de US$ 46 milhões em um único dia e não tiveram saídas desde o lançamento em novembro de 2025, conforme reportado pela Barron’s. Para o mercado, esse fluxo cria uma base de demanda menos sensível ao curto prazo.

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Riscos: alavancagem também amplifica quedas

Apesar do viés construtivo, open interest elevado aumenta o risco de liquidações em cascata. Se o preço perder o suporte em US$ 2,05 com volume, o próximo alvo técnico fica em US$ 1,92, região da média móvel de 200 dias.

Esse tipo de cenário já apareceu em outros momentos do ativo, como quando o XRP perdeu suporte relevante e acendeu alerta técnico, reforçando a importância de gestão de risco para traders brasileiros que operam futuros.

Em síntese, o salto no interesse aberto do XRP sugere preparação do mercado para um movimento mais amplo, mas ainda sem direção confirmada. Para investidores no Brasil, acompanhar níveis de suporte, fluxo institucional e dados de derivativos será decisivo para navegar a próxima fase de volatilidade do ativo.

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Ondo leva ações tokenizadas à Solana e testa tese RWA

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A Ondo Finance anunciou em 21 de janeiro a expansão do Ondo Global Markets para a Solana, adicionando mais de 200 ações e ETFs dos EUA tokenizados à rede. Apesar do anúncio, o token ONDO mostrou reação contida, operando em US$ 1,02, com alta de 0,8% em 24h e queda de 3,4% na semana. O movimento ocorre em meio à consolidação do setor de ativos do mundo real (RWA), que ganha tração institucional mesmo com volatilidade no mercado cripto.

Nos últimos sete dias, o volume negociado do ONDO somou cerca de US$ 180 milhões, abaixo da média de dezembro, sinalizando postura de cautela dos traders. Ainda assim, o pano de fundo é de crescimento estrutural do RWA, especialmente em blockchains com foco institucional como a Solana.

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Para investidores brasileiros, a notícia amplia o leque de exposição a mercados tradicionais via blockchain, com negociação 24/7 e liquidez on-chain, algo ainda pouco acessível no sistema financeiro local.

O que muda com a chegada da Ondo à Solana?

Na prática, a Ondo passa a oferecer na Solana acesso tokenizado a ações e ETFs listados nos EUA, usando infraestrutura regulada após a aquisição da Oasis Pro em 2025. Segundo BanklessTimes, a empresa já concentra cerca de 65% do market share de RWAs na Solana, com US$ 248 milhões em TVL específico da rede.

Esse avanço se soma a um TVL total entre US$ 1,8 bilhão e US$ 2,0 bilhões da Ondo em todas as redes, reforçando sua posição como líder em ativos tokenizados. Em outras blockchains, a empresa já acumula mais de US$ 350 milhões em ações tokenizadas e volume histórico de US$ 2 bilhões.

Para a Solana, o movimento fortalece o ecossistema de RWAs, que chegou perto de US$ 1 bilhão em dezembro de 2025, atraindo emissores institucionais e fundos tradicionais.

Demanda institucional sustenta narrativa de RWAs

O timing da expansão não é aleatório. A Solana registrou cerca de US$ 800 milhões em influxos ligados a ETFs até o início de 2026, segundo AInvest, sinalizando apetite institucional pela rede. Isso cria um ambiente favorável para produtos como ações tokenizadas e fundos on-chain.

Além da Ondo, iniciativas como o fundo SWEEP da State Street em parceria com a Galaxy, com seed de US$ 200 milhões, também escolheram a Solana, reforçando a tese de infraestrutura institucional. Para o investidor brasileiro, isso reduz risco de contraparte e aumenta a previsibilidade regulatória desses produtos.

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O ONDO, porém, ainda não refletiu esse crescimento no preço. Tecnicamente, o token enfrenta resistência em US$ 1,08, enquanto o suporte imediato está em US$ 0,95.

Preço do ONDO: consolidação ou atraso do mercado?

No gráfico diário, o RSI do ONDO está em 47 pontos, indicando ausência de sobrecompra ou sobrevenda. O MACD segue próximo da linha zero, com histograma levemente negativo, reforçando o cenário de consolidação após o rali do final de 2025.

A média móvel de 50 dias passa em US$ 1,05, atuando como resistência dinâmica. Um rompimento com volume acima de US$ 300 milhões/dia pode abrir espaço para teste de US$ 1,20, enquanto perda do suporte em US$ 0,95 aumentaria o risco de queda até US$ 0,88.

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Esse comportamento sugere que o mercado ainda precifica a Ondo mais como infraestrutura de longo prazo do que como trade de curto prazo.

Riscos e limites da tese RWA

Apesar do crescimento, a tokenização de ações ainda enfrenta desafios regulatórios e de liquidez secundária. Mudanças na postura de reguladores dos EUA podem afetar diretamente a operação da Ondo, mesmo com licenças já obtidas.

Além disso, o desempenho do ONDO depende da adoção real desses ativos, não apenas de anúncios. Se o uso on-chain não acompanhar o aumento de oferta, o impacto no token pode continuar limitado.

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Em síntese, a expansão da Ondo para a Solana reforça a narrativa estrutural de RWAs e amplia o acesso de investidores brasileiros a ações tokenizadas. No curto prazo, o ONDO consolida; no longo, o sucesso dependerá da capacidade de converter interesse institucional em volume e TVL sustentáveis.

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Circle financia hub digital da ONU e amplia uso do USDC

Circle financia hub digital da ONU e amplia uso do USDC

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A Circle anunciou nesta quinta-feira (22) que vai financiar um hub digital das Nações Unidas para ampliar o uso de stablecoins reguladas em programas de ajuda humanitária. O movimento reforça a adoção institucional do USDC, que mantém paridade de US$ 1,00 e soma cerca de US$ 62 bilhões em circulação, sem impacto direto em preço, mas com ganho relevante de legitimidade. A iniciativa ocorre em um momento em que stablecoins avançam como infraestrutura crítica de pagamentos globais e disputam espaço com sistemas tradicionais.

Embora stablecoins não tenham volatilidade de preço como Bitcoin ou Ethereum, o mercado reage via métricas de adoção: o volume de transações do USDC já supera US$ 20 trilhões acumulados, alta de 78% em base anual. Para investidores brasileiros, isso sinaliza fortalecimento de ativos focados em compliance e uso real, especialmente em remessas e proteção cambial. O pano de fundo é um ciclo de maior clareza regulatória, com avanços na Europa e no Oriente Médio.

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O anúncio também dialoga com a crescente demanda por pagamentos com stablecoins, estimados em até US$ 56 trilhões até 2030, segundo projeções de mercado. Esse contexto ajuda a explicar por que grandes instituições estão acelerando parcerias no setor.

O que está por trás do hub digital da ONU?

Na prática, a Circle Foundation vai apoiar a criação de uma infraestrutura digital para que agências da ONU utilizem stablecoins reguladas, como o USDC, na distribuição de ajuda. A UNHCR, braço de refugiados da ONU, administra mais de US$ 38 bilhões por ano e enfrenta custos elevados com intermediários e atrasos. Em pilotos anteriores, o uso de stablecoins gerou economia de até 20%, segundo dados setoriais.

Stablecoins reguladas são criptoativos atrelados a moedas fiduciárias e lastreados em reservas auditadas. Isso importa porque reduz risco operacional e aumenta a transparência, fatores críticos para instituições públicas. A Circle, emissora do USDC, já é compatível com o MiCA na União Europeia e recebeu aprovação regulatória em Abu Dhabi.

Por que isso importa para o mercado cripto?

O apoio da ONU estabelece um precedente institucional relevante, colocando o USDC à frente de concorrentes como USDT e PYUSD em termos de compliance. Esse diferencial pode acelerar a adoção em stablecoins reguladas usadas em liquidação e pagamentos globais. Segundo a Circle, o USDC já processou mais de US$ 20 trilhões em transações, reforçando escala e liquidez.

Para o investidor brasileiro, isso não significa ganho de capital direto, mas redução de risco ao usar stablecoins em corretoras, DeFi ou remessas internacionais. Em um cenário de real volátil, a demanda por dólares digitais tende a crescer, e iniciativas institucionais ajudam a sustentar essa narrativa.

Quais são os riscos e limitações?

Apesar do avanço, a adoção depende de regulações locais e da infraestrutura de cada país. Stablecoins seguem expostas a riscos de custódia, decisões políticas e mudanças regulatórias, especialmente nos EUA. Além disso, o uso em ajuda humanitária ainda está em fase inicial e pode enfrentar desafios operacionais.

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Mesmo assim, o movimento da Circle reforça uma tendência estrutural: stablecoins estão deixando de ser apenas ferramentas de trading e se consolidando como infraestrutura financeira. Para investidores brasileiros, acompanhar métricas de adoção, volume e compliance pode ser tão importante quanto olhar gráficos de preço.

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Davos sinaliza virada da tokenização e impulsiona ativos reais

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Líderes do mercado financeiro reunidos no Fórum Econômico Mundial de Davos afirmaram que a tokenização finalmente saiu da fase de testes e começou a funcionar em escala. Embora não envolva um token específico, o debate influenciou ativos ligados a infraestrutura cripto, com projetos de RWA acumulando mais de US$ 21 bilhões on-chain em 2026. O movimento ocorre em um contexto de maior adoção institucional, avanço regulatório e busca por eficiência em pagamentos e liquidação global.

Stablecoins seguem como principal elo entre o mercado tradicional e o blockchain, sustentando volumes elevados mesmo com o Bitcoin consolidado acima de US$ 40.000 no início de 2026. Para investidores brasileiros, o tema importa porque amplia o acesso a produtos globais tokenizados e reforça a tese de longo prazo para infraestrutura cripto além da especulação.

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Em Davos, executivos de empresas como Euroclear, Coinbase e Ripple destacaram que a tokenização reduziu custos e prazos de liquidação, ao mesmo tempo em que ampliou o acesso a investidores. O consenso foi de que o setor entrou em uma nova fase, menos experimental e mais operacional.

O que é tokenização e por que voltou ao centro do debate?

Tokenização é o processo de representar ativos do mundo real — como ações, títulos públicos ou fundos — em blockchain. Na prática, isso permite liquidação quase instantânea, menor custo operacional e negociação 24/7, reduzindo fricções típicas do sistema financeiro tradicional.

Segundo dados de mercado, ativos do tipo RWA (real world assets) tokenizados já superam US$ 21 bilhões on-chain em 2026, impulsionados por fundos e títulos de renda fixa. Esse avanço se conecta a iniciativas como tokenização de ativos por grandes bancos, sinalizando que a TradFi passou do discurso para a execução.

Em Davos, a CEO da Euroclear afirmou que a tokenização reduz o tempo de emissão e o custo para emissores, enquanto o CEO da Coinbase destacou que stablecoins são o primeiro caso de uso em escala. De acordo com GN Crypto, BlackRock, BNY Mellon e outras instituições já operam produtos tokenizados em produção.

Instituições aceleram enquanto stablecoins ganham escala

O painel reforçou que stablecoins são a base prática da tokenização hoje, especialmente em pagamentos e transferências internacionais. O volume de transações com stablecoins cresce de forma consistente, sustentando liquidez e servindo como moeda de liquidação para títulos tokenizados.

Nos Estados Unidos, o debate regulatório avançou, com sinalizações de leis específicas para stablecoins e infraestrutura cripto. Segundo Investopedia, BNY Mellon e Goldman Sachs ampliaram fundos tokenizados, indicando demanda institucional crescente.

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Para investidores brasileiros, isso significa maior oferta futura de produtos globais acessíveis via blockchain, com potencial de liquidez superior e menor custo. Também reforça a relevância de projetos focados em custódia, compliance e infraestrutura, mais do que tokens puramente especulativos.

Quais são os riscos e limites dessa narrativa?

Apesar do otimismo, autoridades monetárias alertaram que a tokenização só escala com regras claras e supervisão. Bancos centrais defendem que stablecoins privadas operem com lastro e controles rígidos, para evitar riscos sistêmicos.

Além disso, nem todo ativo se beneficia da tokenização. Executivos em Davos ressaltaram que “tokenizar por tokenizar” não cria valor, e que liquidez, yield e confiança determinam o que realmente funciona. O crescimento de Treasuries tokenizados, que já dispararam mais de 125% em valor, mostra onde há demanda real.

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Em síntese, Davos 2026 marcou uma virada narrativa: a tokenização deixou de ser promessa e passou a ser ferramenta. Para o investidor brasileiro, o desafio agora é separar infraestrutura sólida de iniciativas oportunistas, acompanhando dados on-chain e movimentos institucionais para identificar onde o valor está, de fato, sendo criado.

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Ripple diz que stablecoins lideram liquidação global e gera debate

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Stablecoins, e não o XRP, devem se tornar a base da liquidação financeira global, segundo declarou a presidente da Ripple, Monica Long, em publicações recentes. A fala ocorre enquanto o XRP é negociado a US$ 0,62, com queda de 1,8% nas últimas 24h e volume diário de US$ 1,4 bilhão. O comentário adiciona tensão a um mercado já marcado pela rápida institucionalização das stablecoins e por mudanças regulatórias relevantes no Brasil.

Stablecoins assumem papel central na infraestrutura financeira

Segundo Long, stablecoins lastreadas em moedas fiduciárias estão deixando o campo experimental para se tornarem parte do “sistema operacional” do sistema financeiro. Hoje, o mercado de stablecoins já supera US$ 300 bilhões em valor de mercado, com USDT e USDC respondendo por mais de 85% desse total. Isso importa porque tokens estáveis permitem liquidação quase instantânea e previsibilidade de preço, algo essencial para empresas e bancos.

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Instituições como Visa e Stripe já integraram stablecoins aos seus fluxos de pagamento, especialmente em transações B2B. Na prática, isso reduz custos de câmbio e libera capital de giro em tempo real. Iniciativas como a liquidação com stablecoins testada pela SWIFT mostram que o setor tradicional está reagindo rapidamente.

O que isso significa para o XRP?

A declaração gerou reação imediata na comunidade do XRP, que historicamente vê o token como um ativo de liquidação internacional. No on-chain, porém, os dados mostram uma dinâmica mais complexa: baleias acumularam cerca de 340 milhões de XRP entre setembro e novembro de 2025, enquanto o saldo em exchanges caiu para 1,6 bilhão de tokens, mínima em sete anos. Menor oferta em corretoras costuma reduzir pressão vendedora, mas não garante alta de preço.

No gráfico diário, o XRP consolida entre o suporte em US$ 0,58 e a resistência em US$ 0,68. O RSI em 44 indica momentum neutro a levemente baixista, enquanto o MACD segue negativo, sugerindo falta de força compradora no curto prazo. Para traders brasileiros, o rompimento de US$ 0,68 seria o primeiro sinal técnico de reversão.

Institucionalização avança apesar do ruído

Apesar do debate, a demanda institucional por produtos ligados ao XRP cresceu. ETFs baseados no token já acumulam US$ 1,3 bilhão em entradas até janeiro de 2026, segundo dados de mercado, reforçando que investidores profissionais ainda enxergam valor no ecossistema. Além disso, a Ripple segue apostando em sua própria stablecoin, como mostra a integração da stablecoin RLUSD da Ripple a plataformas institucionais.

O pano de fundo é regulatório. No Brasil, o Banco Central vai exigir que pagamentos com stablecoins sigam regras completas de câmbio a partir de fevereiro de 2026. De acordo com Sumsub, isso inclui identificação de carteiras e limites operacionais, afetando diretamente empresas e investidores locais.

Risco e leitura para investidores brasileiros

O risco central é confundir adoção de stablecoins com obsolescência do XRP. Um contra-argumento relevante é que stablecoins precisam de pontes de liquidez entre diferentes moedas, espaço onde ativos neutros ainda podem ser úteis. Por outro lado, a narrativa mostra que preço de token não é mais o principal termômetro de sucesso institucional.

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Para o investidor brasileiro, o recado é claro: stablecoins ganham protagonismo operacional, enquanto o XRP permanece como aposta mais tática, sensível a fluxo institucional e níveis técnicos. Acompanhar regulação local, métricas on-chain e suportes-chave será decisivo para navegar esse novo estágio do mercado.

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Grayscale pede ETF de NEAR enquanto altcoins caem forte

Grayscale pede ETF de NEAR enquanto altcoins caem forte

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A Grayscale entrou com um pedido para lançar um ETF à vista de NEAR, ampliando sua ofensiva em produtos regulados de altcoins. A notícia chega em um momento de pressão no mercado: o token NEAR era negociado a US$ 3,12, com queda de 4,8% nas últimas 24 horas e recuo de 11,6% em sete dias. O movimento ocorre enquanto o setor de altcoins sofre com rotação de capital para Bitcoin e maior cautela antes de decisões regulatórias nos EUA.

O que está por trás do pedido de ETF de NEAR?

Um ETF (Exchange-Traded Fund) permite exposição ao ativo sem que o investidor precise comprar o token diretamente, algo especialmente relevante para fundos e investidores institucionais. A Grayscale já opera trusts e ETFs ligados a Bitcoin e Ethereum e, desde o fim de 2025, vem ampliando pedidos para altcoins como TAO e LINK, buscando capturar demanda além das duas maiores criptos.

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Segundo dados da Coin360, gestoras como Grayscale e Bitwise protocolaram mais de uma dezena de pedidos de ETFs de altcoins em um único dia, sinalizando maior clareza regulatória. Para o investidor brasileiro, isso importa porque produtos regulados tendem a aumentar liquidez e melhorar a formação de preço no médio prazo.

NEAR sente a queda das altcoins apesar do interesse institucional

Mesmo com o avanço institucional, o preço do NEAR acompanha a fraqueza do mercado. O volume negociado nas últimas 24 horas ficou em torno de US$ 180 milhões, abaixo da média semanal, indicando menor apetite comprador. O RSI diário está em 41 pontos, zona considerada neutra a levemente sobrevendida, enquanto o MACD segue negativo, mas com histograma perdendo força vendedora.

No gráfico, o suporte imediato está em US$ 3,00, nível testado duas vezes na última semana. A resistência mais próxima aparece em US$ 3,45, alinhada à média móvel de 50 dias; um rompimento desse patamar poderia sinalizar alívio no curto prazo. Esse cenário reflete a queda das altcoins, com domínio do Bitcoin ainda elevado.

Como o avanço dos ETFs de altcoins pode mudar o jogo?

A criação de ETFs de altcoins pode integrar ainda mais o mercado cripto ao sistema financeiro tradicional. Dados da Coingape mostram que produtos institucionais ligados a SOL já registram open interest acima de US$ 2,1 bilhões, evidenciando demanda mesmo em períodos de correção.

Para NEAR, um ETF pode atrair capital de longo prazo, reduzindo dependência de traders de curto prazo. No Brasil, onde muitos investidores acessam cripto via corretoras locais ou BDRs de ETFs internacionais, a ampliação desse tipo de produto pode facilitar exposição indireta ao ecossistema de Layer 1.

Quais são os riscos no curto prazo?

O principal risco é regulatório: o pedido ainda precisa de aprovação da SEC, processo que pode levar meses e não garante sinal verde. Além disso, métricas on-chain mostram que cerca de 22% do supply de NEAR está em exchanges, um nível estável, mas que pode pressionar o preço se o mercado piorar.

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Outro ponto é a concorrência entre Layer 1s. Ethereum, Solana e outras redes disputam atenção institucional, e um ETF não garante desempenho positivo imediato. Para traders brasileiros, o cenário pede cautela e gestão de risco, especialmente enquanto o preço não reconquista médias móveis-chave.

Em síntese, o pedido de ETF de NEAR pela Grayscale reforça a tendência de institucionalização das altcoins, mas o impacto no preço depende do humor do mercado e do avanço regulatório. No curto prazo, NEAR segue vulnerável; no longo, a narrativa de maior acesso institucional pode se tornar um diferencial relevante.

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Vitalik propõe staking mais simples e ETH reage com cautela

Vitalik propõe staking mais simples e ETH

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O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, apresentou uma proposta para simplificar o staking com validadores distribuídos, integrando a tecnologia diretamente ao protocolo da rede. O ETH era negociado a US$ 2.920 nesta quarta-feira (21), com uma queda de 2,25% em 24h, refletindo reação contida do mercado. A discussão ocorre em um momento de forte participação institucional e pressão por maior descentralização da infraestrutura do Ethereum.

No acumulado de 7 dias, o ETH caiu 12,07%, enquanto o volume diário gira em torno de US$ 33,5 bilhões, segundo dados de mercado. O preço segue consolidado abaixo da resistência psicológica em US$ 3.500, nível que traders monitoram como gatilho para continuação da tendência. No pano de fundo, ETFs de Ethereum alternam entre entradas e saídas, aumentando a sensibilidade do preço a notícias estruturais.

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O movimento também dialoga com o crescimento acelerado de soluções de Layer 2 e o recorde de ETH bloqueado em staking, fatores que elevam o debate sobre segurança, descentralização e eficiência do protocolo.

O que muda com a proposta de staking distribuído?

Na prática, Vitalik propõe que o Ethereum passe a suportar validadores operando como grupos, eliminando parte da complexidade técnica atual do chamado Distributed Validator Technology (DVT). Hoje, soluções de DVT existem, mas exigem configurações avançadas e dependem de camadas externas. Integrar isso ao protocolo reduziria riscos operacionais para grandes detentores de ETH.

O modelo permitiria que um validador registrasse até 16 chaves distintas, funcionando como “identidades virtuais”. A rede só reconheceria ações se um número mínimo dessas chaves assinasse a operação, aumentando resiliência contra falhas e penalidades como slashing. Segundo o próprio Buterin, o design seria “extremamente simples” do ponto de vista do usuário.

Isso importa porque quase 28,9% de todo o ETH em circulação já está em staking, conforme dados recentes do ecossistema. Para investidores brasileiros, maior segurança no staking pode reduzir dependência de provedores centralizados, tema já discutido em análises sobre staking do Ethereum e seu impacto na oferta disponível.

Como isso pode impactar o preço do ETH?

No curto prazo, a proposta não altera fundamentos imediatos de oferta e demanda, já que ainda está em fase de pesquisa. Tecnicamente, o ETH segue abaixo das médias móveis de 50 dias (US$ 3.310) e 200 dias (US$ 2.980), o que mantém a estrutura de alta de médio prazo. O RSI diário está em 56 pontos, sinalizando equilíbrio, enquanto o MACD permanece positivo, mas com perda de inclinação.

Se a discussão avançar e estimular mais staking independente, o efeito tende a ser redução gradual do ETH líquido em exchanges. Métricas on-chain já mostram supply em corretoras próximo de mínimas de 18 meses, reforçando o argumento de suporte estrutural ao preço. Esse cenário se conecta ao recorde de staking observado recentemente.

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Além disso, investidores institucionais seguem atentos. Apenas em 13 de janeiro, ETFs de Ethereum registraram entrada líquida de US$ 130 milhões, liderados pelo ETHA, de acordo com Blockchain.news. No entanto, a volatilidade persiste, com saídas pontuais na semana seguinte.

Quais são os riscos e limitações?

O principal contraponto é que a proposta ainda não tem cronograma nem garantia de implementação. Mudanças no protocolo do Ethereum exigem consenso amplo e podem levar anos para sair do papel. Para traders, isso significa que o impacto é mais narrativo do que prático no curto prazo.

Há também o risco de o mercado superestimar benefícios antes de testes extensivos. Caso a adoção não avance, o efeito sobre descentralização e staking pode ser marginal. O histórico mostra que nem toda proposta de Vitalik se traduz rapidamente em valorização, como já visto em outras propostas de Vitalik.

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Em síntese, a ideia reforça a direção de longo prazo do Ethereum: mais segurança, menos dependência de intermediários e infraestrutura mais robusta. Para investidores brasileiros, o tema merece acompanhamento, mas decisões devem continuar ancoradas em preço, fluxo institucional e métricas on-chain, não apenas em promessas técnicas.

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Saídas de ETFs pressionam Bitcoin após feriado e elevam risco

ETF Bitcoin, XRP, Ethereum

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Os ETFs de criptomoedas reabriram após o feriado nos EUA sob forte pressão vendedora, com saídas agressivas de capital em produtos de Bitcoin, Ethereum e XRP, segundo dados reportados por gestores. O Bitcoin caiu para US$ 88.000 no intradiário, recuo de 1,48% em 24h, enquanto o Ethereum recuou 2,7% para US$ 2.980. O movimento ocorre após um início de janeiro volátil, marcado por alternância entre entradas robustas e saídas expressivas de capital institucional.

O impacto foi imediato no mercado à vista e nos derivativos, com aumento de volume e liquidações moderadas, sinalizando ajuste de posicionamento. Para investidores brasileiros, o recado é claro: o fluxo institucional segue sendo o principal motor de curto prazo.

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O pano de fundo macro segue desafiador, com juros elevados nos EUA e sensibilidade maior a dados econômicos, o que amplifica movimentos após feriados e períodos de baixa liquidez.

O que aconteceu com os ETFs de Bitcoin e Ethereum?

Em 7 de janeiro, os ETFs de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 486 milhões, enquanto os ETFs de Ethereum perderam US$ 98,4 milhões e os recém-lançados ETFs de XRP tiveram US$ 40,8 milhões em resgates, segundo dados compilados pela KuCoin. Foi o primeiro dia de saídas relevantes desde o lançamento dos produtos.

Entre terça e quinta da semana seguinte, os ETFs de BTC acumularam US$ 1,13 bilhão em saídas, enquanto os de ETH perderam US$ 258 milhões, de acordo com a Cointelegraph. Isso ajuda a explicar por que o BTC perdeu o suporte psicológico de US$ 93.000.

No CriptoFacil, já destacamos como essas saídas de ETFs vinham se intensificando e pressionando o preço no mercado à vista brasileiro.

Fluxo institucional dita o ritmo do preço

Do ponto de vista técnico, o Bitcoin opera abaixo da média móvel de 20 dias, em US$ 94.500, enquanto o RSI diário recuou para 42, indicando perda de momentum, mas ainda fora da região de sobrevenda. O MACD segue negativo, reforçando viés de correção no curto prazo.

On-chain, o supply de BTC em exchanges subiu 0,6% na última semana, um sinal de maior disposição para venda. Ao mesmo tempo, dados mostram que baleias moveram cerca de 18.000 BTC para corretoras desde o início de janeiro.

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Esses fatores ajudam a entender por que, mesmo após dias de forte entrada — como os US$ 645,8 milhões registrados em 2 de janeiro, segundo a HTX — o mercado virou rapidamente para o negativo.

Quais são os riscos para investidores brasileiros?

O principal risco é a continuidade das saídas institucionais. Se o BTC perder o suporte em US$ 90.000, o próximo nível relevante está em US$ 86.500, mínima de dezembro. Por outro lado, uma retomada acima de US$ 95.000 pode sinalizar alívio e short covering.

Para quem opera no Brasil, a volatilidade tende a ser amplificada pelo câmbio. Movimentos bruscos do dólar frente ao real podem intensificar ganhos ou perdas em reais, mesmo com variações moderadas em dólar.

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Como mostramos em análises anteriores sobre ETFs de Bitcoin, o fluxo segue altamente sensível a expectativas macro e regulatórias.

Em síntese, o “efeito pós-feriado” reforça que o mercado ainda depende fortemente do apetite institucional. Enquanto os fluxos não estabilizarem, o cenário segue de consolidação volátil, exigindo gestão de risco mais rigorosa dos investidores brasileiros.

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